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CHAPTER 6: CONCLUSION

6.3 L IMITATIONS OF THE STUDY

A comunicação organizacional, de acordo com Goldhaber (1999), pode ser definida como o fluxo de mensagens dentro de uma rede de relações interdependentes, que ocorre em um sistema complexo e aberto. Para o autor, este sistema é influenciado e influencia o meio ambiente, assim como as pessoas, suas atitudes, seus sentimentos, suas relações e habilidades, estando relacionado às

mensagens, seu fluxo, seu propósito, sua direção e ao meio empregado.

Complementando o conceito de Goldhaber (1999), Nassar (2008) destaca que as organizações, quando observadas detalhadamente, demonstram grande diversidade, a partir de critérios como cultura, identidade, missão, visão, crenças e valores, tecnologias e estruturas de comunicação. Ainda segundo o autor, elas podem ser definidas como “um sistema social e histórico, formal, que obrigatoriamente se comunica e se relaciona, de forma endógena, com os seus integrantes, e de forma exógena, com outros sistemas sociais e com a sociedade” (NASSAR, 2008, p. 62).

Planejar e administrar a comunicação das organizações, hoje, numa sociedade complexa e num mercado competitivo, requer, portanto, uma visão mais abrangente. Assim, acreditamos que se torna necessário perceber a comunicação

Como um fenômeno inerente à natureza das organizações e que acontece em diferentes dimensões, como a humana, instrumental e estratégica, e sob fortes influências conjunturais e dos contextos econômicos, sociais, políticos, culturais e tecnológicos (KUNSCH, 2008, p. 112).

Costa (1999) já mencionava que, na medida em que as organizações tomaram consciência das possibilidades de informações que podem ser disponibilizadas aos seus públicos internos e externos, a comunicação organizacional tornou-se estratégica. Os autores Garrido (2000) e Oliveira e Paula (2007) apresentam conceitos complementares, neste sentido.

Garrido (2000) explica que a comunicação estratégica pode ser definida como marco ordenador que integra os recursos de comunicação corporativa em um cenário de longo prazo, de acordo com objetivos coerentes, adaptáveis ao contexto e rentáveis para a organização. Para ele, a implementação da comunicação estratégica nas organizações pode gerar mudanças nas formas de gestão da comunicação, entre as quais se destacam a maior preocupação com o sujeito, ator e receptor das mensagens, e a busca pela criatividade e inovação.

Oliveira e Paula (2007, p. 23) afirmam que o fator propulsor da comunicação estratégica é “a verificação pelas organizações da necessidade de se relacionarem de forma intencional e estruturada com a sociedade, prestação de contas sobre sua atuação e reconhecimento do papel e ações dos atores sociais”.

pressupõe a ampliação de seu papel e de sua função, como forma de inserir-se no espaço gerencial. É possível, desse modo, auxiliar as organizações a promover e revitalizar seus processos de interação e interlocução com os atores sociais, articulados com suas políticas e objetivos estratégicos (OLIVEIRA; PAULA, 2007).

Kunsch (2008, p. 114) sugere a adoção de uma filosofia de comunicação integrada, a qual denomina “mix da comunicação nas organizações”.19 Essa comunicação integrada tende a possibilitar a efetivação da comunicação excelente, entendida como “[...] aquela que é administrada estrategicamente, que se baseia em conhecimentos e na pesquisa científica e valoriza a cultura corporativa, os princípios éticos e o envolvimento das pessoas” (KUNSCH, 2008, p. 117). Os projetos e ações de comunicação, sob esta perspectiva, também precisam estar alinhados, estrategicamente, à missão, à visão, aos valores e objetivos das organizações (KUNSCH, 2008).

Enfatizamos a referência feita pela autora quanto à necessidade de considerar, no planejamento da comunicação estratégica por parte das organizações, os princípios éticos. Este “alerta” aqui apresentado por Kunsch (2008) retoma conceitos e comentários já mencionados ao tratarmos da responsabilidade socioambiental nas organizações.

Para Duarte e Monteiro (2009), as organizações necessitam investir na transformação da comunicação em uma competência essencial, mais especificamente, criando competências comunicativas adequadas, como, por exemplo, saber lidar com a imprensa; tratar adequadamente os públicos internos e externos; abrir espaço para o diálogo; capacitar a organização para se adaptar ao ambiente em que vive.

Neste caso, o ambiente atual apresenta um contexto no qual as organizações precisam considerar a comunicação mediada por computadores, também denominada comunicação digital.

Corrêa (2009) destaca que a comunicação corporativa contemporânea, influenciada pelos aspectos tecnológicos e sociais, tornou-se estratégica, devendo

19 Para Kunsch (2008, p. 114), o mix da comunicação nas organizações integra a comunicação institucional, por meio das relações públicas (com ações e projetos nas áreas de marketing social e cultural, assessoria de imprensa, identidade e imagem corporativa, editoração multimídia e publicidade institucional); a comunicação mercadológica, por meio do marketing (publicidade, promoção de vendas, feiras e exposições, marketing direto, merchandising, venda pessoal); e a comunicação administrativa, com a comunicação interna (processos comunicativos, fluxos informativos, redes formais e informais, barreiras, mídias internas).

estar, portanto, alinhada à estratégia global da organização.

As tecnologias digitais de informação e comunicação (Tic’s)20, configuradas na world wide web (a rede mundial de computadores e sua interface gráfica), tiveram um papel importante para a sociedade desde o início do século XXI. Acrescentaram o ciberespaço no composto da comunicação, oferecendo-o numa ambiência cotidiana, por meio de suas ferramentas e interfaces (sítios na web, intranet, ambiências de compartilhamento de som, imagem e texto, dentre outras) (CORRÊA, 2008).

Explicita ainda duas importantes considerações: a primeira refere-se à rapidez e à continuidade com que as TICs evoluem; a segunda, é que a comunicação digital (ou não) precisa ser administrada de modo estratégico pelas organizações. Sob esta perspectiva, entende que a comunicação organizacional propõe, portanto, “estabelecer os canais de comunicação e as respectivas ferramentas para que a organização fale da melhor maneira com seus diferentes públicos” (CORRÊA, 2008, p. 173). Nesse sentido, todas as possibilidades precisam estar integradas e alinhadas pela mesma visão estratégica e por um discurso uniforme e coerente das mensagens.

Segundo Corrêa (2008), não é possível restringir a comunicação digital à simples existência de um sítio na internet ou a uma comunicação interna feita por meio do correio eletrônico, pois estas são “visões inadequadas e reducionistas para uma proposta muito mais fundante” (CORRÊA, 2008, p. 173). As escolhas de opções tecnológicas disponíveis no ambiente ou em desenvolvimento necessitam considerar as especificidades das empresas e de seus respectivos públicos.

Considerando que os portais corporativos são uma das opções tecnológicas de comunicação digital das organizações com seus públicos, apresentamos alguns conceitos sobre portais corporativos e critérios de usabilidade.

20

Corrêa (2008, p. 169) define Tics como “as tecnologias digitais de informação e comunicação, englobando tecnologias de conexão e transmissão de dados por meio de redes digitais e também os sistemas, as ferramentas, as plataformas e os ambientes possibilitados e disponibilizados por meio das redes digitais para a consecução dos processos de informação e comunicação da sociedade”.