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IMAGES OF EARLY IRRIGATION CULTURE

T O THE M OUNTAINS

2. IMAGES OF EARLY IRRIGATION CULTURE

O termo aqüífero, de acordo com o glossário ecológico ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB, refere-se a uma "formação porosa, camada ou estrato, de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água" (CETESB, 2006). Em conformidade com o dicionário de termos hidrogeológicos básicos da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas –

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ABAS, aqüífero é aquela "litologia porosa e permeável, capaz de ceder água economicamente a obras de captação" (ABAS, 2006b) .

Segundo Rebouças (2002b, p. 119), rocha aqüífera é aquela que tem porosidade e permeabilidade, independente de estar ou não saturada. Quando a camada aqüífera apresenta expressiva espessura saturada sua função principal pode ser a produção de água, extraída por meio de poços tubulares escavados ou por outra obra de captação.

O Quadro 3-1 relaciona os aqüíferos mais importantes do mundo, seja por extensão ou por importância da transnacionalidade (BOSCARDIN BORGHETTI; BORGHETTI; ROSA FILHO, 2004, p. 105). Nessa relação, o Aqüífero Guarani aparece como um dos maiores em área de abrangência e não como o maior.

Quadro 3-1: Aqüíferos no mundo

Aqüífero Abrangência Área

Arenito Núbia Líbia, Egito, Chade e Sudão 2 milhões de km²

Grande Bacia Artesiana Austrália 1,7 milhões de km²

Guarani Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai 1,2 milhões de km²

Bacia Murray Austrália 297 mil de km²

Kalahari/Karoo Namíbia, Bostwana, África do Sul 135 mil km²

Digitalwaterway Vechte Alemanha e Holanda 7,5 mil km²

Praded República Checa e Polônia 3,3 mil km²

Slovak-Karst-Aggtelek República Eslováquia e Hungria não citado pela fonte

Fonte: Modificado de Boscardin Borghetti, Borghetti e Rosa Filho (2004, p. 105)

3.3.1 Tipos de aqüíferos quanto à pressão da água

Conforme Instituto Geológico Mineiro – IGM (2001), dentre os diferentes tipos de aqüíferos quanto à classificação por pressão da água, há o aqüífero livre, cuja formação geológica é permeável, parcialmente saturada de água e limitada na base por uma camada

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impermeável. O nível da água, ou nível freático, nesse tipo de aqüífero, está submetido à pressão atmosférica.

Outro tipo é o aqüífero confinado, com formação geológica permeável completamente saturada de água e é limitado no topo e na base por camadas impermeáveis. A pressão da água nesse aqüífero é superior à pressão atmosférica (IGM, 2001).

A Figura 3-4 mostra os tipos de aqüíferos descritos em relação às camadas impermeáveis do subsolo e às condições de pressão que estão submetidas suas águas.

Figura 3-4: Tipos de aqüíferos quanto à pressão da água Fonte: Modificado de Instituto Geológico Mineiro (2001)

3.3.2 Tipos de aqüíferos quanto à porosidade

De acordo com Boscardin Borghetti, Borghetti e Rosa Filho (2004, p. 106-107), existem essencialmente três tipos de aqüíferos classificados quanto à porosidade, assim descritos:

Poroso ou sedimentar: nesse tipo de aqüífero, a água circula através de poros formados

entre os grãos de areia, silte e argila de granulação variada. É constituído por rochas sedimentares consolidadas, sedimentos inconsolidados ou solos arenosos, que armazenam grande volume de água e ocorrem nas bacias sedimentares e em várzeas onde se acumulam

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sedimentos arenosos. A porosidade presente, quase sempre homogeneamente distribuída, permite que a água flua para qualquer direção, em função tão somente dos diferenciais de pressão hidrostática ali existentes. Essa propriedade é conhecida como isotropia. Cita-se o Aqüífero Guarani como um exemplo de aqüífero sedimentar.

Fraturado ou fissural: nesse tipo de aqüífero, a água circula através de fraturas, fendas e

falhas, abertas em função do movimento tectônico. É formado em rochas ígneas, metamórficas ou cristalinas, duras e maciças e armazena água graças à quantidade de fraturas aberturas e intercomunicações dessas rochas, que permitem a infiltração e o fluxo de água. Um caso particular de aqüífero fraturado é representado pelos derrames de rochas vulcânicas basálticas nas grandes bacias sedimentares brasileiras. Ressalta-se que, dependendo do grau de fraturas intercomunicantes, esse sistema pode se comportar tanto como aqüitarde – "litologia porosa, mas pouco permeável, incapaz de ceder água economicamente a obras de captação, mas capaz de ceder quantidades apreciáveis de água lentamente e em grandes áreas" (ABAS, 2006b) – quanto como aqüicludo – "litologia porosa, mas não permeável, incapaz de ceder água economicamente a obras de captação" (ABAS, 2006b). O Aqüífero Serra Geral é um exemplo de aqüífero fraturado ou fissural.

Aqüífero cárstico – Karst: nesse tipo de aqüífero, a circulação da água se faz nas fraturas

e outras descontinuidades – diáclases – que resultaram da dissolução do carbonato pela água. É formado em rochas calcáreas ou carbonáticas, com águas duras e com fluxo em canais. Como são aqüíferos heterogêneos e descontínuos, portanto, torna-se difícil a construção de modelos matemáticos para simular o escoamento subterrâneo.

A Figura 3-5 aponta, esquematicamente, os tipos de aqüíferos citados quanto à porosidade.

Figura 3-5: Tipos de aqüíferos quanto à porosidade Fonte: Modificado de Instituto Geológico Mineiro (2001)

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3.3.3 Aqüífero transfronteiriço

A principal característica de um aqüífero transfronteiriço ocorre quando seu fluxo subterrâneo natural cruza um limite internacional. Mesmo onde a divisa geográfica entre países é demarcada por um rio, os aqüíferos subterrâneos podem não transferir totalmente o fluxo subterrâneo para a recarga desse curso de água e cruzar as fronteiras (UNESCO, 2001, p. 11).

A Figura 3-6 exemplifica uma situação de fluxo subterrâneo transfronteiriço, onde um aqüífero tem sua área de recarga de um lado da fronteira internacional e sua área descarga ocorrendo em outro lado. A figura também ilustra um sistema de fluxo local.

Figura 3-6: Aqüífero transfronteiriço Fonte: Modificado de UNESCO (2001, p. 13)

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