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Fifteen-year-olds and intercomprehension

O Dicionário dos Filósofos78, sobre o verbete – PEIRCE, Charles Sanders79, 2 traz, dentre outras anotações, o registro de que é conhecido principalmente como fundador do pragmatismo e da semiótica, por suas contribuições para a história da lógica e por seus trabalhos sobre as relações e a quantificação. É um pensador enciclopédico que também escreveu muito em campos tão variados quanto matemática, epistemologia, história das ciências, psicologia, cosmologia, ontologia, ética, estética, história ... e vinhos de Bordeaux.

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Dicionário de Filosofia/Nicola Abbagnano; tradução da 1.ª edição brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi; revisão da tradução e tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti. 5.ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 392.

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3 " + /diretor da publicação Denis Huisman. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

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Peirce, Charles Sanders. (183921914) Filósofo e lógico americano, nascido em 1839, em Cambridge, Massachusetts, e falecido em 1914, em Milford, Pensilvânia. Conhecido principalmente como fundador do pragmatismo e da semiótica, por suas contribuições para a história da lógica e por seus trabalhos sobre as relações e a quantificação (que descobriu independentemente de Frege). Peirce é um pensador enciclopédico que também escreveu muito em campos tão variados quanto matemática, epistemologia, história das ciências, psicologia, cosmologia, ontologia, ética, estética, história ... e vinhos de Bordeaux. Nota: O

3 " + /diretor da publicação Denis Huisman. São Paulo: Martins Fontes, 2001, dedica sobre o autor, às pp. 7552760, em onze colunas, importantíssimos dados sobre sua pessoa e obra.

Charles Sanders Peirce, ou simplesmente Peirce, é mais conhecido como o pai da semiótica. No entanto, conforme nos mostra Kinouchi80, na obra de Charles Sanders Peirce, intitulada " % " . 5 <@ que traduziu para o português e fez sua introdução, Pierce foi realmente um cientista profissional, produziu inúmeros trabalhos científicos, foi também filósofo e pensador notável. Faleceu em 1914, aos 75 anos de idade. Deixou, como legado, junto ao acervo da Universidade Harvard, mais de 80.000 (oitenta mil) páginas manuscritas. Consta que a edição cronológica de sua obra, . + 4 "

( , prevista para trinta volumes, vem sendo publicada pela - ( e que

seis deles já foram publicados. Tomaremos aqui, como obras referenciadas, " % " . 5 , composta de seis ensaios reunidos e coletivamente assim intitulados e, nos comentários acerca da obra de Peirce do que se valeu Lucia Santaella, !.., Delaney, C.F. (1993). Science, Knowledge, and mind. A study in the philosophy of C. S. Pierce.

A abordagem de Peirce sobre a ciência

Peirce, em um dos muitos momentos de que falou acerca da ciência, conforme relato de Delaney82, assinala que a tradição nos legou duas concepções de ciência bem distintas: na primeira concepção, a ciência é, primariamente, um corpo sistematizado de conhecimento; na segunda concepção, a ciência é, antes de tudo, um método de conhecimento.

No relato83 a que nos referimos, Delaney tem2se como síntese que Peirce se opôs a ambas as concepções, tendo sido um grande crítico da primeira acepção, por entender que esta faz um corte superficial que captura apenas os remanescentes fossilizados da ciência. Quanto à segunda, criticou2a por vê2la comprometida com uma concepção de metodologia excessivamente individualista e não suficientemente dinâmica. Assim é que, fundado nas suas experiências como cientista, no seu conhecimento de história da ciência e de sua

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Kinouchi, Renato Rodrigues. Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e pesquisador em nível de pós2doutoramento junto ao Dept.º de Filosofia da FFLCH/USP. Fez a tradução e introdução da obra publicada em Português de Charles Sanders Pierce, " % ' . 5 . Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2008. pp. 7230.

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Peirce, Charles Sanders. " % ' . 5 ; tradução e introdução de Renato Rodrigues Kinouchi. Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2008.

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Delaney, C.F. (1993). Science, Knowledge, and mind. A study in the philosophy of C. S. Pierce. Notre Dame: University of Notre Dame. Apud. Santaella, Lucia. p. 9.

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Cf. Pugliesi, Marcio. Teoria do Direito/Marcio Pugliesi. 2 2.ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p.74. " + %& " %& . E aqui, dizemos nós, “relato” é empregado com este sentido.

especialidade como um metodólogo da ciência, buscou caracterizar a realidade concreta na qual a ciência viva se constitui, algo que se contrasta com qualquer especificação abstrata do fazer ciência.

Anotamos aqui os esclarecimentos essenciais feitos por Lucia Santaella84 e Jorge Albuquerque Vieira, onde e quando promovem um momento de perguntas e respostas acerca do pensamento de Peirce sobre a natureza da ciência, iniciado com a seguinte indagação: “o que é o espírito da ciência para Peirce? Quando a ciência é compreendida não como um corpo estagnado de crenças, mas como um corpo vivo, em crescimento, vemos que a sua inclinação natural está voltada para a liberdade, a mudança e a liberalidade. A ciência é a busca executada por seres humanos vivos e, quando essa busca é genuína, a ciência vive em incessante estado de metabolismo e crescimento.(...) O que caracteriza as versões convencionais da ciência é que as verdades cuidadosamente estabelecidas são catalogadas e colocadas nas prateleiras da mente de cada cientista para serem usadas nas ocasiões convenientes. Entretanto, o mero conhecimento, embora sistematizado, é memória morta. Em função disso, Peirce evita qualquer definição abstrata, precisa e acabada de ciência, para preservar a margem de indeterminação, que é própria de todo processo em progresso. Por entender que a tarefa da ciência é generalizar a experiência e não simplesmente descrevê2la, e tendo em vista que a generalização leva à predição virtual, ela não pode ficar restrita ao passado. Por fim conclui – embora sistema e método, e método mais do que sistema, sejam essenciais à concepção da ciência, ambos falham em transmitir a idéia primordial da ciência como algo vivo.”

Como se vê, Peirce levou o sentido de ciência ao mais alto grau do radicalismo, chegando ao seu limite máximo. É necessário levarmos em conta que Peirce viveu em uma época em que o espírito da engenharia era adorado em muitas partes do mundo e que vicejavam na Europa vários nacionalismos que reclamavam lealdade às suas comunidades científicas.

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Santaella, Lúcia. 1 5 : . : /'A