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Illustrasjon av metodeprosessen og forklaringen til den

O congestionamento em uma rede de computadores pode ocorrer devido à carga

excessiva nesta rede, ou seja, se a quantidade de pacotes enviados para rede for superior à

capacidade que ela tem de controlá-los, ocorre o congestionamento. Para evitar esse

congestionamento, é necessária a utilização de técnicas e mecanismos que mantenham a

carga na rede, a níveis em que ela possa controlar os pacotes recebidos (KUROSE, et al.,

2009).

Os elementos centrais de uma rede de computadores, como, por exemplo,

roteadores e switches, possuem filas de dados. Essas filas são, na verdade, buffers que

armazenam os pacotes nesses elementos de rede antes e após seus processamentos. A

capacidade de armazenamento desses buffers está associada à quantidade de memória

disponível em cada um dos elementos da rede, bem como a capacidade de processamento

Taxa de dados

Segundos

Taxa máxima dados

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dos pacotes armazenados nesses buffers está associada às características do processador

empregado no nesse elemento da rede. Logo, os recursos disponíveis nos elementos

centrais das redes são finitos, por esse motivo, a capacidade que possuem de tratar os

pacotes que trafegam na rede é limitada, o que ocasiona os congestionamentos (KUROSE,

et al., 2009).

A Figura 20 ilustra o funcionamento de um roteador. Esse roteador possui uma

interface de conexão com a WAN, que atua como gateway, e duas interfaces de conexão

com as LANs. Quando um pacote é recebido na interface de conexão com a WAN, esse

passa por três etapas antes de ser direcionado de fato às interfaces de conexão com as

LANs. Essas etapas são: i) pacote é colocado na fila de entrada da interface de conexão

com a WAN, enquanto aguarda a verificação; ii) os pacotes são retirados dessa fila sempre

que chegarem ao início da fila, para isso, o roteador utiliza a tabela de endereçamento e o

endereço de destino do pacote para determinar sua rota; iii) O pacote é encaminhado para a

fila da interface de conexão com a LAN apropriada, até chegar o momento de sua

transmissão.

Figura 20. Tratamento de pacotes em um roteador.

Dois fatores podem causar sobrecarga nesse roteador. O primeiro é quando a taxa

de chegada de pacotes na fila de da interface de conexão com a WAN for maior que a taxa

de processamento, geralmente o conteúdo aumenta, podendo chegar ao limite de sua

capacidade de armazenamento. O segundo fator é quando a taxa de transmissão dos

pacotes nas filas das interfaces de conexão com as LANs é menor que a taxa de

processamento dos pacotes nessas interfaces, o que leva também ao esgotamento da

capacidade de armazenamento da fila.

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O desempenho de uma rede de computadores é medido por meio de dois fatores, o

atraso e a vazão. O atraso, ou delay, em uma rede de computadores especifica o tempo que

um bit de dados leva para trafegar nessa rede de um computador a outro. O atraso é medido

em segundos, ou frações de segundo, ou seja, é uma medida quantitativa. A vazão, ou

throughput, também medido quantitativamente, geralmente em bps (bits por segundo),

mede a taxa em que podem ser enviados os dados por meio da rede (KUROSE, et al.,

2009).

Um tipo de atraso em uma rede de computadores é o de propagação, associado ao

tempo que um sinal precisa para viajar por meio de uma fibra ótica ou fio, por exemplo. Já

o segundo é chamado de atraso de comutação, geralmente introduzido por dispositivos

como hubs, bridges ou switches de pacotes, por exemplo. Esse segundo tipo de atraso está

relacionado à capacidade de processamento desses dispositivos, já que levam uma fração

de tempo para receber todos os bits de um pacote, para então processá-los.

Ainda em relação ao atraso, pode existir o atraso de acesso, já que os meios de

comunicação em uma rede são compartilhados entre diversos computadores, assim, eles

devem aguardar a disponibilidade do meio. Outro atraso possível está relacionado com as

filas de pacotes, existentes nos elementos centrais das redes, como os switches, por

exemplo. Nesse tipo de atraso, um pacote que chega em uma fila, precisa aguardar

enquanto o elemento da rede processa os pacotes que já estavam na fila.

Na Figura 21, é possível visualizar os efeitos ocasionados pelo atraso de pacotes em

uma rede de computadores. Se a carga na rede for muito grande, aproximando-se de sua

capacidade, o atraso total dos pacotes cresce de maneira assintótica, já que os tempos de

espera nas filas, por exemplo, de roteadores, influenciarão no atraso total dos pacotes. Um

fato que agrava esse problema é a retransmissão de pacotes, já que, com o atraso, a origem

não recebe a resposta de confirmação de destino e envia o pacote novamente, aumentando

ainda mais o congestionamento (FOROUZAN, 2006).

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O outro fator relevante ao desempenho de uma rede de computadores é a vazão, ou

throughput, que é a quantidade de bits que passa em um determinado ponto da rede em um

intervalo de tempo (FOROUZAN, 2006). A Figura 22 mostra os efeitos da vazão sobre o

congestionamento em uma rede de computadores. Quando a carga na rede está abaixo de

sua capacidade, a vazão aumenta proporcionalmente. Entretanto, quando a carga atinge a

capacidade da rede, essa vazão diminui rapidamente, já que as filas de pacotes, presentes

em roteadores, por exemplo, são esgotadas. Com isso, os pacotes que chegam são

descartados, repercutindo na retransmissão de pacotes, porque as confirmações de

recebimento dos pacotes não são enviadas à origem deles, piorando assim, o

congestionamento nas redes (FOROUZAN, 2006).

É importante notar a distinção entre atraso e throughput, pois o primeiro diz

respeito ao tempo que um bit leva para chegar ao seu destino por meio de uma rede de

computadores. Já o throughput mede a quantidade de pacotes que passam na rede por

unidade de tempo (COMER, 2007).

Figura 22: Capacidade de vazão.

Vazão

Carga

Área sem

congestionamento

congestionada Área

Capacidade

Figura 21: Atraso de pacotes.

Atraso

Carga

Área sem

congestionamento

Área

congestionada

Capacidade

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Apesar das definições distintas entre atraso e vazão, é possível notar a influência da

vazão no atraso. Isso pode ocorrer, por exemplo, em um switch de pacotes, cuja fila não

está vazia, assim, caso chegue outro pacote nesta fila, ele terá que aguardar o switch

encaminhar os pacotes que chegaram primeiro; esse tempo em espera na fila influenciará

no tempo total que o pacote leva para chegar ao seu destino e o atraso será maior. Essa

relação entre atraso e throughput pode ser mostrada na Equação (31).

𝐷 =(1𝐷− 𝑈)0

(31)

A Equação (31), 𝐷 denota o atraso efetivo, 𝐷0 é o atraso quando a rede está ociosa

e 𝑈 é um valor entre 0 e 1 que indica a utilização atual da rede. Assim, se uma rede não

estiver em uso, o valor de 𝑈 é zero e o atraso efetivo é 𝐷0. Quando o tráfego chega

próximo da capacidade da rede, o atraso tende ao infinito. Essa relação permite observar

que o atraso nas redes aumenta à medida que o tráfego chega próximo à capacidade de sua

vazão. Portanto, influenciar na vazão, pode trazer ganhos no atraso da rede (COMER,

2007).

O controle de congestionamento, em uma rede de computadores, pode ser dividido

em duas categorias: controle de malha fechada, que trata o congestionamento após o seu

acontecimento, para minimizá-lo; e controle de malha aberta, que aplica políticas para

evitar a ocorrência de congestionamentos (FOROUZAN, 2006). O sistema proposto nesta

Dissertação de Mestrado pode ser classificado como um sistema de controle de

congestionamento de malha aberta, já que realiza a predição de uma demanda futura de

tráfego, e realiza a realocação da largura de banda necessária para dar manter a fluidez

desse tráfego.