C. A TTRIBUTION
1. ILC Article 4 – Is ANR a State Organ?
Considero fundamental ajudar o aluno a desenvolver a competência de gerir a sua própria aprendizagem. Para tal torna-se essencial que, durante o seu processo de desenvolvimento, disponha de ferramentas intelectuais e sociais que lhe permita o acesso a uma aprendizagem contínua ao longo de toda a sua vida. Como já referi anteriormente, foi nesta perspetiva do “aprender a aprender” que tentei desenvolver atividades didáticas e autorreguladoras, que envolvessem o aluno em aprendizagens significativas e reais, adotando estratégias que desenvolvessem, não só, a sua capacidade linguística, sociocultural, humana, como também reflexiva.
Na atualidade, as orientações pedagógicas no espaço europeu, consideram o “aprender a aprender” uma competência fundamental na sociedade do conhecimento, sendo definida da seguinte forma:
“aprender a aprender” é a capacidade de se iniciar e prosseguir uma aprendizagem. Os indivíduos devem ser capazes de organizar a sua própria aprendizagem, incluindo gerir o seu tempo e a informação com eficácia, tanto individualmente como em grupos. Esta competência implica também que o indivíduo tenha consciência do seu próprio método de aprendizagem e das suas próprias necessidades, identificando as oportunidades disponíveis, e que tenha a capacidade de remover os obstáculos para uma aprendizagem bem-sucedida.”2
Como tal, a aplicação de instrumentos de autorregulação quer no final das unidades didáticas, quer o questionário global de autoavaliação permitiu, por um lado, que os alunos pudessem refletir sobre as suas ações, exercer um maior controlo sobre os seus próprios processos de aprendizagem e reforçar as suas competências para aprender e, por outro lado, possibilitou-me a recolha de informação para fazer diagnoses das
2 Cf. Proposta de Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho sobre as competências chave para a aprendizagem ao longo da vida /* COM/2005/0548 final - COD 2005/0221
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potencialidades e dificuldades de cada aluno ao longo deste processo de ensino- aprendizagem, podendo ir alterando ou reiterando estratégias de ação e fazer um balanço final da minha intervenção pedagógica.
Segundo Vieira & Moreira (1993: p. 72):
“Este tipo de atividade “motiva uma reflexão sobre a dimensão mais individual da aprendizagem, no âmbito da qual podem ser identificadas diferenças importantes de sujeito para sujeito: estilos, preferências, necessidades, objetivos, estratégias e hábitos de estudo.
Sendo assim, no que diz respeito ao questionário global de autoavaliação (v. anexo 18), elaborei algumas questões de escolha múltipla e outras de resposta livre, mas todas com espaço para uma justificação pessoal. Nas perguntas de carácter aberto, considerei fundamental incluir alguns aspetos orientadores para que a caracterização pessoal dos alunos sobre as atividades lúdico-pedagógicas e a sua reflexão sobre as dinâmicas de grupo/pares e sobre as questões atitudinais não resultassem muito limitadoras e pouco produtivas na recolha de dados concretos para a minha posterior análise e reflexão. Como o objeto de estudo e questionamento do meu projeto de intervenção se prendeu com estas mesmas questões nucleares, não podia correr o risco de recolher respostas como: “porque é divertido… porque gostei…. porque não gostei… assim assim, ….” Entendo que a estratégia praticada teve resultados positivos, pois, ao analisar os questionários, verifiquei que a maioria dos alunos não se limitou apenas a escolher e transcrever alguns aspetos, mas teve a preocupação de os justificar com opiniões pessoais.
Na primeira questão, a maioria dos alunos (48%) respondeu que ao longo dos vários momentos de interação oral se foi sentindo menos receoso em errar ou pronunciar mal as palavras e 26% afirmou sentir-se cada vez menos envergonhado. Interpreto estes resultados como algo muito positivo, pois o propósito da minha intervenção era precisamente potencializar momentos de interação oral, através de atividades que pudessem desbloquear o medo de errar, a vergonha ou a timidez. Muitos justificaram esta evolução na participação oral, porque adoraram fazer as atividades em grupo e em turma, outros disseram que a professora e os colegas os faziam sentir à vontade e os ajudavam em momentos de dúvidas e outros afirmaram que as atividades lúdicas em grupo os faziam libertar da timidez. No entanto, 7% dos alunos revelaram que ainda se sentem muito receosos em participar, devido, sobretudo, ao medo de
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pronunciar mal as palavras. Alguns alunos, por timidez, por insegurança levam mais tempo a libertar-se e a tentar participar numa aula de língua estrangeira, numa fase tão inicial. Mesmo que as atividades tenham o objetivo de motivar e aumentar o nível de confiança dos alunos para participarem mais oralmente, nem sempre é possível trabalhar casos de insegurança de forma mais particularizada, sobretudo quando se trata de uma turma de 27 alunos e de uma intervenção pedagógica com um período de ação limitado.
Na segunda questão, 52% dos alunos consideraram que os momentos de interação oral foram uma forma de melhorar a expressão oral, dando muita importância à aquisição de vocabulário e conhecimentos linguísticos e culturais sobre os temas e reforçando a ideia que a professora insistia muito para que falassem em espanhol. Curiosamente, apenas 11% dos alunos consideraram os vários momentos de interação oral como uma forma de partilhar opiniões com os outros. Isto leva-me a concluir que os alunos, ainda, estão demasiadamente “colados” à ideia que as aulas apenas servem para cumprir objetivos linguísticos, não dando o devido valor à partilha de experiências e opiniões.
Na terceira questão, relativamente ao que as atividades lúdicas representaram no seu processo de aprendizagem, a maior parte dos alunos (48%) respondeu que lhes permitiram falar mais espanhol com os colegas e com a professora, acrescentando que, com as atividades lúdicas, puderam falar com os colegas sem receio de cometer erros, melhorar a sua pronúncia e vocabulário, partilhar dúvidas e opiniões. Constatei que os alunos mais tímidos, ao trabalharem e apresentarem os seus trabalhos em grupo ou pares não se sentiram tão expostos e vulneráveis a possíveis críticas ou momentos de troça, acreditando mais nas suas capacidades e sentindo o apoio do seu grupo ou par. A parte lúdica dos trabalhos de grupo ou pares também ajudou a aliviar possíveis momentos de tensão ou stress e a desenvolver, na turma, uma dinâmica colaborativa mais descontraída.
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29%
52%
4% 11%
0% 0% 4%
2. Para mim os vários momentos de interação oral foram uma forma de:
Adquirir vocabulário novo Melhorar a minha expressão oral Tentar combater a minha timidez Partilhar a minha opinião com os outros
Aceitar pontos de vista diferentes Ficar ainda mais nervoso
Sentir-me Inseguro e não conseguir participar
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Da quarta à nona pergunta, o objetivo principal foi perceber de que forma as várias atividades lúdico-pedagógicas tinham sido ou não significativas para os alunos e lhes permitiram ou não potencializar a sua interação oral em espanhol.
Relativamente à quarta questão que tratava do jogo-quiz “Animales del Zoo”, os alunos, de uma maneira geral, gostaram bastante da atividade, tendo sido para alguns a sua favorita. Destacaram-na como uma atividade que lhes permitiu ser autónomos e criativos na elaboração dos cartões de perguntas, testar os conhecimentos dos colegas sobre os conteúdos temáticos e culturais abordados ao longo da unidade didática, acrescentar curiosidades sobre o tema, aprender muito vocabulário que lhes permitiu participar mais. Realçaram, ainda, que era um tema que lhe interessava muito e sobre o qual podiam expressar opinião e experiências pessoais vividas.
“Na minha opinião o tema foi interessante porque fiquei a saber melhor como trabalhar em grupo e mais curiosidades sobre os animais. Nesta atividade também fomos mais criativos na elaboração das perguntas, sendo isto muito útil.”
“ Ajudou-me a falar com os colegas em espanhol de forma espontânea e combater a minha timidez e participar mais com os meus colegas.”
“ Gostei de ter criado as perguntas porque assim pude testar os meus colegas.” “Foi interessante pelo facto de abordar um tema que me interessa muito.”
“Este jogo foi uma forma de empregar vocabulário, ser criativo e autónomo e também interagir com os colegas não só do meu grupo mas também com os outros grupos.”
“Eu gosto muito de animais, por isso, interessou-me falar sobre o tema. Aprendi vocabulário da unidade de forma divertida.”
“Ser criativo porque fiz as minhas perguntas sobre o jogo e a professora ia corrigindo erros e ajudando com vocabulário. Com este jogo também consegui empregar novas técnicas e vocabulário para uma boa aprendizagem.”
Quadro 4: Exemplos de respostas dos alunos à 4ª questão do Questionário Global de Autoavaliação
Quanto à quinta pergunta, relacionada com o jogo de pares “Mímica de Acciones y Aficiones”, os alunos na sua grande maioria afirmaram gostar deste tipo de atividades relacionadas com a área da representação e linguagem corporal/gestual. Consideraram que foi uma forma interessante e divertida de explorar um ponto gramatical (o gerúndio) e de comentar algumas tradições hispânicas, recorrendo à expressividade corporal. Contudo, houve também dois alunos que responderam não gostar deste tipo de atividades porque têm vergonha e não conseguem ser expressivos. No geral, creio que esta atividade permitiu que a interpretação gestual e corporal
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dinamizasse não só um bom momento de interação oral em turma, mas também no seio do par, através da imaginação e cumplicidade que tinham que ser trabalhadas para que o momento de representação fosse criativo e motivasse a participação oral dos colegas. “Foi uma forma de os nossos colegas adivinharem o que nós estávamos a fazer e assim tiveram que falar em espanhol.”
“ Gosto deste tipo de atividades e de representar.”
“O jogo permitiu-nos conviver mais com o nosso par, combinar a forma de representar para que os colegas adivinhassem.”
“Interagir com o meu par de forma criativa e com cumplicidade porque aquilo era feito em pares e tínhamos que colaborar um com o outro. Ser expressivo na representação mímica, sim porque tínhamos que fazer uma representação que os outros percebessem e ser criativos porque tínhamos que pensar como íamos representar.”
“Embora tenha tido vergonha em representar a mímica, gostei de aprender o gerúndio desta maneira.” “Não quis participar porque não gosto muito deste tipo de jogos.”
Quadro 5: Exemplos de respostas dos alunos à 5ª questão do Questionário Global de Autoavaliação
Na sexta pergunta, relacionada com o projeto de grupo “Cómic Digital”, como já referi anteriormente, os alunos foram muito recetivos a esta atividade porque, segundo eles, puderam criar de forma autónoma e criativa uma BD num formato inovador. Realçaram, também, que este trabalho lhes permitiu ver a importância de organizar e distribuir as tarefas pelos vários elementos do grupo e tentar aceitar melhor as opiniões uns dos outros, de forma a concluir a tarefa no prazo estabelecido. Penso que esta atividade foi nuclear para uma evolução no processo de autorreflexão e autoavaliação dos alunos, uma vez que, quer no questionário de autorregulação, efetuado no fim da unidade didática, quer neste questionário final, assumiram uma postura mais reflexiva e honesta em relação às atitudes e comportamentos que dificultaram o trabalho cooperativo.
“Foi uma forma de aprender a mexer no Pixton.comics, escolhendo as personagens os cenários, os diálogos e a discutir ideias em espanhol.”
“ Gosto de fazer a BD porque tive que pensar em espanhol, nos falsos amigos e nas expressões populares. Foi muito divertido fazer.”
“ Gostei muito deste trabalho pois ao mesmo tempo que trabalhávamos, falávamos em espanhol e divertíamo-nos.”
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da BD e mostrá-la a todos os alunos da escola.”
“Acho que foi divertido porque com as coisas que aprendemos em TIC podemos aplicar aqui no espanhol para a criação da BD.”
“Foi uma forma de explorar de forma criativa os conteúdos abordados durante a unidade temática, pois como o tema da BD era livre podemos “recordar” várias matérias já estudadas.”
“Motivar-me mais a interagir em espanhol com os meus colegas de grupo, explorando o meu lado imaginativo, porque tive que elaborar uma história com os meus colegas num formato inovador e interessante porque tínhamos muitas opções para escolher as imagens da BD e fazer os diálogos em espanhol.”
“Gostei de trabalhar na BD mas ao início houve problemas em aceitar as ideais uns dos outros.”
“Foi uma atividade divertida, mas também um bocado difícil trabalhar com alguns colegas que nunca concordavam com nada.”
Quadro 6: Exemplos de respostas dos alunos à 6ª questão do Questionário Global de Autoavaliação
Quanto à sétima pergunta, relacionada com a última atividade lúdico- pedagógica “Adivina…Adivinanza”, a totalidade dos alunos afirmou ter sido o tema que mais os entusiasmou e, eu própria, constatei que os enigmas com as imagens e as bandas sonoras como introdução à unidade temática do cinema potencializaram, ainda mais, a sua motivação para interagir. A partilha de saberes, curiosidades, gostos e experiências pessoais foram uma constante. Aliado a tudo isto, saliento, novamente, a boa dinâmica de turma, uma vez que os alunos não só se iam entreajudando no decifrar dos enigmas, como também na construção frásica sobre os filmes. Não tentaram apenas encontrar erros ou falhas nas frases dos colegas que iam ao quadro, mas sim ajudá-los nas dúvidas com vocabulário, gramática ou mesmo sugerindo ideias.
“Neste jogo foi abordado o tema com criatividade e muita diversão de maneira a não nos cansarmos. Ajudei os meus colegas nos puzzles e não tive tanta vergonha a falar espanhol.”
“ Adorei adivinhar as bandas sonoras dos filmes e tudo de uma forma descontraída.” “ Diversifiquei os meus conhecimentos na cultura espanhola e no meu vocabulário.” “Foi divertido porque todos participámos.”
“Na minha opinião este jogo enigma foi divertido porque abordamos um novo tema de forma criativa e divertida, ajudamos os nossos colegas a decifrar os enigmas e a corrigir erros e fiquei a saber o que são os Premios Goya.”
“Gostei desta atividade pois pratiquei a minha expressão oral em espanhol de uma forma descontraída porque gosto muito do tema.”
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dificuldades em resumir o filme Hulk.”
“Interagimos em grupo e partilhámos opiniões.”
“ Pude expressar os meus gostos pessoais e falar de um tema que me interessa muito e ajudar os colegas a decifrar os enigmas. Assim as aulas são mais interessantes e divertidas e nós estamos mais descontraídos.”
Quadro 7: Exemplos de respostas dos alunos à 7ª questão do Questionário Global de Autoavaliação
A oitava pergunta, direcionava-os para refletirem sobre que tipo de atitudes e valores permitem uma concretização mais eficaz de trabalhos de grupo ou pares. A grande maioria dos alunos afirmou que é necessário saber respeitar a opinião dos outros, colaborar e ajudar os que têm mais dificuldades. Sinceramente, de uma maneira geral, verifiquei este tipo de comportamento em várias dinâmicas de grupo aquando da realização das atividades. Embora, como já referi anteriormente, houve alguns momentos de menor tolerância, sobretudo quando lhes dei a oportunidade de serem eles a formar os grupos de trabalho.
“Acho que ao trabalhar em grupo ou pares devemos colaborar todos e adequar o que aprendemos ao trabalho de grupo/pares.”
“ O mais importante é ajudar os colegas quando revelam alguma dificuldade, porque ninguém sabe tudo.”
“ Acho que devemos ouvir a opinião dos colegas, ajudá-los e devemos realizar as tarefas com tranquilidade e silêncio.”
“Respeitar a opinião dos outros, aparecer mais nas reuniões de grupo (se for necessário) e realizar as tarefas com responsabilidade.”
“Acho que trabalhar em grupo ou pares nos ajuda a aprender mais com o vocabulário dos nossos colegas.”
“Respeitar a opinião dos outros é importante porque através disso posso ajudá-los a melhorar e porque merecem participar e não pode contar só a minha opinião. Não fazer troça dos colegas porque todos erram e eu também posso errar.”
Quadro 8: Exemplos de respostas dos alunos à 8ª questão do Questionário Global de Autoavaliação
Relativamente à nona questão, onde lhes pedi que mencionassem o que tinha funcionado melhor ao longo das dinâmicas de grupo ou pares, 44% dos alunos responderam que tinha sido a partilha de conhecimentos e 30% o respeito entre colegas. Nas justificações que deram destacaram que nunca se riram ou fizeram troça dos colegas com mais dificuldades e que tentaram sempre colaborar com ideias. Alguns
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alunos (15%) escolheram como fator mais positivo dos seus trabalhos de grupo ou pares o empenho de todos os elementos na execução das tarefas e 11% destacou a importância de saber distribuir de forma equitativa as tarefas, dando o exemplo do projeto da BD, onde uns trabalhavam mais a parte de produção artística /cénica e outros a produção linguística. Claro está, que este tipo de divisão de tarefas, leva a que, por vezes, alguns alunos “fujam” da parte de produção linguística, preferindo apenas trabalhar os elementos mais técnicos. No entanto, enquanto fui acompanhando as diferentes equipas de trabalho, ao longo das diversas atividades, constatei que quase todos iam colaborando na parte de produção escrita, ainda que, um ou outro aluno, com mais dificuldade, só fosse dizendo uma ou outra palavra em espanhol. Considero que, o trabalho de colaboração permite sempre que se melhore a competência linguística, nem que seja a ouvir os nossos pares.
Na décima questão, pretendia que os alunos conseguissem identificar que fator tinha limitado o seu desempenho nas atividades de grupo ou pares. Muitos alunos (26%) indicaram a falta de interesse de alguns elementos do grupo, 22% respondeu que tinha sido a falta de tempo, 18% admitiu a irresponsabilidade no cumprimento das tarefas e apenas 4% os momentos de troça sobre erros de pronúncia ou vocabulário. Contudo, a maior parte dos alunos (30%) referiu outros aspetos, destacando os momentos excessivos de brincadeiras entre alguns membros dos grupos, a falta de cumplicidade entre alguns colegas, que os levava a não interagir e distribuir tarefas e alguns momentos de intolerância face a opiniões diferentes. Contudo, houve uma resposta que chamou a minha atenção, de uma forma particular, porque se prendia com a questão da avaliação. Um aluno, neste item, referiu que nem sempre as atividades de grupo ou pares correram bem, porque alguns elementos não se interessavam nem colaboram no trabalho, mas no final recebiam a mesma avaliação. Este ponto é fulcral, pois a questão da avaliação de trabalhos conjuntos nem sempre é fácil de avaliar de forma justa e clara e tende-se sempre a avaliar o produto final. Tenho noção que muitas vezes os alunos se sentem prejudicados em dinâmicas de grupo, e como tal acho fundamental que os diversos parâmetros de avaliação do trabalho sejam clarificados no início das atividades e que os alunos tenham um feedback claro da avaliação desses mesmos parâmetros, no final da tarefa. No entanto, em turmas muito grandes, com programas muito extensos e metas estranguladoras a cumprir, nem sempre podemos realizar toda a atividade em aula e muito do trabalho passa para fora da sala de aula,
63 26% 4% 18% 22% 30%
10. Que ponto menos positivo limitou as minhas atividades de grupo ou pares?
A falta de interesse de alguns elementos do grupo
Os momentos de troça sobre erros de pronúncia ou vocabulário
A irresponsabilidade no cumprimento das tarefas
A falta de tempo para a partilha de informação
Outro
não conseguindo, por vezes, o professor reunir uma avaliação completamente válida e justa. Ao longo da minha, ainda curta, experiência profissional, tento colmatar este tipo de constrangimentos, pedindo sempre aos meus alunos uma apresentação oral dos trabalhos efetuados ou dialogando com eles, antes da entrega do “produto final”, tentando averiguar o que correu bem e mal na dinâmica de grupo.
Gráfico 10: Resultados das questões nº 9 e nº 10 do Questionário Global de Autoavaliação
Como o meu objetivo não se limitava a que os alunos apenas identificassem os aspetos menos positivos, na décima primeira pergunta pedi-lhes que refletissem sobre como poderiam melhorar, enquanto elementos de um grupo ou par, os momentos de interação oral, de partilha e respeito de opinião. A grande maioria, de forma honesta, referiu que podia tentar falar mais em espanhol, uma vez que já têm mais vocabulário,
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aceitar, mais frequentemente, as ideias dos colegas e aparecer e colaborar mais nas