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Ikraftsettings- og overgangsbestemmelser

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7 UTFORMINGEN AV ENKELTE TYPER BESTEMMELSER

7.3 Ikraftsettings- og overgangsbestemmelser

Recorrendo à afirmação escolhida para a abertura deste estudo, título de um dos livros do ilustre pedagogo Rubem Alves, OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA , (2017) é incontornável a referência à Pérola do Atlântico, ilha onde urge fazerem-se pérolas educativas a partir de ostras inconformadas.

À pertinência temporal subjacente a este projecto, que consubstancia as competências do perfil do aluno para o séc. XXI, junta-se um fator historicamente evidenciado na região, o cariz inovador que diversas iniciativas regionais têm assumido, tornando a região pioneira e inspiradora de várias mudanças nacionais. Desde o começo do Desporto Escolar, à introdução do inglês no 1° ciclo, a RAM tem sido, ao longo da sua história, muitas vezes, berço de iniciativas inovadoras, a proposta CEV, que se quer de cariz público, pois propõe uma resposta à urgente necessidade de transformação que o sistema educativo evidencia, pode contribuir, com o apoio da SRE, para encontrar novas respostas numa matéria tão urgente e central como a educação.

Acresce ainda o facto da especificidade da RAM, na medida em que oferece os meios adequados à visão sustentável da CEV, quer para o desenho arquitetónico, com base num estudo etnográfico, com materiais como o vime, o colmo entre outros de origem local, quer para as aprendizagens significativas, através das práticas agrícolas, pecuárias, alimentares, artesanais, artísticas e desportivas, numa visão holística cujo objetivo visa formar Seres únicos que constroem as suas aprendizagens vivendo sustentavelmente, enquanto se apropriam da vida, nas dimensões do belo, da verdade, do bem, do justo e do sustentável, tal como já referido anteriormente no documento editado pelo Ministério da Educação, Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatório. (Gomes, 2017)

Neste estudo, depois de se reunir a fundamentação teórica que sustenta a possibilidade de uma proposta educativa inovadora, centrada na aprendizagem criativa, cooperativa e sustentável, procurou-se responder através da abordagem empírica, à pergunta inicial - Qual a aceitabilidade, na RAM, de um projeto alternativo ao modelo educativo atual, pautado por uma aprendizagem criativa, cooperativa e sustentável?

Através da recolha e tratamento de dados pôde-se verificar que, quer na consulta à comunidade educativa onde se auscultou, através de inquérito, a importância da

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aprendizagem criativa, cooperativa e sustentável como componente imprescindível ao novo paradigma e a aceitabilidade do paradigma baseado na aprendizagem criativa, cooperativa e sustentável na comunidade educativa alvo, quer na abordagem direta, através da entrevista, a representantes de órgãos decisores, a aceitabilidade face a um projeto baseado na aprendizagem criativa, cooperativa e sustentável reuniu consenso. Da análise dos inquéritos conclui-se que, no que diz respeito à importância da aprendizagem criativa, resultante de experiências vivenciadas, os inquiridos, 70% em todos os grupos contemplados, respondem “Sim, muito”; em relação à aprendizagem cooperativa como metodologia de trabalho, os inquiridos respondem maioritariamente com “Sim, muito”, numa percentagem igual ou superior aos 60%; sobre a importância de incluir no currículo problemas do quotidiano para que as aprendizagens possam revestir-se de maior significado e sustentabilidade, todos os grupos dos inquiridos ultrapassaram os 65% na resposta afirmativa “Sim, muito”. Relativamente à abordagem criativa e à importância atribuída ao trabalho cooperativo propostas no projeto, os inquiridos respondem a cada uma das questões com “Sim, muito” numa percentagem igual ou superior aos 60% e 50% dos inquiridos demonstra o reconhecimento da promoção da sustentabilidade no projeto em proposta. No que se refere ao interesse relativamente à participação no projeto em proposta, das 195 respostas 155 foram positivas.

Da análise das entrevistas comprova-se que o trabalho cooperativo é uma metodologia privilegiada pelos representantes de órgãos decisores. Os entrevistados manifestaram a indubitável urgência da implementação de práticas que promovam a aprendizagem criativa e sustentável. Os dois entrevistados confirmaram as condições ideais, a mais- valia e a exequibilidade de um projeto educativo alternativo baseado nas três linhas propostas neste estudo, a saber criatividade, cooperação e sustentabilidade nas aprendizagens.

No Parecer sobre a organização da escola e promoção do sucesso escolar onde se refere exemplos como o da Finlândia e o da rede de colégios Jesuítas, práticas inovadoras de sucesso que, de acordo com Joaquim Azevedo, deveriam ser seguidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), pelo Governo, pelas escolas e por toda a sociedade, evidencia-se também, em Portugal, pequenas dinâmicas inovadoras que procuram responder ao desajuste dos métodos tradicionais e defende-se a elaboração de um

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horizonte de mudança, enunciando-se os princípios que se vislumbram como fundamentais para o sucesso da escola no futuro.

Assim, e seguindo as recomendações deste parecer, (Azevedo, 2016, p.34476 /34477) procurou-se ao longo deste estudo contribuir com uma proposta válida e passível de ser aplicada na medida em que corresponde aos pressupostos apresentados como fundamentais para um horizonte de mudança escolar de sucesso que se inspire em modelos bem-sucedidos, resistindo à mimetização e encontrando respostas construídas com a contribuição da comunidade.

Recorrendo à imagem proposta ao descrever a escola do futuro onde é lembrado o livro “História de uma Ilha onde as Crianças Construíram uma Escola Nova”, (Alarcão, 2008, p. 172) refere-se que a utopia viabiliza um pensamento aberto sobre o futuro e que o nosso país pode, à semelhança do que acontece em diversas partes do mundo, procurar equacionar outras perspetivas e trabalhar uma nova visão, apresenta-se este trabalho neste âmbito.

A justificação para a apresentação deste estudo, como um pequeno contributo para a inovação educacional, encontra ainda eco no Parecer sobre a organização da escola e promoção do sucesso escolar, (Azevedo,2016, p. 34476) onde se refere:

“Importa que estas dinâmicas e muitas outras que já se desenvolvem não fiquem à mercê da divulgação ocasional dos média generalistas e sejam sistematizadas e amplamente divulgadas pelo próprio Ministério da Educação. 19 — A inovação educacional no mundo aponta para práticas mais disruptivas”.

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