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IFRS EKSPERT : SENTRALE REGNSKAPSMESSIGE PROBLEMSTILLINGER OG VURDERINGER . 35

1. INNLEDNING

6.2 IFRS EKSPERT : SENTRALE REGNSKAPSMESSIGE PROBLEMSTILLINGER OG VURDERINGER . 35

O objetivo central desta pesquisa foi identificar os avanços e desafios das políticas públicas de formação de professores para o campo, implementadas na Paraíba. Para isto, foi feito um mapeamento dos cursos superiores de formação de professores que têm suas propostas de acordo com a formação que é defendia ou recomendada pelos pesquisadores, pelos Movimentos Sociais do campo e pela própria Política de Educação do Campo, a saber: a Licenciatura de Educação do Campo.

Com esse mapeamento, foram encontrados os cursos superiores de formação de professores do PRONERA oferecidos pela UFPB (Campus I/João Pessoa e Campus III/Bananeiras), o Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFCG (Campus de Sumé), e o Curso de Especialização em Fundamentos da Educação/Práticas Pedagógicas Interdisciplinares da UEPB, oferecido aos professores da rede estadual de ensino. Este último foi selecionado como foco de análise empírica por incorporar em seu currículo e na sua prática didático-pedagógica a disciplina Educação e Campo.

A análise possibilitou concluir que a formação de professores para as escolas do campo na Paraíba, mediante a concepção de Educação do Campo, ainda é um processo desafiante. Esta pesquisa mostrou que, apesar de haver uma contribuição bastante significativa por parte das universidades públicas do estado, ainda é necessária uma maior acentuação em prol da formação de professores, tanto em relação ao estado quanto aos municípios. Isto implica na necessidade de o governo estadual desenvolver iniciativas em parceria com as universidades e municípios para formar os professores leigos que estão nas salas de aulas das escolas do campo.

Por ora, também implica afirmar que os Seminários Regionais de Educação do Campo (2013) e as oficinas de Educação Ambiental realizadas pela SEE (2014) foram ações significativas sim, mas, diante da demanda e da realidade da Educação do Campo que se faz neste estado, requer-se que mais ações sejam feitas em prol da formação dos professores, tanto na formação inicial quanto na continuada.

Esta pesquisa contribuiu, indubitavelmente, para afirmar a necessidade do Estado em implantar, urgentemente, políticas de formação de professores do campo, observando o que está posto na Política Nacional de Educação do Campo – Pronacampo.

São louváveis as contribuições da UFPB e da UFCG nessa luta; em todo estado, já há alguns sinais dessa colheita, porém, mediante a realidade que se vivencia na Educação do Campo, é necessário ampliar a oferta e a demanda. Mesmo com essas iniciativas, faz-se

necessário afirmar que as Políticas Públicas de Formação de Professores do campo ainda não estão consolidadas em todo estado.

Neste trabalho, ao falar da formação inicial de professores, não foi pretexto dizer que a formação inicial dada pela universidade é a única, mas afirmar que, com ela, o professor poderá dar continuidade ao seu processo formativo, pois a formação é uma ação contínua, permanente, e essa formação inicial ofertada pela universidade é uma etapa que, assim como as outras, é necessária para o professor. A formação inicial deve, sim, ocorrer, mas também cabe ao estado, enquanto agente público, promover meios, dar condições e estímulos para que os professores das escolas do campo tenham um processo de formação continuada.

Sendo assim, esta conclusão implica em afirmar que: o desafio das políticas públicas de formação de professores das escolas do campo na Paraíba é duplo; primeiro, pelo fato de a formação do professor ser um dos maiores desafios presente na educação brasileira; segundo, porque formar professores para atuarem conforme a necessidade da escola do campo é tarefa que não se faz só pelas universidades.

A formação dos professores do campo tem que ser além-currículo, deve ser uma formação baseada na Pedagogia da Alternância, que tenha em sua prática o diálogo com os saberes da terra, formando professores capazes de intervir nos aspectos globais da vida dos alunos e da comunidade. Daí a necessidade de o professor do campo conhecer a realidade da escola. O professor da escola do campo deve ser capaz de criar uma dinâmica de estudos por meios de práticas pedagógicas contextualizadas com o chão da escola, de maneira que “a escola esteja no campo e o campo na escola”.

Este é um grande desafio que requer das universidades e do governo da Paraíba uma parceria que proporcione condições para que os professores do campo sejam formados para atuarem e contribuírem com o projeto de campo que se constrói neste país, projeto este que visa um campo construído não para os camponeses, mas pelos camponeses e pautado, sobretudo, nos direitos: direito à terra, à saúde, à moradia, a saneamento básico e a uma educação pública de qualidade. Esta última, sem dúvida, passa pela base da formação do professor, por isso o desafio é imenso.

De acordo com Molina e Freitas (2011, p.11), a Licenciatura em Educação do Campo (que é a proposta de formação específica para formar professores para as escolas do campo na ótica dos movimentos sociais do campo e dos pesquisadores) deve garantir que a formação prepare o professor para “a habilitação da docência por área de conhecimento, para a gestão de processos educativos escolares e, também, para a gestão de processos educativos comunitários”.

Assim, pode-se dizer que o desafio não é apenas titular o professor, mas formar para que o mesmo seja capaz de refletir o cotidiano, seja comprometido com a luta, em que o modo da produção de vida e as relações de trabalho sejam interligadas com a natureza (Antunes- Rocha, 2010, p. 7).

Nessa compreensão, ainda vale salientar que o desafio da formação de professores na Paraíba pode ser explicado na expressão quantitativo-qualitativo. Ao dizer que o desafio da formação é quantitativo, implica em re-afirmar a necessidade da universalização, de forma a contemplar a demanda de professores leigos em exercício e aqueles que futuramente pretendem ser professores nas escolas do campo. Quanto ao desafio ser qualitativo, a própria nomenclatura já dá indícios de que a formação do professor precisa ser e, ou, ter qualidade, e para que isso seja realidade, tem de haver uma parceria entre universidade, estado e movimentos sociais.

Nesse contexto, mediante as considerações conclusivas aqui postas, é valido, por ora, lançar uma questão na qual futuros trabalhos e pesquisas possam debruçar-se um pouco mais: que política de formação de professores dará conta de superar os desafios e traçar uma nova história na Educação do Campo na Paraíba? O desafio continua.

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