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Identificación de los aislados en base a secuenciación del gen del 16S ARNr

Caracterización de aislados del clado Roseobacter

1. Identificación de los aislados en base a secuenciación del gen del 16S ARNr

Em 1943, o IAN, foi transformado em Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária do Norte (IPEAN), tendo desenvolvido nas áreas de terra firme e nas várzeas do Rio Guamá diversas pesquisas no seu aspecto botânico, faunístico, ecológico e econômico, onde se destacaram os experimentos com o cultivo de arroz, cacau, plantas oleaginosas, seringueira, juta, timbó, gramíneas forrageiras, e a criação de búfalos. Mais tarde, em 1951, foi implantado nas terras desmembradas do IPEAN, a Escola de Agronomia da Amazônia, para formação de profissionais nas áreas florestal, agrícola e veterinária.

A criação desse Cinturão Institucional, ao longo dos limites da Primeira Légua Patrimonial, provocou ao longo dos anos cinqüenta, o início de uma série de alterações no crescimento da malha urbana da cidade, que até então, vinha se expandindo, horizontalmente, pelas terras altas (terraços e tabuleiros), evitando o contato com as áreas alagadas (as várzeas), que eram destinadas à criação de gado leiteiro e a pequena produção agrícola, sendo conhecidas como as “vacarias”.

No plano da estruturação interna do espaço metropolitano, o que se observa é que, até a década de cinqüenta, Belém apresentava uma clara tendência à não ocupação de suas áreas de baixadas, consideradas insalubres, sem infra-estrutura, ainda que centralizadas no conjunto do espaço construído. Priorizou-se, portanto, a ocupação dos terrenos de cotas mais elevadas. Tal tendência conferiu à cidade, por muito tempo, uma malha urbana irregular, ajudada pela implantação das áreas institucionais, no início da década de quarenta, à altura dos limites da Primeira Légua Patrimonial. (TRINDADE JUNIOR, 1998, p. 88).

Com uma forte concentração urbana ao longo das áreas de terraços, agravada por ser Belém nesta década, um foco de atração migratória da população vinda do interior (êxodo rural), provocou um aumento do quadro de segregação sócio-espacial, quando a população mais rica iniciou o processo de verticalização, a classe média de baixo poder aquisitivo passou a ocupar as inúmeras passagens e vilas que foram surgindo nas áreas mais altas, restando a ocupação das antigas vacarias, localizadas nas várzeas, pela população local pobre e dos migrantes sem emprego, vindos do interior do estado. Essas áreas de várzea que foram sendo ocupadas, localizadas principalmente às margens do Rio Guamá, e das bacias dos igarapés do Una, Galo, Quintino, Estrada Nova e Tucunduba, sendo essas moradias feitas de madeira e sobre estivas, formando grandes favelas denominadas localmente de “baixadas”.

Até a década de 1960, as formas do uso do solo na área das microbacias dos Igarapés Murutucum e Água Preta eram predominantemente: institucional e agrário, caracterizando-se ainda como um espaço rural, contrastando com a área urbana da cidade de Belém, que ainda estava muito concentrado nas terras inseridas dentro da primeira légua patrimonial, isolado

pelo “cinturão Institucional”, onde além das áreas de terraços, as várzeas também foram cada vez mais ocupadas pela população mais carente, formando as “baixadas”.

Na parte setentrional das microbacias, onde são encontradas as nascentes dos igarapés, por onde passava a Rua Tito Franco, hoje Av Almirante Barroso, e a antiga estrada de ferro Belém-Bragança, substituída pela rodovia BR: 316 (Pará-Maranhão), a ocupação que no século XIX era restrita às “Rocinhas”, passou no século XX a ser dividida com as sedes campestres de: clubes, hospitais, escolas, sítios e granjas. Ao longo desse eixo rodoviário, que atravessa o Cinturão Institucional, surgiram dois novos e únicos bairros localizados fora da Primeira Légua Patrimonial, o Souza (15.547 hab) e a Marambaia (10.460 hab), ainda pouco populosos, segundo dados do IBGE de 1960.

Assim é que, ao longo do eixo-viário do bairro do Souza, se encontram estabelecimentos ligados à função recreativa ou sócio-esportiva, representada pelas sedes campestres das principais sociedades de Belém, cujas sedes, na cidade, se tornaram acanhadas pela falta de espaço; também aí se acha o estádio de um dos maiores clubes da cidade. A estas funções, juntam-se a hospitalar e assistência, graças ao amplo Hospital da Aeronáutica e a um asilo de recolhimento de menores; alguns serviços municipais aí se encontram, como uma usina de asfalto e o Departamento Municipal de Estradas e Rodagem (DMER); a função militar, que domina toda a área situada à direita de quem chega a Belém, com exceção do espaço em que está instalado o Instituto “Lauro Sodré”, completa a organização da ocupação do espaço: são os quartéis do exército, a vila militar, o Q.G. da Aeronáutica, os pequenos campos de esporte privativos dos mesmos, etc.

[...] O bairro da Marambaia demonstra, pela sua estrutura, a espontaneidade de sua evolução, baseada em alguns caminhos tortuosos. Suas ruas são, por isso, estreitas e dasalinhadas, ao longo das quais as casas de portas e janelas, germinadas ou não, quase todas barracas, atestam a pobreza de sua população. Apenas se encontra uma ou outra casa de alvenaria, abrigando um pequeno bar ou padaria; não possui outra função do que a de dormitório de operários ou de modestos comerciários e funcionários públicos (PENTEADO, 1968, p. 40).

Ainda nesta mesma década, saindo dos limites do Município de Belém, acompanhando o mesmo eixo-viário, encontramos o Município de Ananindeua, criado em 1943, considerado como um dos subúrbios de Belém, junto com os distritos de Icoarací, Val- de-Cães e a ilha do Mosqueiro. Ananindeua em 1960 era um município predominantemente rural e agrário, com uma população segundo o IBGE de 20.478 hab, sendo 3.381 no pequeno núcleo urbano, e 17.097 na área rural. Devido ao predomínio da atividade agrícola, a sua organização espacial, ainda era predominantemente rural e agrária.

Também dentro dessa área suburbana imediata, algumas ordens religiosas se instalaram em amplos terrenos, neles construindo grandes edificações: lá se acham o Seminário Pio X, o Instituto Bom Pastor e o Seminário Batista Teológico Equatorial, além do Seminário Salesiano, já próximo de Ananindeua, e de um Seminário Redentorista ainda a ser construído [...]

[...] À medida que se caminha para SE, mais se aproxima a rodovia de Bragança (BR-22); ao longo da mesma, até Ananindeua, habitações isoladas, quase sempre rodeadas de muitas “fruteiras”, dentro as quais a silhueta dos jambeiros é inconfundível, caracterizando a paisagem, dando a impressão de uma certa desordem, fato típico da grande maioria das zonas rurais do mundo tropical. Despertam à atenção, pela área que ocupam, algumas granjas e um campo experimental do Fomento da Produção Agrícola do Ministério da Agricultura. (PENTEADO, 1968, p. 44).

Nos anos de 1960 e 1970, novas alterações institucionais ocorrem dentro do Cinturão Institucional, como a construção a partir de 1964 do Campus Universitário da Universidade Federal do Pará (UFPA), em terras desapropriadas pela União, localizadas nas várzeas dos igarapés Tucunduba e Sapucajuba. A Escola Agronômica da Amazônia foi transformada em Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP), e o IPEAN foi transformado em 1975 em Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Úmido (CPATU/EMBRAPA), quando uma parte das terras, foi destinada ao Estado, para construção da Central de Abastecimento do Estado (CEASA).

A área correspondente aos lagos Bolonha e Água Preta que formam os mananciais do Utinga, que pertenciam ao Serviço de Água de Belém, passou a ser gerenciada em 1970, pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA).

A presença dessas instituições, em grande parte das áreas das microbacias, voltadas para produção de pesquisas e experimentos agrossilvipastoris (EMBRAPA/CEPATU), ao ensino universitário (UFPA e a UFRA), e para o abastecimento de água (COSANPA), e do Exército, foi de fundamental importância, para que suas qualidades ambientais fossem preservadas, mesmo diante da forte degradação ambiental verificada nas demais bacias, inseridas dentro da malha urbana da Primeira Légua Patrimonial. (ver mapa 3)

Fotografia 5 - Braço Oeste do Lago Bolonha

Nesse período, o processo de expansão urbana concentrou-se mais na parte central de Belém, que corresponde à área compreendida pela 1a Légua Patrimonial. Quanto ao Município de Ananindeua, esse processo restringiu-se aos núcleos urbanos localizados ao longo do eixo da rodovia BR 316, como no distrito de Marituba.

A área compreendida pela malha urbana da metrópole, só ocupava até então alguns pequenos trechos da parte norte dessas microbacias, bem diferente da situação verificada nas microbacias inseridas dentro da área central, que vinham passando por um processo cada vez maior de ocupação urbano, até mesmo sobre o seu leito, formando as habitações tipo palafitas, muito comuns nas áreas de baixadas, como são conhecidas.

Confirma-se então, que a criação nos anos de 1940 e 1950 de um grande “Cinturão Institucional” localizado nos limites da 1a légua patrimonial, formou um verdadeiro arco de

isolamento à expansão urbana da cidade, onde a presença de instituições governamentais civis e militares impôs um modelo de ocupação institucional de baixo impacto em relação ao nível de proteção ambiental da área dos mananciais.