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I arbeid og utdanning

4   VERNET INNENFOR FORSKJELLIGE OMRÅDER

4.3   I arbeid og utdanning

A poupança externa é uma medida da absorção de recursos externos para financiar os gastos internos. Nas contas nacionais, a poupança externa é a diferença entre o investimento e a poupança doméstica. Se os investimentos são superiores a poupança doméstica, o país importará poupança externa para cobrir o valor dos investimentos. Na balança de pagamentos, a poupança externa é o saldo em transações correntes com sinal invertido. Saldos negativos em transações correntes significam uma entrada de poupança externa no país.

Ao longo do seu período de desenvolvimento econômico, a Coréia do Sul foi uma importadora de poupança externa. O país obteve saldos negativos em conta

corrente em 24 dos 31 anos entre 1961 e 1991. Em apenas sete anos obteve saldos positivos em conta corrente. Destes sete, apenas em cinco anos os saldos foram significativos. Entre 1986 e 1989, quando atingiu os primeiros superávits comerciais da série histórica, a Coréia obteve saldo positivo em transações correntes. Em 1987 e 1988 o saldo foi superior a 6% do PIB. Entre 1961 e 1985, a Coréia acumulou um déficit médio anual em conta corrente de 4,61% do PIB.

Entre 1953 e 1986, 80% do total de poupança externa líquida era importada dos Estados Unidos e do Japão. No início dos anos 1960, os Estados Unidos eram os principais fornecedores de poupança externa para a Coréia. Mas após a normalização das relações diplomáticas entre Japão e Coréia, o país asiático assume a liderança. O Japão contribuiu com aproximadamente 70% da poupança externa importada pela Coréia durante os anos 1980.

A dívida externa de um país é um indicador importante da sua condição financeira. No caso coreano, a dívida externa era extremamente baixa no início dos anos 1960. Em 1961, a dívida externa total correspondia a apenas 4% do PIB.

Com os sucessivos déficits em transações correntes na balança de pagamentos, a dívida externa alcançou o maior valor da série histórica em 1985, U$46,8 bilhões, o que correspondia a 49,6% do PIB naquele ano. Naquele momento, a Coréia chegou a ser o quarto país mais endividado do mundo (CHUNG, 2007, p.325). Apenas dois anos depois, com a ocorrência dos superávits na balança comercial a dívida cai para U$35,6 bilhões. Historicamente, os investimentos superavam os volumes de poupança interna e a diferença era suprida com poupança externa, aumentando a dívida (Tabela 2). Com o aumento da poupança interna, em meados dos anos 80, a necessidade de financiamento externo foi menor. Além disso, o Quinto Plano Quinquenal deu alta prioridade ao controle da dívida externa, com metas para reduzir a razão do serviço da dívida de 13,2% para 11,1% até o final de 1986 (SONG, 2003, p.164).

Houve alguma alteração no perfil da dívida externa coreana ao longo do período. No período inicial, entre 1960 e 1965, por conta da fragilidade econômica do país, boa parte dos empréstimos eram de curto prazo93 - correspondiam a mais de três quartos do total. Por conta da ajuda financeira internacional, havia pouca necessidade de contrair empréstimos externos antes de 1960. Quando a economia

93 Empréstimo de curto prazo são aqueles com prazos de vencimento de três anos ou menos, ao

coreana começou um ciclo de crescimento, houve uma mudança no perfil e os empréstimos de longo prazo tiveram preponderância – entre 1966 e 1974, mais de 85% dos empréstimos internacionais eram de longo prazo.

O primeiro empréstimo externo contraído pelo governo sul coreano foi proveniente do Development Loan Fund (DLF), fundo de origem norte-americana, em 1959. Entre 1959 e 1970, empréstimos públicos contraídos de fundos do governo americano correspondeu a 59% do total, ao passo que empréstimos públicos contraídos de fundos do governo japonês correspondeu a 12,5% do total no mesmo período. A influência japonesa continuou ao longo da década de 80. Em 1983, um empréstimo de U$4 bilhões foi acordado entre o governo japonês e coreano, o que correspondia a 5% do PIB da Coréia naquele ano. Além de serem os maiores parceiros comerciais e financiadores, Japão e Estados Unidos foram os países que ofereceram os melhores termos e condições para empréstimos à Coréia. Chung (2007) destaca:

Among all the loan-granting countries, the United States typically provided the most generous loans terms, with low interest rates and long maturity dates, followed by Japan, which provided loans that often had a concessionary component, especially favorable terms for agricultural and public sector projects (p. 331).

Entre as agências internacionais que forneceram empréstimos à Coréia, destacam-se o Banco Mundial, a Associação Internacional de Desenvolvimento e o Banco Asiático de Desenvolvimento. Grande parte dos empréstimos concedidos por essas agências internacionais eram de longo prazo, e tiveram particular importância nos períodos de turbulência econômica internacional como, por exemplo, após o primeiro choque do petróleo, em 1973, quando as taxas de juros tiveram aumento considerável no mundo inteiro, dificultando a renovação ou obtenção de empréstimos. Particular importância teve o Banco Mundial, cujos contratos de empréstimo passaram de U$5 milhões em 1968, para U$150 milhões em 1973 e U$371,5 milhões em 1976. Após 1973, os prazos de vencimento também ficaram menores: Chung (2007, p.330) aponta que, em média, os empréstimos contratados entre 1959 e o início dos anos 1970 tinham vencimento em 40 anos, sendo que nos 10 primeiros anos com taxas de juros entre 0 e 2% ao ano. No período posterior, a média do prazo de vencimento diminuiu e o custo dos empréstimos aumentou consideravelmente.

Os empréstimos externos tiveram basicamente dois destinos: num primeiro momento, financiar obras de infraestrutura, como usinas de energia elétrica, sistema de transportes, comunicação e construção. Posteriormente, serviu para financiar grandes projetos industriais e importação de bens de capitais. Entre 1961 e 1991, a poupança externa financiou 16% do total do investimento no período. Entre o período de 1961 e 1971, todavia, chegou a corresponder a metade dos investimentos do país94. Boa parte do programa de industrialização pesada e química (HCI) foi financiado por empréstimos externos. Chung (2007) afirma que “of the U$960 million devoted to HCIs between 1972 and 1981, U$580 million, or 60 percent of the total, came from foreign loans” (p.331). Mais especificamente, os empréstimos externos ajudaram a financiar, por exemplo, a Pohang Iron & Steel Company e o primeiro complexo estaleiro coreano.