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Hypotesetesting

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Analisando o comportamento, por setor, da economia brasileira, disponibilizado pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego), pode-se notar que o maior empregador constatado no mercado de trabalho é o setor relacionado ao comércio, adquirindo, na média do ano de 2008, um total de 19,2% dos trabalhadores. No setor conhecido como outros serviços, compreendendo os trabalhadores que atuam nos setores de transporte, limpeza urbana e serviços pessoais, excluindo os serviços domésticos, constata-se uma empregabilidade de 17,2% dos trabalhadores, destacando-se, assim, como o segundo lugar do ranking. Posterior aos supracitados segue, em terceiro lugar, a indústria, representando em empregabilidade, 17,0%, e a administração pública, em quarto e último lugar, com uma representação de 15,9%.

Diante do cenário da crise financeira (Gráfico 11), o comportamento do emprego por setor mostra que a administração pública, mesmo sendo a que menos emprega no mercado de trabalho, ela não se contamina com a crise da mesma forma que os outros três empregadores. Mesmo sabendo que há uma diferença nos contratos de contratação do setor da administração

pública, característicos por sua rigidez, não se pode deixar de observar a válida contribuição que o setor oferece ao país, desempenhando um papel anticíclico diante de um momento desfavorável da economia e do mercado de trabalho. Para melhor entendimento do gráfico, é de suma importância saber que, quando ele se refere à pré-crise, corresponde ao período de janeiro de 2008 a agosto de 2008, com suas taxas de variação em relação ao mesmo mês do ano anterior. Quando a referência fala do momento da crise, analogamente, trata-se dos períodos de setembro de 2008 a janeiro de 2009, IPEA (2009).

Gráfico 11 - Taxa de Variação Ocupação - 4 maiores empregadores na média de 2008 (médias de mês em relação ao mesmo mês do ano anterior)

Fonte: IBGE. Elaboração: IPEA.

Além das observâncias gráficas positivas, feitas no setor da administração públicas em relação à taxa de variação de ocupação, nota-se, em uma análise de aspecto financeiro (Gráfico 12), também, que esse setor paga o melhor salário, se comparado com os outros setores da economia. No gráfico contata-se que, comparativamente, o melhor pagador em rendimentos médios reais (R$ do último mês) na média de 2008 e 2009, com um rendimento médio de R$ 1.990,97, de salários pagos, é o da administração pública. Enquanto o setor

privado, com R$ 1.130, 81, segue em segundo lugar, seguido, posteriormente, pelo setor chamado de conta própria, com pagamentos de R$ 1.059,95.

Gráfico 12 - Ranking de melhor pagador em rendimentos médios mensais (R$ do último mês) na média de 2008 e 2009

Fonte: IBGE. Elaboração: IPEA.

No contexto geral da crise econômica mundial de 2008, nota-se uma necessidade que é satisfeita, somente, pelo Estado que, essencialmente, possui um papel fundamental para amparar as economias, diante dos alvoroços mundiais, e de mediar às relações econômicas de forma a prever e conter possíveis desordens no sistema, principalmente em setores específicos como o do mercado de trabalho, IPEA (2009).

6 OS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA SOBRE O MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL.

Por intermédio da análise e observação da trajetória e o comportamento recente da economia brasileira nos períodos anteriores e atuais a crise, tem-se, em suma, as seguintes características dos referidos tempos: o ano de 2004, depois de anos conturbados, marcou-se pelo ingresso do Brasil em um novo momento de crescimento econômico que, por sua vez, refletia positivamente sobre os indicadores do mercado de trabalho. Já no ano de 2008, mais especificamente, depois do terceiro trimestre de 2008, registrou-se o inicio dos agraves da crise sobre todo o contexto de recuperação dos indicadores econômicos do país, até então, trazendo, assim, uma preocupação focada no impedimento e imitação dos vínculos de transferência da crise sobre o momento de crescimento que o Brasil estava passando.

Desta forma, depois de se analisar a crise à luz de uma trajetória dos últimos três anos de bom desempenho da economia brasileira e, no decorrer dos tempos, os desastres iniciais e decorrentes, ocasionados por ela, coloca-se em pauta, neste capítulo, como base dos escritos, a avaliação macroeconômica do desempenho da economia brasileira e os efeitos da crise financeira de 2008, a respeito da conduta do mercado de trabalho do Brasil, nos anos posteriores, recentes, à referida crise.

6.1 A Crise Financeira sobre a perspectiva analítica de Keynes.

A crise financeira internacional desenvolveu-se e alastrou-se pelo mundo, trazendo repercussões danosas ao Brasil e, especificamente, no seu mercado de trabalho. Sabe-se que a economia Keynesiana se expandiu a partir da depressão mundial da década e 1930, nos EUA, tendo, como ponto principal a ser tratado, o problema do desemprego. Na época, como a atividade econômica entrou em declínio, isto se repercutiu negativamente para as taxas de desemprego elevadas, no país. Além do caso norte americano, a Grã-Bretanha também passou por momentos de sufoco no mercado de trabalho, a partir do inicio dos anos da década de 1920 e perdurou por toda década de 1930, nas quais o economista britânico John Maynard Keynes foi influenciado para o desenvolvimento da sua teoria macroeconômica.

De acordo com os ditos de Keynes, em sua teoria, o elevado nível de desemprego, expresso nos Estados Unidos e na Grã-Betânia, além de outros países industrializados, era de responsabilidade da insuficiência da demanda agregada dos referidos países. Esta, por sua vez, estava, no caso, muito baixa pelo fato da demanda por investimentos está incapaz de

estimula-la. Além deste, existem outras variáveis que influenciam a demanda agregada que, por intermédios de políticas econômicas, podem eleva-la ou diminui-la.

Desta forma, através da noção básica do modelo Keynesiano, que diz respeito ao equilíbrio do produto, no qual é necessário que ele seja igual à demanda agregada, pode-se decifrar as variáveis influenciadoras, componentes da demanda, a saber: o consumo por parte das famílias, a demanda por investimentos desejados pelas firmas, a demanda por bens e serviços por parte do governo e, por fim, o setor externo, compreendendo as exportações menos importações.

Y = C + I + G + (X – M). (1)

Com a seguinte legenda: a) Y - produto nacional bruto ou produto interno bruto;

b) C – consumo das famílias; c) I – demanda por investimentos;

d) G – demanda por bens e serviços do governo; e) X – exportações;

f) M – importações.

6.2 O comparativo geral do comportamento do mercado de trabalho dos anos 2007, 2008 e 2009.

É importante que se coloque em pauta, através do que já foi falado a respeito dos efeitos da crise financeira e da resposta do governo com as políticas fiscais e monetárias, no Brasil, os cenários formados através dos dados macroeconômicos, para que possa-se entender o processo de modificação da economia junto ao mercado de trabalho brasileiro.

Através dos resultados numéricos obtidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego, coletados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), é visível, de acordo com o Gráfico 13 e a Tabela 2, que, a partir do fim do mês de setembro de 2008, ocorre uma mudança significativa no curso dos dados referentes ao saldo do emprego, consistindo na subtração dos postos de empregos criados e destruídos. A inflexão constatada, nos caminhos construídos pelo mercado de trabalho, ocasionada pela crise financeira, ganha mais força ao analisarem-se, comparativamente, as curvas dos anos 2007 e 2008.

Em outubro de 2008, de acordo com as evidencias mostradas na Tabela 2, podem-se notar um registro considerável de falimentos e aumento do desemprego em todo o mundo, inclusive no Brasil. Se for feita a comparação, de forma analítica, o mercado formal brasileiro no último trimestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009, observa-se a quantidade de empregos formais, nos anos anteriores, é inferior. Estes dados nos mostram os efeitos da crise que, até mesmo no Brasil, país que concedeu aumento real ao salário mínimo, propiciou a geração de emprego e renda e que, em suas políticas socais, expandiu ainda mais o Programa Bolsa Família, não deixou de trazer efeitos maléficos. E mesmo que, de acordo com a Tabela 2, tenha havido uma melhora no saldo de empregos formais, os números continuam a quem dos resultados anteriores à época da recessão, anos de 2007 e 2008.

Através das evidencias mostradas na Tabela 2, depreende-se que, no mês de março de 2009, ocorreu um saldo líquido de novas vagas de emprego correspondente a, aproximadamente, 17% em comparação ao mesmo mês do ano passado, sendo, exatamente, o correspondente a 34.818 vagas. Já em fevereiro de 2009, considerado um dos mais inferiores resultados, registrou, exatamente, 9.179 vagas no mercado de trabalho. O equivalente a, somente, a 4% relativo ao mês de fevereiro de 2008. Além destes, comtemplamos percas expressivas em janeiro de 2009, onde registrou um saldo negativo de 101.748 postos de trabalho. Com isso, somando os saldos de janeiro, fevereiro e março de 2009, 101.748, 9.179 e 34.818, respectivamente, resultamos em um saldo negativo de 57.751 empregos formais. Enquanto, no ano anterior, pode-se contar, no primeiro trimestre do ano, um saldo positivo de 554.440.

Somando todos os saldos constatados na Tabela 2, a partir do número de admissões menos o total de desligamentos, no primeiro semestre de 2007 e 2008, se obterá um saldo positivo de, respectivamente, 1.095.503 e 1.361.388. Fazendo da mesma forma, referente ao primeiro semestre de 2009, obteremos o equivalente a apenas 299.506.

Tabela 2 - Evolução do saldo de Admissões e desligamentos durante a crise (4º trimestre 2007 e 2008 e 1º semestre 2007, 2008 e 2009).

Fonte: Caged – MTE. Crise Financeira Mundial, 2009.

Através dos resultados mostrados no Gráfico 13, pode-se visualizar que, na medida em que o mês de outubro de 2007 foi gerado 205.260 novos postos de emprego, no mesmo mês, no ano de 2008, o número de novos postos foi de 61.401. Já no mês de novembro a acareação surge muito desfavorável para o ano de 2008, principalmente em dezembro que, mesmo sendo mês tradicional de redução de emprego formal no mercado de trabalho e aumento de emprego informal, foi constatada a destruição de 600.000 postos de trabalhos formais. Sendo

característico como um mês de restabelecimento do mercado de trabalho todo ano, janeiro, nesta situação de crise, em 2009, expressou nos dados a destruição de menos postos de trabalho que em dezembro de 2008, ou seja, o saldo ainda permaneceu negativo, correspondendo a 101.745 postos de empregos. No mês seguinte, o saldo de empregos formais voltou a crescer positivamente, sendo criados 9.179 empregos com carteira assinada, onde, em março, foram gerados quase 35.000 empregos formais, isto depois de três meses consecutivos com saldos negativos, IPEA (2009).

No decorrer do ano de 2009, pode-se observar que os saldos vão crescendo, se aproximando dos números registrados em 2008. Este resultado, contínuo, no perpassar do tempo, demostra melhorias no campo do mercado de trabalho, no Brasil. Ocorre que, mesmo havendo melhorias neste aspecto, não se pode contar vantagem sabendo que o cenário da economia brasileira é de recessão e com recentes quedas trimestrais consecutivas no PIB.

Gráfico 13 - Saldo do emprego (2007 e 2008)

Fonte: Caged. Elaboração: IPEA.

Estes registros, influenciados pelos efeitos da crise financeira internacional, formam um palco de desespero, no mercado de trabalho brasileiro. Pois, além dos números apontarem uma queda agravante do número de admissões e uma elevação nos registros totais de

desligamentos, como afirmou Musse (2009), tais desligamentos atingiram, em sua maioria, os trabalhadores que recebem, no máximo, três salários mínimos por mês, ou seja, a crise abalou, principalmente, no mercado de trabalho, a classe mais pobre e menos instruída do Brasil.

Dados da Rais – Relação Anual de Informações Sociais – mostram que dentre as nove faixas de instrução que fazem parte da análise educacional, as cinco menos qualificadas registram recuo dos empregos formais durante a crise. Um motivo razoável que pode explicar esses resultados é que os empregadores poderiam estar demitindo aqueles profissionais menos estratégicos, com menor ônus para a empresa. Neste caso a relação custo/benefício da reposição tem sido um fator determinante da rotatividade, onde o ‘capital intelectual’ dos mais instruídos ganha força. (MUSSE, 2009, p. 160).

Concernente à análise baseada nos números referentes ao nível de atividade da economia brasileira, é comprovado um processo de desaceleração da economia. Essa nova dinâmica, registrada na economia brasileira, iniciada no último trimestre de 2008, finda seus efeitos, refletindo-se na conduta do mercado de trabalho brasileiro, conforme análise efetuada neste capítulo.

6.2.1 Um comparativo das reações do mercado de trabalho entre maio de 2009 e o período pós-crise.

Depois de um final de 2008 e início de 2009 muito preocupantes, dando continuidade ao trajeto dos saldos de emprego, pode-se observar que, no mês de maio, há uma persistência no rumo à recuperação dos indicadores do mercado de trabalho formal brasileiro. No referido mês, constata-se um saldo positivo totalizado em 131.557 mil postos de emprego (Gráfico 14).

Gráfico 14 – Saldo de emprego, junho de 2008 a maio de 2009 (Em milhares).

Fontes: Caged e IBGE. Elaboração: Ipea/Dimac/GAP.

De acordo com IPEA (2009), destaca-se que, a partir de uma análise setorial do comportamento do mercado formal, a indústria de transformação foi o setor mais expressou pontos negativos, diante do contexto geral positivo, no mercado de trabalho. Se atentarmos para o Gráfico 15, mesmo que nos meses de abril e maio de 2009, tenha sido registrado um saldo positivo de 883 empregos formais, iremos notar que em janeiro, fevereiro, março, abril e maio, do ano de 2009, a indústria de transformação, somando todos os cinco meses citados, foi responsável pela destruição de 146.478 mil empregos formais, correspondendo a, exatamente, 81,92% dos empregos gerados neste setor, no ano de 2008. Mas, dentro de um histórico de insuficiência para compensar os desligamentos de janeiro a março de 2009, nota- se o satisfatório resultado do setor de serviços, na economia. Este, por sua vez, conseguiu compensar os resultados da indústria, gerando um total de 212.558 mil novos empregos com carteira assinada, até maio do ano de 2009.

Gráfico 15 - Saldo de emprego formal por setor de atividade: em 2008 e Maio/2009 (Em milhares).

Fontes: Caged e IBGE. Elaboração: Ipea/Dimac/GAP.

A trajetória da taxa de desocupação (Gráfico 16), no que se refere aos dados da Pesquisa Mensal de Emprego, praticada pelo Instituto de Geografia e Estatística, direcionava- se, no instante do estabelecimento da crise no Brasil, de forma oposta ao esperado, de acordo com as circunstâncias vividas do momento. Mas, a partir de janeiro de 2009, e se prolongando até o mês de março do mesmo ano, a crise financeira começa a refletir-se sobre os dados que influenciam a taxa de desocupação, fazendo com que houvesse uma ascendência do desemprego no país. Contudo, se findando este quadro de desemprego em alta, se inicia, a partir do mês seguinte, uma nova trajetória, caracterizada pela diminuição, paulatinamente, da taxa de desocupação, a saber, de acordo com o Gráfico: 9,0% no mês de março, 8,9% no mês de abril e 8,8% no mês de maio, IPEA (2009).

Gráfico 16 – Taxa de desocupação, de maio de 2008 a maio de 2009 (Em %).

Fonte: PME/IBGE. Elaboração: Ipea/Dimac/GAP.

Assim, mesmo que o Brasil estivesse vivendo um momento de alta, iniciado em janeiro de 2009, da taxa de desocupação, ele foi interrompido por uma pequena queda da taxa a partir de abril, indicando que, havendo uma continuidade deste comportamento, a retomada da economia brasileira, instigada e refletida pelo mercado de trabalho, estaria no rumo. Até mesmo porque esta visão positiva, voltada ao mercado de trabalho, ganha um respaldo juntos aos resultados obtidos nos dados anteriores, aonde os saldos de emprego responde aos efeitos da crise com elevações positivas, já a partir do meio de fevereiro e persistindo, desta forma, no decorrer dos tempos, principalmente em maio.

6.2.2 Um comparativo das reações do mercado de trabalho entre agosto de 2009 e o período pós-crise.

Dando prosseguimento ao entendimento dos sinais e a dinâmica do processo de recuperação da economia brasileira, destacamos que o comportamento do mercado de trabalho, ao longo do ano de 2009, continua se inclinando para o lado positivo dos resultados.

Gráfico 17 - Saldo de emprego, setembro de 2007 a agosto de 2009 (Em milhares).

Fonte: Caged/MTE.

Atentando para os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de acordo com o Gráfico 17, no fim do primeiro semestre de 2009 e começo do segundo semestre do mesmo ano, pode-se afirmar que foi gerado um o saldo de empregos totais de 500 mil postos de trabalho. Fixando-nos, especificamente, em junho e julho, observa-se a criação de 119 mil e 138 mil postos, respectivamente. Já em agosto registra-se a geração de mais 242.126 mil postos, representando, comparativamente ao mês de julho, 75% postos a mais, criados. Comparando aos postos criados no mesmo mês de agosto, mas referindo-se ao do ano de 2008, nos quais foram gerados 239.123 mil postos de trabalho, temos um crescimento correspondente a 1,25%, IPEA (2009).

Gráfico 18 - Saldo de emprego formal por setor de atividade: setembro/2008 a agosto/2009 (Em milhares).

Fonte: Caged/MTE.

De acordo com a observância setorial (Gráfico 18), mesmo que tenha ocorrido, nos três últimos meses, a criação de 85.919 mil postos e tenha sido gerado um saldo de emprego, em agosto, de 66.564 mil empregos, constata-se que a indústria continua sendo o setor com pior resultado, pois, quando acumulado os saldos do ramo ao longo do ano, pode-se contabilizar um total líquido de 60.000 empregos, negativos. Ou seja, um saldo devedor de sessenta mil postos de emprego. Diferentemente, o setor de serviços que, com um saldo líquido de 348 mil postos no ano de 2009, ainda continua sendo o setor com maior poder gerador de novos postos de empregos formais, obtendo, nos meses de junho a agosto, um total de 136 mil postos, onde, dentre o total, 85.568 mil foram criados no mês de agosto.

Quanto ao comportamento da taxa de desocupação (Gráfico 19), de acordo o que foi esperado, ela permaneceu em baixa nos meses de junho, com uma redução de 0,7 pontos percentuais, comparado ao mês de maio; de julho, com uma diferencial de 0,8 pontos

percentuais, também, comparativamente ao mês de maio; e de agosto, voltando ao patamar do mês de junho, registrado em 8,1%. Mas, diante da comparação do valor médio deste mês, com os mesmos meses e valores médios do ano passado, a variação média é de 0,5 pontos percentuais, quando, na época, estava em 7,6%.

Gráfico 19 - Taxa de desocupação: setembro/2008 a agosto/2009 (Em %).

Fonte: PME/IBGE.

Observando o Gráfico 20 que indica a massa salarial de setembro de 2008 a agosto de 2009, pode-se avistar que, depois da violenta queda, registrada no ano de 2009, houve uma melhoria expressiva nos últimos três meses após o meio de maio. No mês de agosto, excepcionalmente, a massa salarial destacou-se pelo valor registrado, a saber, R$ 28,67 bilhões, representando um aumento de 1,4%, em relação ao mês julho de 2009 e, se comparado com o mês de agosto do ano de 2008, um aumento de 3,17%.

Gráfico 20 – Massa salarial real habitual: setembro/2008 a agosto/2009 (Em R$ bilhões de agosto de 2009).

Fonte: PME/IBGE.

Dando continuidade às analises comparativas entre os meses de 2008 e 2009, de acordo com o Gráfico 21, pode-se notar que a sequência crescente do rendimento real médio habitualmente recebido, depois do início de sua queda em janeiro de 2009, renasce no mês e junho do mesmo ano de forma positiva, novamente. E, mesmo que os dados estejam um pouco aquém dos registrados no começo de 2009, eles podem ser considerados bons, quando comparado com os números do ano anterior. Com um crescimento de junho (R$ 1.317) para julho (R$ 1.324) e de julho (R$ 1.324) para agosto (R$ 1.337) de, respectivamente, 0,5% e 0,9%, pode-se confirmar a tendência de elevação do poder de compra dos trabalhadores neste tempo determinado.

Gráfico 21 – Rendimento real médio habitualmente recebido: setembro/2008 a agosto/2009 (Em R$ de agosto de 2009).

Fonte: PME/IBGE.

Em suma, pode-se dizer que a conclusão correspondente à análise feita, reflete um desempenho do mercado de trabalho brasileiro apontando para a direção de que a economia brasileira já passou pela pior fase.

6.2.3 Um comparativo das reações do mercado de trabalho entre fevereiro de 2010 e o período pós-crise.

Seguindo o rumo da recuperação, de acordo com o Gráfico 22, pode-se confirmar um novo tempo e um novo cenário no mercado de trabalho do Brasil, onde, em janeiro e fevereiro de 2010, constatam-se saldos de emprego, com carteira assinada, com resultados satisfatoriamente positivos, alcançando os maiores pontos comparativamente aos saldos dos

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