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Hvorfor privat offentlig samarbeid og hvorfor risiko?

Após a apresentação dos pressupostos da Teoria dos Jogos e do processo e da teoria de Relações Públicas, propõe-se um estudo que os relacione. O propósito é se identificarem os pontos de convergência, com o intuito de elucidar no que a Teoria dos Jogos pode contribuir para a teoria de Relações Públicas, tendo como objeto de ligação e análise a cooperação, com o sentido de se alcançar o desenvolvimento de uma construção sinérgica.

Para início, apresentam-se os primeiros estudos que correlacionam essas duas teorias a partir de Ehling (1984, 1985, 1992) e Murphy (1987, 1989, 1990, 1991b); e como os conceitos de Teoria dos Jogos são incorporados ao estudo da natureza da comunicação nos quatro modelos de comunicação e prática de Relações Públicas propostos por Grunig e Hunt (1984).Com isso, fornecem-se elementos para a análise sob uma nova perspectiva, oriunda da realidade que leva à compreensão ampliada da dimensão do estudo e de sua aplicabilidade – a culminar com o surgimento de um quinto modelo, de Murphy (1991) – ou à revisão dos quatro modelos de Dozier, Grunig e Grunig (1995) e Grunig (2001).

Prossegue-se nesse jogo de familiaridade e conexões, procurando-se identificar o que corresponde, em Relações Públicas, aos seguintes conteúdos: jogadores, estratégias, regras e payoffs – considerados elementos que compõem a Teoria dos Jogos –, bem como os jogos cooperativos, a Teoria da Cooperação, os jogos não-cooperativos, os jogos de soma zero e de soma não-zero, o Equilíbrio de Nash, o Dilema do Prisioneiro, a estratégia Tit for Tat, a informação completa, incompleta, perfeita e imperfeita e, por fim, os teoremas maximin e minimax.

A aproximação entre as teorias percorre ainda as descobertas e o desenvolvimento científico. Dá-se, com mais evidência, a partir do modelo de teoria da decisão de Ehling (1894, 1985, 1992), que aporta uma abordagem de racionalidade e exames analíticos por parte de Relações Públicas, e leva ao desenvolvimento de uma teoria normativa de gerenciamento baseada em conceitos de teoria da decisão, Teoria dos Jogos e teoria de resolução de conflito.

Para o autor citado, em teoria de Relações Públicas se lida com a interação entre a organização e seus públicos, sendo que essa interação está relacionada a efeitos de cooperação

ou conflito que podem ser mensurados quantitativamente. De acordo com os estudos desse autor, a cooperação e o conflito são contrários e podem ser expressos em graus. Quando cada parte afasta-se do ponto central que seria a cooperação, o movimento dá-se em direção ao conflito. Assim, o grau de cooperação diminui com o grau de aumento do conflito, e vice- versa, culminando em algum tipo de resultado para as partes. O autor entende que tudo isso pode ser modelado analiticamente por intermédio da matemática. De maneira específica, Ehling (1984, 1985) indica que, para se resolver um conflito rumo à cooperação, as partes que interagem têm de identificar um número de escolhas possíveis, estimar a sua utilidade e eficiência na realização de um resultado desejado e selecionar a melhor escolha.

A análise matemática de uma situação que concerni escolhas torna plausível aplicar conceitos como probabilidade, utilidade e eficiência às estratégias da teoria de Relações Públicas. A teoria de decisão, conforme enfatiza Murphy (1987, 1989), permite, assim, medir e testar o que o profissional de Relações Públicas denomina de escolhas feitas a partir da intuição, da experiência, da habilidade, das escolhas ou das improvisações. Ao mesmo tempo, a autora ressalta que o modelo de teoria da decisão de Ehling (1985) envolve a escolha da estratégia de maneira isolada, sem considerar as possíveis estratégias dos outros. De acordo com Murphy (1989), a Teoria dos Jogos utiliza um diferente corpo de técnicas analíticas que examina a tomada de decisão do jogador como uma estratégia projetada para enfrentar as estratégias diversas de outros jogadores.

Baseado nesse conceito-chave, Murphy (1989, 1991) utiliza a Teoria dos Jogos como um paradigma do processo de Relações Públicas, em particular em situações que necessitam de negociação, e utiliza a Teoria dos Jogos para modelar uma situação de conflito, sugerindo aplicações específicas nas quais a Teoria dos Jogos pode ser usada para analisar determinado tipo de negociação e selecionar resultados preferenciais.

Murphy (1989, 1991) adota uma abordagem da Teoria dos Jogos aos conflitos do sistema organização-públicos, utilizando jogos específicos, formalmente definidos como gêneros, que funcionam como modelos consistentes para as interações desse sistema, e expõe padrões ocultos nessas interações, além de melhorar a compreensão de tais relações, fornecendo (1) estrutura, expondo modelos significativos em interações organizações- públicos, e (2) padrões, no tocante a regras comportamentais normativas para resolver conflitos que consideram as necessidades de todos os participantes envolvidos.

Outra abordagem significativa é feita pela autora citada, ao analisar, sob a perspectiva de Teoria dos Jogos, a natureza da comunicação na prática de Relações Públicas a partir dos modelos de Grunig e Hunt (1984), concluindo uma nova definição do conceito de simetria e um novo modelo para essa prática. Dá-se ciência que os modelos das práticas de Relações Públicas desses autores foram desenvolvidos para avaliar como a atividade de Relações Públicas era exercida na prática e acompanhar a sua evolução, fundamentalmente nos Estados Unidos, em estudo de Excelência em Relações Públicas. Na formulação desses modelos, eram avaliados o propósito, a natureza da comunicação, o uso e o tipo de pesquisas, e identificava onde eram praticados e quem eram suas figuras históricas. Os quatro modelos sintetizavam um conjunto de formas e concepções de como Relações Públicas seria praticada, com ênfase na maneira como as organizações se relacionavam com os seus públicos, servindo estes, conforme relata Ferrari (2003), para expor o desenvolvimento histórico da atividade nos Estados Unidos. Kunsch (2003) complementa enfatizando que esses modelos são objeto de inúmeros estudos que o próprio Grunig lidera nos últimos anos. Os quatro modelos referidos são: imprensa/propaganda, informação pública, assimétrico de duas mãos e simétrico de duas mãos.

O primeiro modelo, considerado o mais antigo, é o de imprensa/propaganda, que dá ênfase à divulgação propagandística de toda a organização, bem como de seus produtos e serviços, especificamente. O foco está no despertar a atenção da mídia, publicando notícias sobre a organização. A atuação se dá sob a ótica publicitária, com comunicação de mão única, sem intercâmbio de informações. A comunicação é unilateral, da fonte ao receptor, da organização à mídia, aos públicos em geral. Além disso, destaca-se que a informação disseminada pela organização à mídia geralmente é incompleta, sendo muitas vezes duvidosa a sua veracidade e precisão.

O segundo modelo, o de informação pública, tem características jornalísticas, pois centra-se na ordenação das informações disseminadas da organização aos seus públicos, por meio da mídia de massa ou específica. Nesse modelo, a veracidade da informação é relevante, contudo deve-se evitar que fatos desfavoráveis possam lesar a imagem organizacional. Também é identificado, assim como o anterior, como sendo de comunicação unilateral ou de mão única.

No terceiro modelo, o assimétrico de duas mãos, faz-se uso de pesquisas e métodos científicos para que a organização conheça o perfil de seus públicos e saiba quais são suas

aspirações em relação a ela, investigando atitudes e mudanças comportamentais. Contudo, de posse desses resultados, a organização passa a fazer uso de instrumentos que disseminam informações persuasivas e que influenciam os públicos em favor e em apoio aos seus interesses. A organização não se importa com esses públicos, e sim em como irá manipulá- los. Logo, inexiste troca de informações e diálogo, sendo os efeitos assimétricos, beneficiando somente uma das partes, a organização, e não os públicos. Embora a comunicação flua nos dois sentidos, a via de mão dupla é utilizada de maneira a favorecer apenas uma parte na relação.

O quarto modelo proposto por Grunig e Hunt (1984) é o simétrico de duas mãos, considerado pelos autores como a visão mais moderna da aplicação de Relações Públicas e a situação ideal resultante do seu exercício. Baseia-se na compreensão mútua, negociação e compromisso. A função de Relações Públicas é buscar desenvolver relações mutuamente satisfatórias entre uma organização e seus públicos, proporcionando espaço para o diálogo e a discussão entre os mesmos. Isso levaria à compreensão melhorada, à resolução do conflito e à construção de um equilíbrio permeável à mudança de ajustes de interesses e comportamentos de ambas as partes, valendo-se de uma negociação. Como no assimétrico de duas mãos, faz uso de pesquisas e de métodos científicos. A comunicação é biredicional e utilizada para que ambos atinjam seus objetivos de maneira simétrica. Sintetiza-se, assim, que tal modelo trata de um relacionamento considerado ideal, ético e justo. Com isso, descreve-se a direção e o propósito de Relações Públicas na busca da comunicação. Contudo, apesar de propiciar a excelência da comunicação nas organizações e ser visto como modelo ideal, é considerado o mais difícil dos quatro de ser praticado na sua essência, mas que deve ser perseguido, tendo em vista o objeto, o objetivo e a causa dos estudos de Relações Públicas.

Quanto à utilidade dos quatro modelos propostos por Grunnig e Hunt (1984), percebe- se que foram desenvolvidos como parâmetros para que estudiosos de Relações Públicas a avaliassem na prática, pois, de acordo com esses autores, os quatro modelos existem na vida real e emergiram como normativos, refletindo o que as organizações devem fazer, e não como vaticinantes do comportamento organizacional real. Segundo que, efetivamente, de maneira normativa, somente o modelo simétrico de duas mãos define o que os autores entendem por Relações Públicas excelentes. Sobretudo os resultados de tais estudos denotam a incompreensão do modelo simétrico de duas mãos. Este foi considerado utópico e de difícil aplicação na sua forma pura, única, sem a fusão com os outros três modelos, em especial com o seu antecessor, o assimétrico de duas mãos. Em seguida, verificou-se que as organizações

colocavam em prática os modelos que consideravam apresentar as melhores soluções para elas (GRUNIG; GRUNIG, 1989).

A partir da constatação desse vislumbre, Murphy (1991b), com base nesses modelos e em extensão e acréscimo a eles, desenvolve a idéia de um quinto, denominado por ela de motivos mistos, unindo características do terceiro e do quarto modelos: assimétrico e simétrico. Esse modelo, construído a partir dos conceitos e princípios da Teoria dos Jogos, têm como objetivo aproximar a teoria da prática e enfatizar a negociação.

Segundo a autora citada, as partes que estão interagindo, ou jogando, em linguagem de Teoria dos Jogos, vão ao encalço dos seus próprios interesses, mas ambos os lados também percebem que o payoff do jogo (a relação nesse contexto) precisa ser necessariamente satisfatório a ambas as partes. Murphy (1991b) expõe que ao, se aplicar o modelo de motivos mistos para se analisarem jogadas entre as partes que interagem, percebe-se que um jogador em benefício do jogo e de um payoff satisfatório a todos pode ter a capacidade de ver questões contrárias a sua por meio da perspectiva de outro jogador. A autora denota que o seu estudo em termos de Teoria dos Jogos e negociação diz respeito à busca de um equilíbrio – o que se entende como proveniente do Equilíbrio de Nash e dos demais princípios de Teoria dos Jogos. Murphy (1991b) busca com esse modelo demonstrar que as organizações tentam satisfazer seus próprios interesses, enquanto, concomitantemente, tentam auxiliar o público a satisfazer os seus. Tal perspectiva remete à busca por encontrar o ponto de equilíbrio na relação do sistema organização-públicos, o que é visto como fato relevante nos tempos atuais e está atrelado à análise da dicotomia conflito/cooperação. Demonstra-se, com esse olhar, também, a exeqüibilidade da ação de Relações Públicas na busca por cooperação nesse sistema.

Murphy (1991b) intenta demonstrar que, com a aplicação dos conceitos da Teoria dos Jogos, se evita a polarização entre comportamentos do tipo assimétrico e simétrico, com a oposição correlativa entre conflito e cooperação, ética e condutas antiéticas, conservadorismo e liberalismo, desde que ele se integrem e unifiquem essas dicotomias. Ao relacionar os quatro modelos criados por Grunig e Hunt (1984) com Teoria dos Jogos, constata que a comunicação simétrica de duas mãos compartilha características com uma classe de jogos denominada jogos de cooperação pura, coordenação pura ou interesse comum puro. As investigações de Murphy (1991b) evidenciaram que, na cooperação pura, uma organização age tentando adaptar-se às exigências do público, e vice-versa.

O resultado, contudo, normalmente não satisfaz nenhum dos dois, e a organização prefere o avanço na direção dos seus próprios interesses, enquanto o público pensa em como conseguir uma solução aceitável para si de outra maneira. Assim, a cooperação não foi atingida, o conflito impera e tem-se, então, como resultante, a divergência. Por isso, trabalhando o conceito da cooperação pura, o descontentamento de ambas as partes na comunicação simétrica segue a orientação de que, pelo fato de se terem interesses antagônicos e preocupação com interesses próprios, o resultado obtido não se dirige nem a uma solução ideal no sistema organização-públicos nem a um ponto de equilíbrio. No entender de Xifra (2003), o modelo de motivos mistos aplicado à atividade de Relações Públicas é uma descoberta relevante de parte de Murphy (1991b) e oferece uma visão mais ampla do conflito e cooperação do que o destinado pelas prescrições estritas da simetria bidirecional de Grunig e Hunt (1984).

Por sua vez, quanto ao entendimento de Grunig (2001) a respeito do modelo proposto por Murphy (1991b) – que resulta no questionamento e no aprimoramento dos modelos criados por ele –, este mesmo autor reconhece e entende que o novo modelo fornece uma combinação ideal das teorias descritiva e normativa do exercício da profissão de Relações Públicas, uma vez que descreve mais fielmente o trabalho atual da comunidade profissional.

Em vista disso, Dozier, Grunig e Grunig (1995) e Gruinig (2001)incorporam aos seus modelos o conceito domodelo de motivos mistos proposto por Murphy (1991b), assim como a nomenclatura, mas criam uma denominação própria para esse modelo: novo modelo simétrico de duas mãos. Com isso, para Dozier, Grunig e Grunig (1995) e Gruinig (2001) não há um quinto modelo e, sim, o uso de conceitos do modelo proposto por Murphy (1991b), agora com nomenclatura própria para substituir o modelo simétrico de duas mãos, criado anteriormente.

A partir disso, enfatiza-se que esta tese, em relação aos modelos de comunicação expostos, tem por princípios teóricos norteadores os estudos do modelo de motivos mistos, independentemente de ser considerado o quarto modelo por Dozier, Grunig, Grunig (1995) e Gruing (2001), ou o quinto por Murphy (1991b). O que faz desse modelo relevante é o fato de aproximar e aplicar conceitos da Teoria dos Jogos à teoria de Relações Públicas, sendo esses conceitos parte do objeto de estudo desta tese. Contudo, entende-se que o mérito de gerar, de dar novas formas, aplicações e correlações às práticas de Relações Públicas, em termos de

negociação entre o sistema organização-públicos, que resultou no modelo de motivos mistos, é de Murphy (1991b).

Constata-se, assim, que a aproximação de Relações Públicas junto à Teoria dos Jogos percorre um curso ainda de descobertas e de desenvolvimento científico que inicia com o estudo da Teoria da Decisão, de Ehling (1985, 1992), que introduz nessa atividade princípios de racionalidade e exames analíticos. Em seguida, tem-se o modelo de motivos mistos de Murphy (1989, 1991, 1991b), considerado nesta tese mais significativo, por apresentar embasamento teórico detalhado, de mais análises e interligações entre as teorias – apesar de não ser totalmente aprofundado, pois trabalha com recortes específicos, tendo um leque de subsídios a serem desvelados entre a Teoria dos Jogos e a teoria de Relações Públicas.

Posteriormente, seguindo os passos de Murphy, apresentam-se as pesquisas sobre os assuntos referidos acima de parte de Xifra (2003), no sentido de revisão dos estudos realizados, sem que uma nova proposta científica seja levantada ou desenvolvida. Em nível nacional, encontra-se uma incipiente e sucinta análise por parte de Dencker (2000), além de citações referentes aos estudos do modelo de motivos misto por parte de Ferrari (2003) e Kunsch (2003), sem um olhar específico sobre os temas Teoria dos Jogos e teoria de Relações Públicas.

Após se apresentarem os trabalhos que aproximam os temas, dá-se continuidade à transposição dos elementos e princípios de Teoria dos Jogos a Relações Públicas, buscando-se aproximar, relacionar e sobrepor tais elementos e princípios que compõem cada teoria, sendo que de antemão percebe-se que ambas edificam-se por situações dicotômicas, que propiciam oscilações e inquietações e apresentam terminologia semelhante, mesmo com linguagem distinta, mas com significado análogo. Em termos de elementos que compõem cada teoria, busca-se fazer o exercício de verificar se o que se tem em Teoria dos Jogos possui correlação em teoria de Relações Públicas. Para Teoria dos Jogos, o jogo em si é o objeto central de estudo. Tal palavra é comum e mostra-se aplicável a inúmeras atividades e até mesmo a ciências. De maneira sintetizada, o jogo compreende uma situação real ou simulada que representa uma circunstância vivencial de competição ou conflito entre dois ou mais jogadores – participantes, agentes, indivíduos ou grupos –, que tomam decisões estratégicas, levando em consideração as atitudes e as respostas uns dos outros. Remete sumarizadamente a um modelo teórico, formal e esquematizado de uma conjuntura estratégica e conflitiva de decisões e resultados possíveis de parte dos jogadores.

Constata-se que a Teoria dos Jogos ocupa novos espaços nas diversas áreas do conhecimento humano, possuindo, atualmente, aplicação em inúmeras situações vivenciadas pelos seres vivos, afora a matemática, podendo ir da economia, política, sociologia, relações internacionais, à área militar e a diversas outras. Em qualquer uma das áreas, a sua aplicação se dá no sentido de analiticamente identificar, descrever, classificar, medir e analisar situações de escolhas, trocas e decisões estratégicas vivenciadas por um jogador frente a uma conjuntura conflitiva.

Logo, percebe-se que essa teoria tem emprego e é compatível em qualquer circunstância do cotidiano, em especial das organizações e de seus públicos de relacionamento, que vivenciam situações adversas, de enfrentamento e, na maioria das vezes, desgastantes a ambos os lados. Assim, se faz necessário gerenciar tais relacionamentos conflitivos, a fim de se buscar uma estabilidade nessas oposições para que as partes se sintam as mais satisfeitas possível, para que possam cooperar umas com as outras. Sob essa perspectiva, Relações Públicas aplica-se consideravelmente no desenvolvimento da mediação do relacionamento do sistema organização-públicos, pois conflito e cooperação, faces da mesma moeda, são a causa e o objetivo desses.

Entre esse grupo de jogadores, cada um tem certas preferências e aversões; tem de determinar e escolher movimentos, jogadas, por meio de regras formais ou informais, mediante o desenvolvimento de ação e reação, que leva à obtenção de um resultado, solução ou ganho: o payoff. Cada jogador tem de medir como fazer suas jogadas para realizar o melhor movimento possível, buscando uma estratégia dominante e ótima frente ao movimento do oponente, a fim de maximizar o quanto possa o seu payoff e, se necessário, definir o seu minimax ou maximin. Existem situações, contudo, em que se tem conhecimento das ações do oponente e, em outros momentos, se desconhece esses movimentos, sendo o fator surpresa latente. Destaca-se que as escolhas e decisões tomadas por qualquer um dos jogadores afetarão a ambos, em maior ou menor grau tanto de benefícios como de malefícios. Além disso, essas escolhas e decisões se dão no princípio da busca da consecução de objetivos almejados, provenientes de interesses antagônicos.

Tais elementos descritos acima também podem ser identificados no processo e na teoria de Relações Públicas quando o jogo do relacionamento se inicia a partir de dois objetos de estudo: organização e públicos – que, analisados conjuntamente, formam um sistema único. Têm-se, então, os jogadores como os primeiros elementos que compõem o jogo de

interligação entre Teoria dos Jogos e a teoria de Relações Públicas. Nesta última, jogadores são entendidos como indivíduos, atores, agentes de decisão, personagens, grupos de