Durante a realização dos módulos do curso de extensão foram utilizados os seguintes instrumentos: questionários, entrevistas, escrita de textos, elaboração de narrativa (tessitura reflexiva de formação em áudio e posterior transcrição), gravações em áudio e vídeo, atividades que utilizam o desenho, elaboração de relatórios e diários de campo.
Maiores detalhes acerca da aplicabilidade de cada um dos instrumentos utilizados serão disponibilizados quando da descrição e apresentação dos procedimentos realizados na pesquisa, no capítulo 5.
1.5.1. O questionário
O uso dos questionários25, dois ao longo do curso, se fez pertinente para a análise inicial do grupo, reconhecer algumas características e concepções que os autores-aprendentes traziam de outros percursos formativos. A utilização do questionário nos permitiu coletar um número maior de informações para caracterizar o grupo, sem a necessidade de uma maior aproximação, tendo em vista que ainda não tínhamos muito contanto com os(as) professores(as), ao mesmo tempo que cada um se sentia à vontade para responder ou não às perguntas propostas. Dos 96 questionários entregues no início do programa, somente 46 retornaram.
No dia do seminário introdutório, entregamos o questionário a cada um dos participantes, solicitando que aqueles que fossem realmente participar do curso, retornassem com o questionário preenchido para ser devolvido quando do encontro do módulo I, que ocorreu no mês de março. No ato da entrega, fizemos todas as explicações acerca do preenchimento do questionário e explicitamos a importância do mesmo para a realização da pesquisa, bem como para subsidiar a formadora na preparação e organização dos módulos.
O questionário aplicado no início do curso continha questões divididas em três blocos de perguntas: 1) dados de identificação; 2) dados sobre a formação continuada/permanente e 3) dados sobre a prática pedagógica na escola.
25 Ao longo da pesquisa utilizamos dois questionários, um aplicado durante a realização do seminário
Os dados dos questionários nos permitiu visualizar o grupo com o qual iríamos estar vivenciado o curso ao longo do ano e, ao mesmo tempo, nos dava indicações acerca das concepções iniciais que os(as) professores(as) traziam acerca do ensino, da prática pedagógica, da metodologia de ensino que utilizavam, das dificuldades que enfrentavam em suas ações pedagógicas, enfim, dados que traziam informações pertinentes ao trabalho, bem como para verificar as possíveis mudanças que poderiam ocorrer ao longo do curso e que poderiam ser também analisadas por meio do questionário que foi aplicado ao final do curso.
O questionário aplicado ao final do curso, no último módulo, foi respondido apenas por 23 professores(as). Este fato se deu em virtude das inúmeras desistências que foram acontecendo durante o processo. Várias foram as justificativas, que destacaremos quando da apresentação dos resultados, mas apenas como forma de exemplo, informamos: a falta de disponibilidade em virtude dos compromissos de final de semana, alguns até mesmo de atividades da própria escola; problemas familiares; falta de tempo em virtude da carga horária de trabalho e ter que utilizar o final de semana para descanso, enfim, vários foram os motivos. O questionário final26 foi elaborado a partir de quatro blocos de questões relativas a: 1) dados de identificação; 2) dados sobre a formação permanente/continuada; 3) dados sobre a vivência no curso de extensão sob a perspectiva eco-relacional e 4) dados sobre a prática pedagógica.
O intuito de aplicação do questionário ao final do curso, além de fornecer as informações acerca da vivência do curso, poderia nos permitir também a possibilidade de verificar possíveis mudanças de concepções ou mesmo da própria prática. Algumas questões que constavam no questionário inicial foram replicadas no questionário final. Mesmo não tendo o caráter comparativo, até mesmo porque os dados de identificação poderiam ser preenchidos a critério do professor, que poderia escolher pelo não preenchimento do mesmo, mantendo assim o anonimato.
1.5.2. A entrevista
Outro instrumento de pesquisa utilizado foi a entrevista que foi realizada com o grupo de professores(as) que participaram do círculo dialógico proposto ao final do processo de
formação. A opção de utilização da entrevista se deu em função da necessidade de um maior aprofundamento por parte da pesquisadora de informações acerca do processo formativo vivenciado para análise dos impactos do mesmo na prática pedagógica dos(as) professores(as).
Na verdade, quando do término do curso de formação, nos deparamos com um acervo grande de materiais que foram coletados e que nos forneciam condições suficientes para realização das análises desejadas. No entanto, uma das temáticas que mais inquietavam a pesquisadora dizia respeito aos desdobramentos da formação permanente na prática pedagógica dos(as) professores(as). Assim, a busca por um grupo menor, no sentido de tornar mais fidedigna as análises até então já efetivadas, nos levou a propor a entrevista e o posterior diálogo no círculo dialógico, para apreender a partir das narrativas das experiências pedagógicas dos(as) professores(as), os sentidos e os significados atribuídos ao processo de formação permanente e seus desdobramentos para melhoria da prática pedagógica.
Para Ludke & André (1986), “a grande vantagem da entrevista sobre outras técnicas é que ela permite a captação imediata e corrente da informação desejada (p.34), e em nosso caso, como o objetivo era aprofundamento das informações, a entrevista se fez muito pertinente, pois as questões realizadas na forma de entrevista com este pequeno grupo nos possibilitaram adentrar em aspectos que durante o curso, em virtude do grande número de participantes não se fez factível.
Optamos pela utilização da entrevista com o auxílio de um roteiro que conduziu o diálogo durante todo o processo. Durante a entrevista, tal como informa Ludke & André (1986), [...] a relação que se cria é de interação, havendo uma atmosfera de influencia recíproca entre quem pergunta e quem responde [...] na medida em que houver um clima de estímulo e de aceitação mútua, as informações fluirão de maneira notável (LUDKE & ANDRÉ, 1986, p. 33). A tônica de uma relação descontraída, tranqüila e dialogada foi vivenciada durante o período de realização da entrevista, o que permitiu que as informações fossem realmente fluindo, de forma natural e espontânea.
Todas as entrevistas foram realizadas nas escolas nas quais os(as) professores(as) desenvolviam suas atividades. Ao total foram realizadas 06 entrevistas, 05 delas com professoras e 01 delas com um professor. Do grupo de 07 professores(as) que participaram do círculo dialógico, somente uma delas não teve a oportunidade de realizar a entrevista. No dia marcado para a realização da entrevista na escola, a professora teve um problema em seu deslocamento até a escola impedindo-a de comparecer. Infelizmente, como esta professora foi
a última do grupo que seria entrevistada antes da realização do círculo dialógico, em virtude do tempo transcorrido, não foi possível a realização da entrevista antes do dia marcado para o encontro. Assim, a professora participou de todas as demais etapas do círculo dialógico, mas não realizou a entrevista.
As entrevistas foram gravadas, com o uso de gravador digital, com a autorização de todos os participantes. No início da entrevista dispúnhamos de um tempo para um bate-papo, a fim de criar um ambiente de descontração com alguns esclarecimentos quanto a importância da colaboração para o estudo. Foi unânime o interesse em contribuir com a pesquisa e o cuidado que todos demonstravam ao me receber durante a visita à escola, a demonstração de carinho que emitiam. Me senti muito bem acolhida em todos os momentos das entrevistas e isto favoreceu consideravelmente para quebrar o nervosismo que eu sentia antes de cada encontro, mesmo conhecendo todos(as) professores(as), tendo convivido com os mesmos durante quase um ano, mas ainda assim, sempre me sentia um pouco nervosa.
Cada entrevista durou em média 50 minutos. No início era informado que estaríamos começando a gravar em áudio a entrevistas e era solicitado que o(a) professor(a) se apresentasse da forma que achasse melhor e, somente em seguida é que fazíamos as demais perguntas. Em nenhum momento a utilização do gravador foi motivo de quebra da espontaneidade, todos(as) reagiram de forma muito natural ao seu uso no momento da entrevista.
Segundo Sarmento (2003) a realização da entrevista deve permitir a máxima espontaneidade, percorrendo com atenção os seus espaços de silêncio. “As entrevistas podem ser uma oportunidade para os entrevistados se explicarem, falando de si, encontrando as razões e semi-razões por que age e vive” (p. 163).
Os momentos de silêncio, como bem lembrou Sarmento, foram registrados no diário de campo. Não apenas os silêncios, mas os gestos, os sentimentos, as angústias, os momentos de riso, demonstração de emoções fortes, foram discretamente apontados como notas na inseparável caderneta, que servia de diário para as anotações ao longo de todo o trabalho de campo.
Ao final da entrevista era disponibilizado um tempo para retirada de quaisquer tipos de dúvidas quanto à entrevista e também ao trabalho que estava sendo realizado. Alguns informes também eram repassados quanto à devolutiva da entrevista transcrita para posterior
leitura e possíveis correções. Informamos que a transcrição seria encaminhada por e-mail e que as anotações seriam incluídas em forma de comentários no próprio arquivo.
As questões propostas na entrevista tiveram por objetivo apreender melhor a prática pedagógica dos(as) professoras, o cotidiano de trabalho na escola, os fatores que facilitam ou dificultam o trabalho, a valorização da disciplina EF na escola, os tempos e os espaços destinados à formação continuada, os aspectos que colaboram para a prática pedagógica e os desdobramentos que teve a formação permanente na dinâmica profissional vivenciada na escola.
A realização das entrevistas permitiu um contato mais próximo com os(as) professores(as) e seus ambientes de trabalho. Os momentos de diálogo, advindos das entrevistas, nos possibilitou entender e compreender melhor alguns dilemas vividos pelos(as) mesmos(as) e potencializou, ao mesmo tempo, uma maior quietude para a análise dos resultados.
1.5.3. As Gravações em áudio e vídeo
Utilizamos ainda durante o decorrer do curso, o recurso da gravação em áudio e vídeo. Todos os módulos foram em sua maior parte registrados por meio de gravação em áudio e vídeo. Os momentos de atividades de apresentação das temáticas e dos trabalhos em grupos, dos debates, discussões, encenações, entre outros. Ao total temos mais de 80 horas de gravação. Infelizmente, em virtude do próprio tempo disponível para a análise, fizemos a transcrição de alguns recortes e revisitamos apenas os módulos 1, 3, 6 e 10, por conterem momentos mais específicos que ajudarão na análise dos dados e, posterior discussão dos resultados.
O módulo 1 foi selecionado por conter as expectativas iniciais do grupo e a sua constituição como grupo que se fez parceiro ao longo de todo o trabalho, bem como por conter os relatos dos limites que se impõem à prática pedagógica e dos possíveis caminhos que são trilhados pelos(as) professores(as) como forma de superar os percalços do cotidiano das ações pedagógicas na escola.
A opção pelos registros do módulo 3 foram selecionados em virtude de termos vivenciado o final do trabalho com as histórias de vida e formação dos(as) professores(as),
bem como o registro dos(as) mesmos(as) acerca das contribuições do trabalho reflexivo para a formação permanente..
O módulo 6, no qual apresentamos a Perspectiva Eco-Relacional, também foi revisitado para maior entendimento das contribuições desta proposta para o percurso de formação. Foi pertinente rememorar as impressões, os significados, o sentidos atribuídos a este módulo por nossos(as) parceiros(as) colaboradores(as) de pesquisa. Assim, fizemos alguns recortes deste módulo, principalmente aquele que se refere ao momento final de avaliação do mesmo pelos(as) professores(as), demonstrando a compreensão, ou não, da proposta vivenciada até então no percurso de formação.
E, por fim, o módulo 10 foi selecionado porque demarca as impressões (in)conclusivas vividas ao longo de todo o percurso. Neste módulo, os(as) professores(as) puderam deixar registrados as aprendizagens vivenciadas, os caminhos trilhados, os sentimentos experimentados, enfim, puderam expor, a partir de uma dinâmica que solicitava a construção de um caminho, os sentidos que atribuíam ao curso de formação e ao trajeto percorrido. A análise dos caminhos nos orientou melhor no sentido de compreender as contribuições e os impactos que o curso de formação teve para a prática profissional e pessoal.
A experiência de rever as cenas, os momentos já vividos, rememorar visualmente cada período que se passou, trouxe de volta a vontade de viver o trabalho, começar de novo, nos levou a um tempo que por mais que não volte, deixou registrado na própria memória corporal os instantes mágicos de aprendizagens que as palavras não conseguem materializar. Emociono-me, (re)apreendo o vivido que silencia em mim o desejo de continuar presente na vida dessas pessoas que tanto contribuíram para tornar real o meu sonho, mas que também reconheço, o sonho de alguns deles que se viram comigo.
1.5.4. As fotos e os desenhos produzidos
Outro instrumento de pesquisa que também foi utilizado ao longo do trabalho de campo foi a produção de imagens. Estas foram coletadas por meio de câmera fotográfica digital. As fotos registraram os vários contextos e momentos do trabalho. Em cada módulo eram feitas uma média de 50 fotografias. Todas as imagens registradas foram feitas com a
devida autorização de todos(as). Algumas destas imagens compuseram um grande painel27
que foi entregue ao final do curso, juntamente com um DVD28 que foi produzido pela formadora, contendo todo o material que foi utilizado durante o curso nos módulos, como textos, as apresentações em power point, os vídeos, as fotografias registradas durante os módulos, e o certificado do curso29.
Outra forma de imagem produzida se deu por meio do desenho. Em mais de três módulos, fizemos uso do recurso da produção de desenhos por parte dos(as) professores(as) colaboradores(as). De modo mais específico, utilizaremos para efeitos de análise dos dados e, posterior discussão dos resultados, os desenhos confeccionados durante a realização do módulo 10, no qual os(as) participantes, utilizaram o desenho para registrar o seu caminho trilhado durante o curso, uma forma de registro que visou o recolhimento das impressões e aprendizagens do curso com a utilização de uma linguagem diferente da escrita ou da oral. Os desenhos30, com a devida autorização dos(as) autores-aprendentes , foram fotografados e compõem também o acervo fotográfico deste trabalho.
1.5.5. Os registros escritos
Os registros em sua forma escrita foram também muito utilizados no decorrer do trabalho de campo. Em cada módulo, os(as) professores(as), individualmente ou em grupo, escreviam textos acerca das temáticas, das práticas pedagógicas, relatos avaliativos do próprio módulo, resumos das leituras, enfim, houve uma produção bastante significativa do grupo- aprendente.
A tabela abaixo traz um indicativo das produções que foram solicitadas em cada um dos módulos, bem como os desdobramentos de utilização desses materiais para a análise e apresentação dos resultados, no capítulo 6.
MÓDULOS MATERIAIS PRODUZIDOS DESDOBRAMENTOS PARA
OS RESULTADOS
MÓDULO I
Constituição do - Textos da avaliação do módulo; - Desenhos individuais; - Contribuição para apresentação dos resultados acerca da
27 O painel confeccionado com as imagens do curso pode ser visualizado em sua forma reduzida no apêndice G. 28 O DVD está disponibilizado no final deste documento, na última página.
29 O certificado do curso encontra-se disponibilizado para apreciação no apêndice H. 30 Após serem fotografados, organizamos as imagens e disponibilizamos no apêndice I.
Grupo-Aprendente - Confecção de painéis coletivos;
- Participação por meio de postagens no fórum e diário de bordo do Teleduc;
- Quadro preenchido com as situações-limite/ atos limites
constituição do Grupo-aprendente para o percurso da formação. pemanente.
- Apresenta os limites para a constituição do grupo-aprendente; - Indicativos dos limites e das possibilidades da prática pedagógica. MÓDULO II Tessitura reflexiva de formação (história de vida e formação)
- Narrativa oral com posterior transcrição e postagem no portfólio (ferramenta do Teleduc); - Texto elaborado sobre a avaliação do módulo.
- Contribui para a apresentação dos resultados sobre o papel da Reflexividade no percurso da formação permanente;
MÓDULO III Por dentro das histórias de vida e formação
- Respostas sobre o papel da Reflexividade na formação
- Texto elaborado sobre a avaliação do módulo
- Contribui para a apresentação dos resultados sobre o papel da Reflexividade no percurso da formação permanente; MÓDULO IV O ensino e a aprendizagem da EF na escola e suas abordagens e metodologias
- Elaboração de planos de aulas sobre as abordagens.
- Elaboração de resumos críticos sobre as abordagens de esnino.
- Postagens de textos no Teleduc.
- Este material não será utilizado para a apresentação dos resultados.
MÓDULO V Socialização de experiências no ensino da EF
- Texto com respostas sobre o sentido da prática pedagógica e o que pretende modificar na prática pedagógica.
- Texto elaborado sobre a avaliação do módulo
- Contribui para a análise da prática pedagógica do grupo durante o decorrer do curso de formação. MÓDULO VI Perspectiva eco- relacional como proposta epistemo- metodológica para o ensino da EF
- Elaboração de texto sobre questões relacionadas à prática pedagógica
- Texto avaliação do módulo – Elaboração de uma carta para um amigo(a)
- Contribui para a análise da prática pedagógica do grupo durante o decorrer do curso de formação.
- Contribui para análise das implicações do curso para melhoria da prática pedagógica. MÓDULO VII
Sistematização curricular para o ensino da EF
- Texto contendo respostas às questões sobre currículo que foram postadas no Teleduc no ícone diário de bordo.
- Texto avaliação do módulo – entrevista
- Contribui para a análise da prática pedagógica do grupo durante o decorrer do curso de formação.
MÓDULO VIII
Avaliação em EFE - Texto elaborado em grupo sobre a temática avaliação na EFE. - Contribui para a análise da prática pedagógica do grupo durante o decorrer do curso de formação.
MÓDULO IX Cultura corporal na EFE
- Confecção de painéis sobre cultura corporal - Elaboração de texto sobre a definição de cultura corporal
- Texto elaborado em forma de respostas às perguntas sobre a prática pedagógica.
- Textos que contribuem para mapeamento da prática pedagógica do grupo.
MÓDULO X
O esporte na EFE - Confecção de desenhos sobre os caminhos trilhados no curso: onde estava antes? Onde estou agora? Para onde pretendo ir?
- Preenchimento do questionário final
- as produções contribuem para a identificação das mudanças que foram se processando no decorrer do curso de formação.
Ao final de cada módulo, todo o material produzido era recolhido. Os mesmos eram organizados em pastas contendo etiquetas que indicavam o teor das produções, com título do módulo, nome da atividades e data. Como os textos eram produzidos na versão escrita, coube
a pesquisadora e a alguns familiares colaboradores a incumbência de digitar os textos produzidos pelos(as) professores(as).
Outra forma de registro escrito utilizado pela pesquisadora foram as anotações ao longo do trabalho no diário de campo. Ao final de cada módulo, os registros eram anotados, alguns em formas de breves lembretes, quando o tempo era muito escasso ou quando o cansaço não permitia, pois ao final dos módulos, depois de um intenso dia de trabalho, algumas das anotações eram feitas apenas em formas de pequenos textos. Noutros momentos, as anotações eram realizadas com a utilização do computador, pois que isto facilitaria a posterior utilização durante a escrita final do relatório.
O diário de campo nos acompanhou durante os diferentes tempos e espaços da pesquisa. Sua utilização foi intensificada durante a realização das visitas aos(as) professores(as) para a realização das entrevistas, pois nestes momentos gostava de registrar de forma mais minuciosa os acontecimentos, tal como pode ser lido no apêndice J, onde