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Hvordan preger masseturismen lokalsamfunnets stedsopplevelse?

6. Opplevelser av sted, lokalsamfunn og masseturisme i Flåm – en avsluttende drøfting

6.1 Hvordan preger masseturismen lokalsamfunnets stedsopplevelse?

Adaptação: Paula C. D. Queiroz, 2007

Foi inaugurada a Ponte Ipê Arcado que ligou por rodovia o estado de Minas Gerais a Goiás, da qual Tubertino Ferreira Rios foi administrador da Recebedoria em 1911 (ASSEMBLEIA DE GOIÁS, 2008).

A Estrada de Ferro Goiás (Figura 4), que ligou Araguri aos nunicípios do sudeste goiano, foi instalada no ano de 1911 (GIESBRECHT, 2007) intensificando a migração para a cidade mineira, o que foi visto como um sinônimo de oportunidade.

Em 1939 foi fundada a primeira emissora de rádio de Araguari. Em 1948 houve a criação de feiras livres para a distribuição de produtos hortifrutigranjeiros. No ano de 1952 fundou se a Associação Rural de Araguari que congregou todas as empresas locais que se dedicavam à lavoura, à pecuária e as indústrias rurais, inclusive as extrativistas vegetais e animais (CETEC, 2004, p. 34 36).

Figura 3 Estação de Embarque da Estrada de Ferro Mogiana, Araguari (MG) 1942 Fonte: Arquivo Público Municipal de Araguari, 2007

Autor: Desconhecido

A partir de 1938 foi fundado o Aeroclube na cidade. O sargento Oswaldo Marra que pertencia a reserva da Escola de Aviação Militar foi o idealizador do projeto. Em agosto de 1938, a Companhia de Viação Aérea de São Paulo (VASP), inaugurou uma linha aérea São Paulo Goiânia, com escala em Araguari. No ano seguinte, o Aeroclube de Araguari filiou se ao Aeroclube do Brasil.

O projeto de construção de um aeroporto em Araguari começou a ser idealizado e a obra foi concretizada nos anos 50. O aeroporto de Araguari (Figura 5) recebeu o nome de Santos Dumont.

Araguari criou através da Lei Municipal nº. 1.333, de 28 de Junho de 1968, o Departamento de Água e Esgoto (DAE), órgão responsável na época pelas atividades de saneamento. A Lei nº. 2.625, de 1990, alterou a constituição do DAE que passou a ser uma Autarquia Municipal, denominada de Superintendência de Água e Esgoto (SAE). O órgão ficou responsável pela captação, reserva, produção, tratamento, adução e distribuição de água potável no Município. Somente a SAE pode operar, manter, conservar e explorar, diretamente as instalações públicas de abastecimento de água e as redes coletoras de esgoto no Município (SAE, 2006).

Figura 4 Estação de Embarque da Estrada de Ferro de Goiás, Araguari (MG) 1928 Fonte: Arquivo Público Municipal de Araguari, 2007

Autor: Desconhecido

Segundo dados da SAE, o abastecimento de água atende entre 93% a 99% da população urbana (SAE, 2006), “incluindo os distritos de Amanhece, Piracaíba e o povoado de Barracão” (SANTOS, 2007, p.33).

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Araguari, por se posicionar em um local estratégico de interligação com todo o território nacional através de rodovias, ferrovia e aeroporto, por possuir equipamentos urbanos (Figura 6), como água e luz, atraíu para o município além de investimentos no setor primário investimentos nos setores secundário e terciário.

A imigração e consequentemente o crescimento populacional agravou os problemas de infraestrutura da cidade. Equipamentos urbanos foram instalados no município de acordo com a demanda da população pelo serviço. O tratamento dos resíduos sólidos urbanos (RSU) foi completamente esquecido e relegado, por anos, o que resultou em problemas ambientais.

Figura 5 Estação de passageiros do Aeroporto Santos Dumont, Araguari (MG) 1950 Fonte: Arquivo Público Municipal de Araguari, 2007

Autor: Desconhecido

Na cidade de Araguari o resíduo domiciliar predominantemente orgânico, até meados de 1950, era comumente destinado à alimentação de animais domésticos e o resíduo domiciliar seco, em menor percentagem no RSU, era despejado à margem do Córrego Brejo Alegre.

O funcionário23mais antigo da Secretaria de Obras relatou que entre 1960 e 1970, um caminhão aberto, apelidado de (devido a sua carroceria aberta com armação metálica que se assemelhava a uma costela) recolhia em latões o das ruas, um caminhão fechado também auxiliava na coleta dos resíduos. Quanto à destinação final dos resíduos, não havia muita preocupação. Os fazendeiros chegavam a disputar a disposição dos resíduos em suas terras, quase todo de natureza orgânica. “O resíduo era como um adubo”.

A partir de 1970 com o declínio das tradicionais atividades de cultivo (do arroz e feijão) e a implantação do cultivo do café e do maracujá, a cidade passou por um momento inovador marcado pelo uso de novas tecnologias agrícolas, ocupação de grandes áreas de cerrado, implantação de agroindústrias cafeeiras e agroindústrias de sucos como Maguary, Dafruta e Pomar (RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL, 1999, p.26).

Figura 6 Rua Rui Barbosa: centro de Araguari (MG) 1940 Fonte: Arquivo Público Municipal de Araguari, 2007 Autor: Desconhecido

O crescimento em sua estrutura agrícola, comercial e industrial influenciou a ocorrência de uma nova leva de imigrações para cidade.

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“A população até 1950 era de 43.305 habitantes, 56,8% da população morava na área urbana e 43,2% na área rural. Em 1970 a população era de 63.368 habitantes apresentando quase que 80% dos moradores (49.741 habitantes) na área urbana” (RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL, 1999, p.26).

Por volta de 1980 dois caminhões compactadores passaram a ser utilizados na coleta dos RSU e os resíduos do serviço de saúde24 (RSS) começaram a ser recolhidos separadamente25dos demais resíduos.

Em meados de 1990 os resíduos passaram a ser recolhidos por uma firma terceirizada26e depositados em uma área de propriedade da Prefeitura (área chamada de lixão do Brejo Alegre), sem nenhum tratamento de proteção ao subsolo (RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL, 1999, p.6).

Os setores secundário e terciário são os responsáveis atualmente pela maior fonte geradora de empregos no município (IBGE, 2006). “O setor secundário se destaca pela presença de indústrias de sucos de frutas, indústrias de couro, curtumes, frigoríficos e laticínios” (SOUSA, 2004, p. 49). O setor terciário se destaca pela variada oferta de serviços.

“O crescimento populacional e a industrialização por gerarem demandas crescentes por matérias primas exigem daqueles que produzem (setor primário) uma constante busca de fontes disponíveis que possibilitem a extração dos mesmos. No entanto o cuidado com o meio ambiente e com as trasnformações decorrentes da extração e descarte da matéria não tem sido devidamente observado” (CORDEIRO, 1995, p.3).

“O Brasil durante o regime militar (1964 1985) sustentou publicamente, (na Conferência de Estocolmo em 1972), a posição de que estava mais preocupado com o desenvolvimento a qualquer custo do que com as questões ambientais” (MENDES, 1991, p.2).

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Resíduos do Serviço de Saúde são aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico assistencial humana ou animal, são resíduos provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde; medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados; e resíduos provenientes de necrotérios, funerárias, serviços de medicina legal; e de barreiras sanitárias (Resolução do CONAMA nº. 283 de 12 de julho de 2001).

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Informações obtidas junto a Luiz Carlos Machado em 2007.

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Informações obtidas junto a Alexandre Marcelo Marques do setor de Licitações da Procuradoria Municipal de Araguari em 2008.

Na Suécia (Estocolmo, 1972), o então Ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso disse a seguinte frase “Venham poluir o Brasil!”, como uma forma nada sensível de estimular o aporte de capital estrangeiro. Em outra ocasião, na mesma Conferência, declarou que “no Brasil há muitos rios para poluir”. Na época, havia permissão legal e incentivo fiscal para substituir o que chamavam – de forma quase pejorativa – de florestas heterogêneas por florestas homogêneas com eucaliptos ou pinheiros do caribe, na metade da área das propriedades rurais. Desta forma era oficialmente permitida e incentivada a derrubada de matas originais em qualquer bioma (TABACOW, 2007, não paginado).

A herança desta mentalidade política brasileira que pregava o crescimento econômico a qualquer custo, ignorando a importância da questão ambiental e consequentemente da gestão dos resíduos sólidos urbanos, contribuiu para que em cidades brasileiras, como a de Araguari se instalassem vários problemas de ordem ambiental, relacionados à inadequada destinação final dos resíduos. Entre eles se destacam:

a falta de um aterro industrial para o tratamento adequado dos resíduos produzidos pelo setor secundário (IBGE, 2002);

a falta de uma destinação adequada para os resíduos do serviço de saúde (CETEC, 2004, p.26; SANTOS, 2007, p.49);

a falta de centrais adequadas para recebimento de resíduos da construção civil (CETEC, 2004, p. 26, MARQUES, 2007, p. 44 45 );

a contaminação de poços artesianos (RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL, 1999, p. 39);

a poluição do Córrego Brejo Alegre afluente do Rio Jordão (BORGES, 2007, p.1; OLIVEIRA, 2001, p.112).

Em 2001, a existência de um lixão a céu aberto provocando a poluição do solo, do ar e da água, além de servir de abrigo para vetores transmissores de doenças afetando também as condições de saúde pública do município, incitou “uma ação do Ministério Público do Estado contra o Poder Público de Araguari preconizando o fechamento do local para o depósito de resíduos sólidos urbanos” (PEREIRA, 2004, p. 61).

A situação ambiental e econômica, somada a constatação de que crianças e adultos viviam da catação de recicláveis no lixão, em condições de total exclusão social, motivaram a

intervenção da Administração Municipal (Figura 7) que por meio de ações integradas promoveram uma rápida mudança deste cenário socioambiental.

“Na área do lixão eram dispostos resíduos domésticos, resíduos de borracha e couro” (CETEC 2004, p. 106). A área onde eram deposítados os resíduos domésticos passou a funcionar como aterro controlado e em uma área próxima passou a ser construido o aterro sanitário (Anexo1).

Figura 7 Funcionários da Prefeitura de Araguari (MG) e catadores no lixão em 2001 Fonte: Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Araguari, 2006

Autor: Desconhecido

No ano de 2001 se iniciou a implementação de um Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Urbanos (PGIRSU). A gestão dos resíduos sólidos urbanos se deu de forma compartilhada, unindo o poder público, os catadores e os munícipes. Passados nove anos da criação do PGIRSU, este trabalho avalia as atividades desenvolvidas, pontua seus sucessos e insucessos e faz sugestões para a sua melhoria

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A preocupação em planejar o crescimento da cidade mineira de Araguari começou em meados do século XIX. Na época quem ocupava o cargo político de 1 , tinha a função de providenciar o traçado da cidade, tendo autonomia para abrir espaços, delimitar ruas e praças.

O principal objetivo do 1 era o de dar uma forma visualmente agradável ao traçado de ruas da cidade. “A partir de 1895, engenheiros contratados pela administração municipal passaram a ser responsáveis pela elaboração do traçado urbano de Araguari, a antiga função de 1 perdeu o seu prestígio” (SANTOS e LIMA JR, 2003, p. 2).

Segundo Miranda (1998) neste período em Araguari se observou a implantação de ruas largas e avenidas com espaçosos canteiros centrais.

Dentre as avenidas criadas nesta época se destacam as Avenidas: Minas Gerais; Mato Grosso e Batalhão Mauá que são responsáveis atualmente pela circulação de um significativo fluxo de veículos na cidade.

Em 1895, o engenheiro Achilies Wildulick, responsável pela construção da Cia. Mogiana de Estrada de Ferro percurso Araguari São Pedro do Uberabinha (Uberlândia), elaborou a primeira planta projetando a delimitação urbana de Araguari, a planta demarcou o alinhamento das ruas, a presença de praças e de avenidas na cidade (PMA, 2007).

O projeto de Wildulick não foi totalmente concluído. O planejamento de ruas, avenidas, parques e jardins ficaram no esquecimento. A cidade foi crescendo de modo desordenado, com a multiplicação dos loteamentos, das residências, ruas e avenidas que não levaram em consideração o seu traçado original.

As cidades brasileiras no início do século passado apresentavam círculos concêntricos de crescimento característicos do modelo de 3 27. “As cidades geralmente possuíam um núcleo central, onde se desenvolvia o comércio, os serviços, as finanças e seguros, uma zona periférica ao centro ( ) caracterizada pelo uso semi intensivo e heterogêneo da terra, com atividades de comércio, indústrias leves, residências multifamiliares e uma periferia urbana que possuía um caráter decadente devido as suas limitações físicas” (CAMPOS, 1999, p. 39 40). As cidades apresentavam uma tendência centrífuga de crescimento.

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“A tendência centrífuga segue o movimento de crescimento natural da cidade em direção à periferia, através da incorporação de novas áreas devido às demandas advindas do incremento populacional e da busca de novas opções de moradia devido à especulação imobiliária” (SIMÕES JR., 1994, p. 11).

A cidade de Araguari seguiu a tendência de crescimento urbano típico descrito para as cidades brasileiras, com um crescimento urbano centrífugo, exacerbado em direção à periferia, até meados de 1970 (Mapa 7).

“Uma série de transtornos urbanos surgiu em função da não execução do projeto de Wildulick, o que resultou na formação de ruas sem saída, descontinuidade de vias, desuniformidade de acessos e loteamentos desordenados, que por incorrerem no improviso e na especulação imobiliária, levaram a periferização da cidade, além do comprometimento da beleza urbana” (SANTOS e LIMA JR, 2003, p. 3) e da circulação.

As estratégias de especulação imobiliária na década de 70 influenciaram as tendências de crescimento urbano em Araguari, resultando no extensivo crescimento das periferias da cidade.

O processo desordenado de urbanização teve como consequência a formação de bairros com ruas onde se observa a falta de pavimentação, de arborização, de sinalização, de iluminação pública e de equipamentos urbanos. Além de outros problemas como áreas destinadas a praças sem uma função social e lotes vagos possibilitando o depósito de lixo, consequêntemente a proliferação de insetos.

O crescimento das extensões do perímetro urbano, a falta de pavimentação das ruas novas e a utilização de lotes vagos para deposição de lixo intrincaram o processo de gerenciamento dos resíduos.

A partir de 1980 em Araguari se iniciaram os movimentos de crescimento urbano centrípeto da cidade com a ocupação de espaços mais próximos as áreas mais centrais (Mapa 7). A tendência centrípeta de crescimento se processa com maior intensidade no sentido inverso ao de crescimento centrífugo, aumentando a sua intensidade à medida que se aproxima das áreas mais centrais da cidade.

“O fenômeno centrípeto define processos renovadores das estruturas urbanas, de forma a adequá las aos novos condicionamentos decorrentes do crescimento da cidade” (SIMÕES JR., 1994, p. 11). O fortalecimento da tendência centrípeta de crescimento urbano é vista como uma solução para frear o aumento do perímetro urbano.

A tendência centrípeta de crescimento urbano pode se processar em reflexo a intervenções urbanas nas áreas centrais, que podem se dar por diferentes estratégias de renovação, revitalização e reabilitação.

As intervenções urbanas em Araguari objetivaram o assentamento de novas atividades econômicas revertendo o processo de abandono em áreas da cidade. A partir de 1980 os processos de renovações se intensificaram em Araguari. Os antigos casarões degradados das áreas mais centrais foram sistematicamente demolidos para dar lugar a novas edificações. Poucas intervenções urbanas visaram a preservação do patrimônio histórico. Pontuais atividades de revitalização e reabilitação foram desenvolvidas na cidade.

A partir de 1990, com a elaboração da Lei Orgânica de Araguari, nos terrenos da municipalidade pertencentes ao Bairro Maria Eugênia, que eram ocupados por particulares, foram aplicadas leis municipais relativas ao lançamento fiscal e à outorga de aforamento a favor dos ocupantes (desde que estes preenchessem os requisitos estabelecidos nas leis). Regularizou se assim a ocupação destas áreas.

Mapa 7 Araguari (MG): localização e cronologia de surgimento dos bairros da cidade