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Hvordan opptrer tillit i relasjonen mellom skoleledelsen og fagforeningene?

Muitos pesquisadores têm analisado a estrutura sintática das expressões idiomáticas, estabelecendo uma classificação (ZULUAGA, 1980; ORTÍZ ALVAREZ, 2000, XATARA, 2001, dentre outros). Assim, em geral, encontramos diferentes tipos de expressões idiomáticas, do ponto de vista estrutural, e que mostraremos a seguir:

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• Expressões idiomáticas substantivas: espanhol

mosquita muerta; sangre fría

português

bunda mole; conversa fiada

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• Expressões idiomáticas adjetivas espanhol en carne viva português na própria pele • ••

• Expressões idiomáticas adverbiais

a diestra y a siniestra a torto e a direito

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• Expressões idiomáticas conjuntivas espanhol

nadar y guardar la ropa

português

muita galinha e pouco ovo

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• Expressões idiomáticas verbais espanhol

arrimar el hombro

bailar en una pata

português

fazer gato e sapato

procurar sarna pra se coçar

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• Expressões idiomáticas com verbos reflexivos espanhol

hacerse carozo

darse de guampas

português

meter-se em camisa de onze varas

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• Expressões idiomáticas com o particípio hecho (espanhol)/feito (português)

Ortíz Alvarez (2000), com base em Casares (1950), afirma que este tipo de frase se diferencia pela originalidade da sua estrutura, significado e funções. O particípio é usado como componente nominal em construções absolutas ou em verbos que caracterizam estados. Pelo significado, essas unidades assemelham-se â comparação e o substantivo, por si só, tem um significado metafórico. Por exemplo:

espanhol hecho polvo

português feito louco

hecho leña ficar (feito) uma arara

Entretanto, Casares (1950) não concorda plenamente com essa idéia. Para justificar seu ponto de vista, observa que “nessas locuções há algo mais do que uma simples comparação, pois não é igual ser parecido com alguma coisa que ser como uma coisa, a se converter na coisa em si." Se compararmos os exemplos a noiva entrou num mar de lágrimas e como num mar de lágrimas, estaríamos em primeiro lugar, utilizando uma frase inusitada e, por outro lado, a expressão perderia a sua força no que se refere ao sentido. Assim, Casares acrescenta:

(…) Quando a substituição de “hecho” por “como” é praticável sem mudança de sentido, há certeza de que não se trata de uma verdadeira locução principal. (CASARES, 1950, p. 180, apud ORTÍZ ALVAREZ, 2000, p. 117).

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• Expressões idiomáticas proposicionais (propositivas)

Este tipo de expressão é considerado como oração pela estrutura. Ortíz Alvarez (2000) recorre a Aritiunova (1976) para explicar que essas unidades expressam uma idéia formulada como proposição, ou seja, consitutem uma construção sintática que pode expressar traços modais e temporais. Por exemplo, hacérsele agua la boca (dar água na boca). Ao colocá-la num enunciado, podemos ter se le hizo agua la boca. Toda a expressão tem o significado de que alguém sentiu vontade de comer alguma coisa que lhe pareceu gostosa. Tal idéia constitui uma proposição onde o núcleo seria comer.

• Expressões idiomáticas com diferentes tipos de anomalias

Ortíz Alvarez (2000), com base nos estudos de Tristá e Carneado (1985), identifica anomalias nos níveis lexical, semântico e gramatical, sendo mais freqüentes as duas primeiras. Cita, como exemplo, llevar a la macheré, llevar de la mano y corriendo, e afirma que a palavra macheré não tem nenhum significado fora da expressão.

• Expressões com anomalia semântica

Analisando as expressões ser carne de cañón – ser carne de canhão em seu sentido direto, observamos uma associação de elementos discordantes e sem sentido. A maioria das expressões idiomáticas com anomalias semânticas levam a imagens absurdas, o que impede seu uso no sentido literal: perder a cabeça, ser um laranja.

• Expressões com homônimo livre

Ao contrário das expressões com anomalias semânticas, as expressões com homônimo libre podem ser encontradas tanto em sentido direto como em sentido figurado. Por exemplo, para o português: botar água na fervura, abrir os olhos, de olhos fechados.

• Expressões com componente onomatopaico

Algumas expressões onomatopaicas podem integrar uma expressão idiomática, mas não têm o homônimo livre correspondente. É o caso de tintim por tintim, por um triz.

Algumas expressões idiomáticas têm como sinônimos verbos simples: descer a lenha = criticar; baixar o sarrafo = criticar. Ortíz Alvarez (2000, p. 115) afirma que, muitas vezes, essa paráfrase redutora é arbitrária.

• Expressões idiomáticas dependentes de contexto

Existe um grupo de expressões idiomáticas que, embora sejam perfeitamente compreensíveis, “são frases incompletas”. É o caso de nem pensar, por exemplo. Vejamos em contexto:

Sua sogra vai morar com vocês?

Vocês pretendem ter outro filho?

As perguntas acima poderiam ser seguidas de um Nem pensar! como uma resposta. Portanto, nem pensar é um enunciado gramaticalmente incompleto; contudo, pode ser considerado

como derivado de uma frase constituída pelo acréscimo de vários dados inseridos no contexto, por exemplo:

Minha sogra é uma pessoa muito difícil; eu não posso nem pensar em morar na mesma casa que ela.

Ortíz Alvarez (2000) fornece outros exemplos de expressões idiomáticas que precisam de contexto; para o português: não deu outra, nem coberto de ouro (português); para o espanhol: ni pensar, que no sea por mí.

Por exemplo:

Liguei o pisca-alerta e desci tranqüilamente esperando ouvir pedidos de desculpas do outro lado. Não deu outra: o motorista desceu me xingando, perguntando por que eu havia parado.

E o melhor de tudo: eu estava fora e dentro do engenho, e muito bem familiarizado com a tripulação. Sonho ou realidade!? Não pude distinguir, até hoje.

A Claudinha, do Osso, bem q. falou: vai amanhã... durma bem, e depois viaje. Respondi, q. não, q. iria aquela noite mesmo.

Não deu outra: o Osso e a Claudinha, cantaram tudo, mpb da melhor qualidade, martelos e emboladas, pra delírio do pessoal.

Nesta sexta-feira, não deu outra, o Leão ressurgiu das cinzas, para regozijo e saciedade de toda Nação Tricolor e lamentações desta imprensa parcial e negra!

Como já mencionamos, anteriormente, muitas expressões idiomáticas têm combinação homóloga livre. Por exemplo, em português: meter a colher; perder as estribeiras; enfiar a faca; puxar o tapete; botar lenha na fogueira; pisar na bola; soltar os cachorros; esticar as canelas; em espanhol: no chuparse el dedo; estar en el mismo bote; darse la cabeza contra la pared; estar en un callejón sin salida; arrancar una muela; caerse de espalda; bajarse del caballo. A contextualização das expressões idiomáticas indica situações em que se dá a modificação semântica. A interpretação correta e a compreensão dessas expressões que se baseiam em costumes, usos, opiniões, escalas de valores pressupõe a compreensão do contexto de cultura que lhes serviu de origem.

Segundo Buzon (1979) citado por Ortíz Alvarez (2000, p. 181), “a relação significante/significado das expressões idiomáticas não existe fora do discurso que a fundamenta, operando como um recorte específico da realidade e virtualidade de certos efeitos de sentido.”

Entretanto, como nos mostra Ortíz Alvarez (2000), podemos encontrar, no nível do discurso, expressões idiomáticas que são autônomas, ou seja, não precisam de contexto para que se capte seu sentido; por exemplo, no português: ser como cão e gato, estar num beco sem saída, morder a isca; procurar agulha no palheiro. Essas expressões são bem próximas às do espanhol: ser como perro y gato, estar en un callejón sin salida; tragarse el anzuelo; buscar una aguja en un pajal. A independência em relação ao contexto é muito clara nos provérbios, uma vez que essas unidades fraseológicas constituem um discurso autônomo: águas passadas não movem moinhos, a cavalo dado não se olha os dentes, etc.

O caráter fraseológico e semântico das expressões idiomáticas autônomas revela-se no contexto oracional. O contexto situacional nos indica a convenção de uso dessa unidade, desde que o leitor/ouvinte esteja familiarizado com a situação descrita.

O contexto oferece muitos dados sem os quais é difícil chegar não apenas ao sentido, mas ao próprio uso da expressão idiomática. Por exemplo, quando um dicionário fornece apenas o significado de uma expressão, sem mostrá-la em nenhum contexto, o consulente pode não conseguir captar seu sentido, mesmo que se trate de sua língua nativa. Vejamos os exemplos abaixo:

pebado

[Do tupi = 'chato', + -ado1.]

Adj. Bras. CE Pop. 1. Frustrado, malogrado.

2. Muito dificultado. (FERREIRA, 1999)

Estar pebado - Sem saída, enrascado, encurralado, na PB, CE e PE. "João está pebado... Comprou um carro novo e não está conseguindo pagar as prestações". (NAVARRO, 2004)

Em pebado, retirado do Aurélio, não podemos sequer perceber que se trata de uma expressão idiomática; além disso, os próprios adjetivos escolhidos para explicar o sentido falham, não podemos saber a que registro pertence a palavra; é desnecessário dizer que a etimologia não serve de muita ajuda. Bem diferente é o caso do Dicionário do Nordeste (NAVARRO, 2004) que, além da definição, contextualiza adequadamente a expressão.