11. Tror du at Compliance and Leadership kommer til å bli den naturlige måten å jobbe på for deg og andre i Statoil i årene fremover?
5.4 Hvilken skjebne kan man forvente på lengre sikt, for implementeringen av Compliance and Leadership i TPD?
O tipo de controle que a organização utilizará, conforme visto anteriormente, dependerá da relação entre trabalho vivo e trabalho morto. Dessa forma, quando os proprietários do trabalho vivo e do trabalho morto são diferentes, a forma de controle tende a ser hierarquizada, coercitiva, como é típico da heterogestão, ou seja, a gestão feita por desiguais, na qual o dono do trabalho morto decide os rumos da organização e os métodos de controle que serão exercidos, incluindo aí o trabalho vivo. Nessas formas heterônomas de gestão, é assegurada a presença de gestores no controle do processo de produção, então, os trabalhos de concepção e controle ficam a cargo desses especialistas, restando aos demais trabalhadores apenas e tão somente a execução (FALCÃO, 2010).
Nos empreendimentos coletivos autogestionários a regulação das atividades dessa coletividade é tão necessária quanto em outra organização qualquer, no entanto, não se trata do exercício de livre arbítrio. Essa regulação se dá num campo de possibilidades balizadas pelas relações de propriedade, ou melhor, opera segundo a lógica que o sistema de apropriação dos excedentes define. No caso de EES’s, a realização da apropriação dos excedentes gerados se dá por meio de mecanismos políticos ou simbólicos (FALCÃO, 2010), no qual não há maiores direitos de uns, em detrimento de outros. Dito de outra forma, quando os proprietários dos trabalhos e vivo e morto são as mesmas pessoas, o controle tende a ser coletivo. Esse controle, elemento essencial de gestão, decorre da aprendizagem e significa a habilidade de usar conhecimento incorporado a determinado artefato tecnológico (já comentado anteriormente).
Nesse caso, o controle coletivo é decorrência de acordo entre iguais e passa a fazer parte do processo de trabalho, no ambiente de trabalho. Portanto, conhecimentos sobre produção, comercialização e consumo de bens e serviços, tornam-se imprescindíveis para o empreendimento. Nesse tocante, surgem necessidades de dominar conhecimentos sobre questões financeiras, comerciais, administrativas e operacionais, tais como: formas de organizar os recursos financeiros disponíveis e necessários, elaborar orçamentos, determinar preços de produtos e serviços criados, planejar o que se pretende fazer, entre outros.
A gestão de empreendimentos coletivos autogestionários, a despeito da utilização de ferramentas e técnicas administrativas, não se distancia dos empreendimentos pautados na heterogestão. No entanto, a forma, ou condução da utilização das ferramentas e técnicas e, principalmente, os resultados obtidos e sua distribuição é que têm características diferentes. A condução, ou controle, da gestão tende a ser de forma democrática, na qual o trabalho manual e o trabalho intelectual são realizados por todos os membros do empreendimento, e isso é típico da autogestão. Mas, as ferramentas e técnicas de gestão utilizadas por ambas as formas de gestão podem ser as mesmas. Tal afirmativa se vale do conceito de TS, no tocante à reaplicação de tecnologias já desenvolvidas e utilizadas, conforme visto anteriormente.
Os registros dos recebimentos relacionados com a troca de bens e serviços com clientes, dos gastos referentes à aquisição e pagamento de produtos e serviços junto a fornecedores são de extrema relevância para toda e qualquer organização. Essas transações fazem parte do que Boynton, Jhnson e Kell (2002) chamam de ciclo operacional, que é o lapso de tempo entre a utilização de caixa para adquirir produtos ou serviços e recebimento de caixa pela venda de produtos ou serviços.
O conjunto de registros das transações do ciclo operacional passa a ser tratado neste estudo como controles econômico-financeiros. Dentre os controles de caráter econômico- financeiros essenciais a qualquer empreendimento estão: o controle de caixa, o controle da conta bancária, o controle de contas a pagar e o controle de contas a receber. Esses controles, abordados a seguir, quando se trata de EES’s, estão a cargo da diretoria, ou seja, dos membros eleitos para dirigirem o empreendimento, que, em função das definições previstas no estatuto social, devem prestar contas aos membros dos empreendimentos e à sociedade em geral.
O registro dos fatos econômicos e/ou financeiros gera informações relevantes para decisões e possibilita o controle por todos os donos do empreendimento, além de pessoas físicas ou jurídicas interessadas nas ações desenvolvidas pelo empreendimento. Para gerar informações seguras, o empreendedor necessita lidar com números e outras informações financeiras cotidianamente. Os modelos de planilhas dos controles abordados a seguir serão demonstrados no capítulo seguinte, de forma a evidenciar sua utilização. A seguir, estão relacionados, dentre os vários tipos existentes, os controles econômico-financeiros que são parte integrante deste estudo, ou seja, que foram aplicados no trabalho de campo.
Controle de Caixa: O financiamento das atividades do empreendimento se dá por
meio do emprego de recursos financeiros. O caixa representa o dinheiro em espécie (ou em cheque) disponível no empreendimento. O controle de caixa pode ser realizado manualmente ou em sistema informatizado. Seu preenchimento consiste em registrar os movimentos de
entradas e saídas de dinheiro do caixa do empreendimento. A cada movimento é necessário apurar o saldo existente no caixa.
Este controle proporciona inúmeras informações, tais como, a capacidade de liquidar seus compromissos de curto e longo prazos (SOUZA, 2008); proporciona a verificação de erros de registros ou desvios de dinheiro; gera informações importantes sobre valores depositados em conta bancária; possibilita a análise das despesas pagas; fornece dados necessários à construção do fluxo de caixa.
O controle de caixa, portanto, é imprescindível para a continuidade do empreendimento, uma vez que sua falta provoca desajustes financeiros, ou desarmonia entre volume de recursos disponíveis e o tempo de realização de novas entradas e saídas de dinheiro, essa desarmonia pode significar descontinuidade das atividades operacionais (ANDRADE, 2004)
Controle de Conta Corrente Bancária: este controle se ocupa do registro diário das
entradas e saídas de recursos na conta bancária do empreendimento, ou seja, por meio dele podem ser verificados os movimentos efetivados, como recebimentos por depósitos bancários, pagamentos feitos por intermédio de cheques, valores transferidos para outras contas, dentre outros (ALMEIDA, 2007). Este controle tem como finalidade confrontar os registros dos lançamentos realizados pelo empreendimento e os registros gerados pelo banco, além de gerar informações sobre os saldos bancários existentes. A partir das informações geradas é possível averiguar as possibilidades de o empreendimento honrar os compromissos financeiros assumidos. Os recursos em conta corrente bancária, juntamente com os recursos em caixa representam as disponibilidades financeiras do empreendimento.
Controle de Contas a Receber: todas as operações realizadas a prazo e que gerem
direitos de recebimento para o empreendimento devem ser realizados neste controle. Para Gitman (1997) as contas a receber são de difícil controle, especialmente para os pequenos empreendimentos, em função da falta de pessoal, ou dos meios necessários para tomar decisões de crédito baseado em informações seguras. À gestão das contas a receber são necessários compreender dois fatores: a) condições de crédito: relacionados à concessão de prazos e os descontos que podem ser oferecidos por vendas a vista. Neste caso, o controle fornece a informação sobre o prazo médio de recebimento das vendas, sendo essa uma informação relevante para as decisões sobre concessões de prazos, ou seja, a informação gerada possibilita aos gestores avaliar a distribuição dos prazos de vencimento e; b) padrões e limites de créditos: que são critérios criados, a partir de informações sobre o perfil da
clientela, para concessão de crédito. Tais ações têm a finalidade de minimizar os riscos financeiros das transações com clientes.
O controle de contas a receber se constitui numa base de dados que gera informações relevantes para a tomada de decisões tais como as políticas de vendas e concessão de crédito. Decorre daí, informações, igualmente importantes, que se referem ao total dos valores a receber dos clientes, ou seja, possibilita a avaliar a concentração no crédito a clientes, outra possibilidade é conhecimento de estimativas de valores a receber em número de dias, conhecimento do montante das contas já vencidas e os respectivos períodos de atraso, informações sobre os clientes que pagam em dia. Segundo Frezatti (1997) cabe ao empreendimento zelar pelo recebimento de seus direitos e ações em busca de receber os valores em atrasos. Este controle gera informações sobre valores que deverão impactar o fluxo de caixa do empreendimento, sendo, portanto, de extrema relevância para a gestão.
Controle de Contas a Pagar: visa controlar os compromissos assumidos com
fornecedores de bens e serviços. Este controle guarda relação com os demais controles anteriores em função do impacto nas disponibilidades do empreendimento, bem como com os prazos de recebimento das contas a receber, cuja gestão deve considerar, sempre que possível, prazos de recebimento menores do que os prazos de pagamentos. As informações geradas pelo controle das contas a pagar proporcionam: avaliar o volume de recursos obtidos através das compras realizadas a prazo, verificar a distribuição dos prazos de vencimentos, estabelecer prioridades de pagamento, aumentar a segurança quanto aos pagamentos procedentes, controlar o montante dos compromissos já vencidos e não pagos (em caso de dificuldades financeiras), avaliar o volume de recursos que foram solicitados aos fornecedores por meio de pedidos de mercadorias e quais fornecedores respondem pela maior parte de seus abastecimentos. Para que as informações sejam geradas é necessário organizar as obrigações com terceiros de forma individualizada, obedecendo a seus períodos de vencimento por dia, semana, mês.
Segundo Boynton, Jhnson e Kell (2002) todo processo de geração de entrada de caixa acarreta muitos gastos (relacionados com o beneficiamento, industrialização, os chamados custos e com os esforços de vendas, por exemplo, as chamadas despesas). Portanto, os controles econômico-financeiros são complementados, dentre outros, pelos controles dos custos de produção. O agrupamento desses controles tem a potencialidade de gerar informações relevantes para decisões, especialmente quando se trata de situações que envolva atividades produtivas com as quais são geradas rendas para os operadores dessas atividades.