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I hvilken grad kan vern og fredning være viktige forutsetninger for vellykket reiselivsutvikling?

5 Analyse og diskusjon

5.4 I hvilken grad kan vern og fredning være viktige forutsetninger for vellykket reiselivsutvikling?

Ao que parece, o álbum escolhido para a análise não tinha originalmente por título

“Álbum n.º 10 – Operários, Seções e Antiga Funilaria”. A capa do álbum, como pode ser

vista em anexo420, traz por título, apenas, “Archivo de Photographias”, tendo sido aderida uma etiqueta no canto inferior direito com o título maior que optamos por utilizar, para facilitar o entendimento e diferenciá-los dos demais álbuns da empresa. Esse novo título, provavelmente, foi acrescentado no período em que a documentação da empresa foi repassada ao Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, na década de 1980.

O Álbum n.º 10 da MAE é um suporte de grande formato, com medidas de 53cm de altura e 38cm de largura. O total de páginas do suporte é de 96 (noventa e seis), cujas folhas apresentam gramatura alta (120g/m², aproximadamente) e são de papel ácido, o que, com o tempo, acabou prejudicando algumas provas fotográficas. Nessa grande quantidade de páginas do suporte, estão distribuídas 107 (cento e sete) fotografias, em três padrões de tamanho: 13x18cm, 18x24cm e 24x30cm, sendo mais recorrente o tamanho médio. O Gráfico 1 mostra a distribuição percentual de fotos por tamanho no álbum:

Gráfico 1 - Distribuição percentual de fotos do Álbum n.º 10 da MAE por tamanho. Total de fotos: 107. Fonte: Elaborado pelo autor.

A edição do álbum escolhida para a análise é única, ou seja, as provas fotográficas em seu interior são originais revelados através do processamento químico de laboratório fotográfico a partir dos negativos matrizes (certamente, todos em chapas de vidro, devido o período das imagens). Apesar de ser um exemplar ímpar, é possível que o Álbum n.º 10 tivesse alguma circulação; sobretudo, deve ter ficado exposto, logo assim que foi confeccionado, na sala que era reservada ao mostruário permanente dos produtos fabricados pela empresa (veremos sobre isso mais adiante), e, mais tarde, o álbum deve ter sido exposto, junto com outros, em um museu institucional que a empresa organizou na década de 1950. Igualmente, é provável que o álbum fosse mostrado aos “ilustres visitantes” que vinham conhecer a firma, servindo, assim, de testemunho visual do desenvolvimento, evolução e modernização pela qual a MAE passou nos quase cinquenta anos de história que o suporte abrange. Com mais certeza, se pode afirmar que algumas imagens que perfazem o suporte fotográfico foram publicadas em livros, periódicos e publicações da própria empresa, além de serem exibidas em algumas feiras industriais das quais a Metalúrgica Abramo Eberle participava, tendo, portanto, mais ampla circulação a sua memória visual.

Algumas outras características do álbum devem ser sublinhadas. Das 107 fotos que compõe o suporte, três delas foram aderidas posteriormente à finalização do álbum. São três retratos de estúdio que não seguem a mesma diagramação do restante das cenas, tendo sido coladas no verso de duas páginas do suporte. Acreditamos que a inclusão possa ter sido feita pelo próprio Abramo Eberle, ou, então, por algum dos filhos do industrialista, já que são cenas que remetem diretamente à trajetória pessoal do empresário (trata-se de um retrato

13x18cm: 28 fotos 18x24cm: 66 fotos 24x30cm: 11 fotos 18x24cm (63,6%) 13x18cm (26,2%) 24x30cm (10,3%)

individual seu, um retrato ao lado da esposa Elisa, e um retrato da primeira lamparina fabricada pela firma).421

Em relação ao período que as imagens abrangem, são, ao menos, cinco décadas diferentes e 17 datas diversas. Todas as imagens possuem a data indicada, sendo exceção, porém, um retrato que exibe a primeira lamparina produzida por Abramo, ainda enquanto funileiro. Essa cena, apesar de aparentar ser da década de 1930 ou de 1940, remete ao ano de 1896, tendo sido incluída como sendo dessa data no levantamento que apresentamos a seguir. O Gráfico 2 mostra a distribuição percentual das fotos do Álbum n.º 10 da MAE por década:

Gráfico 2 – Distribuição percentual de fotos do Álbum n.º 10 da MAE por década. Total de fotos: 107. Fonte: Elaborado pelo autor.

Observando-se o Gráfico 2, com a diversidade de períodos fotografados, a conclusão que se pode tirar é que o álbum pretende ser uma narrativa visual da história da empresa. Encadeadas, as imagens, em uma ordem cronológica, o suporte visual constrói, explicitamente, uma história no sentido linear e evolutivo: da primeira à última folha, o visualizador que folheia as páginas do álbum conhece o passado e o presente da fábrica (para o último caso, no ponto mais culminante do seu desenvolvimento, na década de 1940), podendo, então, constatar, com os próprios olhos, as transformações pelas quais a firma passou.

421

As imagens serão vistas e analisadas na sequência do texto. Tratam-se das Fotos 04, 05 e 09. Década 1900: 10 fotos Década 1910: 17 fotos Década 1920: 63 fotos Década 1930: 05 fotos Década 1940: 11 fotos Sem data (1896): 01 foto

1920 (58,9%) 1910 (15,9%) 1900 (9,3%) 1940 (10,3%) 1930 (4,7%) S/d (1896 – 0,9%)

As datas das fotografias são indicadas por um elemento que merece destaque do álbum: as legendas. Sempre abaixo de cada imagem, as legendas informam tanto a data em que a fotografia foi produzida como o conteúdo que vemos representado na cena.

Datilografadas, em muitos casos as legendas complementam o sentido da foto, e, principalmente, estão ali para enfatizar algum elemento da cena, direcionando o olhar do observador. Sobre isso, Peter Burke422 lembra o conceito de “iconotexto”, originário do historiador da arte Peter Wagner, para quem as inscrições ou legendas de uma obra artística (ou de um filme, de uma fotografia, na relação proposta por Burke) influenciam na forma como a mensagem dessas imagens visuais é recebida pelos espectadores.423

Quanto ao encadeamento das fotos no interior do suporte, as provas foram aderidas, inicialmente com cola, e, ao longo do tempo, devido ao desprendimento de algumas, foram afixadas com fita adesiva de goma arábica (Durex). Mais tarde, já integrando o acervo documental do AHMJSA, o álbum passou por procedimentos de higienização e descolagem das provas, que passaram a ser fixadas com cantoneiras de plástico. Nesse processamento técnico-arquivístico, procurou-se respeitar a diagramação original do álbum, o qual apresenta a seguinte característica: para o caso das fotos em formato pequeno (13x18cm), as fotos ocupam, geralmente, uma página do álbum e estão em conjunto de três cenas; as fotos em tamanho médio (18x24cm), aparecem de duas a três fotos para cada página; por fim, para o caso das fotos em tamanho grande (24x30cm), são vistas de uma até duas cenas por página. Já em relação ao sentido de leitura das fotos em cada página, para a maioria dos casos, ele é de

cima para baixo, como se pode observar no anexo “Fotos do Álbum n.º 10 da MAE”.

Um último aspecto a ser apresentado sobre a dimensão formal do álbum consiste na identificação dos autores das imagens. Infelizmente, a maioria das cenas não possui autoria conhecida, sendo necessário trabalharmos, apenas, com os dados do mapeamento dos profissionais e estabelecimentos fotográficos da cidade de Caxias do Sul que fizemos em capítulo anterior. O Gráfico 3 mostra os autores e possíveis autores das fotos do Álbum n.º 10

da MAE:

422 BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem. Bauru: Edusc, 2004. 423

Gráfico 3 – Distribuição percentual de autores e possíveis autores das fotos do Álbum n.º 10 da MAE. Total de fotos: 107. Fonte: Elaborado pelo autor.

As imagens produzidas por Umberto Zanella são algumas das primeiras fotos do álbum. As imagens produzidas pelo Studio Geremia (mais precisamente, por Giacomo Geremia, já que seu filho, Ulisses, iniciou no estúdio apenas na década de 1930), são as fotos das décadas de 1920 a 1940 – algumas possuem um alto relevo com a marca do estabelecimento, sendo possível identificar com convicção, enquanto, outras, são atribuições nossas, com base nas semelhanças dos suportes (tipo de papel, tamanho e impressão visual). As fotos que não conhecemos a autoria foram agrupadas em dois grupos, levando-se em consideração a atuação de alguns fotógrafos locais: um desses grupos reúne quatro possíveis autores, sendo eles: Giovanni Battista Serafini, Umberto Zanella, Francisco Muscani e Domingos Mancuso; já o outro grupo, este reúne os profissionais: Giovanni Battista Serafini, Umberto Zanella, Francisco Muscani, Domingos Mancuso e Studio Geremia. Ressalte-se, porém, que outros fotógrafos também podem ser autores dessas imagens, ou seja, nomes que não fizeram parte da lista que escolhemos para dissertar no segundo capítulo (o que inclui, também, fotógrafos de outras cidades). De qualquer modo, como os profissionais pertenciam a um mesmo ambiente histórico e dispunham praticamente da mesma tecnologia (diferindo apenas, em alguns itens, no quesito técnico), pode-se afirmar que os registros foram feitos sob um mesmo regime de visibilidade, o qual procurava mostrar a fábrica segundo uma visão harmônica com os interesses da burguesia industrial local.

Umberto Zanella: 3 fotos Studio Geremia: 80 fotos Podem ser 4 fotógrafos: 8 fotos Podem ser 5 fotógrafos: 16 fotos

Studio Geremia (74,8%) 5 fotógrafos (15,9%) 4 fotógrafos (7,5%) Umberto Zanella (2,8%)