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Hvilke symptomer er pasienter med langtkommet hjertesvikt plaget av?

5.2 Resultatdiskusjon

5.2.2 Hvilke symptomer er pasienter med langtkommet hjertesvikt plaget av?

O trabalho pode ser compreendido como essencial na construção da identidade humana. Apesar disso, este fazer possui uma relação tanto com o sofrimento quanto com a saúde, dialogicamente. Da mesma forma, a relação entre o humano e o trabalho pode ser produtora tanto de saúde quanto de doença. Percebe- se o princípio dialógico do pensamento complexo, onde sofrimento, aprendizado e emancipação são lógicas ao mesmo tempo antagônicas e complementares nas relações e inter-relações trabalho x trabalhador, doença x saúde.

Dejours (1992, 1994) dedicou parte de suas pesquisas à relação do trabalho com o sofrimento - Psicopatologia do Trabalho. Num segundo momento, com a teoria da Psicodinâmica do Trabalho, compreendeu que o trabalho pode estabelecer uma relação também de saúde e prazer. Logo, o trabalho é uma fonte inesgotável de paradoxos, pois, em algumas situações, produz alienação e sofrimento, mas em outras pode ser um instrumento de emancipação, aprendizado e experimentação (DEJOURS, 1999). A relação saúde/trabalho não interfere apenas na vida do trabalhador. Com os espaços do trabalho e da vida cada vez mais misturados, é fácil perceber o impacto de um trabalho estressante na vida de uma família. Da mesma maneira, a satisfação de um trabalhador com seu trabalho repercute de forma favorável na economia e no desenvolvimento psíquico e afetivo da família/filhos (DEJOURS, 1992).

Canguilhem (2002) diz que a doença é ao mesmo tempo privação e reformulação, ou seja, não é apenas o desaparecimento de uma ordem fisiológica, mas o aparecimento de uma nova ordem vital. A doença não deixa de ser uma vida nova, caracterizada por novas constantes fisiológicas, novos mecanismos para a obtenção de resultados, aparentemente, inalterados. A saúde também é considerada um instaurador de normas vitais, pois é uma forma de abordar a existência com uma sensação não apenas de possuidor ou portador, mas também de criador de valor. Por saúde, entende-se um conjunto de segurança (no presente) e seguros (para prevenir o futuro). A saúde é um guia regulador das possibilidades de reação.

Codo (2004) entende a saúde a partir de um modelo multideterminado, levando em consideração os fatores objetivos e subjetivos na relação do sujeito com

o seu trabalho. Para ele, esses fatores são considerados os possíveis deflagradores do adoecimento. Por isso, não se pode compreender a relação entre saúde e trabalho de uma forma simplista, pois diversos aspectos se inter-relacionam ao mesmo tempo na sociedade que forma esse trabalhador, na relação desse trabalhador com seu trabalho e/ou colegas e/ou empresa, etc.

Para Zanelli e Silva (2008, p. 111), na perspectiva psicológica, “o trabalho é uma categoria central no desenvolvimento do conceito de si mesmo e uma fonte de auto-estima”. O trabalho influencia, inclusive, as aspirações e estilos de vida do sujeito. Para muitas pessoas, o trabalho é a atividade mais relevante para a vida e a que mais lhe dá sentido (ZANELLI, 2010). A saúde está relacionada com a sensação de bem-estar, que só é possível se as relações entre as pessoas, no trabalho, forem sustentadas por respeito mútuo, compromisso, confiança e contribuição para a saúde e qualidade de vida na empresa (ZANELLI; SILVA, 2008; ZANELLI, 2010).

Neste estudo, compreende-se que trabalho e saúde estão inter-relacionados num circuito retroativo e recursivo. Assim, a saúde de uma pessoa pode retroagir no seu ambiente familiar, no trabalho e nas relações pessoais. Da mesma forma, um ambiente de trabalho hostil e tenso pode impactar na saúde de um trabalhador, no seu ambiente familiar e demais relações pessoais. Logo, pessoas saudáveis promovem relações saudáveis no trabalho, na família, etc. Ambientes e/ou relações saudáveis promovem pessoas saudáveis, recursivamente. No entanto, não se pode desconsiderar que, na relação empresa x colaborador, a empresa tem mais poder, pelo menos institucional, de determinar situações de saúde. As políticas de saúde e segurança, a cultura e seus valores e o clima organizacional são responsabilidades que devem vir da cúpula da empresa, sendo esta a grande responsável por valorizar/buscar/promover um ambiente de trabalho saudável para seus colaboradores.

Promover a saúde é muito mais abrangente do que tratar doenças. A promoção da saúde perpassa um nível de prevenção de doenças; por isso, requer ações constantes e com maior complexidade do que tomar um medicamento, uma vez que prevenir doenças no trabalho significa, muitas vezes, atuar em questões subjetivas, em situações que estão num entre: entre líderes e colaboradores, entre os colaboradores, entre diferenças de valores, entre percepções diversas, etc.

Com a importância destinada ao trabalho na vida das pessoas, o desafio das empresas e colaboradores é equilibrar as necessidades e expectativas do

trabalhador em relação à sua saúde com as necessidades e expectativas das empresas em relação ao seu resultado. Portanto, a saúde não pode ser pensada como uma variável isolada. De alguma forma, a saúde organiza-se, desorganiza-se, transforma-se a partir das inter-relações do sujeito com o seu ambiente.

Para esta discussão teórica, opta-se por focar a análise na promoção da saúde, mas sem desconsiderar que o sofrimento/doença está sempre por perto na relação saúde x trabalho x colaborador. A opção de falar da saúde é uma estratégia para ampliar a compreensão dessa relação trabalho x saúde e buscar novas aproximações entre saúde e trabalho em equipe. Para tanto, assim como foi feito com o conceito de equipe como um sistema de sistemas, o desafio é compreender a saúde como um sistema complexo baseado no pensamento sistêmico complexo.