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3.2 Miljøkrav som kravspesifikasjoner

3.2.2 Hvilke miljøkrav kan stilles til ytelsens egenskaper?

O peso corporal foi aferido em balança digital, com capacidade para 150 kg e precisão de 50 g. As voluntárias se apresentaram descalças e fazendo uso de roupas leves. A estatura foi avaliada utilizando antropômetro vertical de plataforma, com escala de 0,1 cm e extensão de 2 metros. Os dados de peso e altura foram obtidos segundo as recomendações da OMS

93 (DE ONIS e HABICHT, 1996). O IMC foi calculado dividindo o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado, sendo classificado de acordo com os pontos de corte preconizados pela OMS (WHO, 2000).

O perímetro da cintura foi aferido na cicatriz umbilical, com a voluntária de pé, durante a expiração normal, utilizando-se fita métrica inelástica. Para a classificação foram utilizados os pontes de corte da OMS (1998) que categoriza a obesidade abdominal em mulheres de acordo com os níveis I (CCnI) com valores de 80 a 88 cm e II (CCnII) com valores > 88 cm. Valores inferiores a 80 cm foram considerados como adiposidade abdominal adequada (ALBERTI et al., 2009).

A pressão arterial foi aferida com o indivíduo sentado, após repouso de no mínimo cinco minutos. As participantes foram orientadas a não ingerir bebidas contendo cafeína nos 30 minutos que antecediam a avaliação. A pressão arterial foi aferida em aparelho de pressão digital automático (G. Tech, Linha Master) reconhecido pela Sociedade Brasileira de Hipertensão. Foram realizadas três medidas e utilizada a média entre os valores. Quando encontrados valores maiores que 4 mmHg foram realizadas novas medidas até que fosse obtidas medidas com diferenças inferiores (SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO, 2010).

7.2.8 Composição corporal e densitometria óssea

A avaliação da composição corporal e densitometria óssea foram realizadas por meio do método de absormetria radiológica de dupla energia (DEXA) (GE HealthCare, Lunar Prodigy Advance) e software especializado (enCore, versão 13.31), permitindo a reconstrução da imagem e dos tecidos subjacentes.

O exame foi realizado com a voluntária deitada em decúbito dorsal sobre uma mesa onde a fonte e o detector foram passados ao longo do corpo. Para a realização da avaliação, foi requerido que a voluntária se apresentasse descalça, utilizando apenas um avental, sem qualquer material metálico, apresentando-se ainda em jejum e com a bexiga esvaziada. O ciclo menstrual das voluntárias foi respeitado, de modo a evitar avaliações nesse período.

Para a densitometria óssea foi calculado o Z escore em relação a indivíduos da mesma idade, sexo, peso e etnia. Foram considerados valores normais aqueles que se encontravam

94 entre os limites: 2 DP < e > - 2DP de acordo com o Consenso Brasileiro de Osteoporose (PINTO NETO et al., 2002). Quanto à composição corporal foi considerado risco quando a proporção de gordura corporal foi maior que 32% de acordo com Lohman (1992).

7.2.9 Avaliação dos parâmetros bioquímicos

Dentre os exames bioquímicos foram analisados: o marcador de formação óssea, fosfatase alcalina específica óssea (FAEO), o marcador de ressorção óssea, interligadores C- terminais do colágeno tipo I (CTx), paratormônio sérico (PTH), cálcio sérico (Ca s), cálcio iônico (Ca i), fósforo sérico (P s), hemoglobina (Hb), hemácias (Hm), hematócrito (Ht), ferritina, zinco eritrocitário (Zn e) e zinco plasmático (Zn p).

As voluntárias compareceram ao laboratório em jejum de doze horas e foram submetidas à coleta sanguínea a vácuo (15 mL), fracionados em tubos soro gel para separação e coleta do soro, e tubos contendo EDTA ou heparina como anticoagulante para separação e coleta do plasma, de acordo com a necessidade do parâmetro bioquímico a ser analisado. Após a coleta do material, com exceção do tubo de heparina destinado à análise do hemograma, os demais foram centrifugados (3500 rpm, 20 minutos, 5 ºC). O material para dosagem de CTx, FAEO, PTH e ferritina foram destinados à análise em laboratório terceirizado. O material biológico para avaliação dos demais parâmetros foram armazenados em ultra-freezer a temperatura de -80 ºC, até o momento das análises.

O marcador FAEO foi mensurado no soro por meio de método de quimioluminescência (Liaison, Diasorin®). Para o marcador CTx, o método empregado foi eletroquimioluminométrico (Modular, Roche Diagnostics. Paratormônio foi dosado por meio do método eletroquimioluminescência (Modular, Roche Diagnostics®). Quanto aos parâmetros cálcio sérico, cálcio iônico e fósforo sérico, estes foram mensurados por meio dos métodos colorimétrico de ponto final para cálcio e UV de ponto final para fósforo. Todos os parâmetros foram dosados por meio de kits comerciais (Bioclin®) no analisador automático para química clínica BS 200 (Mindray®), calibrado com reagente para testes analíticos em metodologias automatizadas e padrões de nível normal e patológico. O hemograma completo foi analisado por meio do método de impedância elétrica (Couter T890, Beckman Couter®) e ferritina pelo método de quimioluminescência (Centaur, Siemens®). Quanto aos parâmetros

95 zinco eritrocitário e plasmático, estes foram analisados por meio de espectrometria de absorção atômica (GBC 908 AA spectrophotometer) (WHITEHOUSE et al., 1982).

7.2.10 Escala de Analogia Visual

A Escala de Analogia Visual (VAS) foi utilizada para mensurar as sensações de fome, saciedade (RABEN, TAGLIABUE e ASTRUP, 1995).

7.2.11 Análises Estatísticas

Todas as variáveis contínuas foram analisadas quanto à normalidade por meio do teste de Skewness/Kurtosis. Para aquelas variáveis com distribuição normal, foram expressas em média ± desvio padrão. As variáveis que não apresentaram distribuição normal foram expressas como mediana e intervalo interquartil (P25% e P75%). Estatística descritiva foi utilizada para descrição das características demográficas da população estudada. A comparação da composição química dos produtos utilizados no estudo foi feita utilizando o teste de Tukey, exceto para a variável fibra alimentar e suas frações, as quais não foram possíveis realizar repetição do método. Para analisar as diferenças entre as médias dos tratamentos e as médias das mudanças nas variáveis do estudo foi utilizado o teste t de Student para variáveis paramétricas ou seu correspondente, Mann Whitney para dados não paramétricos conforme recomendado por Mills et al. (2009).

A correlação de Pearson foi utilizada para analisar a associação das mudanças dos parâmetros antropométricos e bioquímicos ou dietéticos, quando dados apresentaram distribuição normal. Quanto aos dados não paramétricos, foi utilizada a correlação de Spearman. Para análise dos dados referentes às sensações relacionadas à saciedade, foi calculada a área abaixo da curva (AUC) por meio do método trapezoidal para avaliar as sensações de “fome”, “saciedade” e desejo de “comer mais” em relação ao baseline, onde a aplicação do método foi realizada da mesma forma, porém sem ingestão do shake. Os dados foram testados quanto à normalidade sendo aplicado o teste de análise de variância de

96 medidas repetidas (ANOVA – RM) onde foram verificadas diferenças significativas entre os tratamentos, tempos e interação entre tratamento x tempo.

Os dados foram analisados utilizando o software Stata versão 10.0. Para as análises foi adotado nível de significância de 95% (P<0,05).