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Hva vet vi om renholdsbransjen?

In document Til renholdets pris (sider 9-35)

O esporte espetáculo é um produto típico da cultura ocidental. Ele é fruto da modernidade capita- lista e visa o lucro, o máximo rendimento industrial e tecnológico, anseia a dominação da natureza (via ciência) e o domínio político como alicerce da exploração econômica. Resulta também de uma secula- rização da vida social, afinal os antigos jogos e festividades medievais, por exemplo, celebravam as co- lheitas, festas religiosas e outros. O esporte, no entanto, elimina estas características religiosas e rurais, tornando-se um protótipo da vida urbana e sem vínculos religiosos (CORDEIRO Jr, 1999).

O Judô serviu para fortalecer o ânimo de uma nova era para o povo japonês. O novo governo pro- curou “corrigir” os costumes feudais, adotando a cultura Ocidental.

Porém, o povo japonês não perdeu sua característica guerreira, até que duas bombas atômicas mu- dassem completamente suas idéias.

A era Meiji foi de 1868 a 1912. Depois veio o período de Taisho, 1912 a 1926. Sucedeu a era Sho- wa, 1921 a 1989.

É gigantesca a importância do Período Meiji para o povo nipônico. Convém lembrar que a imigra- ção japonesa para o Brasil começou nesta era. E com ela, os primeiros professores de Judô vieram ao Brasil.

Fonte: modificado de www.paranajudo.org.br

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As características apresentadas acima foram pouco a pouco incor- poradas pelo judô na medida em que ele e a cultura japonesa, em grande parte, ocidentalizavam-se. O judô, no Japão, ligava-se às mais profundas raízes da cultura de seu povo, mas a partir do contato com a cultura ocidental, tornou-se um esporte de alto rendimento, entran- do para as olimpíadas e sendo universalizado.

“Contudo, baseando-nos na própria história do esporte em geral, podemos cogitar a possibilidade de uso político-ideológico do judô como esporte? Sim, pois como sabemos, durante o período de au- ge da Guerra-Fria (anos 50, 60 e 70) as potências mundiais (EUA e URSS) e seus aliados fizeram do campo esportivo um verdadeiro ‘campo de batalha’, no qual a supremacia olímpica simbolizaria a su- premacia política e ideológica do capitalismo ou do socialismo. Ora, a entrada do judô reforçaria o ‘blo- co’ capitalista, ainda mais sendo o Japão uma grande força mundial neste esporte. Há também o fato de a Olimpíada ter sido no próprio Japão, o que pode ter motivado a entrada do judô no olimpismo. O fato é que, tendo se tornado esporte de rendimento, o judô incorpora os processos de seleção e espe- cialização de atletas, o treinamento desportivo exaustivo, o dopping (...). E, assim, seu sentido históri- co-cultural original é deixado de lado em muitos países ocidentais que, desde então, passaram a preo- cupar-se exclusivamente com os aspectos técnicos e de rendimento atlético do judô. O único interesse no judô passou a ser as medalhas olímpicas, e não o conhecimento de suas raízes na cultura nipôni- ca; a obrigação de vencer a todo custo e não o prazer de lutar judô. Virou trabalho de atletas e dirigen- tes ‘amadores’ e profissionais. E, por fim, o judô, acompanhando a trajetória do esporte em geral, pas- sou a sofrer um forte processo de comercialização, com a compra e venda de material e equipamento para judô” (CORDEIRO Jr, 1999, s/p).

Nesse sentido, podemos observar que o esporte moderno, em ge- ral, passou desde sua origem por várias transformações e a mais recen- te delas impôs características mercantis ao mesmo. Nessa direção, não devemos esquecer que o judô também foi influenciado por esse pro- cesso. Essa mercantilização do esporte é decorrente da forte influência e poder dos meios de comunicação de massa e da expansão da indús- tria do entretenimento.

De um lado, o progresso tecnológico dos meios de comunicação de massa possibilitou que as informações chegassem a um maior nú- mero de pessoas, nos pontos mais remotos do planeta e em tempo re- al. Do outro, a necessidade de ocupação do “tempo livre” do ser hu- mano propiciou a criação da indústria do entretenimento.

Dentre os meios de comunicação de massa, a televisão é a que exerce maior influência sobre a população. Marchi Jr (2005, p.154) citan- do o sociólogo francês Pierre Bourdieu, afirma que: “a televisão está

Não podemos negar que essa universalização contribuiu para que o judô viesse a enriquecer a cultura corporal de vários outros povos do mundo. Além disso, como espetáculo esportivo, passou a ser parte da programação da televisão, ganhou espaço nos jornais e revistas es- portivas, produziu ídolos e, desse modo, chegou a países cujo univer- so cultural é muito diferente do Japão, como é o caso da Alemanha e do Canadá.

O judô entrou numa Olimpíada pela primeira vez em 1964, em Tó- quio. Infelizmente a escassez de pesquisa e produção de conhecimen- to a esse respeito, no âmbito da Educação Física brasileira, não nos permite uma análise mais aprofundada dos motivos que fizeram com que o judô fizesse parte tardiamente das olimpíadas.

articulada em torno de um espaço de exibição narcísica, em que seus interlocutores tendem a minimizar a criticidade dos espectadores. Os produtores culturais necessitam de ouvintes, leitores e espectadores, os quais potencializam o consumo de produtos, além de viabilizarem futuras investidas mercadológicas.”

“O espetáculo não é um transitar ensandecido de conteúdos saídos de emissoras em busca de receptores, mas o novo estágio das relações sociais. As imagens, antes de mensagens, são merca- dorias – mercadorias que revelam a própria face do capital. O capitalismo se converte num modo de produção de signos – não mais de coisas. [...] É como modo de produção que o espetáculo pode ser compreendido. É como imagem que o capital se manifesta” (BUCCI, 2003, p. 27).

Antigamente, os judocas competiam de Kimono branco e o que os diferenciava era somente uma faixa vermelha e outra branca, defini- das por sorteio. No entanto, no final da década de 90, para atender aos interesses da mídia televisiva, um dos judocas passou a vestir branco e o outro azul. Essa mudança na regra foi justificada pela necessida- de de melhor visualização dos competidores nas transmissões pela te- levisão.

1. Agora que você já observou como se deu o processo de mercadorização do judô, seria interessan-

te que conhecesse como os atletas de judô se preparam para uma competição, como é seu pro- cesso de treinamento desportivo. Como sugestão para essa atividade, toda a turma poderia visitar uma academia.

2. Procure em sua escola alunos que praticam alguma forma de luta. Faça uma entrevista para iden-

tificar qual luta praticam, como são as aulas, como são os professores e quais os objetivos de ca- da luta. Monte um roteiro prévio com questões a serem analisadas: a violência nas lutas, os golpes principais, as regras, a hierarquia, a mudança de faixas, o respeito, a concentração, se existe ou não competição e outras que você julgar necessárias. Apresente os resultados para seus colegas e compare com aqueles apresentados por outros alunos.

PESQUISA

1. Se possível, realize, junto com seu professor e colegas, um torneio, simulando uma competição ofi-

cial com pesagem, divisão por categorias, por faixas, divisão por sexo, etc. Depois seria interessan- te que cada aluno colocasse no papel quais foram as dificuldades encontradas, quais os sentimen- tos, as impressões e outras questões que julgar serem relevantes.

Esporte-Espetáculo

Transmitido mundialmente pela televisão, o esporte tornou-se um dos vetores da globalização. Sua ideologia disfarça seu caráter político, a monetarização generalizada dos “valores” esportivos, fraudes e trapaças de todos os tipos e, sobretudo, doping maciço em todos os estágios.

Fonte: www.pfilosofia.pop.com.br

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1. A partir do texto citado acima, construa, com seus colegas, um cartaz sobre o esporte-espetáculo,

discutindo o seu significado. Para essa atividade, não há necessidade de encontrar entrevistas so- mente sobre o judô, vocês podem fazer sobre as diversas lutas existentes. Depois da construção, apresente-o para a turma.

ATIVIDADE

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