2. Teori
2.1 Hva er seksuelle overgrep mot barn og hvor utbredt er det?
Impressiona a comparação entre o ambiente percebido quando da atuação deste autor na qualidade de agente do convênio e pesquisador com aquela descrita no documento FIESP (2004).
Naquela ocasião foi descrita a seguinte visão dos gestores FIESP sobre o APL de Vargem Grande do Sul:
[...] uma parte representativa do grupo de entrevistados é ou foi participante ativo do sindicato, e apoiando-se nisso alguns verbalizam que acham viável a implementação de ações cooperadas. Mas a composição das informações sobre isso indica que estão dispostos a ações cooperadas desde que não envolvam seus diferenciais. Ou seja, há o interesse e a necessidade de preservação do know-how de produção. A grande maioria dos processos produtivos é implantada e conduzida empiricamente. Não há nenhum tipo de normatização dos processos, materiais e produtos, até pela necessidade de preservação dos segredos de produção já mencionados. Não acreditam em mudanças. Alto escore de características empresariais comportamentais o que superlativa a característica de independência e autoconfiança, o que no caso chega à auto-suficiência. Predomina entre os empresários do APL Vargem Grande do Sul, uma cultura predominantemente preservacionista, com características de crenças e valores direcionados à manutenção da situação. Parece não haver necessidade ou vontade para que se façam mudanças para a maioria. Há sim um desejo de mudanças de interesses individuais (FIESP, 2004, p. 55).
A dedução que se pode extrair ao ler o citado relatório é que nada mudou apesar de decorridos três anos daquele relato até esse estudo e por haverem sido cumpridas todas as etapas metodológicas da FIESP, incluindo o Trabalho Comportamental, cuja principal orientação é
conscientizar os empresários dos benefícios que mudanças comportamentais, dos empresários e colaboradores, podem trazer ao arranjo.
O relatório da FIESP (2004) continua e afirma que:
foram observadas características de uma cultura predatória velada. Dentre os que se dizem dispostos a cooperar há aqueles que de fato o farão e precisam disto. Estes, ávidos por melhorar a produtividade, a imagem e a competitividade da região, pois vêm a possibilidade de crescer com a região e precisam do projeto (FIESP, 2004, p. 55).
A imagem relatada em 2004 é relativamente estarrecedora e infelizmente é ainda hoje percebida, haja vista os relatos sobre confiança, cooperação e ações cooperadas; planejadas desde então e com um grau de efetividade em torno de 10%, apenas.
Assim, pode-se concluir que o APL ainda continua desarticulado e mesmo com a possibilidade de o PDP alavancar o desenvolvimento dos empresários e do pólo, nada mudou. As freqüências às reuniões continuaram baixas, as ações cooperadas não foram levadas a cabo e houve o agravante de duas dissidências no prazo de seis meses apenas.
Podemos concluir, portanto, que o APL está numa fase considerada como “Informal”, conforme ALESP (2005), pois se encaixa nessa definição, conforme proposta do documento em questão:
As empresas de um APL informal normalmente produzem bens homogêneos ou levemente diferenciados, desenvolvidos com tecnologia amplamente difundida, caracterizando-se também por elevada informalidade. Por essas razões, sua ação não é capaz de influenciar de maneira favorável os preços dos insumos e dos produtos finais. Em geral, empresas de um APL informal requerem baixos níveis de investimento e, em função disso, apresentam reduzidas barreiras à entrada e saída. Apresentam também competência incipiente em gestão, reduzido grau de desenvolvimento tecnológico e pouca cooperação entre si e com os agentes locais como clientes, fornecedores, intermediários comerciais, centros de pesquisa, agências de fomento e instituições de crédito. Como decorrência desse conjunto de características, as empresas trabalham com margens reduzidas e adotam estratégias de sobrevivência nos mercados em que atuam (ALESP, 2005, p. 6).
Churchill e Peter (2005) definem Ciclo de Vida do Produto como os diferentes estágios de seu ciclo de vida. Os produtos, como os seres vivos, podem ser vistos passando por certos estágios da vida. Assim o é, também, com produtos e organizações. No caso do APL de VGS há elementos para considerar que o mesmo se encontra na etapa de maturidade, tendendo ao declínio, pois as vendas estão estagnadas – a não ser quando há aumento passivo por conta de conjuntura econômica favorável (como a atual) – e os lucros decrescentes.
Concluindo, há a necessidade de tomada de posição relativamente firme em relação ao APL a fim de que ele mantenha sua posição ou a aumente, evitando, assim, a etapa subseqüente no ciclo de vida que é a do declínio.
5 CONCLUSÕES
O tema políticas públicas é relevante e as metodologias de atuação - FIESP, MDIC e a integrada - são coerentes em sua formulação, carecendo, apenas, de alguns ajustes metodológicos.
A capilaridade das políticas públicas federais atuais - via ação do GTP/APL e a metodologia integrada - é um fato e contém, no seu âmago, a capacidade almejada de estimular o desenvolvimento de regiões vocacionadas economicamente, ainda que distantes dos eixos consagrados de desenvolvimento recente do país. A iniciativa de criação do GTP/APL parte da premissa de que não se pode conceber diferentes instituições públicas e privadas elaborando políticas de atuação relacionadas ao mesmo tema – APL – sem uma coordenação, diretiva e metodologicamente organizada. O Brasil tem dimensões continentais e apenas a visão desenvolvimentista clássica com atuação descentralizada talvez não seja capaz, por si só de estimular positivamente regiões relativamente carentes de iniciativas integradas e de visibilidade.
Podemos concluir que os objetivos do projeto dessa política pública integrada de implantação de APL é positivo, porém o APL de VGS teria ainda um longo caminho a ser percorrido para que atendesse à lista completa de objetivos inicialmente propostos. Efetivamente, ele hoje corresponde mais a um cluster, na medida em que os interesses estão muito mais direcionados às questões produtivas e financeiras do que propriamente a questões de desenvolvimento local e regional.