O sitcom tradicional foi criado para ser um entretenimento familiar. O posicionamento das câmeras, simulando uma audiência, estava ligado ao fato de que, nas casas, famílias estariam reunidas diante da TV. A claque seria a reverberação da risada de uma audiência no mesmo lugar dessas pessoas, rindo com elas ou por elas, dando a sensação de uma experiência coletiva dentro dos lares.
Já sitcoms como The Office, Parks and Recreation e Modern Family são de um humor voyeur. Adotar características tradicionais do sitcom, como a claque, não faria sentido, pois o ato de espionar algo ou alguém é uma experiência geralmente solitária ou bastante exclusiva. Muito do que fazemos na internet, principalmente nas redes sociais, está ligado a uma forma de espionagem, a um desejo voyeur. Através de um dispositivo, vemos fotos, vídeos e textos a uma distância segura, geralmente em anonimato, o que nos deixa confortáveis para espionar ainda mais. Tanto nos reality shows quanto nos sitcoms mencionados, o anonimato da equipe de filmagem se confunde com o nosso próprio anonimato.
E uma dúvida permanece constante: não podemos mensurar quão precisas são as informações que o dispositivo nos entrega ou o quanto sabemos, exatamente porque os espionados, alvos do desejo voyeur, também estão cientes do dispositivo. A consciência de que o realizado será mostrado a terceiros, através da televisão ou de plataformas como Facebook e Youtube, muda em diferentes níveis as atitudes daqueles que pretendem projetar uma imagem própria. Sendo assim, ficamos instigados com a possibilidade permanente de nos surpreendermos.
Os sitcoms estudados, produzidos nessa conjuntura, são resultado de uma perspicácia de produtores que vai além da percepção de que o público consome em massa os reality shows e os vídeos pessoais publicados na internet. Títulos como The Office, Parks and Recreation e Modern Family funcionam como uma metáfora do que vivemos em épocas de relacionamentos
virtuais: sabemos até onde o dispositivo nos permite, percebemos diversas contradições e somos endereçados sem que precisemos dar respostas.
A ideia de um monólogo interno não é nova – pense em qualquer musical da Broadway. O que é novo é que estamos todos engajados em expor narrativas de nossa vida, correndo depois do jantar (ou do coito) para compartilhar nossas confissões no Twitter ou no Facebook. (FEILER, 2011, tradução nossa)67
Atualmente a comédia não é, como mencionou Propp em relação aos anos do romantismo, considerada algo baixo. Ainda assim, apesar das grandes audiências no cinema e na televisão, existe uma aversão dos espectadores mais intelectualizados à comédia que se apropria de apelações e exageros de toda espécie. De fato, há filmes e programas de TV que, lotados de repetições, bordões e de nudez sem propósito, estão mais relacionados a consolidar tendências de consumo do que a fazer rir. Outros filmes e programas, com excelentes piadas, muitas vezes são associados a essas comédias apelativas e, mesmo repletas de excelentes ideias, não recebem o prestígio que merecem.
O prestígio dos intelectuais muitas vezes se resume às comédias que possuem grandes nomes por trás do roteiro ou da direção. Woody Allen é um bom exemplo. Trata-se de um cineasta que, ao trabalhar com comédia, produz obras incríveis. Mas a dita comédia inteligente também está em outras obras.
Uma prova disso é a genialidade de Some Like it Hot (“Quanto mais quente melhor”, 1959) de Billy Wilder, uma comédia simples e cheia de clichês: a loira sexy e ingênua, homens travestidos, velhos tarados. Trata-se de um filme mencionado em incontáveis listas de melhores comédias de todos os tempos,
67
FEILER, Bruce. What “Modern Family” Says About Modern Families. The New York Times, 21 jan. 2011. Disponível em:
<http://www.nytimes.com/2011/01/23/fashion/23THISLIFE.html?pagewanted=all&_r=0>. Acesso em: 5 abr. 2013. “The idea of internal monologue is hardly new — think of any ballad in a Broadway musical.What’s new is that we all engage in this sort of running narrative of our lives, rushing off after dinner (or coitus) to share our confessions on Twitter or Facebook.”
como, por exemplo, a do American Film Institute, na qual consta em primeiro lugar68.
O que seria, portanto, uma comédia inteligente? Particularmente, penso que uma comédia inteligente é aquela que surpreende através de analogias e metáforas interessantes a partir de detalhes do cotidiano. Uma comédia que permite ao espectador construir relações novas entre objetos, sejam eles o comportamento de um casal ou um macaco. A complexidade do objeto não determina quão rica é a comédia, mas sim as diferentes visões e conexões que ela traz.
São décadas de um gênero muito versátil que já se apresentou de diversas formas e fez inúmeras conexões, ainda mais se levarmos em conta as décadas e o número de produções de sitcoms. Como vimos anteriormente, a mesma piada não funciona duas vezes da mesma forma. Essa renovação do cômico é um exemplo de criatividade e inteligência por parte de roteiristas, produtores, diretores, atores etc. Mesmo que por vezes as novidades não sejam revolucionárias e, no fundo, estejam calcadas nos mesmos princípios, existe algo de novo, pois continuamos rindo.
Os estereótipos, a estrutura de roteiro e os ambientes explorados em The Office, Parks and Recreation e Modern Family já fizeram parte, e ainda fazem, de sitcoms tradicionais. No entanto, a forma hibridizada e diferenciada pela qual esses programas mostram as situações cômicas tem muito a dizer sobre novas frentes de consumo e anseios de espectadores. A análise apresentada nesta dissertação, em cada detalhe, utilizou as séries acima mencionadas como um meio para um fim: trazer o debate sobre o que significa, para a comédia e o audiovisual como um todo, a utilização de elementos como a captação sugerindo espontaneidade e o rompimento da quarta parede, em relação ao que é vivido no início do século XXI em outras programações e outros meios, como a internet.
Interessante foi perceber a riqueza de cada uma dessas ferramentas, pois a sensação é a de que cada uma delas merecia uma dissertação que colocasse em debate suas características.
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