3. Utvikling i lavinntekt og levekår
3.11 Hva er fattigdom og hvordan kan vi måle det?
Partindo do observado no estudo, como dito, este trabalho reconhecidamente não abrange à exaus- tão o tema estudado (o conhecimento e a ciência não são finitos), haja vista sua extensão e “fecundidade” – enquanto tema – para as mais variadas e pontuais inquietudes, as quais dão origens às pesquisas que en- riquecem o mundo acadêmico.
Pontua-se assim que, considerando o fecundo campo para novas investigações, sugerem-se então como possíveis, entre outras, um maior aprofundamento sobre: (i) governança pública como filosofia de gestão aplicada à Administração Pública; (ii) transparência e sustentabilidade pública considerando variá- veis não somente ecoambientais, mas também financeiras e econômicas e sociais extraídas da Contabilidade; (iii) governabilidade e governança aplicadas à gestão pública municipal, (iv) Contribuições da Contabilida- de Aplicada ao Setor Público à New Public Management (NPM) e à Administração Pública Gerencial, etc.
Outros trabalhos de caráter positivista paramétricos também podem ser desenvolvi- dos, os quais poderão medir, entre outros testes estatísticos, (co)relações/regressão (in)exis- tentes entre: a percepção dos usuários acerca da informação gerada pelo sistema de custos no setor público e a qualidade do gasto público; partido político governante e o nível de governança/governa- bilidade percebido pela população, etc.
8. Considerações finais
A Contabilidade enquanto ciência social aplicada ao setor público, não obstante exigência legal (Lei n.º 4.320/64), pode ser considerada como ferramenta útil ao processo de “gestão” da res-pública, possibili- tando aos gestores a transformação de dados (dispostos na forma de banco de dados) em informações para a tomada de decisões que (retro)alimentam o sistema.
Consoante, a Contabilidade atua de forma sistêmica, vinculando ações de governança e governabi- lidade visando subsidiar decisões e realizações que contribuem para a sustentabilidade do Estado, retroali- mentando-a substantivamente num circulo virtuoso de continuidade.
A sustentabilidade do Estado “trabalhada” neste estudo é maior do que o próprio termo sustentabili- dade comumente empregado, pois, para tanto, se extrapolou a visão (muitas vezes reducionista) da susten- tabilidade como “filosofia” una aplicada ao ecoambiente, considerando também variáveis de cunho legal, financeiro, político e econômico-social.
O objetivo do estudo foi instigar a discussão acerca de termos (embora alguns possam ainda ser con- siderados contemporâneos, como a governança e a sustentabilidade pública) comumente empregados no setor público, que, muitas vezes, não são de conhecimento dos agentes (políticos, administrados ou admi- nistradores públicos) que em muitas vezes o fazem como os free-riders discursivos de Fonseca e Bursztyn (2009), reproduzindo o “bom” discurso da governança e da sustentabilidade sem precisar segui-los na prática.
Dos estudos aqui referenciados nas esferas exploratória, bibliográfica, documental e de observação teórico-empírica, conclui-se pela existência de fiel imbricamento entre eles e também entre os termos es- pecialmente estudados, haja vista a ligação operacional constatada (contabilidade –governança pública – governabilidade – sustentabilidade pública), pois a Contabilidade modifica o meio e é por ele modificada.
A governança (meio/como) pública orienta as ações que são registradas pela Contabilidade, enquan- to que a governabilidade, representada pelas ações políticas do governo (legitimado no poder pelos admi- nistrados que o elegeram), proporciona decisões e ações que, ao serem efetivadas (executadas), tornam-se “matéria-prima” para fins de registro e controle por parte da Contabilidade, tudo isso visando à sustenta- bilidade do Estado em fiel observância aos princípios da continuidade numa visão contábil-financeira e da supremacia do interesse público e da continuidade do Estado numa visão político-social, com vistas ao bem comum de seu povo.
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