3. RELIGIØST FELLESSKAP
3.2. HVA MED DISKURSEN?
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E MOTIVAÇÃO
4.1 INTRODUÇÃO
Em organizações cada vez mais competitivas é imperioso que estas invistam no seu capital humano (Lourenço, 2014), até porque as pessoas dedicam-se cada vez mais ao
trabalho, sendo “nas organizações que as pessoas passam a maior parte do tempo das suas vidas” (Pinhal, 2012, p. 3).
Desta forma, Cunha, M., Rego, A., Cunha, R., Cabral-Cardoso, C. & Neves, P. (2014) determinam que deve haver interesse para que haja um compromisso organizacional, entendido como a dimensão afetiva que mais contribui para a organização obter os resultados desejados. Outros estudos apontam para um relacionamento entre o compromisso afetivo com a qualidade de vida no trabalho (Lourenço, 2014).
Para uma empresa atingir resultados positivos, é de extrema pertinência motivar e reter os seus funcionários (Cardoso, 2014). Para isso, as organizações devem, na gestão das remunerações, primar por “desenvolver estratégias, políticas e sistemas” (Bihim, 2004, p.73) aumentando a motivação dos colaboradores e simultaneamente cumprindo com os seus objetivos (Idem).
4.2 QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
4.2.1 CONCEITOS
Primariamente, considerou-se importante levantar alguns conceitos chave elucidativos do tema abordado adiante. Assim, começou-se por falar na qualidade de vida (QV) que se
define como a “perceção do indivíduo da sua posição na vida, no contexto da cultura e
sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação aos seus objetivos, padrões e
preocupações.” (Fleck, et al., 1999, p.20).
Sabendo que qualidade “significa a aplicação dos melhores talentos e esforços para produzir os resultados mais elevados” (Piloni, Alcalde, Silva, Marques, & Souza, 2014, p.3) e tendo em conta que da QV deriva a qualidade de vida no trabalho (QVT), deduzimos que esta
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A Progressão na Carreira e o Regime Remuneratório do Oficial da Guarda Nacional Republicana 23 pode compreender “noções de motivação, satisfação, saúde e segurança no trabalho” (Alves,
2010, p.78) e “interfere não somente no trabalho em si, mas tem implicações do campo
familiar e social dos indivíduos” (Martins, Queiroz, Júnior, & Silva, 2012, p.2).
4.2.2 INDICADORES
Através da análise ao trabalho de Alves (2010, pp.77-87) deduz-se que QVT é um conceito subjetivo, que se procura objetivar, através da definição de indicadores para medir a mesma.
Numa visão holística, e com base na combinação de autores que Alves (2010) refere, os indicadores que se consideram fundamentais para esta medição são: motivação, satisfação profissional, compensação justa e adequada, relevância social da vida no trabalho, variedade nas tarefas, autonomia, feedback, participação nas decisões, expectativas sociais, inovação no sistema de recompensa e as relações interpessoais.
4.3 MOTIVAÇÃO
4.3.1 CONCEITOS
Segundo Mitchell e Larson (1987, p.154), motivação entende-se como o processo psicológico que causa estímulo, direção e persistência no comportamento, podendo-se acrescentar ao conceito o facto de ser por vontade própria e de ser direcionado a um determinado objetivo. De acordo com o pensamento destes autores, existem quatro pressupostos no que à motivação diz respeito: é um fenómeno individual; é usualmente considerada intencional; é multifacetada; e a teoria motivacional prevê o comportamento, ou seja, pelas ações conseguimos percecionar a motivação.
Para Costa (2012, p.1), a motivação é “o conceito empregue para explicar as forças
que atuam num determinado organismo para iniciar e direcionar o comportamento”. Neste
sentido, também Reis e Pena (2001) já referiam que nenhum gestor pode forçar ninguém a estar motivado, por este ser um estado que emerge no interior do indivíduo, e na sua origem estar uma necessidade não satisfeita, conduzindo a uma tensão para atuar de determinada forma (Westwood, 1992).
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Numa abordagem macro, Machado e Portugal (2014, p.94) definem como motivação
humana a “tensão que põe em marcha, mantém e dirige o organismo para uma atividade orientada para atingir determinado fim mais ou menos conscientemente procurado”.
Já Reis e Silva (2014, p.78) afirmam que a motivação “poderá ser entendida como tudo o que impulsiona o indivíduo para a ação de determinada forma, ou que origina uma
predisposição para um comportamento específico”, sendo o impulso um estímulo tanto
externo ao indivíduo, como interno.
Noutra perspetiva, a motivação consiste na necessidade que o trabalhador tem em
“sentir que a empresa o valoriza e o estimula em uma direção exata da própria organização, e perceba que seu perfil se encaixa com o perfil da empresa” para poder “desenvolver as suas
habilidades e alcançar os seus objetivos dentro da vida profissional” (Marson, Y Rodrigues, Calderón, & Santos, 2011, p.6).
Através da análise dos conceitos supra mencionados, sintetiza-se que motivação é
“desejo de realizar altos níveis de esforço em direção a determinados objetivos” (Reis & Silva,
2014, p.78) tendo em conta fatores como a direção do comportamento, entendida como os
objetivos; a intensidade do comportamento que equivale ao esforço e a necessidade “que
estabelece a persistência do comportamento” (Idem).
Dentro destes conceitos deve-se distinguir a motivação intrínseca da motivação extrínseca, sendo que a primeira se define como aquilo que uma pessoa “pretende da vida”
sendo o “prazer obtido em cada atividade” (Reis & Silva, 2014, p.80), e a segunda que “surge
dos incentivos ambientais e das suas consequências. Nesta aceção o prazer não está na
atividade mas na consequência da atividade” (Idem).
4.3.2 TEORIAS DE MOTIVAÇÃO
Sabendo que as pessoas são peças essenciais para as organizações, passa-se a estudar as várias teorias sobre a motivação das mesmas, dando especial atenção aos fatores motivacionais.
As teorias de motivação com maior impacto na sociedade classificam-se, de acordo com Reis e Silva (2014) em três grupos: nas teorias de conteúdo, nas teorias de processo e nas teorias de reforço. As primeiras relacionam-se com os fatores intrínsecos da pessoa, ou seja, as necessidades específicas motivadoras das pessoas. As teorias de processo estabelecem relação com os fatores extrínsecos, incidindo no processo pelo qual o comportamento é
Capítulo 4 – Qualidade de Vida no Trabalho e Motivação
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ativado. As últimas são as que assentam nas consequências do comportamento bem ou mal sucedido.
Debrucemo-nos nas teorias de conteúdo, onde Maslow define na sua pirâmide de hierarquia das necessidades cinco níveis enumerando-se do mais elementar para o mais sofisticado, nomeadamente as necessidades fisiológicas, as necessidades de segurança, as necessidades sociais, as necessidades de autoestima e as necessidades de autorrealização, sendo as primeiras duas necessidades primárias e as três restantes necessidades secundárias (Reis & Silva, 2014). Os níveis da pirâmide são preenchidos na ordem em que “a pessoa
avança para o próximo nível, desde que o nível inferior esteja minimamente satisfeito” (Neves
& Costa, 2012, p.448).
Logo, é de fácil perceção que “indivíduos com níveis salariais fracos não têm as necessidades de nível inferior satisfeitas” (Cunha, Rego, Cunha, Cabral-Cardoso, & Neves,
2014, p.122).
Por último, Herzberg (1968) afirma que os fatores motivacionais podem ser intrínsecos e extrínsecos. Estes podem consistir na realização pessoal e profissional, no reconhecimento, no trabalho em si, na responsabilidade, no crescimento, nas políticas organizacionais, na supervisão, nas relações interpessoais, nas condições de trabalho, no estatuto social, na remuneração e na segurança, aos quais Sekaran (1989) adiciona o envolvimento do indivíduo na tomada de decisões ao nível do seu trabalho e a existência de reforço positivo pelo seu desempenho (Costa, 2012).
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