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Hva bør de viktigste egenskapene for ledere i denne kunnskapsbedriften være? .77

6. Analyse av datafangsten ut fra forskningsspørsmålene

6.2 Hva bør de viktigste egenskapene for ledere i denne kunnskapsbedriften være? .77

CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

MOBILIÁRIO NA HABITAÇÃO POPULAR

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Quanto as diferentes formas de produzir um mobiliário que seja compatível com o ambiente que irá ocupar – produção industrial com design industrial, trabalho de cooperativismo temporário ou permanente e projeto tecnológico integrado – permanecem algumas questões que precisam ser levantadas.

Em uma produção industrial do móvel popular, pergunta-se se a indústria está produzindo para responder a uma demanda ou esta demanda adquiri a oferta por não ter outras opções.

No momento da indústria colocar no mercado um determinado tipo de produto que incorpore um design diferenciado, ela pode estar enfrentando duas situações. Por um lado, este produto pode possuir qualidades que não modificam muito a sua forma já conhecida. Por exemplo, propor um design diferenciado para uma mesa, que o consumidor sabe que é mesa, mas que possui alguma outra característica, como ser dobrável, desmontável, ou outra função que não interfira na forma e no uso tradicional da mesa, fica mais fácil de obter uma aceitação do consumidor. Agora, propor um móvel que o consumidor não consegue identificar de imediato o que seja e para que serve, mesmo que seja multifuncional, como vários móveis em um, corre-se o sério risco de não ser vendido nem mesmo pelos responsáveis pela sua comercialização intermediária. Levanta-se com isto a questão de como introduzir novos designs com formas completamente diferentes das já conhecidas? Ou será que as modificações precisam ser gradativas para que o consumidor vá absorvendo aos poucos as inovações? Esta questão é levantada no sentido de discutir não só a função, mas as diferentes formas que um objeto pode ter para atender a uma determinada função.

Falar em modulação, flexibilidade, multifuncionalidade, transportabilidade, enfim, princípios e características básicas de um móvel popular, bem como falar de processo de fabricação, materiais

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e funções práticas de um objeto, não engloba a parte mais subjetiva, como gosto, status, referências culturais:

“Provavelmente o designer industrial gostaria de contar com um elenco de valores estéticos absolutos, válidos para todos os usuários, a fim de aplicá-los em todos os produtos industriais. Entretanto, (...) os usuários desenvolvem seus próprios conceitos estéticos de valor, elaborados através de vivências e experiências do passado, que o designer industrial não pode simplesmente ignorar. Por causa disto, tampouco ele pode pôr em prática exclusivamente suas idéias pessoais para fazer a configuração estética. Para que o usuário aceite seus produtos, o designer indus- trial deve subordinar suas próprias preferências estéticas àquelas dos consumidores”. 1

No entanto, é possível para o designer, através de sua experiência e do conhecimento dos valores estéticos esperados pela maioria do grupo de usuários, colocar em prática seus próprios conceitos sobre valor estético.

“Dependendo do grau de inovação desses conceitos, o usuário pode recebê-lo com ceticismo no início, para aceitá-los como novos valores estéticos após um certo tempo.”2

É importante elaborar estas considerações, pois a população consumidora do móvel popular está sob constante influência dos meios de comunicação de massa, principalmente através da televisão, influenciando-a constantemente em seus desejos de consumo. Se por um lado esta influência determina uma estética, criando nos usuários um repertório televisivo como base de suas aspirações, por outro, estes mesmos meios poderiam ser utilizados para a divulgação de inovações que introduziriam novos valores.

Resta fazer um estudo mais aprofundado sobre estes valores estéticos da população de baixa renda, para a partir daí desenvolver toda uma proposta de móvel, não para repetir as formas existentes que

1 LÖBACH, Bernd. Design

Industrial: Bases para a configuração dos produtos industriais. Trad. Freddy Van

Camp. São Paulo: Edgard Blücher, 2001, p.187.

2 LÖBACH, Bernd. Op. Cit,

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não funcionam, mas para saber como contestá-las, podendo então ser aplicado um design mais adequado.

Além de uma produção industrial privada, têm-se o trabalho das cooperativas que vai além da simples fabricação de móveis. A proposta de uma cooperativa permanente tem na produção de móveis um meio e não um fim. É através deste tipo de iniciativa que pode-se criar uma oportunidade de capacitação profissional tão necessária para a inclusão social de boa parte de nossa sociedade. No entanto, a formação de uma cooperativa pressupõe uma organização que muitas vezes precisa de um suporte de iniciativa pública, ou mesmo privada, até conseguir se estruturar devidamente. Precisa-se considerar um tempo para os cooperados absorverem a dinâmica que implica a formação de uma cooperativa. Neste aspecto, seria necessário um levantamento de como esta cooperativa funcionaria, que estrutura física é necessária, a quantidade mínima de cooperados, equipe técnica de assessoria, responsabilidades e direitos dos cooperados, cursos que poderiam ser introduzidos como treinamentos, enfim, todos as aspectos que estariam envolvidos neste tipo de iniciativa.

A formação de um grupo de trabalho cooperativo temporário, onde os próprios moradores fabricariam seus móveis, exigiria uma organização ligada a um programa habitacional. Para compensar a criação de uma pequena estrutura de produção e baratear o custo, é necessário um número mínimo de moradores envolvidos. Por isto, existe a necessidade de mobilizar um grupo de mutuários de um determinado conjunto habitacional, sendo preciso então a criação de um programa específico promovido por uma empresa pública, que contrataria uma equipe técnica para coordenar esta experiência. No entanto, fica a dúvida de qual seria a adesão e até que ponto estes moradores ficariam satisfeitos com o resultado. Como provavelmente as pessoas envolvidas não possuem experiência, não

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pode-se esperar que o produto final fique como o trabalho de um profissional, e por este motivo não fique de agrado da maioria. O cenário muda completamente quando se fala de um projeto tecnológico integrado do móvel e da edificação. Neste tipo de proposta a participação conjunta do arquiteto e do designer industrial passa a ser fundamental como coordenadores de um projeto mais amplo, que envolva a moradia popular como um todo: desde a sua implantação no meio urbano servido com equipamentos coletivos, até o seu equipamento mobiliário, que ofereça condições mínimas de se desenvolver as atividades da vida doméstica. Junto a isto, muita vontade política para dar o respaldo necessário na viabilização de propostas inovadoras.

Pela complexidade deste projeto, para desenvolvê-lo seria necessário uma equipe multidisciplinar. Desde a concepção inicial até o detalhamento dos elementos construtivos, dos móveis e dos equipamentos, demandaria profissionais das mais diversas áreas, como engenheiros de várias especialidades, sociólogos, economistas, urbanistas, e outros, sendo coordenados por arquitetos e designers. Quando se fala na concepção conjunta da edificação da casa com o móvel pode-se pensar em pelo menos duas formas de relação entre eles. Uma seria a produção do móvel completamente dependente da casa, ou seja, seria uma produção industrial moveleira e habitacional em total simbiose, onde o móvel faz parte da estruturação interna dos ambientes, sendo agente ativo na determinação do uso de cada ambiente, ou mesmo fazendo parte de um elemento construtivo. Uma outra idéia seria uma parceria da indústria moveleira com construtoras para se criar um único sistema de padrões e módulos onde os moradores pudessem escolher diversas alternativas de mobiliário que se encaixassem perfeitamente no interior de suas moradias.

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Esta pesquisa não tem a pretensão de esgotar o tema. A problemática do mobiliário na habitação popular é por demais complexa para, após um primeiro estudo, se achar soluções ou mesmo dar diretrizes de projeto. Este trabalho pretende sim servir de base para uma pesquisa mais ampla que abarque diferentes áreas de estudo. Seu principal objetivo foi de rever questões da inserção do mobiliário dentro da moradia popular, mostrar uma área de interface entre o design industrial e a arquitetura, e analisar sistematicamente diferentes formas que de alguma maneira já foram experimentadas nesta área.

Além das três linhas de projeto aqui expostas podem existir outras que não tenham sido exploradas. Talvez com uma ampliação na pesquisa, outras formas de concepção possam aparecer ou mesmo serem criadas.

O objetivo maior de se pensar em um mobiliário mais condizente com o espaço da habitação popular é diminuir o congestionamento e proporcionar o mínimo de conforto necessário. Entra aí a questão de como proporcionar isto. Percebeu-se que o móvel não é o único grande vilão da realidade atual, mas também a compartimentação das habitações reproduzem constantemente espaços estáticos, sem nenhuma flexibilidade, dificultando a otimização do uso dos ambientes. A problemática exposta nesta pesquisa é de uma dimensão que extrapola a simples atividade de projeto. Porém, a partir do momento que se põe o tema na pauta de discussão, começam a aparecer as tarefas que os diferentes profissionais, o poder público, e mesmo as indústrias podem assumir como compromisso de iniciar uma busca de soluções para algo evidentemente precário: a articulação dos diferentes agentes no interior da habitação popular, entre eles o mobiliário, que determina as condições de vida da maior parte da população brasileira.