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É im portan te destacar que, n o desen volvim en to desta pesquisa, o term o indi-

cador aparecerá com bastan te freqüên cia e, por isso, deve ser defin ido operacion al-

m en te para elim in ar quaisquer dúvidas.

O term o Indicador é utilizado n o sen tido que Meirieu (1998 , p. 18 7) lhe outorga, ou seja, n a qualidade de um “[...] com portam ento observ áv el a partir do qual se po-

de in ferir o alcan ce de um objetiv o ou o dom ín io de um a capacidade”. Os indicado- res de Altas H abilidades/ Superdotação con stituem traços que devem “[...] perm ane- cer com freqüência e duração no repertório de com portam entos da pessoa” (BRASIL, 1995, p. 13), pelo que é n ecessária um a observação dem orada ou um a “observação his- tórica”, com o a que este estudo prom overá ao in vestigar a sua incidên cia ao lon go da vida dos participan tes, já que a pessoa que os apresen ta, n um determ in ado m om en to pode vir a n ão apresen tar m ais estes in dicadores.

Um a vez explicitados os con ceitos e defin ições que servem de pilares para a ja- nela da qual se olha este m undo que é olhado, é im portan te revisitar um pouco as re- ferên cias teóricas sobre desen volvim en to hum an o, especialm en te n a adultez, etapa da vida n a qual se en con tram os participan tes deste trabalho.

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ABRINDO A JANELA: A VIDA ADULTA EM DESENVOLVIMENTO

O hom em é m uito m ais significativo e desafiador do que a própria ciência nos o apresenta e por isto defini-lo pressupõe um sentido m ais profundo, re- conhecendo-o nas suas virtualidades inatas e capacidades existenciais (MOS- QUERA, 1987, p. 48).

Com o esta pesquisa foi desen volvida com participan tes adultos, faz-se n ecessá- rio trazer o referen cial teórico correspon den te a esta etapa do desen volvim en to hu- m an o que se in icia ao fin al da adolescên cia e abran ge a m aior parte da vida do ser hum an o.

Papalia, Olds e Feldm an (20 0 6) referem que o estudo do desen volvim en to hu- m an o n a etapa adulta é bastan te recen te, visto que até o fin al do século XIX, as in ves- tigações tin ham com o foco apen as as crian ças e, som en te n o in ício do século XX, a adolescên cia com eçou a ser con siderada e estudada com o um período separado do desen volvim en to. As pesquisas que evoluem para o estudo da vida adulta com eçam a ser desen volvidas n as décadas de 1920 -1930 , n os Estados Un idos e, den tre os estudos lon gitudin ais destin ados a acom pan har o desen volvim en to de crian ças até a vida a- dulta está o im portan te Estudo Lon gitudinal de Term an , realizado, justam en te, com crian ças superdotadas, e cujos participan tes alcan çaram a idade adulta em 1930 . Não m e deterei a an alisar este Estudo porque o critério básico para a seleção da am ostra de Term an foi o coeficien te in telectual obtido em testes de QI, que devia ser, com o m ín im o, de 135, o que revela prin cípios epistem ológicos diferen tes ao referen cial teó- rico que fun dam en ta esta tese.

Pesquisas sobre o desenvolvim ento hum ano (MOSQUERA e STOBÄUS, 198 4; MOSQUERA, 1987; PAPALIA, OLDS e FELDMAN, 20 0 6) têm reconhecido que este proces- so acontece ao longo de toda a vida, está extrem am ente vinculado ao contexto socioe- conôm ico, cultural e histórico da pessoa e é m ultidim ensional e m ultidirecional.

À m edida que os estudos sobre o desen volvim en to n o ciclo vital se aprofun dam e, em fun ção dos avan ços cien tíficos e tecn ológicos que têm perm itido aum en tar a expectativa de vida, as três etapas origin ais deste processo (in fân cia, adolescên cia e adultez) vão se subdividin do e proporcionan do saberes m ais específicos e precisos sobre cada um a delas.

Diversos autores têm an alisado o desen volvim en to hum an o sob diferen tes en fo- ques, destacan do estágios psicossexuais (Freud), psicossociais (Erikson ), cogn itivos (Piaget, Schaie), m orais (Kohlberg) ou existen ciais (Mosquera e Stobäus), com o m os- tra a Tabela 2.

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Ta be la 2 - D e s e n vo lvim e n to H u m a n o co n fo rm e d ife re n te s te o ria s Fon te: Elaboração própria

Co gn itivo s Mo ra is Exis te n cia is

Es tá gio s

Id a d e s

Ps ico s s e xu a is ( Fre u d )

P s ico s s o cia is

( Eriks o n ) ( Pia ge t) ( S c h a ie ) ( Ko h lbe rg) ( Mo s q u e ra e

S to b ä u s )

0 – 12/ 18 m Oral Con fian ça X

Descon fian ça

Sen sório-m otor (0 -2 an os) In fan te bebê (0 -2 an os) 2 a 3 an os An al Auton om ia X Vergon ha e dúvida In fan te m atern al (2-4 an os)

3 -6 an os Fálico In iciativa X Culpa

Pré-operatório

(2-7 an os) Pré-

con ven cion al (4 – 10 an os)

1º estágio: Orien tação para a pun ição 2º estágio: Fin alidade e troca in strum en tal

In fan te pré-escolar (4-6 an os)

Men in ice in icial (6-8 an os) Men in ice m édia (8 -10 an os) 6 an os – pu-

berdade Latên cia

Produtividade X In ferioridade Operações con cretas (7-11 an os) Moralidade con ven cion al (10 -13 an os)

3º estágio: m an ter rela- ções m útuas, aprovação dos outros, a regra ge- ral

4º estágio: preocupação social e con sciên cia

Men in ice fin al (10 -12 an os) Adolescên cia in icial (12-14 an os) Adolescên cia m édia (14-16 an os) Puberdade –

in ício da adul- tez jovem

Iden tidade X Con fusão de iden ti-

dade

Aquisitivo

Adolescên cia fin al (16- 20 an os)

Adultez jovem in icial (20 -25 an os) Realizador (20 -30

an os) Adultez jovem plen a

(25-35 an os) Adultez jovem (20 a 40 an os) In tim idade X Isolam en to

(adultez jovem ) (30 -40 an os à Executivo

m eia-idade) Adultez jovem fin al

(35-40 an os) Adultez m édia in icial (40 -50 an os) Adultez m édia plen a (50 -60 an os) Adultez m édia (40 -65 an os) Gen eratividade X Estagn ação Respon sável (fim 30 – in ício 60 an os)

Adultez m édia fin al (60 -65 an os) Re-organ izacion al

(fim da m eia- idade– in ício de

adultez tardia)

Adultez tardia in icial (65-70 an os) Rein tegrativo

Moralidade Pós- con ven cion al

(in ício da a- dolescên cia, idade adulta, às vezes n un - ca) 5º estágio: Moralidade de con trato, dos direi- tos in dividuais e da lei dem ocraticam en te acei- ta

6º estágio: Moralidade dos prin cípios éticos un iversais

7º estágio: Sen so de u- n idade com o cosm os, com a n atureza e com Deus

Adultez tardia plen a (70 -75 an os) Adultez tardia (65 an os até a m orte) Gen ital In tegridade X Desespero Operações form ais (11 an os – idade adulta)

En tretan to, em bora estes diferen tes en foques perm itam en ten der diferen tes as- pectos do desen volvim en to hum an o, n ão podem os esquecer que estam os dian te de um ser hum an o in tegral que n ão pode ter separado seu corpo de sua m en te e de suas em oções.

Papalia, Olds e Feldm an (20 0 6) referem as quatro gran des esferas de m udan ça da adolescên cia apon tadas por Buescher, em 1991, e que estão con cen tradas n a m atu- ração biológica, n as relações com os pais e a fam ília, n as relações com a sociedade e n o raciocínio e a aprendizagem , após as quais in icia a vida adulta.

Do pon to de vista fisiológico, as m udan ças que ocorrem n a adolescên cia são rá- pidas e profun das, efetivan do-se a m aturidade reprodutiva e in auguran do o estágio psicossexual que Freud (1997) defin e com o Gen ital e que, segun do ele, acom pan hará o adulto até o fim de seus dias. Os padrões de im aturidade com o a ten dên cia a discu- tir e a en con trar defeitos n as figuras de autoridade, a indecisão, a hipocrisia aparen te, a autocon sciên cia e a suposição de vuln erabilidade, segun do Elkin d (198 4, 1998 apud PAPALIA, OLDS e FELDMAN, 20 0 6), característicos da adolescên cia, perm item con so- lidar o processo de form ação da iden tidade até a crise própria dessa idade, que Erik- son (198 7) den om in a de “Iden tidade X Con fusão da Iden tidade”.

Do ponto de vista cognitivo, o auge do desenvolvim ento da capacidade de pensa- m ento abstrato e do raciocínio hipotético-dedutivo concretiza-se no estágio que Piaget (1983) identifica com o Estágio de Operações Form ais, que tam bém acom panhará o adulto até o fim de seus dias, segundo o autor e que, para Schaie e Willis (20 0 0 ), encer- ra o estágio por eles denom inado Aquisitivo, que se estende até por volta dos 20 anos. Do pon to de vista do desen volvim en to m oral, Koh lberg (1992) iden tifica, n este período, o n ível que, depen den do de cada pessoa, pode in iciar n a adolescên cia, n a idade adulta e, às vezes, n un ca in staurar-se, den om in ado de Moralidade Pós- con ven cion al, que, por sua vez, está dividido em três estágios con secutivos, o está- gio da Moralidade de con trato, dos direitos in dividuais e da lei dem ocraticam en te aceita; o da m oralidade dos prin cípios éticos un iversais e o m ais avan çado, que é o estágio do sen so de un idade com o cosm os, com a n atureza e com Deus.

O desen volvim en to existen cial, tam bém perm eado por crises periódicas, pro- posto por Mosquera e Stobäus (198 4), m arca, por volta dos 20 an os, o fim da Adoles- cên cia e o in ício da vida adulta.

No in gresso à adultez, n ovas m udan ças trazem n ovos desafios para esse ser hu- m an o em con stan te desen volvim en to.

Ao lon go desse exten so período de vida, à m edida que avan ça a idade cron ológi- ca, diversas m udan ças fisiológicas, em term os de acuidade visual ou n itidez da visão; sen sibilidade gustativa, olfativa, tátil; força, coorden ação, resistên cia, tem po de rea- ção sim ples, den sidade óssea, etc., m arcam um a redução geral da capacidade vital. Essas m udan ças de ordem fisiológica, tam bém são direta e in diretam en te in fluen cia- das por fatores com o a pobreza, o gên ero e a etn icidade, o estresse, o desem prego e o esgotam en to (PAPALIA, OLDS e FELDMAN, 20 0 6).

Por outro lado, os aspectos cogn itivos n a pessoa adulta n ão são afetados da m esm a form a pelo avan ço da idade cron ológica.

O Estudo Lon gitudinal de Seattle sobre In teligên cia Adulta, desen volvido por Schaie e colaboradores (1956-20 0 5) com eçou a coletar am ostras em 1956 e vem ava- lian do, de cin co em cin co an os, as m udan ças ocorridas em 7 fatores cogn itivos em adultos de 22 a 95 an os de diferen tes estratos socioecon ôm icos. Esse estudo n ão con statou m udan ças relacion adas à idade em todas as habilidades cogn itivas, m as um a variabilidade do desen volvim en to cogn itivo con form e diferen tes épocas. Os fato- res avaliados foram a com preen são e a fluên cia verbal (vocabulário), o raciocín io in - dutivo, a visualização espacial (orien tação espacial), o raciocín io aritm ético (n um éri- co), a m em ória verbal e a velocidade perceptiva (rapidez perceptual). Em bora estes sejam fatores n ão vin culados a todas as in teligên cias, m as predom in an tem en te à lin - güística, lógico-m atem ática e espacial, algun s deles tam bém são im portan tes para a criatividade, com o o raciocín io in dutivo e a velocidade perceptiva, por exem plo. Em con trapartida à redução con stan te da velocidade perceptiva (a partir dos 25 anos) e do raciocínio n um érico (a partir dos 40 an os), o estudo con statou que o desem pen ho m áxim o do raciocín io in dutivo, da visualização espacial, da fluên cia e da m em ória verbal ocorre recém en tre os 46 e os 60 an os de idade, sen do que, n estes dois últim os fatores (fluên cia e m em ória verbal), o desem pen ho m áxim o ocorre por volta dos 50 an os, n os hom en s, e depois dos 60 an os, n as m ulheres. J á o desem pen ho m áxim o da velocidade perceptiva, que ocorre tam bém n as m esm as faixas etárias, dim in uiu m ais rapidam ente en tre as m ulheres. O Estudo tam bém con statou que, em term os de ra- ciocínio indutivo, visualização espacial e habilidades verbais, há um a m elhoria pro- gressiva de geração em geração (TH E SEATTLE LONGITUDINAL STUDY, 20 0 7).

Papalia, Olds e Feldman (20 0 6) referem as pesquisas realizadas por Cattell (1965), Horn (1967, 1968, 1970 , 1982) e Horn e Hofer (1992), que revelaram que a inteligência fluida (capacidade de resolver problemas que exigem pouco ou nenhum conhecimento

prévio – percepção de relações e extração de inferências, determinadas pela condição neurológica) tem seu auge nos primeiros anos da vida adulta e tende a declinar por volta dos 60 anos, enquanto que a inteligência cristalizada (capacidade de recordar e utilizar informações adquiridas ao longo da vida – vocabulário, cultura geral, resposta a situa- ções sociais – dependentes, principalmente, da educação e da experiência cultural) se mantém ou até se aperfeiçoa até perto do final da vida (60 -80 anos).

Desta form a, en quan to a visualização perceptual vai se reduzin do com o avan ço da idade, novas form as de pen sam en to, m ais qualificadas vão surgin do e a resolução prática de problem as e o desem pen ho criativo fazem o percurso oposto.

É im portante lem brar, aqui, a teoria dos estágios de Piaget, m uitas vezes, utili- zada com o m arco de com paração e referên cia para an alisar “com portam en tos desvi- an tes”, m as que, por ter sido form ulada ten do com o sujeitos crian ças, n ão se ocupou do desen volvim en to adulto. O gran de estágio das Operações Form ais que, para Piaget (198 3), é o últim o estágio de desen volvim en to cogn itivo e que tem in ício por volta dos 11 an os de idade, leva a in tuir que, n a vida adulta, o pen sam en to perm an ece estan que. Algun s teóricos que têm criticado a teoria piagetian a, com o Flavell, Miller e Miller (1999), a question am por n ão con siderar o acúm ulo gradual de con hecim en to e saber em cam pos específicos, o aum en to da capacidade de processam en to de in form ações e o desen volvim en to da m etacogn ição, que, para eles, ocorrem já a partir da terceira in - fân cia e da adolescên cia. O criticam por n ão con siderarem as variações das diferen ças in dividuais de desem pen ho em diferen tes tipos de tarefas e as in fluên cias sociais e culturais, com o acon tece n o caso das PAH / SD.

Tam bém baseado n essas observações, Sin n ott (198 4, 1998 , apud PAPALIA, OLDS e FELDMAN, 20 0 6) form ulou o con ceito de pen sam en to pós-form al. Esse tipo de pen - sam en to próprio do adulto; porém , n ão lim itado a um a idade específica da adultez, é flexível, aberto, adaptativo, relativista e subjetivo; caracteriza-se por utilizar a in tui- ção, a experiên cia, a em oção e a lógica, e tem a capacidade de lidar com a in certeza, a in con sistên cia, a con tradição, a im perfeição e a con ciliação. O autor propõe quatro critérios para o pen sam en to pós-form al: o câm bio de m archas, que é a capacidade de tran sitar en tre o raciocín io abstrato e con siderações práticas e con cretas; a m últipla causalidade e as m últiplas soluções; o pragm atism o, ou capacidade de selecion ar a m elhor solução e recon hecer critérios para escolher, e a con sciên cia do paradoxo, que perm ite recon hecer que um problem a ou solução en volve um con flito in trín seco.

FELDMAN, 20 0 6), afirm am que, com a experiên cia, o pen sam en to ten de a especiali- zar-se, de form a relativam en te in depen den te de qualquer declín io dos m ecan ism os cerebrais de processam en to de in form ações e da cham ada “in teligên cia geral”, crista- lizan do-se n um a espécie de “en capsulam en to” do processam en to de in form ações e das habilidades fluidas que ten de a con tin uar duran te a vida adulta.

A resolução prática de problem as tam bém n ão parece sofrer o declín io da inteli- gên cia fluida e in cluso parece m elhorar, pelo m en os duran te a adultez m édia (40 -50 an os). De fato, Papalia, Olds e Feldm an (20 0 6) com en tam estudos realizados por Den n ey e Palm er (198 1) e Den n ey e Pearce (198 9) que m ostraram que a qualidade das decisões práticas apresen ta pouca relação com os escores obtidos em testes de QI e, m uitas vezes, n en hum a relação com a idade, em algun s estudos e, em outros, um aperfeiçoam en to com a idade.

Quan to ao desem pen ho criativo, com exceção do pen sam en to divergen te que, segun do Papalia, Olds e Feldm an (20 0 6), ten de a dim in uir com a idade, os dem ais ‘in gredien tes’ — fluên cia de idéias, flexibilidade, originalidade, elaboração, avaliação, redefin ição e sen sibilidade para problem as — ten dem a aprim orar-se n a idade adulta. De fato, Stern berg (1997) com en ta que, dos três com pon en tes de sua teoria triárquica da in teligên cia — in teligên cia analítica, in teligên cia prática e in teligên cia perceptiva—, apen as o prim eiro tende a dim inuir ao lon go da vida, sen do os outros dois fun dam en - tais para o desem pen ho criativo. Basta lem brar algun s exem plos de pessoas que so- m en te deram con tribuições im portan tes para a hum an idade por volta dos 40 an os, com o o arquiteto Fran k Lloyd Wright, a coreógrafa Agn es de Mille, o cien tista Louis Pasteur, as escritoras Ton i Morrison e Lya Luft; aos 50 , com o Charles Darwin ; aos 60 , com o Mahatm a Gan dhi, ou ain da com m ais de 70 , com o o astron auta J ohn Glen n .

A vida adulta, en tão, agora foco de estudos m ais aprofun dados, tem sido dividi- da por diversos autores em três etapas: a adultez jovem , aproxim adam en te dos 20 aos 40 an os; a adultez m édia, que abran ge o período dos 40 aos 65 an os e a adultez tardia, que se esten de aproxim adam en te dos 65-70 an os até a m orte (MOSQUERA, STOBÄUS, 198 4; MOSQUERA, 198 7; PAPALIA, OLDS e FELDMAN, 20 0 6).