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Hun ligger i samme stilling på en båre

1 Bakgrunn for valg av oppgaven

4.2 Individualisering

4.2.3 Hun ligger i samme stilling på en båre

AMOSTRA DA TRANSCRIÇÃO29

TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA FINAL COM A PROFESSORA PARTICIPANTE E: Érika P: professora participante

E: Podemos começar? P: Podemos.

E: É... Por que você decidiu participar da pesquisa?

P: Ah, eu decidi participar porque, primeiramente, em consideração à Míriam, que é uma pessoa que eu gosto muito... segundo por consideração a você, porque eu sei que o trabalho de pesquisadora não é fácil, e ainda mais quando a pesquisa depende de outro, e eu passei pela experiência de pesquisar, embora a minha pesquisa não fosse com pessoas, mas eu sei da dificuldade que é fazer uma pesquisa, então por isso, em respeito e consideração a você, à Míriam que eu aceitei participar da pesquisa, e também pela pesquisa em si, que eu achei muito interessante.

E: É... Como você avalia todo o processo de realização da pesquisa?

P: Ah, eu achei o processo muito interessante, porque... primeiramente porque saiu um pouco do roteiro da sala de aula, e eu acho que os meninos gostaram muito, eles se envolveram, e foi uma abordagem muito interessante, assim, eles tiveram muita oportunidade de falar, normalmente eles têm, mas é muito em cima do livro. Eu achei legal porque foi uma coisa, assim, que eles vivenciaram, casou com o que eles vivenciaram em julho, em junho, com as manifestações que eles, adolescentes, participaram, foi o que eles estudaram. Achei que aquela história de trazer a realidade para a sala de aula, acho que isso aconteceu, então eu avalio bem positivamente.

E: Bom, a terceira pergunta era o que você achou das atividades críticas propostas, mas eu acho que você respondeu. Se você quiser falar mais um pouquinho sobre isso...

P: Então, eu achei que elas foram coerentes com o que eles estavam estudando porque eu fiquei muito preocupada de fugir do assunto e me atrasar porque eu tenho um cronograma pra cumprir e eu acho que eu não perdi esse tempo, eu acho que eu ganhei esse tempo com as atividades, que eu acho que foi isso, elas casaram com o que a gente tava estudando. Inclusive eu tô pensando até em usar a charge na prova, pegar uma delas lá e colocar na prova como questão mesmo. Embora as outras turmas não tenham visto, mas eles vão dar conta de entender, porque, é, eles, eu acho que eles vão compreender até pelo momento que eles participaram fora da escola.

E: É... Como que você percebeu a interação dos alunos com essas atividades... com essas atividades?

P: Olha, é, aluno é assim: primeiramente eles querem fazer pra aparecer, né, quando tem uma pessoa de fora. A gente vê que eles mudam o comportamento totalmente e... mas eu achei assim, que muitos se envolveram. Lógico que não são todos, mas a gente não consegue isso, essa totalidade, em situação nenhuma, nem dentro de sala de aula. Mas eu acho que quem participou realmente se envolveu, porque eles deram a opinião dele, eles se interessaram, eu acho que a participação deles foi muito bacana.

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E: É... Você acha que houve uma interação entre o conteúdo a ser trabalhado no livro e as atividades?

P: Acho. Eu acho porque o que foi trabalhado casou com as duas unidades que eu trabalhei no segundo bimestre e no terceiro, e olha que a do terceiro bimestre eu pulei umas unidades, porque eu achei que não, não era o momento. Assim, intuitivamente eu saí de uma, de uma unidade que casou, que falou sobre a paz, e aí, e eram as suas atividades de letramento crítico e eu acho que elas foram um elo de ligação entre o que a gente estudou antes e o que que a gente tá estudando agora.

E: É... As discussões em sala, assim como a grande parte das atividades realizadas, foram conduzidas em português. Que que cê, é, acha que motivou esse fato... qual que é... o que que cê acha disso?

P: Olha, eu acho que, assim, eu nunca dei aula na escola pública em inglês. Nunca dei. Eu sempre dei em português. Por vários motivos. Assim, desde que eu acho, assim, falta de nível dos alunos... se bem que talvez se eu insistisse de repente eles dessem até conta, eu poderia tá introduzindo mais coisas em inglês, mas eu num, nunca fiz isso, entendeu? E... eu acho que quando se trata, assim, de uma discussão mais aprofundada, eu acho que ela funciona melhor também em português, porque uma coisa em inglês é você trabalhar ali o vocabulário cotidiano, uma coisa que tá no universo do, daquela unidade que ele tá estudando, como às vezes a gente vê em cusinho. O aluno fala inglês, mas é o inglês daquela unidade. Aí, daí quando cê pega uma discussão que é complexa, que tem, que até na língua materna dele exige um vocabulário, uma expressão... é... complexa, acho que funciona melhor em português.

E: É... Considerando o fato de seus alunos estarem cursando o primeiro ano do segundo grau, você acha que seria possível que as aulas fossem conduzidas em inglês em algum momento ou que houvesse um planejamento de forma que a língua inglesa fosse introduzida em sala de aula gradualmente até o terceiro ano?

P: Então... eu acho que sim. Eu acho que sim desde que tivesse muito essa base do livro como apoio. Igual eu falei anteriormente, se for uma discussão mais complexa, mesmo quando chegar no terceiro ano acho que eles não dão conta, porque são muitos alunos por turma, nem todo mundo tem condição de tá falando, né, então acho que essas coisas é que de repente não funciona na sala de aula da escola regular a introdução do inglês, mas é possível? É, mas acho que fica muito em cima de frase feita, assim, sabe, cê não... talvez cê não consiga desenvolver uma, uma conversa igual a gente tá tendo agora, exposição de ideia, fica muito no nível básico, nem com três anos de escolaridade e considerando que eles já tiveram nove anos pra trás, eu acho que não seria possível.