2. Theoretical Framework
2.2 Human Security as a Concept
c. No terceiro caso, constataremos a utilização de uma forma de clivagem
inteiramente particular que, embora fonte de conflito, permitirá ao sujeito se preservar tão bem que mal, e antes mal, um espaço relacional. O objeto exterior reconhecido como podendo só ele satisfazer a necessidade, será desconectado de toda fonte erógena de uma experiência de prazer que se tornou autônoma da experiência e do tempo da satisfação. As conseqüências de uma clivagem tão particular quanto precoce vão ser encontradas no estatuto e na função que preservará o objeto da necessidade. Elas nos esclarecem sobre certas formas de anorexia e de adicção e também sobre a problemática relacional que subentende uma parte destes quadros clínicos que, por não poder classificá-los com precisão, definimos como estados-limite. A relação que a psique estabelece com o outro vai instrumentar-se sobre o único desejo e poder que ela lhe atribui (aqueles de conceder-lhe ou de recusar-lhe o que o corpo necessita), e sobre seu próprio poder de exigir ou de recusar este elemento de vantagem (apport), independentemente do estado real do corpo, quer se trate da alimentação, do sono ou da satisfação de qualquer outra necessidade. Os únicos sinais pelos quais a psique pode dar lugar a um corpo que serviria de revezamento (relais) relacional, são aqueles através dos quais se manifesta um corpo em estado de carência, o que não é o equivalente de um corpo sofredor. Se nós nos colocamos dentro da relação pais/criança, é preciso se lembrar que se a criança não tem o poder de satisfazer, sem elemento de vantagem trazido do exterior, certa necessidades do corpo, está em seu poder recusar este elemento e desencadear, assim, um conflito agudo. Quer se trate da criança ou do adulto, esta recusa, assim como o conflito que ela provoca, se tornarão para a psique a prova do poder que ela detém sobre seu corpo como do laço que continuo a religá-la ao outro: aqui o conflito relacional comporta sempre apostas (enjeux) reais e vitais e, ainda mais, apostas fixadas uma vez por todas. Não haverá mais acidente corporal que possa transformar-se num evento psíquico encontrando lugar neste movimento que especifica toda história. O próprio da necessidade é sua repetição que só pode dar lugar à mesma repetição da interpretação que a psique se dá dela e que ela retoma indefinidamente. Compreende-se, desde então, a imutabilidade da relação conflitante que, a este preço, pode conservar-se entre o sujeito e um outro, evitar ao primeiro, criança ou adulto, encontrar um mundo desértico que ele poderá, no melhor dos casos, povoar com suas miragens.
Minha conclusão se fará com algumas palavras: não há corpo sem sombra, como não há corpo psíquico sem esta história que é a sombra falada dele. Sombra protetora ou ameaçadora, benéfica ou maléfica, que protege com uma luz por demais crua ou que anuncia a tempestade, mas em todos os casos sombra indispensável, pois sua perda implicaria na da vida sob todas as suas formas.
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Resumos
En partant de la présupposition de que tout l’histoire signifiante se construit à partir de la naissance d’un corps – corps lequel devrait être investie d’une manière libidineuse – l’auteur discute les mouvements constitutifs de la psyché et sa relation avec le corps. L’accent est mis sur le postulat du l’auto-engendrement, qui dit que, si l’espace psychique et le somatique sont inséparables, la psyché imputera à l’activité des zones sensorielles le pouvoir d’engendrer ses expériences.
L’auteur part de ce que le corps rend visible dans les registres de l’émotion et de la souffrance somatique pour compreendre son rôle dans la construction du “corps latent”, qui est son double psychique.
“L’acquisition” du corps par le Je est poursuit graduellement dans le texte. “L’historization” de la vie somatique ne peut pas être fait que par un certain biographe: le Je. Ce Je doit, néanmoins, être capable de reconnaître comment ses événements ont marqué significativement sa vie. Pour que le biographe et la biographie peuvent exister, c’est nécessaire que psyché et corps viennent à se rapporter comme des pôles séparés, en marquant ainsi le passage sensoriel au corps relationnel. Le Je ne peut pas occuper un corps que si celui-ci posséder une histoire. La première version de cette histoire est élaborée par la psyché qui accueilli ce corps. Dans cette histoire sera contenu un “Je anticipé”, référent à l’image du corps de l’enfant que la mère anticipe, permettant ainsi que l’enfant soit inséré dans un système parental. Cependant, la situation peut se compliquer quand l’image crée par la mère ne correspond pas au corps avec lequel l’enfant vient au monde. Les conflits insupportables et les deuils irréalisables gérés par cette situation sont débattus d’une manière ample et longue: la psychose, l’autisme, les manifestations psychosomatiques, les somatisations
polymorphes.
À la fin du texte il y a une analyse détaillée des conséquences de la non-ancrage du représentant psychique que la mère apporte du corps d’enfant dans la realité du corps avec lequel l’enfant naît.
Mots clés: Psychanalyse, corp, histoire, investiment.
Assuming that every significant history is built from the birth of a body – which might have been libidinously invested – the author discusses the constituent movements of the psyque and its relation to the body. Emphasis is given to the postulate of self- generation which says that while the psychical and the somatic spaces are undissociable, psyque will impute to the activity of the sensorial zones the power of generating its own experiences.
The author starts from what the body lets visible in the registers of emotion and in the somatic suffering, in order to understand its role in the construction of the “ latent body”, that is its psychical double.
The “acquisition” of the body by the “I” (Je) is followed step by step in the text. The “historization” of the somatic life can only be made by a biographer: the “I”.
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However, this “I” (Je) must be able to recognize its own and particular events which marked significantly its life. It is necessary that psyque and body start to relate to each other as separate poles, in order to permit the existence of both the biographer and the biography. Being so, the passage from the sensorial to the relational body is marked. The “I” (Je) may only occupy a body that has got a history. The first version of this history is elaborated by the psyque that takes in this body. This history will contain “an antecipated I” (Je), which refers to the image of the child’s body antecipated by the mother. This permits the child to be inserted into a system of parenthood. Even so, the situation may complicate when an image created by the mother doesn’t correspond to the body with which the child comes to life. As a consequence of this situation, the unbearable conflicts and the mournings that become impossible to be made, are exhaustively discussed: the psychosis, the autism, the psychosomatic manifestations, the polimorfal somatizations.
In the end of the text, the author analyses the consequences of the non-anchorage of the psychical representative that the mother brings of the infans’s body to the reality of the body with which the child is born.