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Hovedfunn II – Kognitiv tillitsbygging og koordinering

In document Tillitsbygging i organisasjon (sider 70-73)

5.2 Korleis kan koordinering påverke kognitiv tillitsbygging?

5.2.4 Hovedfunn II – Kognitiv tillitsbygging og koordinering

Para avaliar a eficácia do SETI/RJ, precisamos primeiramente definir melhor o que consideraremos como tal. Voltemos, portanto, ao decreto de criação do SETI/RJ (Rio de Janeiro, 2000). Em seu artigo primeiro ele delimita o que é o Sistema, porém em nenhuma parte define qual seu objetivo. Seria lógico avaliar a eficácia do Sistema considerando os outputs produzidos versus a expectativa original. Nos remetendo às considerações iniciais do diploma legal encontramos que o mesmo foi emitido considerando 3 pontos, grifos do estudo:

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1. A necessidade de se estabelecer uma Política Estadual para gestão, segurança, controle

e disseminação dos sistemas de informação do Estado;

2. A necessidade de integração dos sistemas de informações estaduais e dos órgãos públicos usuários, atuantes no setor, no âmbito do Estado; e

3. Ser essencial para as políticas públicas a existência de sistemas eficazes e integrados de informações gerenciais.

Como podemos ver a motivação de criação do SETI gira em torno da gestão, segurança, controle, disseminação, integração de sistemas de informação eficazes e integrados. Sendo assim, consideraremos para esta análise que a eficácia do SETI/RJ pode ser avaliada a partir da produção de novos sistemas, expansão de sistemas existentes e melhorias funcionais destes sistemas. Como melhoria funcional iremos considerar adição de novas funcionalidades de negócio dentro do mesmo escopo original de um sistema de informação.

Analisando as três entrevistas comparativamente veremos que a percepção do entrevistado originário do Órgão de Gestão é menos positiva do que a percepção daqueles advindos dos Órgãos Setoriais. Vejamos as declarações dos 3 especialistas:

Entrevistado 1 – simulando a definição de um escopo de sistema e orçamento equivalente com

outro órgão do Estado.

“...nós estamos aqui numa atuação bastante difícil. Não, a gente pode fazer

isso assim, mas o orçamento é tanto. Se apresentar um orçamento para um órgão feito a (ininteligível), pela Fundação Leão XIII, não tem, não existe. Se criou uma dificuldade adicional, ao não atender você não cumpre, em última análise, você não está atendendo com o quadro da diretoria do sistema, o papel deles é desenvolver as soluções...”

Para ele, o PRODERJ está limitado em sua atuação de produzir novos sistemas pela própria incapacidade financeira e pela incapacidade financeira dos seus “clientes”, os órgãos da Administração Pública que mais precisam do apoio do PRODERJ por serem exatamente os órgãos com menos recurso e menor estrutura.

Entrevistado 2 – falando sobre as decisões técnicas do PRODERJ sobre os problemas de

recursos apresentados cotidianamente.

“As decisões técnicas dele não são equivocadas, as pessoas batem muito nele

em muitas coisas. Algumas dessas coisas, eu observei que, assim, ele fez direito, fez o dever de casa dele. “Ah, as máquinas estão mal distribuídas. ” Não estão mal distribuídas. Ele usou a lógica de distribuição de licenças, ele tem que pensar no número de licenças que tem, e que você cedeu para ele ou que ele cedeu para você. Então, assim, não são decisões erradas, tudo tem uma lógica. Mas quando não dá transparência para o trabalho dele, uma pessoa que não é técnica olha para aquilo e vê: Pô, o cara está me ferrando. Eu tenho muito mais máquina disponível e não estou usando...”

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Ou seja, a mesma falta de comunicação de impende que os órgãos finalísticos do Estado conheçam o funcionamento do SETI/RJ e os serviços prestados por esse sistema também cria um viés negativo na avaliação destes “clientes” sobre a eficácia do sistema.

Entrevistado 2 – Falando sobre o possível resultado de ações independentes e apartadas do

SETI/RJ que por vezes são tomadas por gestores de negócio e suas possíveis causas. “...“minha TI não me atende, o PRODERJ não me atende, eu vou contratar

através do Banco Mundial, do BIRD, de um financiamento qualquer, uma empresa para desenvolver um sistema”. E aí, você vê sistemas que as empresas desistiram [de finalizar]. Começaram o trabalho e largaram, não tem como eu dar continuidade. Jogar dinheiro fora. Assim, cronogramas físico-financeiros totalmente desbalanceados. A empresa trabalhando há 18 meses, com R$ 40.000,00 de pagamento. Quer dizer, R$ 40.000,00 não paga a folha do cara que está trabalhando ali um mês, quem dirá os outros 17 meses que ele está ali dentro. ”

Sempre há uma forma de realizar a tarefa baseado na busca do menor esforço, nesse caso especifico sem enfrentar os atritos gerados pelo contato com o SETI/RJ, entretanto o Sistema é formado por especialistas em TIC, pessoas que podem trabalhar de maneira consultiva antevendo problemas a partir de seu conhecimento teórico e prático. Voltando às considerações que levaram ao estabelecimento do SETI/RJ, lembremos que uma delas era relacionada com “sistemas eficazes e integrados de informação gerencial”. Como fazer de forma totalmente independente, ou seja, sem consultar qualquer dos membros do SETI/RJ, um novo sistema de obter um ativo integrado? Entretanto essa é uma prática mais frequente do que o desejável.

Entrevistado 2 – Falando da eficácia alcançada por órgãos que possuem muitos recursos e

podem trabalhar em base de “tentativa e erro”.

“Porque, mesmo a própria Fazenda, ela se vale muito do poder financeiro.

Porque ela faz muitas coisas desorganizadas, muitas coisas que deveriam ser padronizadas por um órgão centralizados e não são, então ela vai padronizando on-the-fly. Então, é jogado muito dinheiro fora. Mas como tem muito power, muito capital, então os projetos vão saindo, o cara vai pagando

por aqueles erros”

Como o Sistema não reaproveita as experiências produzidas por ele próprio e busca de forma limitada a modernização de seus recursos, muitas experiências, sejam bem ou malsucedidas, se repetem no tempo e entre os órgãos. Como disse o entrevistado, aqueles órgãos que possuem recursos financeiros podem suportar a falta de otimização e eficiência dos processos e ainda assim obter alguma eficácia, mas aqueles que não dispõe desses meios sentem com mais intensidade os revezes dos projetos fracassados, influenciando naturalmente decisões futuras de adoção de Tecnologias de Informação e Comunicação.

Entrevistado 3 – Falando dos objetivos propostos pela regulamentação do CONSETI e do

133 “A função do CONSETI e a função do PRODERJ são duas tarefas

extremamente nobres, que deveriam funcionar em âmbito estadual, se eles fizessem ou se eles conseguissem fazer o que se propõe, eu acho que o Estado ia se beneficiar muito do resultado do trabalho deles. ”

Vemos pelo depoimento que não há uma negação nos objetivos propostos para o SETI/RJ, mas que simplesmente estes não estão sendo alcançados a contendo, ou seja, sem a eficácia desejada. A proposição e a implementação de melhorias que elevem eficácia do sistema deverão beneficiar os órgãos clientes, a Administração Pública.

Entrevistado 3 – Falando sobre os projetos realizados pelos órgãos integrantes do SETI/RJ

(CONSETI, PRODERJ e Órgãos Setoriais)

"Muita coisa, eles fazem toda a diferença, ” mas “...se você for comparar o dinheiro investido para o retorno que você obtém eu acho pouco, mas a quantidade de trabalho que você já provê, se ele não existisse, caramba, não seria possível. Se fosse ver o que a JUCERJA faz hoje, no processo de abertura de uma empresa, de internalização do Governo Federal de provimento de informação, eu acho bom, eu acho horrível, mas o que ele faz hoje já é uma diferença astronômica ao que você estava disponível há 5 anos atrás. Há uma expectativa real do Estado que você consiga abrir uma empresa em menos de uma semana, a meta é dois dias. Isso é incrível. ”

“O fato de você ter correio eletrônico acessando do seu mobile isso é

incrível. É miraculoso? Não, pelo amor de Deus, isso é o feijão com arroz. Mas são recursos hoje que são (ininteligível) que existem no Estado. A tecnologia do Estado faz diferença para o Estado, poderia fazer muito mais, poderia ter investido e fazer pelo menos duas ou três vezes mais, ”

“...se você me pergunta se eles fazem diferença hoje, sim, eles fazem

diferença enorme, eles poderiam fazer muito mais diferença se a infraestrutura fosse sólida e eficiente, se o Sistemas especializados fossem homogêneos e estivessem presentes em todas as unidades e a partir daí um modelo da IPLAN, poderia ser eficiente para atender as especificidades. ”

Não resta dúvidas que mesmo com todos os desafios apresentados nesse estudo que a informática pública do Estado do Rio de Janeiro conseguiu produzir sistemas de informações essenciais, estruturantes e atualmente indispensáveis à efetividade das políticas públicas do Estado do Rio de Janeiro, mas temos fortes indícios de que algumas alterações do modelo de governança iriam potencializar os resultados e a eficácia do Sistema.

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