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Household Gender Dimensions

No intuito de alcançar os objetivos desta dissertação, torna-se indispensável especificar quais as variáveis utilizadas, qual a população analisada e quais os deflatores usados nos cálculos. A análise se restringe aos dados das PNADs e das PMEs, sendo que nos concentramos nos rendimentos positivos do trabalho principal das pessoas economicamente

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Segundo os dados do IPEA/DATA, em maio de 1995 o salário mínimo teve uma variação mensal real de 40%, enquanto em maio de 1999 essa variação foi de 5%.

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Segundo os dados do IPEA/DATA, em abril de 2002 o salário mínimo teve uma variação mensal real de 10%, enquanto em abril de 2006 essa variação foi de 17%.

ativas, com idade entre dezesseis e setenta anos, trabalhando sempre acima de 20 horas semanais, segundo suas respectivas posições na ocupação. Elegemos os trabalhadores que são assalariados com carteira de trabalho assinada (CC), assalariados sem carteira de trabalho assinada (SC) e os trabalhadores por conta própria (CP). Essa delimitação do grupo pesquisado tem o objetivo de minimizar as discrepâncias existentes entre os ocupados. Escolhemos os assalariados com carteira, os assalariados sem carteira e os trabalhadores por conta própria, devido à importância que eles assumem entre os ocupados. Segundo a PNAD, no ano de 2006, esses trabalhadores corresponderam a 71% dos ocupados.

Outro fato que contribui para a eleição dessas posições na ocupação é o amplo debate existente no país, que foi mencionado no capítulo anterior, sobre o efeito farol do salário mínimo para trabalhadores que estão fora do marco institucional, como os assalariados sem carteira. Os estudiosos também discutem a importância do salário mínimo para os trabalhadores autônomos. Posto isso, resolvemos investigar os impactos distributivos do salário mínimo para os assalariados com carteira, os assalariados sem carteira e os trabalhadores por conta própria. Além do que, no mesmo ano de 2006, o índice de Gini, calculado para os assalariados com carteira, atingiu 0,41, enquanto para os assalariados sem carteira e os trabalhadores autônomos esse índice foi de 0,45 e 0,56, respectivamente. Noutras palavras, em cada um desses grupos de trabalhadores verifica-se elevada desigualdade dos rendimentos.

As variáveis fornecidas pela PNAD e pela PME, para cada indivíduo, e utilizadas na análise empírica, são as seguintes: rendimentos do trabalho principal, sexo, cor ou raça, idade, nível de escolaridade, horas trabalhadas, condição de atividade, condição na ocupação, posição na ocupação, setor de atividade, região, e a respectiva variável de ponderação de cada uma das amostras, denominada peso. Alguma transformação dessas variáveis em algumas etapas da pesquisa foi requerida, para um melhor entendimento; quando da sua utilização, explicaremos tais modificações. A Tabela 1 resume esse conjunto de variáveis.

TABELA 1 ‐ Descrição das variáveis utilizadas   Variável  Código na  PNAD  Código na  PME  Descrição  Rendimento do trabalho principal  V4718  VD24  Valor do rendimento mensal do trabalho principal para  pessoas de 10 anos ou mais de idade.  Sexo  V0302 V203 Sexo do indivíduo (masculino ou feminino). Cor ou raça  V0404 V208 Cor ou raça declarada pelo indivíduo.  Idade  V8005 V234 Idade do indivíduo na data de referência.  Nível de escolaridade  V4738  VDAE1  Série, nível ou grau que a pessoa estava freqüentando  ou  havia  freqüentado,  considerando  a  última  série  concluída com aprovação. 

Horas trabalhadas  V9058  V429  Número  de  horas  efetivamente  trabalhadas  por semana no trabalho principal da semana de referência.

Condição de atividade  V4704  VD17 

Condição  de  atividade  na  semana  de  referência  para  pessoas  de  10  anos  ou  mais  de  idade  (economicamente  ativo  ou  não‐economicamente  ativo). 

Condição na ocupação  V4705  VD15  Pessoas  ocupadas  ou  desocupadas  na  semana  de  referência. 

Posição na ocupação  V4706  VD15 

Posição na ocupação no trabalho principal da semana  de  referência  para  pessoas  com  10  anos  ou  mais  de  idade  (empregado  com  carteira,  sem  carteira  e  conta  própria). 

Setor de Atividade  V4809  VD20  Grupamento empreendimento  do  trabalho  principal  na  semana  de de  atividade  principal  do  referência para pessoas de 10 anos ou mais de idade.  Região  UF  *  Grandes regiões geográficas: Norte, Nordeste, Sudeste, 

Centro‐Oeste e Sul.  Peso  V4729 V215 Peso amostral.

Mês  * V070 Mês da pesquisa.

Posição no domicílio  V0401  *  Condição  do  indivíduo  na  unidade  domiciliar    (Chefe,  cônjuge ou filho). 

Fonte: IBGE (PNAD/PME) 

*Variável não utilizada a partir dessa base de dados.

Cabe ressaltar que para todos os anos investigados foram utilizados os microdados fornecidos pelo IBGE, considerando sempre a última versão disponível para os fatores de expansão (peso amostral) associados a cada observação da amostra. Além disso, para o ano de 2006 foram excluídas da PNAD as informações referentes às pessoas que residem na zona rural da região Norte (exceto rurais do Estado de Tocantins), no intuito de compatibilizar nossa série.140

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Somente em 2004 os residentes de toda a área rural do Norte do Brasil foram incluídos na amostra da PNAD, que até então pesquisava apenas os do Estado de Tocantins.

Na PNAD, os resultados são apresentados para todo o Brasil, enquanto na PME, em virtude dos limites geográficos de aplicação da pesquisa, os resultados se referem às regiões metropolitanas pesquisadas

As informações sobre o salário mínimo são fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os valores reais do salário mínimo e dos rendimentos do trabalho principal são calculados a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)141, calculado pelo IBGE, usando a metodologia desenvolvida por Corseuil e Foguel (2002). Os valores reais dessas variáveis são referentes a setembro de 2006, quando utilizados os dados da PNAD, e referentes a agosto de 2007, quando utilizados os dados da PME.