5.3 Mot 1890-årene: Den sosiale kvinnesaken og husmorsaken
5.3.2 Hjemmets verden – kvinnens strålende virkekrets
Os objetos sintagmáticos obtidos na mineração de texto, para modelagem de conceitos, nem sempre representa uma atividade trivial devido ao nível de abstração dos objetos. Embora se possam desenvolver critérios de classificação ao longo de uma etapa de treinamento da equipe de engenharia do conhecimento, com regras estáveis e satisfatórias, inicialmente o problema da classificação se apresenta de modo evidente, exigindo uma solução.
Esse tipo de problema, denominado “processo de elicitação do conhecimento” (SCHREIBER
et. al., 2000), ou, ainda, de “socialização do conhecimento” (NONAKA e TAKEUCHI, 1997), também se apresenta em outras abordagens de modelagem de conceitos com uso de quaisquer outros métodos de classificação, como relatado por Schreiber et al. (2000, p. 187-214):
Elicitação do conhecimento é o processo de obtenção dos dados necessários para a modelagem do conhecimento. Existe uma variedade de técnicas de elicitação. (...) entrevistas, análise de protocolo, laddering, ordenação de conceitos e grades de repertório. (...) A elicitação do conhecimento compreende um conjunto de técnicas e métodos que tentam elicitar o conhecimento de um especialista em algum domínio por meio de alguma forma de interação direta com o especialista.
É importante ter em mente que não se deve tentar obter reais descrições formais com uso de uma técnica de elicitação. Impor-se representações formais na elicitação tipicamente conduz a forte viés no processo de elicitação e frequentemente resulta em dados ruins. Elicitação deve ser focada e estruturada, mas também tão aberta quanto possível. É a tarefa de modelagem do conhecimento para converter o material elicitado em uma descrição mais formal do processo de solução do problema.
As pessoas que conduzem a elicitação e análise do conhecimento, os engenheiros do conhecimento (também chamados ―analistas do conhecimento‖), tipicamente não são pessoas com um profundo conhecimento do domínio da aplicação. No caso mais simples, o engenheiro do conhecimento pode ser habilitado para extrair informação de uma variedade de recursos não humanos: livros-texto, manuais técnicos, estudos de caso e assim por diante.
As técnicas que, pela sua natureza, apresentam recursos que poderão ser úteis para apoiar os engenheiros do conhecimento na tarefa de classificação de objetos sintagmáticos, como objetos do negócio, em conceitos e modelos conceituais no estilo CommonKADS adotado nesta tese, são laddering75 e ordenação de conceitos (concept sorting). Schreiber et. al. (2000, p. 199-
200) explicam como funcionam essas duas técnicas de elicitação/socialização do conhecimento:
75 Em uma interpretação baseada no texto de Schreiber et al. (2000, p. 199), laddering poderia ser traduzida como negociação de conceitos de domínio com modelagem gráfica.
132 Laddering:
Laddering é uma técnica um tanto planejada e você deverá explicá-la inteiramente ao especialista antes do início. O especialista e o engenheiro do conhecimento constróem uma representação gráfica do domínio em termos das relações entre o domínio e os elementos de solução do problema. O resultado é um gráfico qualitativo de duas dimensões onde os nodos são conectados por arcos rotulados. O gráfico toma a forma de uma hierarquia de árvores. Nenhum método de elicitação a mais é utilizado neste caso, mas o especialista e o elicitador constróem o gráfico em conjunto mediante negociação.
O ponto-chave é que, tendo-se adquirido alguns dos termos-chave no domínio, organizá-los em alguma forma de estrutura é uma coisa natural a se fazer. (...) Os termos ―conceito‖ e ―atributo‖ devem ser interpretados de modo flexível no contexto de laddering. Por exemplo, nenhuma distinção estrita necessita ser feita ainda entre ―conceitos‖ e ―instâncias‖ (algo que é difícil nas fases iniciais de modelagem do conhecimento). (...) Os tipos de objetos podem ser definidos pelo usuário e se postarem disponíveis como marcadores de texto.
Ordenação de conceitos:
Ordenação de conceitos é uma técnica útil quando se deseja descobrir diferentes formas como um especialista vê os relacionamentos entre um conjunto fixo de conceitos. Na versão mais simples, é apresentado a um especialista um número de cartões escrito, em cada um, uma palavra conceitual. Os cartões são embaralhados e é solicitado ao especialista ordenar os cartões ou em um número fixo de pilhas ou em algum número de pilhas que o especialista considere apropriado. O processo é repetido muitas vezes.
Utilizando esta técnica tenta-se obter múltiplas visões da organização estrutural do conhecimento mediante solicitação ao especialista para executar a mesma tarefa várias vezes. Cada vez que o especialista ordena os cartões ele deve criar ao menos uma pilha que difere, de algum modo, das ordenações anteriores. O especialista deve também providenciar um nome ou rótulo de categoria para cada pilha de ordenação. Variantes da ordenação simples são diferentes formas de ordenação hierárquica. Em uma dessas versões solicita-se ao especialista produzir, em primeiro lugar, duas pilhas de cartões; na segunda sessão de ordenação, três; então, quatro, e assim por diante. Finalmente, solicita-se ao especialista informar se existem duas pilhas com algo em comum. Caso existirem, tem-se isolado um conceito de ordem mais alta que pode ser usado como base para futura elicitação.
(...) É rápido para se aplicar e fácil de se analisar. Força os construtos subjacentes ao entendimento de um especialista a um formato explícito. E uma ordenação pode conduzir o especialista à visão de estrutura do domínio que ele mesmo não tinha, conscientemente, articulado anteriormente.
(...) A ordenação de conceitos pode descobrir novos conceitos e atributos e é, a propósito, particularmente útil na construção de um esquema de domínio em domínios não familiares.
Com a técnica de laddering, os engenheiros do conhecimento poderiam, por exemplo, contar com especialistas no domínio do negócio para dirimirem eventuais dúvidas sobre a classificação mais adequada de um determinado conceito baseado em sintagmas minerados dos textos. E com a ordenação de conceitos, poderiam desenvolver entre os próprios membros da equipe de inteligência, ou envolvendo, também, especialistas no domínio, várias sessões para se obter uma média de decisões sobre classificação das instâncias de conceitos mais problemáticas.
Contudo, entende-se que malgrado não se possa obter precisão absoluta, ou algo próximo disso, em termos genéricos de classificações de objetos, deve-se manter uniformidade de aplicação dos critérios de classificação. As engenharias em geral, como a Engenharia do
133 Conhecimento, por exigirem níveis de precisão de acordo com a necessidade do contexto, suportam aproximações que devem se coadunar com os seguintes lemas pragmáticos (SCHREIBER et al., 2000, p. 112):
Conhecimento pode ser frequentemente usado para se inferir nova informação. (...) Conhecimento é ―apenas‖ informação complexa, tipicamente dizendo-nos algo sobre outra informação. (...) O raciocínio sempre tem uma ―razão‖. Em outras palavras, um importante aspecto do conhecimento é o que queremos fazer com ele.