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Historikk – arbeidet med tungtransportnett i Oslo

1. Bakgrunn

1.4 Historikk – arbeidet med tungtransportnett i Oslo

O termo prosódia apresenta definições diversas na literatura fonética. Em nosso trabalho, definiremos a prosódia como um termo geral que compreende elementos como a entoação, a acentuação, a qualidade de voz, o ritmo, a taxa de elocução e a pausa. Esses elementos implicam em correlatos acústicos, perceptivos e fisiológicos. Na figura a seguir, mostramos os padrões perceptivos de pitch, loudness e duração da fala. Cada um desses padrões está associado a um correlato acústico e a um correlato fisiológico, como retirado de (GRICE, BAUMAN, 2007). As correlações existentes entre os planos da percepção, da acústica e da produção podem ser observadas abaixo:

Figura 2 - Padrões perceptivos de pitch, loudness e duração da fala e seus correlatos acústico e fisiológico.

A entoação, ou melodia da fala, envolve a ocorrência de padrões de pitch em palavras ou grupo de palavras. O principal correlato acústico da entoação é a frequência fundamental (f0), que está relacionada em nível de produção à taxa de vibração das pregas vocais e em nível de percepção ao pitch. A f0 pode ser medida em Hz e corresponde a grosso modo, em nível fisiológico, ao número de vibrações das pregas vocais por segundo. No nível auditivo, a f0 corresponde à sensação de altura do tom de voz (tom grave (baixo) ou tom agudo (alto)).

O acento refere-se à proeminência. O acento pode ser frasal (acento da frase) ou lexical (acento da palavra). No português, o principal correlato do acento lexical é a duração (MIGLIORINI e MASSINI-CAGLIARI, 2010; BARBOSA, 2010).

A vogal tônica apresenta maior duração e a pós-tônica menor duração e intensidade. A duração dos segmentos fônicos pode ser medida em um software de análise de fala no espectrograma de banda larga. O espectrograma de banda larga, gerado a partir de filtros acústicos mais largos

(acima de 150Hz) do que os de banda estreita, é um gráfico que apresenta a frequência na ordenada, o tempo na abscissa e a intensidade no contraste de cor (quando o espectrograma é apresentado em preto e branco, quanto mais escura a região de frequência, maior a intensidade).

Pelo espectrograma de banda larga, podemos identificar os formantes (manchas escuras) que correspondem às ressonâncias do trato e permitem a partir de sua leitura inferir o posicionamento dos órgãos articuladores. A seguir, a Figura 3 em que a vogal tônica da palavra “fogo” pode ser contrastada com a vogal pós-tônica em termos de duração.

Figura 3 – Forma da onda, espectrograma de banda larga de emissão da palavra “fogo” e camada com a segmentação dos segmentos consonantais e vocálicos.

O acento frasal realiza-se por um movimento mais amplo de f0 e recai sobre a sílaba da palavra que na frase veicula a informação mais importante.

O ritmo refere-se às regularidades percebidas nas unidades proeminentes da fala (entre sílabas acentuadas e não acentuadas ou entre sílabas breves e longas), o que lhe confere uma certa estruturação. O parâmetro acústico principal do ritmo de línguas de ritmo silábico ou misto, como o Português Brasileiro, é a duração, como postulado por BARBOSA (2000; p.374): “Nessas línguas, a duração é o principal ou um dos parâmetros

acústicos principais para assinalar o acento, desviando, portanto, a sílaba acentuada da suposta constância de duração em relação às outras sílabas”.

A taxa de elocução refere-se à percepção de a fala de uma pessoa ser rápida, lenta ou normal. Pode ser medida em número de sílabas ou palavras por tempo de elocução. As variações na taxa de elocução afetam tanto a duração quanto a qualidade dos segmentos.

O termo pausa é utilizado tanto para se referir à pausa silenciosa (silêncio utilizado pelo falante para respirar ou planejar o discurso), quanto à pausa preenchida (uso de expressões como né, tá, ahn,) ou à sensação de interrupção no fluxo da fala causada por alterações de pitch, duração e loudness que estão correlacionadas, respectivamente, à elevação ou diminuição de F0, maior ou menor duração de sílabas e à maior ou menor intensidade.

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A qualidade de voz refere-se aos ajustes fonatórios e articulatórios e de tensão que acompanham dois ou mais segmentos de fala, enunciados ou a fala de um indivíduo como um todo. De acordo com LAVER (1980), esses ajustes podem estar relacionados à configuração fisioanatômica do aparelho fonador, mas também a ajustes ou parâmetros musculares de curto prazo usadas pelo falante com uma finalidade lingüística e paralinguística específica.

Complementarmente, na definição de CHUN (2002, p. 3) “prosódia é um contínuo de funções e efeitos, que abrangem características não linguísticas e extralinguísticas por um lado, até características paralinguísticas e mesmo essencialmente linguísticas10”. Os elementos extralinguísticos e

paralinguísticos de um determinado estilo de fala podem ser evidenciados tanto pela fisiologia ou anatomia do falante quanto causados por “...um esforço consciente e deliberado (e consequentemente comunicativo) deste para transmitir uma certa personalidade, emoção ou atitude11” (CHUN, 2002, p.3).

10 (Prosody) “is a continuum of functions and effects, ranging from the nonlinguistic or

extralinguistic at one end, through the paralinguistic, to the essentially linguistic.”

Assim, um mesmo elemento prosódico pode sinalizar uma função linguística, paralinguística ou extralinguística. A qualidade de voz, por exemplo, pode ser utilizada para expressar funções linguísticas (delimitação de enunciados), paralinguísticas (expressão de emoções) e extralinguísticas (gênero e grupo social) do falante.

Seja através de elementos mais ou menos concretos, a importância da prosódia na fala é fundamental para muitos autores estudados. Para Gumperz (1982, p. 107) “A prosódia permite com que os interlocutores dividam o fluxo da fala em unidades de mensagem básicas que tanto possibilitam a interpretação da mensagem quanto controlam as estratégias de mudança de interlocutor que são essenciais para a manutenção de um envolvimento conversacional12”.

Como atividade comunicadora, a interpretação se utiliza de elementos prosódicos da fala, mas de uma maneira diferente da fala espontânea. Se, de acordo com Rilliard et al (2012), as modificações prosódicas (no discurso) afetam o registro médio, pitch range e ritmo do discurso, então movimentos prosódicos ‘não convencionais’ na fala do intérprete podem afetar a compreensibilidade ou percepção da mensagem por parte dos ouvintes.

Analisemos então cada um destes elementos em separado em comparação com sua descrição na literatura.