Kapittel 4: Historisk analyse
4.1. Historien til Bosnia Hercegovina
O termo “atitude” é fortemente polissémico e tem múltiplos sentidos. É um conceito estruturante, estudado já desde o início do século XX, mas ainda hoje difícil de definir. Apesar da popularidade do termo, é extremamente difícil definir e delimitar este conceito. Existem, por isso, muitas definições de “atitude”, mas até hoje ainda não se conseguiu adotar uma definição consensual.
Segundo Lima (1993, cit. in Camisão, 2005), o conceito de “atitude” permite identificar o posicionamento de um indivíduo face à realidade social, ou seja, a sua predisposição para responder a um objeto, pessoa ou situação de uma forma positiva ou negativa. Será, assim, uma ideia ou tendência para responder perante determinadas situações. O termo “atitude” evoca uma linguagem comum, uma maneira de sentir e, de uma certa forma, uma opinião assumida em determinadas circunstâncias.
Este autor (2004) afirma que o conceito de “atitude” é objeto fulcral da psicologia social e continua a sentir a influência das diversas correntes intelectuais que dominaram ao longo dos tempos. No âmbito das ciências sociais, as atitudes são consideradas elementos básicos das relações sociais.
Lima (2004, p. 188) define “atitude” como um processo de consciência individual que determina atividades reais ou possíveis do indivíduo no mundo social. Por seu lado, Thurstone (1928, cit. in Serrano, 1998) sugere que a “atitude” emerge do conjunto de inclinações e sentimentos que um indivíduo apresenta (preconceito, medos, ameaças e convicções) sobre um assunto específico. Será uma forma organizada e lógica de pensar, sentir e reagir em relação a pessoas, grupos e questões sociais.
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De acordo com Legendre (1993, cit. in LaFortune e Saint-Pierre, 2001, p. 31),
uma atitude é um “estado de espírito (sensação, perceção, ideia, convicção, sentimento, preconceito…), uma disposição interior adquirida relativamente a si mesmo ou a todo o elemento do ambiente circundante (pessoa, coisa, situação, acontecimento, ideologia, modo de expressão…) que incita a uma maneira de estar ou de agir favorável ou desfavorável.
Segundo Duarte (1992, cit. in Serrano, 1998), em psicologia social, o conceito de “atitude” é usado para designar um estado de mental, que predispõe a pessoa a agir de determinada forma, quando a situação implica a presença real ou simbólica do objeto de atitude que determina.
Lemos (1992, p. 10) afirma que a “atitude” é
(…) algo que temos de construir em nós próprios. As condições, determinadas com a maior objetividade possível, são algo que temos de exigir, mas não apenas às entidades exteriores à escola. Também a nós próprios, à nossa escola, à forma como nela organizamos o ensino que proporcionamos aos nossos alunos.
De acordo com Morissete e Gingras, a atitude” é:
Uma disposição interior da pessoa que se traduz em reações emotivas moderadas que são assimiladas e, depois, experimentadas sempre que a pessoa é posta perante um objeto (ideia ou atividade). Estas reações emotivas levam-na a aproximar-se desse objeto (a ser favorável) ou a afastar-se dele (a ser desfavorável) (Morissete e Gingras, 1994, p. 53).
Triandis (1971, cit. in Camisão, 2005, p. 59) apresenta-nos uma definição de “atitude” que engloba as suas diferentes componentes. Descreve-a como “(…) uma ideia carregada de emoção que predispõe a um conjunto de ações face a um determinado tipo de situações sociais”. Segundo Verdugo et al. (1995, cit. in Camisão, 2005), nesta definição, encontram-se as três componentes da atitude: a ideia – componente cognitiva; a emoção – componente afetiva; a predisposição para a ação – componente comportamental. A componente cognitiva refere-se ao conjunto de pensamentos, ideias, crenças, opiniões ou perceções acerca do objeto existentes na memória dos indivíduos; a componente afetiva está ligada às necessidades e motivações e relaciona-se com as emoções e sentimentos na presença de algo que leva o sujeito a aproximar-se (se positivos) ou a afastar-se (se negativos); a componente comportamental traduz-se nas reações de um sujeito relativamente ao objeto da atitude.
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As atitudes podem ser perspetivadas como um sistema de avaliações positivas ou negativas, permitindo predizer a reação do sujeito em condições conhecidas. Embora sejam relativamente estáveis e gerem resistências, as atitudes são suscetíveis à mudança. Formam-se cedo no indivíduo e desenvolvem-se, gradativamente, pela experiência e pela aprendizagem, sendo frequentemente consequência de interações ou experiências anteriores. Segundo Malouf e Schiller (1995, cit. in Camisão, 2005), as atitudes e as crenças exprimem perceções e pensamentos e funcionam como filtros na interpretação da realidade, podendo influenciar comportamentos.
Newcomb et al. (1986, cit. in Barata, 2004, p. 213) afirma que a “atitude” pode
(…) ser totalmente descrita por duas propriedades – a direção da atitude e o grau do afeto representado –, e essas duas propriedades podem elas próprias ser consideradas como uma só dimensão”.
Direção da atitude é o sentimento que a guia, podendo ser negativo ou positivo. Grau de afeto é o grau de sentimento positivo ou negativo que suscita o objeto da atitude. A “atitude” é praticamente indissociável das múltiplas propriedades do objeto, sobretudo se ele for realmente importante para o indivíduo. Por isso, a afirmação das atitudes pode sofrer de ambiguidade em face de um dado objeto, porque pode verificar-se mais de uma atitude em relação ao mesmo objeto consoante as suas diferentes propriedades. As atitudes do indivíduo tendem a ser mais firmes em relação a objetos muito centrais e sobre os quais possui muita informação do que em relação a objetos longínquos e sobre os quais a informação tende a ser mais ambígua. A modificação das atitudes depende essencialmente da receção de novas informações referentes ao objeto, mas a reação do indivíduo às novas informações pode variar em função das caraterísticas dessas atitudes. A modificação das atitudes é variável consoante o grau de intensidade do sentimento em relação ao objeto, a informação já acumulada sobre o mesmo e a centralidade desse objeto na consciência do indivíduo. Por isso, se conclui que será mais fácil mudar atitudes em relação a coisas ou pessoas sobre os quais são fracos os sentimentos dos indivíduos do que em relação àqueles sobre os quais os sentimentos são muito intensos. Também será mais fácil modificar atitudes em relação a coisas ou pessoas sobre as quais o indivíduo sabe pouco do que em relação àquelas de que tem conhecimento
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aprofundado. É mais fácil modificar as atitudes em relação a coisas e pessoas pouco centrais do que em relação a coisas e pessoas muito presentes na experiência imediata. A “atitude” é algo que não pode ser observado diretamente, mas apontado indiretamente pelos seus efeitos sobre os atos do comportamento, juízos e escolhas.
Para Wilson (1986, p. 295) é “(…) um ponto de vista regularmente persistente no que respeita a qualquer coisa, seja favorável, desfavorável ou neutra”.
No âmbito das ciências sociais, têm vindo a ser apresentados sucessivos e engenhosos métodos para medir a intensidade das opiniões e atitudes, mas ainda nenhum deles conseguiu eliminar o problema da subjetividade dos resultados que produzem. A utilização dos testes está muito vulgarizada para medir atitudes e opiniões, caraterísticas de personalidade, conhecimentos e aptidões, sobretudo na seleção de pessoal das empresas e instituições.
Existem diversos testes de personalidade (teste de Rohrschach, T.A.T. – Thematic Apperception, de Murray e teste de associação de palavras), mas a falta de fiabilidade suscita reservas e aconselha a prudência, quando utilizados para além do domínio prático da investigação. As próprias “escalas” em que o sujeito marca a sua posição para medir a intensidade das atitudes e opiniões pessoais têm muito de subjetivo.
De facto, nenhum dos diferentes métodos propostos para a construção de escalas de opiniões e atitudes conseguiu definir com rigor os diferentes graus de intensidade e distribuí-los em intervalos iguais. O problema essencial destes testes reside na interpretação subjetiva dos resultados, tornando-a, portanto, controversa e menos fiável.