2. Background
2.5. Extreme weather events in Norway
2.5.2. Historical and recent extreme weather events
Segundo “Notas de Aula”7, a Terra está entrando em colapso, devido à forma como a espécie humana tem extraído e esgotando os recursos naturais em uma quantidade e a uma velocidade maior do que ela pode suportar e processar sem sair do seu equilíbrio.
Edificação sustentável, construção bioclimática, arquitetura sustentável, ecovilas, green buildings8, bioconstrução, construção ecológica, empreendimento
verdes são algumas das denominações muito discutidas atualmente, todas elas
7Nota de Aula elaborada por Michelle Lemos F. de Sá, na disciplina “Dimensão Político-Social da Gestão
Ambiental”, do curso de Mestrado em Planejamento e Gestão Ambiental, ministrada pelo Prof. Dr. PhD. Genebaldo Freire Dias, em 23 ago 2010.
8Termo freqüentemente utilizado erroneamente em alternância com a expressão Sustainable Building. O termo
“green buildings” refere-se exclusivamente à dimensão ecológica (ou sustentabilidade ambiental) da construção sustentável, que é um conceito mais abrangente, que contempla ainda as dimensões social e econômica.
enfatizando a preocupação com as questões ambientais. Parecem ter sido inventadas há pouco tempo, contudo, muito do que constitui essas terminologias já vem sendo praticado desde os primórdios das civilizações.
A arquitetura sustentável concebe o projeto da edificação focada em minimizar os impactos à natureza e ao homem, em todo o seu ciclo de vida de uma construção, desde a sua concepção, construção, utilização, manutenção até o seu desmonte ou requalificação (retrofit), as necessidades presentes são consideradas e devem ser atendidas, porém, sem comprometer a possibilidade de futuras gerações satisfazerem as necessidades de seu tempo.
A construção sustentável se estabelece por meio da execução do que foi concebido no projeto, e da mesma forma, obedecendo aos princípios do desenvolvimento sustentável, aplicados a todo ao ciclo de vida do empreendimento que faz parte do ambiente construído: desde a extração e beneficiamento da matéria prima; a concepção do projeto arquitetônico; a construção da edificação; os usuários; as obras de infraestrutura; a relação da edificação com o ambiente externo; o tempo de vida útil (se depois desse tempo ela poderá servir para outros propósitos ou será demolida); dentre outros.
Segundo BUSSOLOTI (2008), a caracterização da sustentabilidade de uma construção vem do processo na qual esta foi projetada, executada e na somatória das técnicas usadas em relação ao entorno e lugar. Pensar em um edifício isolado não faz sentido quando tratamos de questões ambientais como a sustentabilidade dos espaços construídos pelo homem.
Portanto, para uma não ser considerada apenas como ecológica, uma construção precisa ir além, ser reconhecida como sustentável, e para tal é preciso avaliar o nível de conforto ambiental (térmico, acústico, luminoso e ergonômico) que ela oferece, a forma e demanda de energia e água que o seu uso acarreta, o impacto que ela provoca no entorno e o impacto que a sua construção e extração de seus materiais provoca. Por ser sistêmica, a construção para ser sustentável deve ser elaborada em um contexto: o externo é tão importante quanto o que ocorre nas dependências internas e, portanto, precisa interagir com o ser humano e com o meio em que está inserida.
Assim, de nada adiantará uma edificação cumprir todas as recomendações e determinações legais, técnicas, éticas e ambientais, se enclausurar-se em si mesma, não compartilhando das necessidades da sua vizinhança, não se relacionando com
o meio externo, desconsiderando as construções e comunidade da redondeza, desta forma, não estará sendo sustentável.
No Brasil, algumas tímidas experiências vêm sendo praticadas pelas empresas do setor da construção civil, o que demonstra que arquitetos, engenheiros e empresários estão atentando-se aos anseios e necessidades da sociedade e do planeta. Mas ainda muitos que, alienados, resistem às mudanças e acreditam que o assunto não passa de mais um modismo. Assim, a sustentabilidade fica a cada dia mais distante de suas prioridades, por não ser capaz de compreender que, muito além de uma moda, é uma necessidade e uma tendência que tende a progredir até o fim dos tempos.
Uma ação importante a ser considerada neste processo é o ato de tornar público a todos os interessados, os mecanismos, as informações e o know how já disponíveis. Tem que haver a disseminação desses conhecimentos a fim de incentivar a adesão de todos. Esta ação pode ser utilizada pelo marketing das construtoras como um diferencial, para atrair clientes interessados em edificações ecoeficientes. Porém, mais importante que isso é o comprometimento com as necessidades futuras do planeta, o entendimento de que a sustentabilidade é uma ferramenta indispensável à sobrevivência de qualquer empresa no planeta, que impossibilitará empresas poluentes, que degradam e exploram o meio-ambiente, que não aperfeiçoam os seus fluxos de produção e que não oferecem condições de trabalho justas, a continuar no mercado.
Outra ação importante que não pode ser esquecida, é o reconhecimento de ações louváveis e benéficas que muitos empreendimentos já vêm praticando, como o replantio de árvores nativas, a coleta seletiva de lixo e de óleo de soja, o reúso de água etc. Atitudes como essas devem ser reconhecidas, apoiadas e divulgadas cada vez mais, mas vale salientar que, por si só, como já vimos, não são suficientes para classificar um empreendimento como sustentável.
A produção de green buildings traz uma série de benefícios para a construtora, a sociedade e seus usuários, pois colabora para a preservação do meio-ambiente, a redução da poluição e a geração de gases de efeito estufa, favorecendo a manutenção da humanidade. A construtora ganha com o reconhecimento e a valorização da marca, com a diminuição dos custos operacionais, com a satisfação dos empregados etc. Os usuários têm a seu favor construções mais agradáveis em termos de conforto térmico, luminoso, acústico e
ergonômico, o que favorece a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida, além da valorização imobiliária, da maior autonomia dos serviços públicos e da economia obtida em termos de água e energia.