4. THEORY
4.5 S HIPPING C OSTS
Ressaltamos a "palavra literária" divulgada por meio de práticas de leitura e/ou de contação de histórias específicas a crianças de 4 a 5 anos de idade. Reconhecemos a importância tanto do ato de ler quanto do ato de contar, certamente nossas crianças precisam vivenciar essas duas práticas. Enfim, explanaremos nesta categoria, práticas com a palavra literária ocorridas na rotina
das crianças envolvidas em nossa pesquisa. Ao analisarmos as respostas das
ficam tão claras, por exemplo, afirmam saber a diferença entre ler e contar histórias, mas suas práticas nem sempre revelam o que dizem em seus discursos.
Quadro 20 – Diferença(s) entre o ato de ler e o ato de contar Questão: “Você vê diferença entre o ato de ler e o ato de contar histórias?
Comente".
Gérbera
Sim, nossa, e como. Ler é aquela coisa formal, você vai, lê, fica na frente do livro, não se expressa, né, assim, no caso de crianças dessa idade. Então, não é só leitura, é contar mesmo, é igual eu falei, é mudar de voz, é o som, é o jeito de contar, de, sabe... de gesticular... Igual eu, adoro gesticulá, adoro, vivenciá e transmiti isso pra eles, às vezes eu fico tão eufórica, que eu passo essa euforia pra eles. Quando eu vou contar “Nossa tia, ai.” (risos).
Begônia
Sim. O ler você mostra pra criança que você está lendo e se você tiver oportunidade deixe a criança manuseá o livro porque ele tem vontade de lê, porque a criança a partir do momento que ele vê você lê, ele qué manuseá o livro. E contá é muito bom porque também a criança é, sen... sente atraída por aquela história. Mas são diferentes.
Amora
Vejo, vejo. Você qué dizê eu passando pras criança, é isso? Tá, eu, eu, na bem da verdade, quando eu vô contá uma história, eu procuro lê um livro primeiro pra que eu entenda, né, eu leio o livro primeiro. Então, é importante lê? É importante também eu ler e depois eu passá pra eles, então pra mim é importante e, é diferente o fato de eu lê do fato de eu contá histórias, é diferente.
Framboesa
Oh, eu acho que o contar é tem mais emoção do que você ler. Quando você tá lendo, você até emprega uma emoção, né, mas quando você está contando, né, assim, você tá dramatizando, aí você muda mais a voz, né, você entona mais a voz, mais grave, você imita a vovozinha ou a criança, né, então eu gosto mais de contá, contá.
Se os sujeitos declararam que reconhecem a diferença entre os dois atos, por que em suas práticas, quando iam "ler uma história" diziam às crianças que hoje "contariam uma história"? Presenciamos as profissionais com o objeto-livro em mãos, é verdade que algumas vezes pularam palavras ou frases, nem sempre liam fidedignamente. É provável afirmar que por vezes leem e por vezes contam a história com o auxílio do livro, uma das técnicas de contação salientada por Coelho (1999) – simples narrativa com auxílio do livro, no entanto, não parecem ter o conceito consciente desta técnica. Ambas as professoras e a educadora Framboesa consideram que a contação de histórias abre mais espaço para as emoções.
Uma situação que gostaríamos de socializar é quanto a saber se as profissionais consideram a contação de histórias mais indicada às crianças pequenas do que as práticas de leitura, pelo fato de ainda não dominarem a leitura e a escrita convencional, por isso, indagamos:
Quadro 21 – Ato mais apropriado às crianças de Educação Infantil Questão: “Qual dos dois atos você considera mais apropriado para as crianças de
Educação Infantil? Por quê?"
Gérbera
O contar histórias, não ler. Assim, os dois são importantes. Não deixa, a leitura não deixa de sê importante, não é isto que estou falando, mas nessa fase, mesmo assim, pra prendê mais atenção, é a, é contar a história. Ainda mais nessa fase, esse ano que eu tenho umas crianças mais agitadas, né, não querendo rotular, mas assim se eu sentá na frente deles e começá só a ler, eu não vou consegui prendê a atenção, então já foi um resultado que eu já alcancei, esse ano, que assim, preciso sentá, igual eu falei, vivenciá a história, olha, não só ler, porque senão eu não consigo prender a atenção deles.
Begônia
Eu acho os dois atos muito importante. Pra mim, existe o momento da leitura... né, que tem que vê você lendo pra ele também senti prazer e o momento da contação de história. Só que pra mim, ler ainda é mais importante. Porque a criança vai senti interesse, né, a partir daquele momento ele sabe que você tá mexendo com letras né e ele vai senti interesse por aquilo.
Amora
É o contar a história deles. Porque eles, eles inventam, eles inventam a história caminha prum lado, eles já conta outra história, ele já muda, ele já entra num assunto da família dele que também lá já aconteceu, então, eu gosto dessa, desse bate-papo com eles assim, de eles contarem. Mais apropriado, né. Na bem da verdade, você acaba participando também da vida deles, às vezes num momento ali de leitura e, eles desabafam com a gente e conta que...
Framboesa
Oh, se vo..., é... Talvez seja lendo, se você vê que tem palavra difícil ali, você vai, lê a palavra difícil mesmo, porque tem que fazer parte do vocabulário deles, né? Se você trocá de palavra, se você tivé contando, você vai colocá palavras mais do cotidiano deles, se você tiver lendo, a palavra é difícil, né, uma palavra que talvez eles não conhece, mas você vai lê aquela palavra, você pode até pará para explicar, o que significou, mas você vai falá aquela palavra, então pru conhecimento deles, né, eu acredito que talvez lê seja melhor.
Para a nossa surpresa, a professora Begônia e a educadora Framboesa consideram o ato de ler mais importante, já a professora Gérbera e a educadora Amora consideram o contar histórias, com uma diferença essencial entre elas, Gérbera compreendeu que nos referíamos ao ato oferecido pelo adulto e na fala de Amora podemos perceber que se refere ao ato de contar histórias pelas próprias crianças, aliás, ela enfatiza a ação da criança de contar histórias reais, não narrativas fictícias, enfim, relatar suas próprias vivências. No entanto, nas observações percebemos que ela pouco permite que as crianças se manifestem.
Já mencionamos por vezes neste estudo que ambos os atos são apropriados para a criança pequena, não havendo supremacia de um sobre o outro. Segundo alguns autores, é importante a presença constante da Literatura Infantil nas instituições para crianças de 0 a 5 anos de idade, apresentadas de todas as formas:
leitura, releitura, contação, reconto, dramatização e mediação de livros, pois, todos estes atos constituem a educação literária para os pequenos.
Até poderíamos afirmar que com as crianças pequenas devemos apresentar a literatura partindo da contação à leitura de histórias infantis, mas não podemos afirmar que a contação seja preponderante na Educação Infantil, pois as crianças ainda não dominam a leitura e a escrita convencional. Reflitamos sobre a afirmação de Aguiar (2001, p. 135):
Tudo na vida ocorre em etapas. Por acaso o bebê não tem primeiro que engatinhar para depois andar? O mesmo bebê não tem primeiro que balbuciar para depois falar? No caso da leitura é a mesma coisa. Primeiro a criança tem que ouvir histórias e poemas para depois ler sozinha: seja em que série ela estiver, esse princípio é válido para despertar o gosto pela leitura. [...] Necessariamente, essas etapas não são rígidas e podem se manifestar em momentos diferentes na vida de cada um. O que importa é pensar que todo sujeito que se torna leitor passa por essas fases e volta a elas quando sente necessidade.
Em se tratando de práticas educativas com livros literários, é importante refletir sobre os espaços em que tais atividades acontecem, considerando que se faz necessário um ambiente convidativo para desempenhar o ato de ler e/ou contar histórias, vislumbrando que também o espaço pode mediar o gosto pela leitura, numa espécie de introdução ao mundo da palavra literária. Então, diante desses pressupostos teóricos durante a entrevista com as profissionais da Educação Infantil perguntamos:
Quadro 22 – Espaços para leitura e contação de histórias
Questão: “Em qual(is) espaço(s) da escola você desenvolve atividades de leitura e/ou contação de histórias?"
Gérbera Olha, sinceridade, a maioria é na sala de aula, mas também, uma vez ou outra eu levo ou no pátio, ou lá fora no parque, sabe?
Begônia Geralmente na sala de aula, mas às... às vezes acontece num pátio que nós temos na escola, pode sê o pátio... é do lado detrás ou assim no pátio que é o do refeitório.
Amora Nós temos a nossa brinquedoteca, um lugar calmo, tranquilo, e, né, e bem arejado, então ali a gente se reúne onde faz a nossa prática.
Framboesa Na brinquedoteca, na mesa, é, na mesa do pátio e lá no fundo. A gente conta muito lá no fundo.
Realmente, por meio das observações, constatamos que as professoras realizam as leituras em sala de aula e a hora do canto no pátio do refeitório, as
educadoras, geralmente na brinquedoteca e por vezes também no pátio do refeitório quando oferecem atividades em papel. Souza & Girotto (2014) explicam que o espaço é o "segundo mediador de leitura", por isso questionamos às profissionais que sentem falta de um espaço para as práticas de leitura e contação de histórias em sua instituição.
A educadora Amora considera que a brinquedoteca é um espaço físico excelente oferecido pela instituição, porém, para as demais, a brinquedoteca não substitui a sala de leitura ou a biblioteca escolar. O comentário da professora Begônia foi perspicaz, quando salientou que o espaço é o professor quem faz. De acordo com Coelho (1999) o mediador tem que prestar atenção na história, no ambiente em que as personagens vivem suas aventuras e a partir daí criar um espaço que facilite a compreensão dessa narrativa.
Também é tarefa do mediador preparar um ambiente acolhedor que pode ser mesmo em qualquer lugar. Muitas vezes a história dá dicas de onde ela quer ser contada, O sanduíche da Maricota, por exemplo, poderia ser uma história contada no pátio encenando, montando o sanduíche. As professoras uniram as duas turmas e chegaram a montar com as crianças os sanduíches, no entanto, não aproveitaram para contar a história de maneira lúdica, mas utilizaram como pretexto para mencionar a importância de se fazer uma alimentação saudável como o lanche natural que estavam preparando para degustar.
No entanto, não podemos centrar as atenções somente para essa questão, pois, mais uma vez a educadora Framboesa coloca a dificuldade de acesso ao acervo da escola dizendo que mesmo a instituição tendo os livros esses não são disponibilizados de maneira livre nem para as profissionais, e muito menos para as crianças. Embora, de modo contraditório, diante de outra questão ela mesma fez o seguinte comentário:
P: Sente falta de um espaço mais apropriado para as práticas de leitura e contação de histórias em sua escola? Comente.
F: Ah, eu sinto sim. Eu gostaria muito que a nossa escola é fosse, eu
não sei como chama o projeto Carochinha, né, que tem algumas escolas que elas fazem parte, né? Que tem o cantinho da leitura, né. Eu gostaria, que na nossa, que na nossa sala tivesse uma pratilera, não no baixo, também não gostaria que fosse no baixo, mais no alto, que a gente tivesse um domínio delas, que fosse nosso, pra gente podê, podê pegá mais, né. Eu, eu sinto falta sim, um espaço nosso. A gente, nós não temos esse espaço.
Framboesa se refere a um espaço em que os adultos possam ter livre acesso ao livro infantil, um lugar alto para que a criança não possa alcançar.
Para Souza & Girotto (2014, p. 3, grifo das autoras):
nesse espaço tudo deve ser provocador de leitura. Conforme as
crianças vão crescendo, o local vai mudando de configuração e outros objetos são inseridos neste contexto: as almofadas se transformam em pequenas poltronas, há cadeirinhas e também estantes baixas com rodinhas. Os livros estão sempre na altura das
crianças, à disposição e ao alcance de suas mãos.
Como três profissionais afirmaram que a instituição precisa de um espaço mais adequado para o desenvolvimento de práticas literárias, expomos abaixo outra indagação da entrevista:
Quadro 23 – Espaço ideal para práticas de leitura e contação aos pequeno Questão: “Como pensa que deva ser o espaço ideal para as práticas de leitura e
contação de histórias com crianças pequenas? Descreva-o. (Se a resposta da questão anterior for afirmativa)".
Gérbera
Ai, aquele tapete lindo (risos), colorido, aqueles livros tudo na pratilera. Os desenhos, os enfeites, aquele, aquele ambiente agradável, aconchegante, assim, aquele ambiente que você entra e sonha, imagina, se realiza, só de você entrá, você já imagina você num mundo mágico, um mundo da fantasia, dos sonhos.
Begônia
Espaço ideal é aquele que a gente faz com grande carinho, porque a criança, ele não precisa às vezes de um lugar maravilhoso, ele precisa de quem ajude, incentive ele a ler, né, porque como eu já tive uma experiência na vida com o meu próprio pai... então meu pai não tinha um lugar específico, eu só me lembro dele contando a história com a bacia de laranja na mão, né, e ali ele prendia a atenção, com o modo de chamá a gente... e não era só eu que participava das histórias , eram todas as crianças.
Amora
Você diz em questão de conforto? Eu, eu não gosto, por exemplo, de sentá tudo no chão e falá “É prá sentá aqui, é prá ficá ali”, então, se porventura, é pra lê, então vamo fazê assim, um deita, o outro prefere sentado, o outro encosta na parede qué ficá ali, então é, é um momento legal esse, então eu dexo eles bem à vontade. E nossa sala tem, tem o tatame, tem almofada, então eles ficam bem à vontade, né, é um local bem mais adaptado para saber o que ele qué.
Framboesa
Eu penso uma sala que tivesse é tapete ou aqueles quadrado de E.V.A., não sei muito bem o nome daquele material, com umas almofadas, aí eles sentariam ali e a gente contaria, né, com todos sentados, né? E a gente contaria pra eles.
A verdade é que não deveríamos ter feito esta pergunta à educadora Amora, pois, em sua resposta anterior ela afirmou que a brinquedoteca da escola é um espaço ideal, mas mesmo assim foi muito interessante ver como ela ressaltou a questão, Amora não apenas afirmou como mencionou a reação das crianças diante
de um espaço propício para ouvir histórias. No entanto, o que percebemos também é que alguns materiais, como tapete, almofadas, prateleiras baixas e coloridas não requerem muito recurso financeiro e a própria gestão da escola poderia providenciar. Mais uma vez fica evidente a falta de diálogo entre gestores, professores e educadores. E neste sentido, poderíamos inferir que a importância da leitura é algo que ronda somente as salas de aula e não os planejamentos e discussões ampliadas.
O relato da educadora Framboesa foi comovente:
P: Qual a sua opinião sobre o papel da biblioteca escolar ou sala de leitura na instituição de Educação Infantil?
F: Eu penso que deveria ter em todas as escolas uma biblioteca
assim com bastante livro, tanto pros professores como para os alunos, eles, é assim, bastante livro infantil, que aqui por exemplo tem livros, mais você tem que ficá pedindo pra coordenadora dar a chave, é, sempre que a gente, eu queria ter o espaço que você entrasse à vontade e pegasse o livro que você queria, né? Então você tem que pedir antes e tinha que tê esse espaço aberto pra você ir lá, apesar de ter uma bibliotecária, mais assim, ela dexá você entrar lá dentro. Por exemplo, lá na faculdade tem e a gente pode entrá e pegá, só que é marcado se você pegá um livro, né. Então lá na escola, lá na faculdade tem uma be..., uma biblioteca, muitos livros mesmo. Eu gosto da biblioteca de lá, mas aqui não tem, eu acho que todas escolas deveriam ter.
Esse relato expressa o que enfatizamos anteriormente, o pensar a leitura no espaço escolar tem que mobilizar toda a instituição. Desta maneira, consideramos que se cada um, com o seu cargo e/ou função, tiver coerência da importância de ler, todos poderão influenciar nas decisões que precisam ser tomadas.
As opiniões de teóricos se dividem quanto a propiciar ou não atividades após as práticas de leitura. Sobre o assunto, perguntamos aos sujeitos desta pesquisa:
Quadro 24 – Atividades pós leituras e contações
Questão: “Oferece atividades após as leituras e/ou contações? Com que frequência? Mencione algumas delas. (Se a resposta for afirmativa). Por quê? (Se a resposta for
negativa)".
Gérbera
Atividades relacionadas às histórias? Sim.
Então, com bastante fre..., é o que eu falei, uma coisa tá ligada a outra, né. Sim, pra eles trabalhá, né, você fala de acordo com a história, trabalhá, sim, é dexa eu pensá uma história que eu trabalhei, que já... já vô inserindo às outras áreas, trabalho todas as áreas, né, igual, dexa eu dar um exemplo. É do folclore, né, que foi a pouco tempo. Então eu trabalhei, ah, uma lenda que eu trabalhei, o Boitatá, né, que é da cobra, eu conto a história, fizemos o dedoche da cobra, aí depois eu passei pro papel na área de Matemática,
trabalhar os sete erros, né, mostra o desenho da cobra Boitatá, os sete erros, né, “Vamo contá quantos erros tem”, “Vamos escrever a palavra”. Então já, então eu vô trabalhando todas as áreas, né, aí a cobra, a cobra já entra em Natureza e Sociedade, os animais então, dentro da história eu vô abrangendo todas as outras áreas.
Begônia
É a maioria das vezes sim. Nem todos os momentos eu fiz, mas eu acho que a gente deve fazê.
Sempre que você lê pra criança, você pode dá oportunidade pra ele recontá a história ou pra desenhar a história ou pra ele contá apenas um pedaço da história, isso é muito importante.
Amora
Sim, depende o livro que eu conto eu peço pra eles desenharem no, no sulfite, né, o que eles entendeu, né, eu gosto muito de fazê isso.
Eu, eu tiro um dia só pra esse tipo de atividade, que é a contação de histórias. Eu gosto muito de histórias, depois nós fizemos, tem um nome que fala, quando você passa pro papel aquilo que você leu. Então, uma vez por semana a gente faz isso sim.
Sempre após as contações. Não, nem todas as contações de leitura, mais é o bate-papo mesmo a respeito do livro, mas quando é pra passá pro papel, é assim uma semana sim, uma semana não.
Framboesa
Eu, eu... a gente, é, é, é, faz atividade sim. Por exemplo, como, como eu disse, né, esses dias, né, que eu contei O grande urso esfomiado, né, aí depois a gente fez um piquinique, trabalhando as frutas, né, cores, é, é, dividi, né, né, não ser egoísta, né? É, é, a gente... é são vários, né? Agora é, eu não saberia falá porque fugiu de imediato, mas muitos, a gente é, é, faz perguntas pra eles, do que eles é, é intendero, o que eles querem colocá também, né? A gente dexa eles à vontade pra falá também.
Sempre que a gente conta histórias, né, tem aquele tempo depois, né? Não é conta uma história, depois conta uma história, conta uma história, não é assim, você conta uma história, você trabalha essa história com eles, né, por um tempo, né, assim por, por, por meia hora, né talvez, entendeu né? Toda vez que a gente conta uma história, tem esse tempo depois com eles, não só conto e guardô o livro e já mudô de atividade, a gente trabalha em seguida um pouco, com eles.
Cada uma respondeu de modo bem pessoal, mas de certa forma as profissionais dizem oferecer atividades após a leitura e/ou contações. Particularmente, no discurso de Gérbera é possível verificar o trabalho com a interdisciplinaridade dos eixos; já a professora Begônia se refere mais ao reconto e