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Herodias datter

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4. Analyse av tekster om barn i Markus

4.2 Jenter i Markus

4.2.2 Herodias datter

A equipa técnica do Centro de Alojamento Temporário de Tercena sinalizou as suas dificuldades diárias, ressaltando que é necessário um grande comprometimento da equipa em geral para que todas as demandas sejam atendidas.

Contudo, eles veem as dificuldades que passam, seja na captação de recursos ou na viabilização de um serviço, como desafios diários que precisam ser ultrapassados para que os objetivos propostos sejam alcançados da melhor forma. Foi ressaltada ainda a importância de firmar parcerias com algumas empresas, entidades e instituições, pois tais parceiros são imprescindíveis para a realização e viabilização do trabalho no centro, visando em primeiro lugar o bem estar físico e psicológico das crianças e adolescentes que lá residem.

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Os Apartamentos para Autonomia têm os seguintes objetivos: desinstitucionalização de jovens a viver em lar de acolhimento e a promoção da respectiva autonomia; Acolhimento de jovens sem enquadramento familiar adequado, perspectivando a sua vida independente, suportada em melhoria dos níveis de qualificação, actividade profissional e inclusão na comunidade.

28 6. CONCLUSÃO

Com este estudo que foi realizado no CATT pudemos conhecer um pouco mais sobre a realidade dos jovens que vivem nesse lar atualmente, bem como responder as indagações iniciais do trabalho.

As hipóteses que haviam sido levantadas inicialmente foram confirmadas em sua totalidade, mostrando que esse é um assunto que merece uma maior atenção e cuidado por parte das autoridades responsáveis por salvaguardar os direitos das crianças e adolescentes em Portugal.

Como foi possível observar e confirmar através de entrevistas e da análise documental, as crianças e adolescentes que vivem no CATT, em sua grande maioria, foram vítimas de maus tratos, físicos e/ou psicológicos, por parte dos pais e/ou outros membros da família. Ficou claro que o ambiente no CATT é mais adequado para as crianças e adolescentes e que estes possuem uma melhor qualidade de vida em relação às que tinham no seu núcleo familiar. Porém, este fato mencionado anteriormente acaba por ser uma grande contradição, pois mesmo sabendo que o CATT dispõe de um ambiente mais adequado para o seu crescimento e desenvolvimento, muitos dos jovens que vivem no centro sentem falta da vida no seu núcleo familiar e nutrem o desejo de retornar à sua família biológica. Em alguns casos eles almejam regressar à família porque mantêm a esperança de que os pais tenham mudado o comportamento ou se sentem na obrigação de ajuda-los numa possível mudança, numa reabilitação.

Um fato importante e que pôde ser confirmado através do estudo é que muitos dos adolescentes que vivem no CATT ainda passam por algum tipo de preconceito e/ou constrangimento nos ambientes que frequentam fora da instituição. Justamente por este motivo alguns desses adolescentes acabam por inventar histórias sobre a sua família e omitir onde realmente vivem. Vale lembrar que o preconceito que muitas destas crianças e jovens passam, começa desde cedo através dos requisitos preferenciais que eles precisam de ter para que serem adotados. Ainda hoje os candidatos a adotantes preferem crianças mais novas, brancas e saudáveis, fator este que acaba por eliminar as chances daqueles que não preenchem tais requisitos.

Contudo, percebe-se que as crianças e adolescentes que residem tanto no CATT, como em qualquer outra instituição ou lar, necessitam de que seja dada uma maior atenção às problemáticas que passam no seu dia-a-dia. Deve-se prestar uma maior atenção aos seus medos e receios principalmente no que diz respeito à elevação da sua autoestima e a construção da sua identidade, pois desta forma, tornar-se-iam adultos mais seguros e mais bem preparados para a vida em sociedade, com personalidades menos conflituosas e perfis identitários mais consistentes.

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I

APÊNDICE A – ENTREVISTA: INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE A INSTITUIÇÃO

1 – Como surgiram os CATs?

2 – Qual o ano de inauguração do CATT?

3 – Como é realizado o financiamento da instituição? 4 – Como são realizadas as doações?

5 – Como são realizadas as inscrições para o voluntariado? 6 – Como é realizado a inscrição para o programa família amiga? 7 – Quais são as principais atividades realizadas no CATT?

III

APÊNDICE B – INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE VIVEM NO CATT

1 – Sexo 2 – Idade 3 – Têm irmãos na instituição? 4 – Escolaridade 5 - Nacionalidade 6 – Tempo na instituição

7 – Principais motivos da institucionalização? 8 – Recebem visitas dos pais biológicos? 9 – Recebem visitas de outros parentes? 10 – Participam da família amiga?

V

APÊNDICE C – INFORMAÇÕES SOBRE O PAPEL DO EDUCADOR 1 – De que forma as crianças e adolescentes são encaminhadas ao CATT?

2 – Como é o acolhimento de crianças e adolescentes que foram vitimas de maus tratos pelos familiares?

3 – O acolhimento de crianças e adolescentes que são vitimas de abuso sexual é diferenciado dos demais casos?

4 – O acolhimento é diferenciado de acordo com a faixa etária?

5 – Quais as principais diferenças no perfil de crianças e adolescentes que são institucionalizadas?

6 – Como é trabalhada a autoestima das crianças e adolescentes que vivem no CATT? 7 – Há diferença de comportamento numa criança/adolescente que vive no CATT e participa do programa família amiga?

8 – Após a chegada à instituição há uma mudança de comportamento nessas crianças e adolescentes? Quais?

9 – Ocorrem mudanças no comportamento dos internos que vivem no CATT de acordo com o tempo que estão na casa? Mudanças relacionadas a expectativas de adoção, ou seja, se isso influencia na autoestima e no dia-a-dia dos mesmos.

10 – É percebido que os internos passam por constrangimentos/preconceito nos lugares que frequentam fora do CATT?

11 – De acordo com relatos dos internos, em comparação ao núcleo familiar que estavam inseridos, o ambiente na casa é superior ou inferior?

12 – Quais os principais problemas enfrentados pelos educadores sociais no desempenho da sua função na instituição?

13 – Como acontece a transição dos jovens que deixam o CATT por terem atingido a vida adulta?

14 – É realizado algum acompanhamento com os mesmos após a sua saída da instituição?

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