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3. Metode

3.2 Et hermeneutisk ståsted

dificuldades no manejo de professores em sala de aula e abordaremos algumas sugestões de intervenções no contexto educacional – tarefa essa difícil, porém imprescindível na prática daqueles que diariamente pedem auxílio e/ou capacitação.

1.0 TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO /HIPERATIVIDADE

O que é Hiperatividade?

Segundo a definição proposta pelo DSM-IV a característica essencial do transtorno de Déficit de Atenção (TODA)/ Hiperatividade é um padrão persistente de desatenção e ou hiperatividade, mais freqüente e severo do que aquele tipicamente observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento.

Critérios Diagnósticos para TDA/Hiperatividade A. Ou (1) ou (2)

(1) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistiram pelo menos seis meses, em grau mal- adaptado e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Desatenção:

(a) freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras; (b) com freqüência têm dificuldades de manter atenção em tarefas ou

atividades lúdicas;

(c) com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra; (d) com freqüência não seguem instruções e não termina seus deveres

escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções);

(e) com freqüência tem dificuldade de organizar tarefas e atividades; (f) com freqüência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em

atividades que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);

(g) com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;

(h) é facilmente distraído a estímulos alheios à tarefa;

(i) com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias.

(2) seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistiram pelo menos seis meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Hiperatividade:

(a) freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira; (b) freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras

(c) freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isso é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado às sensações subjetivas de inquietação);

(d) freqüentemente têm dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer;

(e) está freqüentemente “a mil” ou muitas vezes age como se estivesse “a todo vapor”;

(f) freqüentemente fala em demasia. Impulsividade:

(g) freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;

(h) com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez; (i) freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outro;

B. Alguns sintomas de hiperatividade – impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos sete anos de idade.

C. Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos.

D. Deve Ter claras evidências de prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia, ou outro Transtorno Psicótico e não são mais bem explicados por outro transtorno mental (por exemplo, Transtorno do Humor, Transtorno de Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou um Transtorno da Personalidade).

Qual a causa do TDA/Hiperatividade e prevalência?

Segundo Kaplan (1997) a maioria das crianças com TDAH não mostram evidências de amplas lesões estruturais ou doença no Sistema Nervoso Central. Por outro lado, a maioria das crianças com distúrbios neurológicos conhecidos causados por lesões cerebrais não exibem déficits de atenção ou hiperatividade. Os fatores contribuintes sugeridos para o TDAH incluem exposições tóxicas pré-natais, prematuridade e insulto mecânico pré-natal ao Sistema Nervoso Central fetal.

É importante salientar que além dessa visão médica, Kaplan menciona que existem fatores psico-sociais que estão envolvidos no TDAH, no caso crianças institucionalizadas freqüentemente mostram-se muito ativas e tem fraca atenção. Esses sinais resultam da privação emocional prolongada, e desaparecem quando os fatores de privação são removidos, como pela adoção ou colocação em um lar intermediário. Eventos psíquicos estressantes, uma perturbação no equilíbrio familiar e outros fatores indutores de ansiedade contribui para a iniciação ou perpetuação do TDAH. Os fatores predisponentes podem incluir o temperamento da criança, fatores genético-familiares e exigências da sociedade no sentido de adotar uma forma otimizada de comportamento e desempenho. Além disso, pode existir uma história de abuso ou negligência.

Segundo DSM-IV a prevalência do TDAH é estimada entre 3-5% entre as crianças de idade escolar. Existem poucos dados de prevalência na adolescência e idade adulta. Conforme Kaplan (1997) existe uma maior incidência em meninos do que em meninas, com uma proporção variando de 3 para 1 a 5 para 1. A condição mais comum é em meninos primogênitos. É importante salientar que os pais de crianças com TDAH apresentam uma incidência aumentada de hipercinesia, sociopatia, dependência de álcool e Transtorno Conversivo.

Estudos em andamento, investigam as implicações dos neurotransmissores do grupo das catecolaminas nesse transtorno, nos quais, o uso de medicamentos atuantes nestes sistemas, vem apresentando bons resultados.

Quando o problema pode ser identificado?

A criança severamente hiperativa pode ser conhecida durante os primeiros anos. Embora o início geralmente se dê aos três anos de idade, o diagnóstico, em geral, somente é feito quando a criança entra na escola primária.

Na realidade anteriormente é especialmente difícil estabelecer o diagnóstico em crianças com menos de quatro ou cinco anos, pelo fato de seu comportamento característico ser muito mais variado do que crianças mais velhas e incluir possivelmente aspectos similares aos sintomas do transtorno.

Além disso, em geral é difícil observar sintomas de desatenção em bebês e em crianças pré-escolares por que as crianças jovens tipicamente sofrem poucas exigências prolongadas; ao contrário de crianças em idade escolar, a situação de aprendizado normal exige padrões de comportamento estruturados, incluindo período de atenção e concentração adequadas ao desenvolvimento.

Assim, os professores têm maiores chances de serem os primeiros a identificar o problema durante a convivência diária com as crianças de uma mesma idade, o que favorece uma maior observação de suas condutas e padronização das mesmas. Com tal identificação, cabe a eles orientar a família a procurar um profissional especializado no diagnóstico e tratamento destas crianças.

Que problemas ou dificuldades a pessoa hiperativa enfrenta, assim como familiares e professores?

De maneira geral os problemas e/ou dificuldades encontradas pela pessoa hiperativa dependem muito da idade e do estágio evolutivo da mesma, no caso podem existir variáveis tanto de âmbito intrínseco do indivíduo como do ambiente mais amplo que podem dificultar ou facilitar o desenvolvimento da criança; por exemplo pode existir certa dificuldade dos pais no manejo do comportamento da criança e isto dependendo do caso, será um fator agravante do comportamento apresentado.

Podemos mencionar algumas características comuns em indivíduos hiperativos, citados por Kaplan (1997) e DSM-IV:

1. Desatenção em situações escolares, profissionais ou sociais (por exemplo, desatenção a detalhes que podem ocasionar erros por falta de cuidados nos trabalhos escolares e/ou outras tarefas);

2. Trabalho freqüentemente confuso e realizado sem meticulosidade e nem consideração adequada;

3. Dificuldade para manter a atenção em atividades ou tarefas lúdicas; 4. Dificuldade em persistir em tarefas atingindo seu término;

5. Freqüentemente não atendem a solicitações ou instruções; 6. Dificuldade em organizar tarefas e atividades;

7. Tarefas que exigem um esforço mental constante são vivenciadas como desagradáveis e acentuadamente aversivas;

8. Apresentam distração por estímulos irrelevantes; 9. Esquecem coisas nas atividades diárias;

10. Dificuldades na aquisição, retenção e demonstração dos conhecimentos;

11. Baixa tolerância à frustração; 12. Rejeição por seus pares;

13. Os relacionamentos familiares com freqüência se caracterizam por ressentimento e hostilidade, especialmente os pais acreditam que todo comportamento expresso pelo seu filho é voluntário;

14. Convém salientar que é raro o indivíduo apresentar o mesmo nível de disfunção em todos os contextos ou dentro do mesmo contexto em todos os momentos.

1. Como é que os pais ou professor “disciplina” uma criança