4 DISCUSSION
4.2 Hepatic transport and metabolism in HepaRG cells
Nesta última semana de intervenção, iniciámos como habitualmente fazemos, com um espaço dedicado à partilha do fim de semana que, para alguns alunos foi marcado por um passeio pela cidade de Leiria com a sua família, pois ficaram de pesquisar em casa um pouco da história de Leiria, e do que podemos encontrar nesta cidade que nos faz acreditar nesses factos.
Na área da Matemática trabalhámos o conteúdo da Numeração Romana pois na História encontramos, muitas vezes, este tipo de numeração nas placas informativas e nos livros, ou seja, na documentação histórica. Assim, e como no dia seguinte íamos visitar o castelo, achámos importante fazer referência a esta matéria, através de um PowerPoint onde falámos um pouco da origem desta numeração, quem a criou, e apresentámos também algumas fotografias onde ainda hoje podemos encontrar estes vestígios.
Enquanto explicava este conteúdo, e de forma a sintetizar a informação, fui registando no quadro esta numeração (de I a XX) para que os alunos fossem acompanhando melhor. Neste momento deparei me com uma dificuldade nesta representação, pois existem duas formas de registar, mas com a ajuda da professora cooperante, esta dificuldade foi superada e até considero que foi útil quer para mim quer para os alunos, pois até estes demonstraram essa mesma dúvida que ficou esclarecida para todos. Para consolidar esta matéria, realizámos o Jogo do Loto com a numeração romana que os alunos gostaram muito e até queriam repetir, algo que foi impossível pelo cumprimento de horários.
Seguidamente, distribui a cada aluno uma ficha de trabalho com a lenda da Princesa Zara, algumas perguntas de interpretação e um pouco de gramática para rever alguns conteúdos de Português. Neste sentido, procedemos à leitura do texto que tinha elaborado a partir do livro “Zara, a Princesa Moura”. Os alunos estavam muito curiosos para conhecer esta moura porque no início desta proposta disse-lhes que, no dia seguinte, a Princesa Zara nos ia receber no castelo. Deste modo, ficaram despertos para o que ia acontecer. Esta lenda trouxe-nos um pouco da história do castelo de Leiria, que serviu de introdução à visita a realizar no dia seguinte. Posteriormente, li as questões oralmente para orientar o trabalho dos alunos antecipando algumas dúvidas que pudessem surgir, e depois de trabalharmos o texto, os alunos, individualmente, responderam por escrito às questões apresentadas.
No período da tarde, e a partir da Lenda da Princesa Zara, os alunos foram desafiados a imaginar o que teria acontecido a esta moura e ao seu pai no dia que D. Afonso Henriques reconquistou o castelo. Apesar desta proposta estar a ser repetida pela terceira vez, é muito interessante perceber que esta continua a ser desenvolvida com o mesmo gosto ou até mais. Os alunos vivem estes momentos de Expressão Dramática com tanto empenho e satisfação que facilmente se distraírem e se esquecem que não podem fazer tanto barulho numa sala de aula. Depois das apresentações, tínhamos previsto um momento para visualizarem um filme sobre a visita ao castelo, mas já não foi possível apresentá-lo na sua totalidade porque com o entusiasmo, deixámo-nos alongar nas representações dramáticas.
No dia seguinte, assim que os alunos chegaram à sala, distribuímos os chapéus e falámos um pouco sobre o programa previsto para a visita de estudo, para que os alunos estivessem preparados para o que se ia suceder. Além disso, aproveitamos este momento para relembrar algumas regras de segurança e do comportamento que deveriam ter perante as pessoas que passavam por nós na rua ou por quem nos ia
35 receber. Deste modo, as crianças organizaram-se, a pares, numa fila, para partirmos com destino à Sé de Leiria e depois ao Castelo desta mesma cidade.
Até chegarmos a estes dois monumentos, fomos passando por outros igualmente importantes para a cidade de Leiria, aproveitando para falar um pouco deste locais e ler as informações disponíveis sobre estes monumentos. Neste contexto, falámos um pouco de uma ponte romana que existiu no lugar da atual Ponte d`El-Rei D. Dinis; da estátua do Pastor Peregrino umas das figuras representadas por Francisco Rodrigues Lobo; do Jardim Luís de Camões como homenagem da cidade para este grande poeta português; do Largo Paulo VI, que representa a passagem deste Papa por Leiria e, ainda, outros locais que se tornaram pontos de referência na história de Leiria.
No Castelo os alunos, logo perceberam que não estavam perante a princesa Zara “verdadeira” pois não estava caracterizada de acordo com as indicações do texto estudado, o que demonstra que os alunos fizeram aprendizagens significativas nesta área. Esta visita foi muito interessante e repleta de informações importantes que esta guia turística nos facultou. Eu mesma desconhecia muito dos factos ali existentes e, sem dúvida, que recomendarei esta visita a qualquer pessoa. Aqui também pudemos observar algumas exposições que nos mostravam as alterações na estrutura física do castelo ao longo dos tempos até ao presente, bem como as armas utilizadas em tempos de guerra e ainda alguns utensílios utilizados pelas pessoas que viviam dentro destas muralhas.
De regresso à escola, passámos pela Igreja de S. Pedro que, por sorte, estava de porta abertas e aqui fomos surpreendidos por uma senhora que ensaiava no órgão aqui presente e que com muita alegria nos dedicou uma pequena composição musical. Pelo caminho, passámos ainda pela Rua Direita que tem a particularidade de ser torta e de ser apelidada como direita por ir em direção à Sé. Passámos muito rapidamente pela Igreja da Misericórdia e também pela Praça Rodrigues Lobo que outrora se chamara Praça de S. Martinho que se dedicava ao comércio e onde existia a Igreja de S. Martinho que mais tarde destruíram. Estas duas paragens foram muito rápidas porque já estávamos na hora de almoço das crianças.
À tarde, visualizámos o filme sobre o castelo, que não tínhamos conseguido ver no dia anterior de modo a rever a visita realizada e para sintetizar os conteúdos estudados elaborámos um folheto informativo sobre os pontos de referência da nossa visita à cidade. Os alunos demonstraram-se empenhados em ambas as tarefas e, através da construção do folheto, pudemos verificar que estes apreenderam muita informação sobre a história da cidade e continuavam interessados e motivados.
De acordo com o Currículo Nacional do Ensino Básico (2007), podemos verificar o quão importante se podem tornar este tipo de propostas para os conhecimentos e aprendizagens dos alunos, pois, segundo as mesmas, “deve ser oferecida aos alunos a possibilidade de realizarem actividades investigativas que lhes permitam apropriarem-se dos processos científicos para construírem conceitos e ligações entre eles de forma a compreenderem os fenómenos e os acontecimentos observados e, deste modo, contribuírem para um melhor conhecimento, compreensão e domínio do mundo que os rodeia.”
Deste modo, compete ao professor “organizar e gerir o processo de ensino- aprendizagem de modo a promover o desenvolvimento de competências que integrem o saber, o saber-fazer e o saber-ser e, assim, assegurar e garantir a qualidade das aprendizagens de todos os alunos.”
36 É importante ainda salientar que foi a primeira visita de estudo que organizámos e que, neste sentido, aprendemos muito, quer nos contactos que fizemos, quer nos que a escola já tinha feito, mas que aprendemos que um dia mais teremos de fazer como acionar seguros e pedir autorização aos pais para a saída informando-os do programa e dos cuidados a ter como o calçado e o vestuário a usar.
No final deste dia, ficamos muito agradecidas por todas as experiências que este grupo de alunos nos proporcionou, pelo que aprendemos com eles e com as professoras que muito nos apoiaram na nossa prática pedagógica.
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Anexo 15 | Planificação de 31 de março de 2014 da Prática Pedagógica em contexto