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Henvisninger og tester

Em mais uma visita domiciliar, eu e mais dois técnicos chegamos a uma casa muito pobre nas margens do Rio Parnaíba. A visita foi solicitada por uma Equipe de Saúde da Família. Na casa, encontramos o usuário, um homem bem magro de 46 anos sentado em um sofá na sala a assistir tevê. Logo, um dos profissionais iniciou um processo de abordagem: “Bom dia! Tudo bem? Hoje é dia de tomar vacina! Vamos aproveitar logo que você parece bem disposto e já está na época de tomar vacina por causa do tempo de chuvas!” Enquanto isso, o outro trabalhador preparava ‘as vacinas’ com duas seringas com dois tipos

antipsicóticos e um antialérgico. Diante da proposta, o sujeito se nega a tomar ao argumentar que estava um pouco gripado e tinha certeza que aquela vacina poderia agravar o caso: “olha aqui a minha garganta, ela está um pouco inflamada” e ensaia uma tosse e se põe a pigarrear; e continua: “pessoal, não preciso de vacina agora, não, minha vacina é acerola”, informando que toma muito suco da fruta rica em vitamina c. Os profissionais insistem que ‘a vacina’ seria o melhor remédio. Diante de uma nova recusa, os trabalhadores se aproximam do sofá onde o sujeito estava sentado e tentam segurar os braços dele à força, um de cada lado; o homem reage ao desvencilhar ambos os braços de modo abrupto, levanta-se do sofá rapidamente e vai para outro cômodo da residência andando para trás sem se virar de costas para os técnicos e falando que a acerola seria o suficiente para a sua saúde. Diante do movimento, sou questionado: “Você se garante de segurar ele para a gente aplicar a medicação?” Como resposta, dou: “Não vai dar para fazer isso.” O técnico então argumenta: “Vou ver se o motorista que nos trouxe pode dar uma força aqui.” Receoso com a intervenção, o usuário resolve ir para o quintal enorme de sua casa saindo pela porta da cozinha, pelo menos 10x100 m deveriam ser as dimensões do quintal, e, ao fundo, havia uma pequena lagoa; no lugar também tinha mais de 15 cachorros, que, com a chegada do sujeito, deixou a situação repleta de latidos. Ao ver a angústia do usuário próximo à saída da cozinha, procuro estabelecer vínculo e questiono como ele está e o que está sentindo: “Estou bem. Só a garganta que dói um pouco, mas não preciso de vacina. Olha aqui como tem muita acerola no quintal. Esse pessoal quer vacinar e eu vou ficar pior porque a vacina piora a gente quando a gente está com gripe; eu vi isso na televisão.”

Com a movimentação na casa, surge o único familiar que reside com o usuário, seu pai, um senhor de mais de 80 anos que se encontrava dormindo. Os técnicos conversam com o familiar e expõem acerca da necessidade de seu filho ser medicado. Tal procedimento faz também com que se ponha também na tarefa de convencer o filho a ser ‘vacinado’: “Um pessoal bacana da saúde, que só te quer bem, vem aqui cuidar de você e você faz uma desfeita desta, rapaz! Isso aqui só vai fazer bem para ti! Vem logo!” Em seguida nos fala, em tom de resignação, sobre a falta de suporte que vem passando para lidar com o filho: “Muito ruim a gente no fim da vida ter de lutar com uma pessoa que, depois de velho, ‘virou o juízo’. Nunca que ia pensar isso. Ele trabalhava e tudo mais nas olarias aqui da região” O pedido do pai é engrossado pelos trabalhadores que vão se aproximando devagarinho do usuário com as seringas nas mãos e falando: “Vem, rapaz! Só vai fazer bem! Umbora logo! Anda, que a gente vai logo embora e te deixa em paz!” Situação que faz com que o usuário se afaste caminhando para trás com um sorriso de desconfiança no canto da boca. Nesse meio tempo, o

motorista entra na casa e se propõe a segurar o usuário para a aplicação dos medicamentos; aproxima-se do usuário e tenta segurar-lhe os braços para imobilizá-lo, chegando a puxá-los em sua direção; como resposta, o sujeito recolhe os braços subitamente e cerra os punhos e os ergue ameaçando desferir socos e iniciar uma luta corporal, fazendo com que os trabalhadores exclamem com o ex-oleiro: “Olha lá, rapaz! O que é isso, menino! Para que isso, moço?”. Este acontecimento faz com que o usuário se isole no fundo do quintal, ficando bem distante da casa, perto da lagoa ao fundo.

Em seguida, chega uma irmã do usuário que mora nas proximidades e se mostra preocupada com a situação instalada na casa do pai. Os técnicos se identificam e ouvem dos dois familiares os relatos acerca dos comportamentos apresentados pelo ente da família: “Ele passa a noite acordado, falando sozinho e, às vezes, caminhando sem parar do quintal para aqui para dentro de casa. Nas noites em que ele não dorme, papai não sossega, e ele já é idoso, daí a situação fica difícil.” Um dos trabalhadores pergunta: “Ele já chegou a ser agressivo com vocês?” Ao que recebe: “Um vez somente ficou aí com raiva gritando e nada mais.” Com esta última informação, este profissional olha para o outro técnico e para mim e diz num espaço reservado: “Não podemos deixar uma situação desta aqui. Temos de fazer alguma coisa. Ainda mais com um idoso na casa. Precisamos proteger o idoso porque o seu filho pode cometer um ato agressivo ou violento.” Então, esta última pega o celular e resolve chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar. Enquanto aguardamos a chegada dos dois dispositivos acionados, um dos trabalhadores informa que resolveu chamar os dois porque “não gosto de fazer visita domiciliar e não resolver o problema” e argumenta acerca dessa necessidade em função dos sinais relatados pela parentela e apresentados na própria visita domiciliar: “Vocês viram como ele apresentou sinais de agressividade quando a gente se aproximou e também quando o motorista foi segurá-lo! Juntando isso com o que os familiares falaram, não dá para a gente ir embora daqui sem resolver esta dificuldade que esta família está passando, pois parece um caso de esquizofrenia.”

A irmã descobre que a polícia foi acionada, não aprova o procedimento e questiona o porquê de se ter chegado a tal ponto. O profissional argumenta que a vinda da PM vai ser melhor para o irmão dela, pois “não é muito bom deixarmos que ele fique assim, inclusive em uma casa que tem um idoso; com uma doença dessas, mãezinha, a pessoa pode fazer coisas que nem se imagina, inclusive um homicídio. Qualquer coisa aqui pode se tornar uma arma.”

A espera pelos serviços começa a ficar longa e o profissional torna a fazer ligações telefônicas para confirmar a vinda dos mesmos e descobre que o SAMU não virá. A vinda de

uma viatura da PM foi confirmada pela central. Antes da chegada, o trabalhador nos sinaliza: “A polícia não vai fazer nada demais com ele. É só para intimidar. Pela minha experiência, quando ele se deparar com os policiais, ele vai ficar quieto e calmo e a gente vai poder aplicar a medicação.”

Passaram-se 50 minutos para a chegada de uma viatura da polícia com três policiais bem fortes fisicamente e armados. Àquela altura, já havíamos passado a metade da manhã naquela residência, o que inviabilizaria o cumprimento de uma programação de visitas agendadas para aquele dia. Quando os policiais desceram do carro, após questionarem o porquê da solicitação do aparato policial, presenciei uma cena onde o saber-poder da ciência se fez presente na apresentação do profissional aos militares, bem como a construção de um discurso marcado pela tutela para com o usuário e pela presunção de periculosidade: “Bom dia, sou profissional do CAPS da região e estou aqui tentando realizar meu trabalho com um senhor de 46 anos que é para o bem dele.” Nesse momento, tive a impressão de que os policiais estavam a receber ordens de outro militar com insígnias superiores às deles, pois os mesmos assumiram um tom mais passivo e condescendente com o discurso proferido pelo trabalhador: “Pedi a ajuda da polícia porque ele teve uma reação um pouco agressiva com a gente, que é comum no quadro de transtorno que ele apresenta. Preciso de vocês só para ele se sentir intimidado e ficar tranquilo para que a gente possa cumprir nosso trabalho e utilizar a medicação. Vocês só vão chegar lá e falar com ele. Vamos entrar porque ele está lá bem no fundo do quintal.” Os policiais prontamente se encaminharam para a tarefa sem fazer qualquer menção de objeção, seguiram as instruções dadas como se estivessem submetidos ao comando de uma conhecida máxima das instituições militares: missão dada é missão cumprida.

A presença dos militares chamou a atenção da vizinhança, que aportou nas proximidades para ver o que estava acontecendo naquela casa que parecia ser sempre tranquila, vários curiosos chegaram bem perto, inclusive mais três familiares, o cunhado, a sobrinha e a filha criança desta.

Ao entrar na casa juntamente com os policiais, senti-me transportado para o início do século XX. O espaço existencial vivido naquele momento me fez lembrar das práticas das Campanhas Sanitárias de Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz e Carlos Chagas, acompanhados de suas Polícias Sanitárias a invadir domicílios, pautados muitas vezes por dispositivos jurídicos, para dar vazão ao processo de higienização do lares brasileiros, principalmente os pobres. Ao chegar no quintal, os agentes de polícia cumprimentaram o usuário e lhe pediram a compreensão para os trabalhadores realizarem seu ofício. Aquele homem franzino ficou inerte

com a abordagem dos policiais e a discrepância de tamanho em relação ao militares compunha um quadro difícil de ver. Um de cada lado do sujeito e um na frente. Os dois técnicos se apressaram: “Vamos logo! Pega lá as injeções!” Pude acompanhar que o sujeito, estático e com um ‘sorriso sem graça’ no rosto, tomou três injeções, duas de antipsicóticos e outra com antialérgico. Segundo um dos técnicos, um dos antipsicóticos “terá um efeito imediato e provocará sonolência”, deixando-o “mais calmo”, o outro é conhecido como antipsicótico de depósito, cujo efeito durará um mês e, geralmente, é utilizado quando a pessoa se recusa a fazer uso da medicação via oral. O policial que estava de frente para o usuário percebeu que o mesmo se encontrava com a mão direita fechada e perguntou o que ele carregava nela enquanto segurava no fino antebraço do sujeito: era um pequeno graveto que parecia bem rígido e que foi entregue com docilidade; tal evento fez com que um dos técnicos argumentasse que o mesmo já teria se ‘armado’ e que era um sinal comum do transtorno mental do qual o sujeito padecia. Durante a ação policial, o mesmo trabalhador teve a ideia de filmá-la para utilizar a produção em capacitações futuras ou ações de matriciamento em saúde mental.

Logo após a aplicação dos fármacos, o usuário foi realmente ficando sonolento e procurou uma cadeira para se sentar ao fundo do quintal; os policiais foram parabenizados e partiram dizendo que estão sempre às ordens. Na cozinha, para a irmã, os dois técnicos deram várias cartelas de antipsicóticos e de antialérgicos, acompanhadas de algumas orientações acerca da administração dos mesmos para com o ex-oleiro, indicando quais os horários deveriam ser dados os compridos da “cor vermelha” e os da “cor amarela” e que “caso ele não queira tomar, a senhora pode colocar em um suco, já que ele gosta de suco de acerola.” Em nenhum momento, os familiares foram orientados acerca da indicação dos medicamentos. Ao nos despedirmos, um dos trabalhadores entregou um papel com o endereço do CAPS escrito à mão.

A cena ali me levou a refletir acerca de como ninguém percebeu ou se questionou sobre os eventos violentos que ali sucederam: Policiais que entram em domicílio sem autorização judicial; a violência psicológica de constrangimento ao qual o sujeito foi submetido ao se deparar com os PMs. Invasões de diversas ordens, inclusive do corpo.

Nos dias que se seguiram, eu sempre perguntava para um dos técnicos que acompanhei na visita se se tinha alguma notícia deste usuário ou se alguma nova visita havia sido marcada para se checar como estava a situação dele. Nenhuma outra prática de cuidado foi articulada a posteriori além do uso dos psicofármacos, seja conhecer seu contexto e condições de possibilidade econômico-material ou atividades de acolhimento e escuta com o

usuário ou com sua família para aproximação de sua história de vida e de seus processos subjetivos (BARBOSA, 2014).

Passados 27 dias da intervenção em sua residência, o ex-oleiro aporta ao CAPS acompanhado de sua irmã e de sua sobrinha. O uso da medicação tal qual como foi orientado fez com que o usuário chegasse ao CAPS apresentando um enrijecimento muito forte de seus músculos, caminhava com muita dificuldade e com a coluna bastante curvada, de modo que ele não conseguia estender as pernas, a coluna e os braços. Segundo um dos profissionais que estava na visita, ele tinha ficado naquele estado em função da combinação de dois antipsicóticos que foram deixados na residência naquele dia. Este mesmo profissional acolheu a família em uma das salas nas dependências do serviço e procurou estabelecer um diálogo com as duas familiares e o usuário, e começou lançando umas perguntas para este: “Que dia é hoje? Você Sabe?” De pronto, vem a resposta: “Hoje é terça-feira.” Em seguida, a técnica questiona à irmã: “Como ele esteve esses dias?” E a parente responde: “Ele diminuiu mais ficar falando sozinho. Mas continuou andando do quintal para dentro de casa. Aí, de antes de ontem para cá, ele foi apresentando isso que vocês estão vendo, ele foi ficando todo duro assim como ele está.” O sujeito demonstra uma certa inquietação em ficar sentado e o técnico, com minha ajuda ao segurar a mão dele para o apoiar, decidiu colocá-lo para se deitar em colchonete no amplo alpendre que cobria uma varanda no serviço, local onde muitos usuários costumam se deitar quando estão no CAPS, principalmente após ao almoço. A trabalhadora percebe que o colchonete escolhido está sujo, com muita poeira o recobrindo, e me pede para eu ficar com o usuário enquanto ele se dirige a uma sala para pegar um recipiente com álcool em gel e uma flanela para fazer a limpeza do pequeno colchão; ela se agacha com certo esforço e o limpa com esmero e, depois, procuramos auxiliar o usuário a se deitar também com uma boa dose de esforço físico para acomodá-lo. Após questionar como o usuário está se sentindo naquele local e obter a resposta de que o mesmo está bem acomodado e descansando no colchonete, o trabalhador entra nas dependências e retorna em companhia de outro trabalhador que lhe aplica uma injeção munida de uma ampola de antialérgico. Todo o processo de acomodação do sujeito no colchonete foi acompanhado de perto pelas duas familiares que, ao verem a dificuldade do sujeito para se locomover e se agachar para alcançar o local onde se deitaria, não seguraram as lágrimas que corriam lentamente em suas faces, carregando a experiência de afetos tristes. No exato momento em que o pranto surge, o outro profissional que estava presente no dia da visita vai passando pela varanda e percebe o quadro de tristeza e se põe rapidamente na tarefa de tentar confortar a irmã: “Tenha calma, mãezinha. O que está acontecendo é apenas uma reação normal, uma reação natural do tratamento. Isso é

comum acontecer em quem usa estes remédios. Já, já, ele vai melhorar e ficar bom de novo.” E se retira logo em seguida.

O técnico aconselha para as familiares que o usuário permaneça 3 dias pernoitando no CAPS III da cidade enquanto os sintomas da rigidez muscular não são dirimidos. Nesses três dias, o usuário era encaminhado para o serviço em questão ao fim da tarde e permanecia no CAPS durante o período diurno. Nesse período, encontrei-me com o sujeito e sua irmã, questionei-os acerca do que fez com que eles procurassem a instituição e sua irmã responde: “Ele estava andando ainda do quintal para dentro de casa o tempo todo, só entrando e saindo. Aí, ele foi ficando assim, todo duro, sem se mexer direito e caminhando todo duro; aí, resolvi trazer para cá.” Questiono também sobre o acharam da visita realizada na casa o usuário e este mesmo explana em tom de lamentação: “Acho que não precisava da polícia. Polícia foi feita para bandido. Não foi feita para homem de bem, né?! Meu pai e minha mãe me criaram para ser um homem de bem. O que ficou foi um constrangimento muito grande!”

Todos os eventos que envolveram a abordagem com este usuário compuseram um dos quadros que mais me marcou em toda a cartografia, não só pela violência agenciada e de caráter invasivo, mas também pela forma como os profissionais se apresentaram em todo o processo, marcada pela naturalidade, como se eventos daquela natureza fossem comuns no cotidiano de trabalho.

Um dos primeiros pontos a me afetar foi o fato dos profissionais chegarem com um enredo ficcional para convencer o usuário a ser medicado com uma injeção. A partir de uma inverdade, o esforço da equipe naquela tarefa consistia unicamente fazer com que o usuário fosse medicado, perfazendo também, mais uma vez, a trilha da medicalização. O enredo criado indica as formas como os loucos são compreendidos, como incapazes de fazerem escolhas, de avaliarem suas reais situações, enfim, de ter sua voz validada (FOUCAULT, 2006).

Logo em seguida, a violência física agenciada pelos próprios profissionais na tentativa de, um de cada lado, segurarem os braços do usuário à força para o medicar também me surpreendeu. Tal procedimento fez com que o usuário ficasse desconfiado e não estabelecesse vínculo com a equipe, afastando-se mais ainda dos técnicos. Lembro que um dos técnicos mencionou que o fato dele ter ficado irritadiço com os profissionais era um sinal de sua doença, o da agressividade; fiquei a me perguntar que pessoa não ficaria em um estado emocional diferente do lhe é comum quando alguém por acaso viesse a tentar lhe segurar os braços.

Além disso, práticas tutelares e discursos embasados no saber-poder médico e na naturalização periculosidade e loucura foram agenciados para explicar para os familiares da necessidade da vinda do aparato policial; pôde-se conferir também o poder psiquiátrico na resignação e obediência dos policiais e em todo o processo invasivo do domicílio (FOUCAULT, 1995; FOUCAULT; 2006; FOUCAULT, 2009a).

A chegada e ação dos policiais também se delinearam como uma forma de violência. Policiais invadiram uma casa, provocando um desconforto perante os vizinhos e se colocaram em posição de uma possível violência física a ser perpetrada, que fez com que o usuário ficasse imóvel, pronto para a invasão não só de seu domicílio, mas também de seu corpo (FOUCAULT, 2009b).

Na realidade, em toda a estada na casa do usuário, a sua condição de sujeito, com desejos, potências e história, foi elidida, bem como seus direitos também esmaecidos. Sujeito transformado em objeto passível de intervenções sustentadas no jogo de qualificação do que é verdadeiro e falso (FOUCAULT, 2007; FOUCAULT, 2009a).