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Hensynene og prinsippene bak objektiv kumulasjon som tolkningsfaktor

5. Det aktuelle krav må være regulert av voldgiftsavtalen

5.3 Innskrenkende tolkning av voldgiftsavtaler

5.3.2 Hensynene og prinsippene bak objektiv kumulasjon som tolkningsfaktor

Segundo Pisano (1991), a biotecnologia pode ser definida como “a body of knowledge and techiniques for using live organisms in a particular productive process” (ibidi., p. 238). Sua base teórica engloba a junção de áreas do conhecimento como a biologia, química, medicina e ciência da computação e possui aplicações para a saúde, a agricultura e diversas outras áreas industriais. A origem da indústria de biotecnologia coincide com a fundação da empresa Genentech em 1976 por Herbert Boyer, um cientista, e Robert Swanson, um venture capitalist, que viram na inovadora técnica de DNA recombinante (rDNA)8, descoberta por Boyer e outras cientistas, uma grande

oportunidade de negócio (McKELVEY et al, 2004).

Além da técnica de rDNA, para a produção de proteínas, outras duas novas tecnologias, a hibridização, para a produção de anticorpo monoclonal (MAb), e química combinatória, para a obtenção de uma grande quantidade de substâncias, ajudaram a formar a base do “novo regime tecnológico” por trás da recém criada indústria de biotecnologia. Assim como a Genentech, várias empresas foram criadas para capturar os valores gerados por essas tecnologias e, principalmente, para gerar mais ciência. Sendo assim, diferentemente do que aconteceu na formação da indústria de semicondutores, no qual a ciência foi apenas uma “ferramenta” para criar novos produtos e serviços, na formação da indústria de biotecnologia a ciência se confundiu com o próprio negócio.

8 A técnica de DNA recombinante consiste na junção de DNA proveniente de diferentes fontes. O objetivo é conseguir

produzir proteínas para fins terapêuticos como, por exemplo, a insulina humana a partir de células geneticamente modificadas.

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Essa forte dependência da ciência é observada na conexão estabelecida entre as novas empresas especializadas em biotecnologia (também denominadas Novas Empresas de Biotecnologia – NEBs) e as universidades. Várias NEBs foram co-fundadas por cientistas ligados à alguma universidade em parceria com indivíduos com habilidades gerenciais ou intermediários financeiros como as organizações de VC. Por isso, McKelvey et al (2004) afirmam que “[t]he ‘function’ of this type of NBF [Nova Empresa de Biotecnologia] has been to mobilize [via a formação de spin-

offs ou o licenciamento de tecnologias] the fundamental knowledge created in universities and to

transform it into potentially commercially useful techniques and products” (ibidi., p. 92).

Segundo Malerba e Orsenigo (1993), o alto grau de novidade e o propósito generalizado do conhecimento que deu origem à indústria de biotecnologia possibilitaram a alta taxa de entrada das NEBs nos anos iniciais da indústria. Em geral, as NEBs apresentavam alta habilidade técnica, mas possuíam pouca ou nenhuma experiência em relação a alguns aspectos críticos do processo de inovação como, por exemplo, a capacidade manufatureira e o conhecimento sobre os procedimentos necessários para testar e levar ao mercado os novos produtos (ibidi., 54). Nessa direção, Pisano (2006, p. 85) afirma que a primeira geração de NEBs eram “empresas virtuais”, sem nenhum tipo de ativo físico e com poucos empregados.

De acordo com Pisano (1991), entre 1976 e 1981, as NEBs dominaram as atividades de P&D da indústria de biotecnologia. Nesse período, poucas empresas estabelecidas (a citar Monsanto, DuPont, e Eli Lilly) desenvolveram programas internos de P&D em biotecnologia. A grande maioria das empresas farmacêuticas e químicas começou os seus programas a partir de 1981. Isso significa que apesar de as grandes empresas estabelecidas possuírem as estruturas necessárias para testar, produzir e comercializar novos produtos, nos anos iniciais da indústria de biotecnologia as NEBs dominaram o cenário (MALERBA; ORSENIGO, 1993).

A pesquisa de Pisano (2006) aponta que a primeira geração de NEBs se posicionou no mercado como empresas especializadas em fornecer serviços de P&D. Uma das razões para a adoção desse modelo de negócio está ligada às barreiras de entrada da indústria farmacêutica. Estima-se que em meados da década de 1970 uma nova empresa interessada em desenvolver um novo medicamento

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precisaria investir algo em torno de US$ 1,7 bilhões9 ao longo de 10 a 12 anos (ibidi., p. 85).

Naquele período, não havia nenhuma fonte externa de capital disposta a financiar os investimentos de longo prazo e altamente custosos para que as NEBs entrassem no setor farmacêutico. Isso inclui as organizações de VC norte-americanas que, ao longo das décadas de 1960-70, preferiram prover capital e assistência para as empresas do setor de eletrônica (ibidi. 85).

A grande inovação no modelo de negócio da primeira geração de NEBs veio com a aliança estratégica estabelecida entre a Genentech (que dominava as técnicas de rDNA) e a gigante farmacêutica Eli Lilly (que possuía o capital e a infraestrutura manufatureira). Essa aliança possibilitou à Genentech se capitalizar para financiar o desenvolvimento de seu programa de insulina de DNA recombinante. Em contrapartida pelo financiamento, a Eli Lilly teve o direito de produzir e comercializar a insulina desenvolvida pela Genentech (PISANO, 2006, p. 86). Esse modelo de integração vertical foi rapidamente difundido no mercado. A partir de então, grande parte dos investimentos em P&D realizados pelas grandes empresas estabelecidas no setor tem sido canalizado para contratos com empresas especializadas em P&D, aquisição de parte das ações da NEBs e joint venture. Segundo Pisano (1991), “[v]irtually every NBF [nova empresa de biotecnologia], including those that had attracted major venture capital investments, formed relationships with one or more larger corporate enterprises” (ibidi., p. 239).

Além das alianças estratégicas, Pisano (2006, p. 87) afirma que o sucesso da oferta pública das ações da Genentech em 1981 mudou o contexto no qual as empresas de biotecnologia operam. Nas palavras de Pisano,

Genentech’s IPO [oferta pública de ações] demonstrated that a firm without product revenues could raise money in public equity markets, which opened a whole new source of capital and made it possible, from a financial point of view, to contemplate vertical integration. The apparent availability of large amounts of capital from public equity markets meant that collaboration was no longer the only route to entry (ibidi, p. 88).

Certamente, a liquidez e as recompensas do mercado público de ações funcionaram como um grande atrativo para a criação de novas empresas e aumentaram o interesse de outras fontes de financiamento à inovação. Essa característica é percebida no aumento dos investimentos da

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indústria de VC nas empresas de biotecnologia a partir da década de 1980. De acordo com os dados da National Venture Capital Association (NVCA), os investimentos das organizações de VC no setor de biotecnologia passaram de US$ 136 milhões, em 1985, para cerca de US$ 4 bilhões, em 2012.10

Por fim, Pisano (1990) afirma que a indústria de biotecnologia continua sendo moldada pela experimentação, adaptação e inovação. O crescente investimento do tipo corporate venture capital (CVC) em biotecnologia é uma sinalização de que as grandes empresas farmacêuticas têm buscado suprir a demanda de suas áreas de pesquisa comprando participação em novas empresas. Em 2012, a indústria de biotecnologia foi o segundo setor a receber mais investimentos do CVC, representando 20% (ou US$ 4,2 bilhões) do total investido11. Nesse cenário, a janela de oportunidade para explorar novas tecnologia continua aberta e, consequentemente, atraindo uma nova geração de NEBs. Por sua vez, as grandes empresas estabelecidas interessadas em se apropriar dos valores gerados pelas novas oportunidades continuam desenvolvendo modelos de parcerias com as novas empresas. Assim como observa Malerba (2005), essas características sugerem que o setor de biotecnologia pode ser caracterizado como um regime empreendedor no qual se sobressai o padrão Schumpeter Mark I.