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4 Arealbruk og tiltak i planområdet

4.8 Hensyn til skogsdrift

O projeto foi elaborado com a colaboração de professores, alunos e funcionários através de seminários, encontros e grupos de trabalho, alguns dos quais concretizados junto de outros cursos de Engenharia do CT, entre os anos de 2003 e 2004.

Antes da atual reforma curricular, o curso tinha já passado por outras duas reformas, uma em 1977, para dar cumprimento à Resolução 48/76 do CFE, que estabeleceu os Currículos Mínimos para os cursos de Engenharia; outra em 1992, resultante do desejo, de docentes e alunos, de adequar o curso às exigências tecnológicas e de atualizar os conteúdos e as metodologias de ensino.

A concepção do projeto fundamentou-se nas DCNs para os cursos de Engenharia, no documento “Princípios Norteadores para os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Graduação em Engenharia” do CT e no diagnóstico das condições existentes. Este diagnóstico resultou de uma decisão tomada em conjunto com os restantes cursos de Engenharia, tendo sido realizado concomitantemente em todos os cursos. Tal como nos

demais cursos, foi evidente a necessidade de ampliar e atualizar o acervo bibliográfico, de alargar os espaços de estudo para os alunos e de aprofundar as discussões sobre PPP.

O projeto teve como princípios norteadores:

- A manutenção da vocação histórica da Universidade, a liberdade de pensamento e a geração de novos conhecimentos que lhes são característicos, reafirmando sua identidade como instituição formadora/produtora de conhecimentos e desencadeadora de desenvolvimento social;

- A garantia de ensino que contemple a diversidade do conhecimento e que, simultaneamente, forme profissionais com competência em áreas específicas, capazes de incorporar valores que propiciem o pleno exercício profissional; - A adoção de práticas pedagógicas que privilegiem a evolução dos conhecimentos produzidos que mudam numa velocidade sem precedentes na sociedade contemporânea.

(UFC, 2004b: 7).

Apesar da definição destes princípios e da referência à necessidade de assimilação crítica das transformações sociais, políticas, econômicas e culturais sofridas pela sociedade, não foi apresentada nenhuma análise reflexiva mais detida e aprofundada sobre essas transformações, nem sobre o que elas implicam em termos de formação do engenheiro. Apenas se refere que os cursos de graduação em Engenharia deverão atender aos anseios de formação de engenheiros para o século XXI, sem no entanto, discutir quais são esses anseios.

Do mesmo modo, o texto do projeto enaltece a importância da interdisciplinaridade, isto é, da abordagem interdisciplinar dos conteúdos, como metodologia, sem no entanto, aprofundar essa questão e sem apresentar propostas de ação nesse sentido, o que nos permite intuir que isso se limitará mais ao nível das intenções.

O perfil de profissional apresentado é uma transcrição integral do que é veiculado pelas DCNs. A transcrição do que é proposto nesses normativos repete-se em relação às competências e habilidades, bem como à caracterização do núcleo de conteúdos específicos. Também encontramos ao longo do documento algumas frases que procuram destacar e garantir a fidelidade do projeto às orientações das DCNs. Novamente, tal como verificamos no PPP de Engenharia Civil, também neste caso existem evidências de reprodução normativa, no sentido referido por Lima (2001).

Falando, ainda em transcrições, encontramos reproduções de trechos do PPP de Engenharia Civil, nomeadamente na parte referente ao diagnóstico dos cursos do CT e na especificação dos objetivos dos diversos tipos de conteúdos do curso: conteúdos básicos, profissionalizantes e específicos.

Todavia, de forma distinta do PPP de Engenharia Civil, o PPP de Engenharia Elétrica refere as atividades profissionais a concretizar e o campo de atuação do Engenheiro Eletricista. Porém, não é feita qualquer reflexão acerca dessa atuação, em termos de postura ético-profissional e das consequências ou impactos das atividades do engenheiro no meio social e ambiental. São apenas listadas atividades possíveis de concretizar e os respectivos campos profissionais.

O curso possui uma carga horária total de 3.600 horas, das quais: 1.456 horas, ou seja, 40,4% da carga horária total, são reservadas aos conteúdos básicos, 10,4% a mais do que o recomendado pelas DCNs; 1.280 horas são destinadas aos conteúdos profissionalizantes, perfazendo 35,6% da carga horária total, 20,6% a mais que o estipulado pelas DCNs para esse grupo de conteúdos; e 460 horas são atribuídas aos conteúdos específicos.

De acordo com as DCNs, o núcleo de conteúdos básicos deve abranger as ciências básicas que fazem parte da formação do engenheiro (Física, Química, Matemática, entre outras), bem como outras áreas consideradas fundamentais (Administração, Metodologia Científica, Informática, Humanidades, etc.). Por sua vez, o núcleo de conteúdos profissionalizantes, diz respeito aos conteúdos próprios da Engenharia. Tal como no curso de Engenharia Civil, o curso de Engenharia Elétrica optou por uma intensa carga horária obrigatória, precisamente 76% da carga horária total do curso, quando conforme já mencionamos ao comentarmos este aspecto no PPP descrito anteriormete, as DCNs ressaltam a necessidade de redução de permanência na de sala de aula. No quadro seguinte (Quadro III), apresentamos a organização curricular e a carga horária do curso, em termos de disciplinas obrigatórias e optativas e outras atividades:

Quadro III – Organização curricular e carga horária do curso de Engenharia Elétrica

Disciplinas obrigatórias 2.960 h – entre as quais estão o Estágio (160 h) e o TCC (64 h), este último dividido em duas disciplinas: Projeto de Graduação I

(32 h) e

Projeto de Graduação II (32 h).

Disciplinas optativas 460 h

Atividades complementares 180 h Carga horária total do curso 3600 h

Para dar conta dos conteúdos relativos às Humanidades, Ciências Sociais e Cidadania está prevista apenas a disciplina de “Ciências, Tecnologia e Sociedade”, uma disciplina obrigatória do 7º semestre, com uma carga horária de 32 horas. Para contemplar a parte referente à Comunicação e Expressão, bem como a Metodologia Científica, está prevista a disciplina de “Introdução à Engenharia”, ofertada no 1º e 2º semestres, totalizando 64 horas. Consultamos os tópicos programáticos das referidas disciplinas e constatamos que, abarcam os conteúdos mencionados, embora lhe seja atribuído pouco tempo para abordar os aspectos sociais, ambientais, político e econômicos envolvidos na atuação do engenheiro, para

construir uma visão de mundo, de homem e de sociedade, e para a aprendizagem das etapas de uma pesquisa científica.

Importa destacar, como aspecto positivo do projeto, a antecipação de parte dos conteúdos profissionalizantes para o início do curso, pois é algo que efetivamente pode contribuir para manter o interesse do estudante pelo curso, ao mostrar desde o início, algumas matérias específicas da atuação do engenheiro. Nesse sentido, o currículo envolve disciplinas profissionalizantes a partir do 3º semestre.

As disciplinas de Estágio e TCC estão alocadas na parte final do curso, a primeira no 9ºsemestre e a segunda nos 9º e 10º semestres. Ambas consistem em atividades de síntese e integração do conhecimento, seguindo uma orientação das DCNs.

Para as atividades complementares destinadas a consolidar saberes, atividades de livre-escolha dos estudantes, é destinado 5% da carga horária total do curso.