Alenem~drene og vendepunkt med hensyn til l~nns- og omsorgsameid
4.2 Hendelser der valgene er definert som selvsagte
Deste ponto em diante analisei o currículo lattes dos pesquisadores com bolsa produtividade da modalidade sênior da área de educação. Os dados coletados no portal de busca do CNPq em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do?metodo=apresentar, subsidiaram a composição de análises e inferências sobre as produções escritas desses
profissionais que pela política da instituição alcançaram o nível mais elevado dentre o nível e categoria dos pesquisadores que pleiteiam bolsa produtividade.
A lista de pesquisadores apresentado no portal do CNPq: http://www.CNPq.br/web/guest/pesquisador-senior, apresenta uma lista com 75 pesquisadores que até 2015 estão classificados como bolsistas dessa modalidade. Trata-se de uma lista volátil, pois, desde que a bolsa produtividade sênior foi criada em 2005, vários pesquisadores foram classificados como sêniores. No entanto, devido a vigência da bolsa, pois, embora seja um título que especifique o grau de produtividade do profissional, sênior é uma condição em que o sujeito é colocado pelo CNPq devido seu trabalho incidir em uma atividade específica que contará com um auxílio limitado a um recurso financeiro e a um tempo específico de duração.
Destaque-se que dentre os primeiros pesquisadores a pleitearem bolsa produtividade sênior, depois do período de vigência da bolsa, nenhum voltou a ser classificado como tal, muito embora seu currículo de nível A ou B categoria 1, com tempo de doutoramento superior ao exigido pela instituição para reivindicar a classificação referida, mesmo assim, pela Resolução Normativa vigente, não tornaram a ser sênior.
Quadro 2: Pesquisadores Sênior CNPq 2011 a 2016
NOME ÁREA DE ATUAÇÃO INSTITUIÇÃO
1. Achiela Candida Lisboa Bittencourt Ciências da Saúde – Medicina UFBA 2. Alaor Silverio Chaves Ciências exatas e da terra – Física UFMG 3. Aldo de Albuquerque Barreto Ciências Sociais Aplicadas – Ciência da
Informação
Revista
DATAGRAMAZERO 4. Alberto Villani Ciências Humanas – Educação UNIFESP
5. Alfredo Jose Afonso Barbosa Ciências da Saúde – Medicina UFMG 6. Amado Luiz Cervo Ciências Humana – História UNB
7. Amélia Cohn Ciências da Saúde – Saúde UNISANTOS
8. Anna Maria Pessoa de Carvalho Ciências Humanas – Educação USP 9. Arnaldo Daraya Contier Ciências Humanas – História USP
10. Bernardo Sorj Ludcovsky Ciências Humanas – Sociologia Centro Edelstein de pesquisa sociais
11. Brasilmar Ferreira Nunes Ciências Sociais Aplicadas – Planejamento
Urbano UFF
12. Carlos Alberto Lombardi Filgueiras Ciências exatas e da terra – Química UFMG
13. Carlos Augusto Pereira Ciências Biológicas - Saúde INSTITUTO BUTANTÃ 14. Carlos Eduardo Morelli Tucci Engenharias – Engenharia UFRGS
15. Carol holingworth Collins Ciências Exatas e da terra – Química UNICAP 16. Davi Arrigucci Jr. Linguística, Letras e Artes – Letras USP 17. Edson Emanoel Starteri Sampaio Ciências Exatas e da terra – Geociências UFBA 18. Eduardo Mattos Protella Linguística, Letras e Arte - Letras UFRJ 19. Eloisa Biasotto Mano Engenharias - Engenharia UFRJ 20. Elza Assunpção Miné Linguistica, Letras e Artes – Letras USP 21. Erasmo Madureira Ferreira Ciências da Terra – Física UFRJ 22. Euclides Ayres de Castilho Ciências da Saúde – Saúde USP 23. Eurico Cabral de Oliveira Filho Ciências Biológica - Botânica USP 24. Francisco da Silva Borba Linguística, Letras e Arte – Linguística UNIVERSIA 25. Frederico Guilherme Graeff Ciências Biológicas – Farmacologia USP 26. Geraldo Arraes Maia Ciências Agrária – Ciências e Tecnologia
de Alimentos
27. Guilhermo Juan Creus Engenharias – Engenharia Civil UFRGS 28. Helena Gomes Parente Cunha Linguística, Letras e Arte – Letras UFRJ 29. Helgio Henrique Casses Trindade Ciências Humanas – Ciências Política UFRGS 30. Henrique Krieger Ciências Biológicas – Genética USP 31. Hernan Chaimovich Guralnik Ciências Exatas e da Terra – Química USP 32. Hugo Aguirre Armelin Ciências Biológicas – Bioquímica USP 33. Igor Ivory Gil Pacca Ciências Exatas e da Terra – Geociências USP 34. Ivany Ferraz Marques Valio Ciências biológicas – Botânica UNICAMP 35. Jacques Therrien Ciências Humanas – Educaçao UECE 36. Jorge Almeida Guimaraes Ciências Biológicas – Bioquímica UFRGS 37. Jorge Schwartz Linguística, Letras e Artes – Letras USP 38. Jose Teixeira Freire Engenharias – Engenharia Química UFSCAR 39. José Mondelli Ciências da Saúde - Odontologia USP 40. José Tarquinio Prisco Ciências Biológica – Botânica UFC 41. Kenitiro Suguio Ciências Exatas e da Terra – Geociências USP 42. Leny Alves Cavalcante Ciências Biológicas – Morfologia UFRJ 43. Leopoldo de Meis Ciências Biológicas – Bioquímica UFRJ 44. Lucila Maria Costi Santarosa Ciências Humanas – Educação UFRGS 45. Marcos Palatnik Ciências Biológicas – Genética UFRJ 46. Maria Clotilde Therezinha Sosssetti
Ferreira Ciências Humanas – Psicologia USP
47. Maria Fidela de Lima Navarro Ciências da Saúde – Odontologia USP 48. Maria Luiza Ramos Linguística, Letras e Artes – Letras UFMG 49. Maria da Conceição de Moraes Coutinho
Beltrão Ciências Humanas – Arqueologia
UFRJ 50. Mario Eusébio Foglio Ciências Exatas e da Terras – Física UNICAMP 51. Marisa Philbert Lajolo Lingúisitica, Letras e Artes – Letras UNICAMP 52. Marta Silvia Maria Mantovani Ciências Exatas e da Terra – Geociências USP 53. Mauri Fortes Ciências Agrária – Engenharia Agrícola UNA 54. Mauricio Matos Peixoto Ciências Exatas e da Terra – Matemática IMPA 55. Mauro Celio de Almeida Marzochi Ciências da Saúde – Saúde Coletiva FIOCRUZ 56. Miraian Jorge Warde Ciências Humanas – Educação UNIFESP 57. Newton Cesar Balzan Ciências Humanas – Educação PUC-CAMPINAS 58. Nádia Battella Gotlib Linguística, Letras e Artes – Letras USP
59. Oswaldo Ubriaco Lopes Ciências Biológicas – Fisiologia UNIFESP 60. Otavio Guilherme Cardoso Alves Velho Ciências Humanas – Antropologia UFRJ 61. Paolo Nosella Ciências Humanas – Educação UNINOVE 62. Paulo José Duval da Silva Krischke Ciências Humanas – Ciências Política UFSC 63. Pedro Ingnacion Schmitz Ciências Humanas – Arqueologia UNISINOS 64. Pedro Pinhcas Geiger Ciências Humanas – Geografia UFRJ 65. Peter Henry Fry Ciências Humanas – Antropologia UFRJ 66. Raimundo Braz Filho Ciências Exatas e da Terra – Química UENF 67. Rajaram Purushottam Kane Ciências Exatas e da Terra – Geociências INPE 68. Raul Jose Donangelo Ciências Exatas e da Terra – Física UFRJ 69. Renato Sérgio Balao Cordeiro Ciências Biológicas – Farmacologia FIOCRUZ 70. Rosendo Augusto Yunes Ciências Exatas e da Terra – Química UFSC 71. Silvio Roberto de Azevedo Ciências Exatas e da Terra – Física USP 72. Suzana Braga Rodrigues Ciências Sociais Aplicadas –
Administração
FUMEC 73. Ulf Friedrich Schuchardt Ciências Exatas e da Terra – Química UNICAMP
74. Vanilda Pereira Paiva Ciências Humanas – Educação Instituto de Estudos da Cultura e Educação Continuada
75. Walter Colli Ciências Biológica – Bioquímica USP FONTE: CNPq – Pesquisador Sênior: http://www.cnpq.br/web/guest/pesquisador-senior
O QUADRO 12 apresenta uma lista com o total de 75 pesquisadores que na área em que atuam profissionalmente se destacam, por exercerem atividades de pesquisa, terem publicações quanti e qualificadas, estarem a bastante tempo em uma posição altamente nivelada dentro da instituição, ou como o próprio site http://www.cnpq.br, na página referente
a modalidade esclarece: “[…] que se destaca entre seus pares como líder e paradigma na sua área de atuação, valorizando sua produção científica e/ou tecnológica.”
Na atualidade estão classificados 75 pesquisadores que submeteram seus pedidos de bolsa produtividade para essa modalidade e tiveram suas inscrições homologadas pelo CA. No entanto, isso não significa que no país somente estes sujeitos detêm a primazia em suas áreas de conhecimento. Embora tenham todo prestígio dentro do CNPq pela classificação em que estão, não há uma divulgação que os exalte dentre a comunidade acadêmica científica. Isso quer dizer, que muitas vezes um escritor da área que não é classificado e nem nivelado pela política do CNPq, tenha mais popularidade que um profissional que é referência, posto o mercado de publicações trabalhar para divulgar seus produtos. Por isso, é essencial dar destaque a nomes que possibilitem vender. Já as agências de fomento, embora trabalhem com a ideia de produção, suas políticas não visam a obtenção de lucros, e por isso não se concentram na divulgação de profissionais de referência, como no caso dos sêniores.
O grupo de pesquisadores sênior está dividido, seja por gênero, área de atuação, região do país e instituição filiada, o que é demonstrado no GRÁFICO 3 trazendo o indicativo da região do país esses pesquisadores atuam profissionalmente:
Gráfico 3: Pesquisadores Sênior por região do país 2011 a 2016.
A eminente figura do sênior por si só já coloca a instituição a que pertence e a região do país onde reside em destaque no cenário científico, como é evidentemente destacado no GRÁFICO 3 onde os estados que contêm sêniores ganham notoriedade. A saber, um estado como São Paulo que tem 49% desses profissionais dentre a comunidade científica e das instituições de fomento são mais reconhecidos no campo da pesquisa que um outro estado como o Amazonas, que nem aparece no gráfico, pois, o sênior sendo uma modalidade de categorização do CNPq que conta com um número reduzido de figuras com um currículo lattes extenso, com produção muito bem qualificada e têm assumido constante liderança no campo de conhecimento em que atua, isso faz com o cenário em que habita mais vivaz do ponto de vista acadêmico.
Diante desse cenário, pergunta-se: Por que outras instituições de outras regiões do país não tem a satisfação de em seus quadros profissionais do magistério superior com um nivelamento ou categorização elevado no CNPq, se nessas instituições os profissionais trabalham arduamente no desenvolvimento do ensino, realizam projetos de pesquisa e extensão e publicam o resultado de suas pesquisas?
Óbvio que como resposta pode-se obter a assertiva de dizer que, os órgãos que avaliam a produção científica do país tendem a dar maior credibilidade às instituições e regiões onde o investimento e o desenvolvimento econômico industrial são maiores, e que os Estados mais pobres são sempre desprestigiados pela localização geográfica e as condições econômicas em que lhes são colocadas.
Do ponto de vista ideológico da visão de como o modo de produção capitalista e a política neoliberal estipula a agenda de investimento do Estado, essa pode ser uma resposta a ser considerada. No entanto, depois de tudo o que foi dito em meio a discussão epistemológica neste trabalho, e pela forma como muitos pesquisadores, instituições de ensino superior e governos estaduais vêm se comportando com relação ao investimento e produção do conhecimento científico, acredito que essa resposta não é suficiente. A balança
Qualis têm critérios específicos para publicação, e muitos pesquisadores pela comodidade preferem ficar somente no ensino, ou realizar apenas atividades de extensão universitária, ou publicar apenas resumos expandidos de trabalhos acadêmicos em anais de eventos, que não chegam a gerar pontuação. Mas, e por essa lógica, preferem ter um currículo lattes ornamentado do que ter a humildade de submeter sua produção a um conselho editorial de pares. E ainda, por priorizarem apenas um dos eixos da formação deixam de realizar os demais, neste caso, não se dedicam à pesquisa e sendo assim não submetem projetos de
investigação às agências de fomento como o CNPq. Logo, não terão classificação dentre a comunidade de pesquisadores (ANEXO 1).
Com essa posição, posso dizer radical da parte de muitos profissionais que tomam a classificação das agências de fomentos como um arranjo político, que fere princípios ideológicos, também perde a instituição da qual o profissional faz parte. Em uma avaliação da CAPEs sobre os programas de pós-graduação a qualidade da publicização é contada para a elevação ou diminuição da pontuação. Quanto mais projetos de pesquisas aplicados através dos grupos de pesquisas, mais recursos financeiros são aplicados em formação, mais trabalhos acadêmicos são desenvolvidos. Dessa forma, instituição superior também amplia o alcance de seu trabalho, os cursos têm maior pontuação pela qualidade da formação dos graduandos e ganha maior notoriedade social pelo enfático trabalho de extensão que realiza.
As próprias administrações das instituições superiores têm culpa por não cobrarem, ou melhor, não fazerem valer seus estatutos/regimentos em reivindicar que seus profissionais sejam “produtivos”. Como é possível constatar, se o pesquisador não submete projeto de pesquisa para concorrer aos editais de fomentos de pesquisa seu nivelamento não é realizado, com isso o pesquisador, a instituição e a sociedade perdem. E, desse modo, a comunidade científica, da região onde o pesquisador reside, deixa de ter uma homogeneidade e fica deslocada da comunidade cientifica mais amplas, do âmbito nacional, por não praticar a vislumbrada teoria habermasiana de comunicação ativa, participando minimamente do processo democrático da estruturação do campo científico, que pela formalidade tende a considerar os pontos de vistas e análises de pesquisadores com nome e produção reconhecida.
3.5. O currículo lattes dos pesquisadores produtividade Sênior da área da educação no