• No results found

C HEMICAL PRINCIPLES OF DENTAL EROSION

2. INTRODUCTION

2.5 C HEMICAL PRINCIPLES OF DENTAL EROSION

A caracterização da população do estudo foi realizada a partir de medidas de tendência central e dispersão, de acordo com o tipo de distribuição das variáveis de interesse. A normalidade da distribuição das variáveis foi verificada por meio do teste Kolmogorov-Smirnov (MAROCO, 2003).

Buscando comparar o perfil antropométrico da população de RNPT elegível à participação no estudo com as principais curvas transversais de crescimento intra-uterino da literatura estrangeira e nacional, foi realizado o cálculo de medidas de tendência central e dispersão. Os percentis 5, 10, 25, 50, 75, 90, 95 de cada variável antropométrica estudada foram calculados quando o número amostral comportava tal análise (ANEXO 10). Foi ajustada uma função polinomial de terceiro grau, promovendo uma suavização da curva de crescimento, e assim suprimindo erros de medida e pequenas variações na forma da curva.

O teste t de Student, de Mann-Whitney, do qui-quadrado de Pearson

e de Fisher foram utilizados para comparar as diferenças entre os grupos. Buscando identificar os fatores associados ao crescimento e à adiposidade aos 2-4 anos de vida, considerou-se como variáveis dependentes o z-score de Estatura/Idade, como indicador de crescimento linear, e o z-score de IMC/Idade e o percentual de GC (%GC), como indicadores de adiposidade. Foram considerados seis conjuntos de variáveis independentes (FIGURA 2): a) sociodemográficas; b) ambientais e histórico obstétrico materno; c) gestacionais; d) fatores dietéticos pós-natais, antropometria e condições clínicas natais e pós-natais; e) cuidado à criança; f) fatores dietéticos, atividade física, condições clínicas e comportamentais.

Inicialmente utilizou-se a análise de regressão linear simples para avaliar as associações de interesse (MAROCO, 2003). O critério para inclusão de variáveis independentes no modelo multivariado foi a associação com as variáveis dependentes na análise bivariada em nível inferior a 0,20 (GREENLAND, 1989).

Posteriormente, foi realizada análise multivariada baseada no modelo hierárquico de análise (VICTORA et al., 1997) (FIGURA 2). De acordo com esse modelo, fatores sociodemográficos estão no primeiro nível de determinação do desfecho. Esses fatores interagem entre si e determinam as variáveis do segundo nível: ambientais e sobre o histórico obstétrico materno. Subsequentemente, tais variáveis interagem novamente e determinam as variáveis do terceiro nível (gestacionais), que determinam as do quarto nível (fatores dietéticos pós-natais, antropometria e condições clínicas natais e pós-natais), que determinam as do quinto nível (cuidado à criança). Estas últimas, por sua vez, atuam nas variáveis mais proximais do modelo, que são: fatores dietéticos, atividade física, condições clínicas e comportamentais. O efeito de cada variável independente sobre o desfecho foi controlado para as variáveis do mesmo nível ou de níveis acima no modelo hierárquico que se mantiveram associadas em nível inferior a 0,05 (VICTORA et al., 1997). Para o modelo multivariado de predição do %GC, o gênero da criança foi mantido como variável de controle.

Quando necessário, a matriz de correlação foi corrigida a partir da exclusão de variáveis colineares (MAROCO, 2003): Variance Inflation Factor

(VIF) < 5, aumento da variância, Tolerance e Eigenvalues próximos de zero e Condition Index superiores a 30.

A bondade do ajuste dos modelos foi avaliada a partir da análise de resíduos também conforme critérios de análise recomendados por Maroco (2003): erros com distribuição normal (análise gráfica), independentes (Durbin Watson próximo de 2) e variância constante (análise gráfica).

(1)

Sociodemográficos:

• Gênero da Criança (Masculino); • Idade Materna Atual (anos completos); • Idade Paterna Atual (anos completos);

• Escolaridade Materna Atual (anos de estudo completos); • Escolaridade Paterna Atual (anos de estudo completos); • Coabitação Paterna (Sim);

• Renda Per Capita (em reais); • Assistência pelo Bolsa Família (Sim).

(2)

Ambientais:

• Residência em Zona Rural (Sim); • Acesso a Serviço de Esgoto (Sim); • Acesso a Água Tratada e Encanada (Sim); • Histórico Familiar de Obesidade (Sim).

Histórico Obstétrico Materno:

• Mãe Adolescente no Momento do Parto (Sim); • Número de Gestações.

(3)

Gestacionais:

• Idade Gestacional; • Realização de Pré-Natal (Sim);

• Realização de Atendimento Nutricional durante a Gestação (Sim); • Gemelaridade (Sim);

• Anemia como Intercorrências durante a Gestação (Sim); • Uso de Suplementos durante a Gestação (Sim); • Tabagismo durante a Gestação (Sim);

• Consumo de Bebidas Alcoólicas durante a Gestação (Sim).

(4)

Antropometria Natal e Pós-Natal

• Peso ao Nascer;

• Comprimento ao Nascer; • Perímetro Torácico ao Nascer; • Índice Ponderal de ROHER;

• Ganho de Peso Total durante a Internação após o Nascimento;

• Ganho de Comprimento Total durante a Internação após o Nascimento;

• Ganho de Perímetro Torácico durante a Internação após o Nascimento.

Condições Clínicas Natais e Pós-Natais • Internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal após o Nascimento (Sim); • APGAR no Primeiro Minuto; • Tempo de Internação Total após o Nascimento (dias).

Fatores Dietéticos Pós-Natais:

• Dieta Zero em Dias pelo Tempo de Internação;

• Dieta Parenteral em Dias pelo Tempo de Internação;

• Dieta Enteral em Dias pelo Tempo de Internação;

• Dieta Oral em Dias pelo Tempo de Internação;

• Consumo de Leite Materno em Dias pelo Tempo de Internação. (5)

Cuidado à Criança:

• Tempo de Uso Total de Mamadeira;

• Comportamento materno influenciável frente ao comportamento alimentar da criança (“Caso o caracterize como “difícil para comer”, isso faz com que você sinta “pena” da criança deixando que ela coma o que quiser, mesmo sabendo que não é saudável?”) (Sim);

• Frequenta creche/escola (Sim).

(6)

Fatores Dietéticos:

• Tempo de Amamentação Total após Alta;

• Idade de Introdução do Leite de Vaca na Alimentação da Criança; • Idade de Introdução de Frutas na Alimentação da Criança; • Idade de Introdução de Papinha Salgada na Alimentação da

Criança;

• Tempo de Aleitamento Materno Exclusivo até os 24 Meses de Idade;

• Tempo de Aleitamento Materno Predominante até os 24 Meses de Idade;

• Tempo de Aleitamento Materno Misto até os 24 Meses de Idade; • Tempo de Aleitamento Materno Complementado até os 24 Meses

de Idade;

• Tempo de Aleitamento Artificial até os 24 Meses de Idade; • Disponibilidade familiar de Açúcar Per Capita;

• Disponibilidade familiar de Óleo Per Capita; • Disponibilidade familiar de Gordura Animal (Sim);

• Suplementação de Vitaminas ou Minerais Retrospectiva (Sim); • Suplementação de Vitaminas ou Minerais Atual (Sim).

Atividade Física:

• Caracterização do Nível de Atividade Física da Criança Realizada pelos Pais (Igual/Mais Ativo que as Outras Crianças); • Classificação do Fator de Atividade Física da Criança (Ativo). Condições Clínicas: • Doenças Identificadas (Sim); • Adoecimento Frequente (Sim); • Sequelas Identificadas (Sim); • Reinternação Posterior a Alta (Sim); • Uso Regular de Medicamentos (Sim). Condições Comportamentais: • Caracterização da Auto-Estima Realizada pelos Pais (Alta); • Caracterização do Apetite da Criança Realizada pelos Pais (Bom para Comer).