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5.1 Skolebarnas helserelaterte livskvalitet

5.1.3 Helserelatert livskvalitet og vektkategorier

Fonte: A Linguística Textual: Introdução a Análise Textual dos Discursos. Adam (2011, p. 61)

Inserindo os textos da injunção no quadro da Análise Textual dos Discursos, teríamos em (N1) as ações visadas, correspondendo à incitação da ação, ou seja, os atos diretivos, correspondentes ao ordenar, recomendar, aconselhar, sugerir. Em (N2), teríamos as interações entre os sujeitos que permitem situações de ordenamentos, recomendações e sugestões e em (N3) teríamos as formações sociodiscursivas dos discursos que incitam a ação, a saber a esfera jurídica, religiosa, pedagógica, publicitária, dentre outras. Sobre o âmbito discursivo, Passegi et al (2010, p. 266) explicitam que:

no nível discursivo uma determinada intencionalidade ou objetivo (expressos linguisticamente pelos atos ilocucionários realiza-se numa interação social e numa formação discursiva dadas (que delimitam “o que pode e deve ser dito”), utilizando o socioleto (dialeto social) dessa formação e no seio de um interdiscurso, com a mediação de um gênero.

Verificamos cinco níveis de análise que abrangem a dimensão textual proposta em Adam ([2008] 2011) e de acordo com Passeggi et al (2010, p. 267):

Os níveis 4 e 5 (proposições, períodos, sequencias e planos de texto) remetem diretamente à textura/ composicionalidade do texto, isto é, de forma ampla, à sua sequencialidade ou linearidade. Por sua vez, os níveis 6, 7 e 8 (representações discursivas, responsabilidade enunciativa e valor

ilocucionário) são dimensões constantes ao longo do texto, tanto em nível local como global, pois cada enunciado elementar do texto expressa, simultaneamente, um conteúdo semântico, um ponto de vista e um valor ilocucionário/ argumentativo.

Em (N4) e N(5) encontramos os elementos responsáveis pela textura do texto e é onde se encontra a unidade textual mínima que marca a enunciação, definida por Adam ([2008] 2011) como proposição-enunciado. Essa unidade diz respeito a “uma micro unidade sintática

e de uma micro unidade de sentido”. (ADAM, 2011, p.108). A proposição-enunciado,

conforme Adam (2011), ancora-se nos estudos da linguística clássica e pode ser expressa pela

relação “tema” e “rema”, ou seja, é uma unidade de predicação. Ela não é entendida, em

Adam ([2008] 2011), de forma isolada, autônoma, sua constituição, é concebida a partir de uma perspectiva dialógica. A proposição-enunciado está no âmbito textual e na dimensão discursiva.

Rodrigues (2010, p. 152) revisitando Adam ([2008] 2011) explica que os principais níveis de análise são:

a) Um nível sequencial-composicional em que os enunciados elementares (a proposição-enunciado ou proposição enunciada) se organizam em períodos, que comporão as sequências. Estas, por sua vez, agrupam-se conforme um plano de texto. Esse nível focaliza a estruturação linear do texto, no qual as sequências desempenham um papel fundamental; b) Um nível enunciativo, baseado na noção de responsabilidade

enunciativa, que corresponde as “vozes”, à sua polifonia;

c) Um nível semântico, apoiado na noção de representação discursiva e em noções conexas (anáforas, correferências, isotopias, colocações), que remetem ao conteúdo referencial do texto;

d) Um nível argumentativo embasado nos atos de discursos realizados e na sua contribuição para a orientação argumentativa do texto.

Nesta seção, o que nos interessa discutir é a categoria (N5), que faz referência às sequências e planos de texto e segundo Adam (2011, p. 257) “desempenham um papel fundamental na composição macrotextual do sentido”. Segundo Adam (2011, p. 256) “o reconhecimento do texto como um todo passa pela percepção de um plano de texto, com suas partes constituídas, ou não, por sequências identificáveis”. Tomando como referência essa proposição e a ideia de que os planos de texto vinculam-se às dimensões do texto/discurso, depreendemos que (N5), nível das sequências e planos de texto, é sintético e aberto, assim como a categoria da responsabilidade enunciativa, admitindo filiações teóricas compatíveis às discussões apresentadas. Nesse sentido, inserimos nossas análises no nível 5, que trata da composiçãodos textos.

Em relação aos estudos sobre as sequências textuais, Adam (1992, 2001a, 2001b, 2008) avança em sua proposta e postula que os textos com propósito injuntivo são muito mais que sequencias, são gêneros que incitam à ação. Nessa direção, os planos de texto entram

como categoria de análise, uma vez que “são os responsáveis pela estrutura composicional do

texto, sobretudo nos casos em que os encadeamentos de proposições ou períodos não chegam

a formar claramente sequências.” (PASSEGGI et al, 2010, p. 297).

Os textos injuntivos apresentam planos textuais diversos em função das práticas discursivas que eles estabelecem. Uma receita, por exemplo, se configura diferentemente de um horóscopo, que é constituído diferentemente de dica de comportamento, e por serem tão diversos também apresentam formas visuais variantes, mas as marcas linguísticas, segundo Adam (2001a, 2001b) são regulares.

A família dos textos de incitação à ação apresentam as regularidades que revelam os tipos de macro-formas de enunciação ou um tanto de macro- ações sócio discursivas. Lembramos que um texto é, em parte, uma continuação linear de partes que formam uma estrutura composicional apresentada, mas que é por outra parte, um todo de sentido semântico- pragmático, uma unidade configuracional. (ADAM, 2001b, p. 21)

Entendemos que essa realidade decorrente do contexto reflete na organização do gênero que será materializado. Para Adam (2011, p. 258) “os planos de texto estão, juntamente com os gêneros, disponíveis no sistema de conhecimentos dos grupos sociais. Eles permitem construir (na produção) e reconstruir (na leitura ou na escuta) a organização global de um texto, prescrita por um gênero”.

Koch e Fávero (1987) apresentam, para os textos injuntivos ou diretivos, uma superestrutura, que além de considerar o âmbito discursivo e cognitivo, considera as marcas linguísticas de superfície na categorização dos tipos textuais. Para melhor entendermos,

superestrutura seria “um tipo de esquema abstrato que estabelece a ordem global de um texto

e que se compõe de uma série de categorias, cujas possibilidades de combinação se fundam

em regras convencionais”.15

(VAN DIJK, 1992, p. 144, tradução nossa).

Esquema 2 – Superestrutura diretiva/ prescrição de comportamentos