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In document Årsrapport 2017 (sider 50-54)

A Agência Lusa é, atualmente, a única agência de notícias em Portugal e a maior de língua portuguesa. A sua missão é a “recolha e tratamento de material noticioso ou de interesse informativo, a produção e distribuição de notícias a um alargado leque de utentes”, sejam eles os media nacionais, internacionais, empresas ou instituições de carácter público e privado, além da “prestação ao Estado Português de um serviço de interesse público relativo à informação dos cidadãos”. (Lusa [Em linha] www.lusa.pt).

Da mesma forma que qualquer outro órgão de comunicação social, a Agência Lusa, além de se reger pelo código deontológico do jornalista, rege-se ainda por um código de ética, instrumento essencial no desenvolvimento da empresa e que constitui “uma importante base para fortalecer a cultura da empresa e representa uma referência fundamental no âmbito do respetivo desempenho na prática profissional dos seus colaboradores e no relacionamento com todos os stakeholders”. Id. Ibid.

“1. A primeira obrigação do jornalista é para com a verdade. 2. O jornalismo deve manter-se leal, acima de tudo, aos cidadãos. 3. A sua essência assenta numa disciplina de verificação. 4. Aqueles que o exercem devem manter a independência em relação às pessoas que cobrem. 5. Deve servir como um controlo independente do poder. 6. Deve servir de fórum para a crítica e compromisso públicos. 7. Deve lutar para tornar interessante e relevante aquilo que é significativo. 8. Deve garantir notícias abrangentes e proporcionadas. 9. Aqueles que o exercem devem ser livres de seguir a sua própria consciência.” (Kovach e Rosentiel, 2004:10).

Esta agência noticiosa possui um livro de estilo que deve ser seguido à risca por todos os seus colaboradores, pois “o rigor na escrita, a clareza, a precisão e a concisão exigidas no texto de agência devem ser qualidades procuradas por todos os jornalistas e por todos os que têm como devoção ou obrigação escrever para os outros”. (Lusa [Em linha] www.lusa.pt).

A Lusa tem como objetivo afirmar-se, quer a nível nacional, quer a nível internacional, “ajustando qualitativamente os seus serviços e a sua presença no

território nacional e no espaço lusófono, no âmbito da circulação democrática e plural da informação noticiosa e na defesa dos interesses estratégicos externos do Estado Português”. Id. Ibid.

A política da empresa, além de visar o interesse público anteriormente referido, rege-se por “princípios que orientam a atividade e comportamentos dentro da organização”, sendo eles “a clareza, o rigor, a isenção, a pluralidade da informação, a rapidez, a qualidade e o trabalho em equipa”. Id. Ibid.

No que diz respeito aos valores em que esta se baseia, além do interesse público, “os princípios que orientam a produção noticiosa da Lusa são: a clareza – facilmente inteligível; o rigor – equilíbrio, separação entre factos e opiniões, identificação das fontes; a isenção – autonomia, distanciamento e independência perante os factos e opiniões divulgados; a pluralidade – neutralidade perante as forças políticas, neutralidade e equilíbrio nos conteúdos emitidos, representação das forças e correntes políticas, ideológicas, culturais, sociais e religiosas existentes na sociedade; a fiabilidade – garantia de confiança; e a tempestividade da informação – produção e divulgação da informação quase em simultâneo com o momento em que esta ocorre”.

Id. Ibid.

A Agência Lusa pretende produzir um serviço noticioso global, focado nos factos mais relevantes da atualidade, nacional e internacional e que abrangem as áreas da “política, diplomática, social, económica, do desenvolvimento regional e local, cultural e desportivo, suscetível de contribuir para a informação dos cidadãos e o exercício da cidadania e para a promoção da coesão nacional e a projeção dos interesses nacionais no exterior”. Id. Ibid.

A Lusa engloba todas as funções das agências na sua relação com os meios de comunicação enumeradas por César Coca e José Luis Peñalva (1998). Segundo estes autores, as agências devem utilizar textos e restante material informativo, adaptá-los ao estilo dos meios de comunicação para que estes o possam utilizar de forma eficiente e com rapidez. Os meios de comunicação deverão obter informações adicionais de forma a que possam complementar as suas próprias notícias. Os conteúdos fornecidos pelas agências de notícias servem também para notificar os meios de comunicação de certos acontecimentos para que estes os possam, posteriormente, trabalhar. Os meios de comunicação podem, desta forma, garantir que

as informações obtidas da agência são fidedignas, pois esta baseia-se sempre em citações que, em caso de discórdia, podem sempre ser confirmadas mediante a audição das gravações de áudio.

Segundo Cesareo (1981:82), as agências de imprensa constituem indubitavelmente a "fonte" mais notável: “ignorar ou minimizar o valor da sua função, pretendendo que elas são iguais às fontes, equivale a rejeitar uma grande fatia do processo de mediação que separa as redações dos jornais (escritos ou rádio televisivos) do movimento real”.

A Lusa produz diariamente entre 300 e 400 notícias em formato de texto, 30 a 50 fotografias, 10 a 20 registos de áudio e 5 a 10 produções de vídeos, que posteriormente serão utilizados pelos restantes meios de comunicação através da compra de pacotes, com acesso a todo ou parte deste leque de material noticioso.

A Agência Lusa, através do serviço global, distribui serviços noticiosos para os jornais portugueses regionais e locais, para as estações de rádio locais, para os órgãos de comunicação social das comunidades portuguesas fora do país, para os órgãos de comunicação social dos outros países e regiões de língua portuguesa (Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Timor-Leste e Macau), missões diplomáticas e consulares portuguesas no estrangeiro, órgãos de poder local e outros clientes institucionais, nomeadamente organismos da Administração Central e Regional do Estado e das Universidades e, por fim, para os órgãos de comunicação social estrangeiros, nomeadamente as agências de notícias internacionais.

A Lusa mantém correspondentes em todos os distritos de Portugal, bem como nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, em todos os países de língua portuguesa e ainda em países onde reside um número elevado de cidadãos portugueses e em países com os quais mantemos uma relação histórica, cultural, diplomática ou comercial intensa. Os arquivos de texto e fotografia são de fácil acesso aos órgãos de comunicação social e ao público em geral, encontrando-se disponíveis para consulta na Internet em língua portuguesa e, caso seja justificável devido ao seu conteúdo, também em língua inglesa.

Habitualmente e tal como acontece no caso português, as agências de notícias mantêm contratos de prestação de serviços com os meios de comunicação social que

funcionam através do pagamento de uma avença com direito às peças específicas de uma área (Economia, Lusofonia, Internacional, etc). No caso das fotografias e dos vídeos, são vendidos à unidade.

“Desta forma, qualquer meio de comunicação, por grande ou pequeno que seja, pode dispor praticamente instantaneamente da informação que se gera em qualquer parte do mundo, unicamente com a contratação dos serviços de agência.” (Turmo e Lassa, 2008:82).

Hakemulder, no prefácio do seu estudo, refere que “os media estão a desempenhar um papel eficaz, não só a informar as pessoas mas, também, a formar as suas atitudes”. Apesar deste estudo datar de 1988, este é um facto que se verifica ainda mais nos dias de hoje, principalmente tendo em conta o nível de literacia da população em geral e o seu inevitável interesse pela sociedade em que vive.

Atualmente, a Lusa detém um capital social no valor de 5.325.000€, com um valor nominal de 2,50€ por ação. O Estado Português é o maior representante, com 50,14% da totalidade das suas ações. A Controlinveste Media SGPS, S.A. e a Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais têm 23,36% e 22,35%, respetivamente. As restantes ações, com uma quota de 4,14%, distribuem-se pela NP – Notícias de Portugal, CRL; Público – Comunicação Social, S.A.; Rádio e Televisão de Portugal, S.A.; O Primeiro de Janeiro, S.A.; Empresa do Diário do Minho, Lda.

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