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DEL 3. TYPOLOGI

3.2 NYE TYPER

Objetivos Perfil do Egresso

• Formar um profissional que atue gerenciando com ênfase em estratégias e mecanismos de melhoria permanente de atividades e processos, visando à busca da excelência e o aprimoramento da indústria; • Capacitar o profissional para atuar com uma visão

estratégica, que possibilite a construção do plano organizacional que atenda as necessidades e anseios dos clientes internos e externos da indústria; • Colocar no mercado de trabalho profissionais

capazes de utilizar adequadamente as ferramentas da gestão da qualidade;

• Formar um profissional comprometido com a ética nas relações humanas;

• Proporcionar que o profissional promova mudanças, construindo individual e coletivamente;

• Preparar o profissional para aplicar conhecimentos teórico-práticos;

• Capacitar o profissional para realizar e promover parcerias, como verdadeiro agente de mudanças; • Preparar o profissional para atuar comprometido

com o sucesso da organização industrial;

• Conscientizar o profissional da necessidade e da importância do aperfeiçoamento e da qualificação permanente.

• Estar capacitado para atuar nas organizações industriais públicas e privadas, de todos os portes e ramos de atuação, com condições de tomar decisões para as soluções que o mercado exige no apoio ao planejamento, operação, controle e avaliação dos processos;

• Entender e interpretar o mercado com uma visão holística, com valores éticos de responsabilidade social, justiça, honestidade, proatividade e criatividade;

• Exercer uma liderança voltada para a realização de um trabalho de equipe, que favoreça a valorização das pessoas;

• Gerenciar sabendo ouvir e dialogar; • Comunicar-se de forma clara e objetiva;

• Promover a cooperação e o consenso da equipe nas diversas situações;

• Atuar com competência conceitual, com princípios de gestão da qualidade, apto a lidar com as contínuas transformações que marcam a dinâmica do mundo do trabalho;

• Interpretar os novos cenários do mundo econômico e global, com uma visão empreendedora;

• Utilizar as ferramentas da qualidade, interpretando as mudanças do cliente, a satisfação do cliente, promovendo diagnósticos, monitorando e alimentando os indicadores, agindo de forma preventiva, fazendo o gerenciamento pelas diretrizes, chegando à padronização, que é o caminho seguro para o objetivo de maior produtividade e competitividade;

• Atuar nos processos operacionais internos e externos das organizações industriais;

• Utilizar a tecnologia da informação como ferramenta de produtividade e competitividade organizacional; • Utilizar as ferramentas da qualidade, aliada a uma

formação holística e empreendedora.

No caso do curso Técnico em Qualidade, o PPC aponta algumas competências e habilidades para acesso ao curso, dentre destacou-se nesse trabalho aquelas inerentes à Matemática:

 Selecionar procedimentos de cálculo apropriados a uma dada situação;

 Ordenar números naturais e racionais pela interpretação do valor posicional de cada uma das ordens;

 Realizar cálculos mentais e por escrito e comprovar seu resultado, por meio de verificação;

 Medir e fazer estimativa sobre medidas, utilizando-se dos instrumentos de medição adequados;

 Interpretar representações espaciais;

 Reconhecer e descrever formas geométricas tridimensionais e bidimensionais;  Representar dados, fatos e fenômenos por meio de gráficos e tabelas.

Ressalta-se que o próprio edital de acesso ao curso já deixa claro essas competências e habilidades necessárias ao candidato, visto que o ingresso no curso dar-se por meio de sorteio. Nos demais cursos o acesso ocorre por meio de processo seletivo – composto por provas que testam os conteúdos básicos do Ensino Fundamental – deste modo não há detalhamento no PCC de competências necessárias aos candidatos para ingresso nos cursos.

O PCC dos cursos de Mecânica, Eletrotécnica, Informática e Eletrônica apontam oito competências relativas à formação do aluno que serão desenvolvidas nos cursos ao longo da formação do aluno.

 Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemáticas, artístico-culturais e científico-tecnológicas;

 Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões, enfrentar situações-problema e construir argumentação consistente;

 Conhecer e utilizar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais;

 Construir e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artístico-culturais;

 Compreender os fundamentos científico-tecnológicos relacionando teoria e prática nas diversas áreas do conhecimento;

 Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e os múltiplos fatores que nela intervém, como produtos da ação humana;

 Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenções solidárias na realidade, respeitando os valores humanos, preservando o meio ambiente considerando a diversidade sociocultural;

 Ter iniciativa, responsabilidade e espírito empreendedor, exercer liderança, saber trabalhar em equipe, respeitando a diversidade de ideias e ter atitudes éticas, visando o exercício da cidadania e a preparação para o trabalho.

A Matemática possui papel fundamental para o desenvolvimento das competências supracitadas, contudo destacam-se as duas primeiras visto que possivelmente só ocorre a partir do ensino adequado de Matemática.

4. O DESENVOLVIMENTO CURRICULAR E A MATEMÁTICA NOS PPC

O ensino da Matemática configura-se nos PPC como componente curricular necessário para a formação dos alunos em aspectos fundamentais do Ensino Médio, bem como necessária para a formação laboral dos alunos.

A Matemática apresenta-se nas matrizes curriculares com a seguinte configuração:

 Técnico em Qualidade – No Núcleo Comum (Ciências da Natureza e Matemática e Tecnologias) a “Matemática” apresenta-se nos dois primeiros anos do curso: três aulas semanais no primeiro ano e duas aulas semanais no segundo ano. No terceiro ano da Parte Diversificada Obrigatória, há duas aulas semanais de “Estatística”14

.

 Nos demais cursos - No Núcleo Comum (Ciências da Natureza e Matemática e Tecnologias) a “Matemática” apresenta-se nos três primeiros anos do curso: quatro aulas semanais no primeiro ano, três no segundo ano e duas no terceiro ano. No quarto ano da Parte Diversificada Obrigatória, há duas aulas semanais de “Matemática Aplicada e Estatística”.

Os PPC não estabelecem estratégias didático-metodológicas para o desenvolvimento curricular. Ou seja, princípios pedagógicos norteadores da organização do trabalho do professor. Os documentos preocupam-se em justificar os referidos cursos, delinear o perfil dos egressos e estabelecer o desenho curricular. Contudo, não orientam a ação cotidiana do docente que viabilize um trabalho articulado dos professores. Pressupõe-se que considera as orientações prestadas pelos currículos prescritos, discutidos no capítulo 2.

Os currículos só descrevem a Matemática na matriz curricular e nos respectivos planos de ensino dos componentes curriculares.

No Quadro 23 apresenta a disposição dos conteúdos de Matemática e de Matemática Aplicada e Estatística dos cursos de Mecânica, Eletrônica, Eletrotécnica e Informática.

14 Foi destacado também o componente curricular Estatística, visto que a mesma é ministrada por professores de Matemática e que a formação estatística dos alunos complementam a formação matemática de nível médio. Contudo, compreende-se a Matemática e a Estatística como áreas de conhecimentos com objetos próprios, mesmo havendo domínios conexos entre as duas.