Figura 6: Interior da livraria no dia da inauguração (perspetiva da escada)
Fonte: https://www.tripadvisor.pt/Attraction_Review-g189180-d7777636-Reviews-Livraria_Lello- Porto_Porto_District_Northern_Portugal.html
Ao fundo da escada, encontram-se dois bustos em bronze da autoria do escultor Abel Salazar, em homenagem a Eça de Queirós e a Miguel de Cervantes, existindo, igualmente no interior da livraria, dois baixos-relevos que representam os fundadores Lello.
De salientar ainda o amplo vitral, existente no teto com oito metros de comprimento por três metros e meio de largura, composto por cinquenta e cinco painéis de vidro, da autoria do arquiteto holandês Gerardus van Krieken, no qual está desenhado o monograma da Lello & Irmão com a divisa no centro – “Decus in Labore” (Dignidade no Trabalho).
Figura 7: Vitral
Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do- patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72272/
pequeno carrinho de madeira, onde se carregavam os livros mais pesados desde a entrada até às prateleiras.
Na vasta sala da livraria, com mesas para exposição dos livros, bancos em madeira revestidos a couro e estantes a toda a altura da sala, podem observar-se arcos em ogiva apoiados em pilares que sustentam a cobertura, com os bustos de Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Eça de Queirós, Tomás Ribeiro, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro, esculpidos por Romão Júnior:
[…] A impressão empolga o visitante porque os motivos de decoração succedem-se por todos os lados […], [deixando]-nos encantados e deliciados em tão esplendido logar, onde apetece permanecer longas horas, no seio de tantos livros, que parecem ser bons companheiros e leaes amigos […] (C. A., 1906, p. 27).
Restaurada em 1995, 2016 e 2017, pelo arquiteto Vasco Morais Soares, a Livraria Lello está, atualmente, apta para responder aos novos desafios através de um serviço atualizado e informatizado, possuindo, para além de uma grande variedade de livros, uma secção de revistas, uma de música e uma de livros antigos. Também foi criado um espaço de galeria de arte, onde joalheiros, pintores e escultores expõem as suas obras, e um café literário que, tal como a Livraria Bertrand, proporciona momentos de tertúlia entre intelectuais, o que promove a vida cultural da cidade do Porto.
Figura 8: Café literário e galeria de arte
Fonte: https://lifecooler.com/artigo/atividades/edificio-da-livraria-lello-irmao/296540
À semelhança da Livraria Bertrand, também foi publicado o “Almanaque Lello”, contendo informação diversificada, constituída por artigos de atualidades, conhecimento genérico, ciência, higiene, acontecimentos, receitas de culinária, fotografias, desenhos, caricaturas, jogos e passatempos, assumindo-se como pequena enciclopédia popular da vida prática.
pequeno carrinho de madeira, onde se carregavam os livros mais pesados desde a entrada até às prateleiras.
Na vasta sala da livraria, com mesas para exposição dos livros, bancos em madeira revestidos a couro e estantes a toda a altura da sala, podem observar-se arcos em ogiva apoiados em pilares que sustentam a cobertura, com os bustos de Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Eça de Queirós, Tomás Ribeiro, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro, esculpidos por Romão Júnior:
[…] A impressão empolga o visitante porque os motivos de decoração succedem-se por todos os lados […], [deixando]-nos encantados e deliciados em tão esplendido logar, onde apetece permanecer longas horas, no seio de tantos livros, que parecem ser bons companheiros e leaes amigos […] (C. A., 1906, p. 27).
Restaurada em 1995, 2016 e 2017, pelo arquiteto Vasco Morais Soares, a Livraria Lello está, atualmente, apta para responder aos novos desafios através de um serviço atualizado e informatizado, possuindo, para além de uma grande variedade de livros, uma secção de revistas, uma de música e uma de livros antigos. Também foi criado um espaço de galeria de arte, onde joalheiros, pintores e escultores expõem as suas obras, e um café literário que, tal como a Livraria Bertrand, proporciona momentos de tertúlia entre intelectuais, o que promove a vida cultural da cidade do Porto.
Figura 8: Café literário e galeria de arte
Fonte: https://lifecooler.com/artigo/atividades/edificio-da-livraria-lello-irmao/296540
À semelhança da Livraria Bertrand, também foi publicado o “Almanaque Lello”, contendo informação diversificada, constituída por artigos de atualidades, conhecimento genérico, ciência, higiene, acontecimentos, receitas de culinária, fotografias, desenhos, caricaturas, jogos e passatempos, assumindo-se como pequena enciclopédia popular da vida prática.
Com a grande afluência de turistas, a entrada na livraria passou a ser paga, a partir de 2015, sendo o seu valor descontado na compra de um livro. Os lucros aplicam-se em obras de conservação, como sucedeu em 201616, data em que a livraria comemorou
110 anos de existência e em que foi concluída a primeira fase do restauro. Estas obras incluíram a fachada, o telhado e o vitral interior, desmontado pela primeira vez desde a sua existência, proporcionando, agora, uma luminosidade mais adequada à leitura. Segundo o bisneto de um dos fundadores, José Manuel Lello, “[…] foi o esquema que arranjámos que transformou esses turistas em leitores, transformando-nos a nós, através das várias traduções que aqui vendemos, em exportadores da cultura portuguesa além fronteiras […]” (Lello apud Abreu, 2016, p. 24).
Caracterizada pela singularidade da sua arquitetura e pela variedade de detalhes que a tornam especial, a Livraria Lello está classificada como Monumento de Interesse Público pela Portaria nº 625/2013, DR, 2ª série, n.º 182, de 20-9-2013, estando situada junto à Torre dos Clérigos17, às Igrejas dos Carmelitas e do Carmo18 e à reitoria
da Universidade do Porto19, na conhecida praça dos Leões e que são símbolos do
património da cidade do Porto.
Em 2016, a livraria foi visitada por mais de um milhão de pessoas, o que perfaz uma média de quase três mil visitas por dia, destacando-se os visitantes espanhóis, seguidos dos franceses, portugueses, brasileiros, alemães e, finalmente, norte-americanos. Exemplares sobre o Porto, sobre a cultura e a gastronomia portuguesas, assim como literatura nacional em língua estrangeira são os livros mais procurados, o que transforma a livraria numa embaixadora da cultura portuguesa no estrangeiro.
A peculiaridade do edifício, repleto de histórias com mais de cem anos, aliada ao seu valor histórico-cultural, torna a Livraria Lello famosa em todo o mundo, figurando nas revistas, nos guias turísticos, nos sites de viagens internacionais e sendo reconhecida