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Heat exchanger background theory

In document Exhaust flow mapping (sider 110-115)

A.3 Mechanical design

A.3.4 Heat exchanger background theory

O estudo dos fenômenos atmosféricos é realizado pela meteorologia e pela climatologia. A climatologia nasce baseada nos estudos da Meteorologia, que estuda a atmosfera e seus fenômenos, preocupando-se com o registro e a medição destes fenômenos, cuja finalidade seria determinar as condições físicas sob as quais foram

produzidos.

A pesquisa da meteorologia apresenta dois domínios: meteorologia tradicional e a meteorologia dinâmica. A meteorologia tradicional estuda os elementos atmosféricos de forma isolada sendo conhecida também como Meteorologia analítico- separativa; a meteorologia dinâmica considera todos os elementos do meio atmosférico, portanto possível atender melhor às necessidades da Geografia, ciência que se interessa mais pelas combinações do que por fatos isolados (BARROS; ZAVATTINI 2009).

A climatologia encontra-se dentro do campo da geografia física, tendo como objeto de estudo os fenômenos da atmosfera em contato com a superfície terrestre e sua distribuição espacial e dessa forma relaciona-se com outras áreas da Geografia Física.

A Climatologia, um dos ramos da Geografia Física, segundo Pédelaborde (1970, p. 5), estuda “os caracteres da atmosfera em contato com a superfície terrestre e a distribuição espacial desses caracteres”.

Para isso, relaciona-se com outras áreas da Geografia Física, uma vez que as características do complexo atmosférico encontram-se diretamente ligadas à existência e à articulação de todas as outras características da superfície terrestre. Entretanto, em função da natureza dos elementos que analisa, a Climatologia encontra suas bases na Meteorologia, que estuda a atmosfera e seus fenômenos, e preocupa-se com o registro e a medição destes, a fim de que possa determinar as condições físicas sob as quais foram produzidos (ZAVATTINI, 2000).

O inevitável confronto entre a Climatologia e a Meteorologia envolve os geógrafos numa discussão - sobre o uso e a aplicação de cada uma delas – que se deve iniciar, essencialmente, pelas definições de “tempo” e “clima”. O tempo é uma combinação passageira, efêmera, de curta duração. Já o clima é um conjunto de tendências - mais ou menos estáveis - que resulta em condições relativamente permanentes, durante um período de tempo mais extenso, mais longo ou mais duradouro.

A partir dos conceitos de “tempo” e “tipos de tempo” pode-se, então, discutir o que vem a ser o clima, cujo estudo, ao contrário daquele de tempo, requer práticas metódicas e pacientes, para que possa ser compreendido na sua totalidade.

O clima, assim como o tempo, resulta da combinação de elementos, mas, neste caso, trata-se da combinação de tendências “dominantes” e “permanentes” dos elementos mais gerais da atmosfera sobre um lugar (PÉDELABORDE, 1970).

“clima, num determinado local, é a série de estados da atmosfera, em sua sucessão habitual”. E o tempo que faz nada mais é do que cada um desses estados considerado isoladamente. Essa definição conserva o caráter sintético da noção de clima, enfatiza seu aspecto local e ao, mesmo tempo, evidencia o caráter dinâmico do clima, introduzindo as ideias de variação e de diferenças incluídas nas de sucessão.

O conceito sorreano de clima considera os estados da atmosfera em sua totalidade e não o estado médio, englobando toda a série desses estados, o que significa que não deixa de lado os tipos excepcionais que as médias mascaram completamente. Além disso, este conceito leva em conta a sucessão dos tipos de tempo, ou seja, o seu ritmo e a sua duração, o que o torna apropriado para a Climatologia Geográfica, já que o estudo da sucessão dos tipos de tempo permite explicar os mecanismos do clima (PÉDELABORDE, 1970).

Desta forma, as novas perspectivas teóricas que se abriram através dos postulados de Max Sorre no campo da climatologia, como fenômeno Geográfico, possibilitaram uma revisão conceitual que , assumida por Pierre Pédelaborde na França, na década de 1950, e no Brasil por Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, na década de 1960, cada uma a sua maneira, propiciou uma verdadeira revolução paradigmática. As noções de dinâmica, gênese e ritmo passaram a construir os fundamentos do entendimento do fenômeno atmosférico como categoria de análise geográfica, contrastando com as abordagens generalizadoras e de caráter regional, mas em busca de processos e de tipologia.

A revisão conceitual proposta por Max Sorre, entre os anos de 1940 e 1950, sobre o papel do clima na análise geográfica, suscitou o surgimento de um novo paradigma, a partir das definições de tempo e clima, numa perspectiva genética e dinâmica, que já apareceram em seus primeiros trabalhos (MONTEIRO, 1962, 1963b e 1964).

O ritmo expresso por Monteiro se conecta a ideia de Sorre sob a concepção de que o ritmo exprime o retorno mais ou menos regular dos mesmos estados, a partir do paradigma rítmico consolidaram-se as bases metodológicas da climatologia geográfica no Brasil por meio do método dinâmico (BARROS ; ZAVATTINI, 2009).

Monteiro (1971, 1991 e 2001) contribui com a climatologia geográfica brasileira procurando esclarecer filosoficamente as bases da consideração da atmosfera como um fluido extremamente dinâmico que, em cada momento cronológico possui uma configuração correlativa de seus elementos, ou seja, discute a possibilidade de

existência de uma pulsação essencial que desencadeia o ritmo do estabelecimento dos tipos de tempo e que, somente através do reconhecimento desse substrato rítmico é que se consegue entender o fenômeno climático.

Motivado pelo ideal de desvendar a essência climática, Monteiro (1971) propõe a análise rítmica incluindo as noções de movimento e de equilíbrio como estado provável da atmosfera, preconizados pelos estudos da termodinâmica, interpretando a sucessão de tipos de tempo como a possibilidade de permanência ou recorrência dos sistemas atmosféricos sobre os lugares, rompendo com a perspectiva estática e permitindo a verificação da ocorrência de uma provável ordenação. Ele elabora vasta discussão e aplicação dos conceitos de ritmo, fluxos e escalas, reforçando a ideia de uma natureza que funciona como um organismo sistêmico que correlaciona seus elementos, fatores e as atividades humanas em um movimento dialético. Deixa-se claro que neste trabalho não foi realizado o estudo por meio da análise rítmica, apesar de considerar aspectos dela, a exemplo da dinâmica climática no estudo dos eventos extremos, constituindo-se da utilização de valores reais e não apenas médias. Admite-se também, a variabilidade climática, sugerindo a recorrência de determinadas situações ou de períodos extremos, que afetam diretamente a sociedade, indicando a necessidade de análises constantes, já que o clima foge a um padrão determinado e interage na implementação das mais variadas atividades.

No que se refere a fatores envolvidos na difusão de impactos sobre os espaços, evidenciando a gênese de episódios climáticos excepcionais (geadas, neve, secas, chuvas extremas, etc.), as análises feitas, correlacionam os dados meteorológicos e as cartas sinóticas de superfície com informações provindas de todas as camadas atmosféricas de altas altitudes. A técnica de sobreposição simultânea do comportamento sinótico de diferenciados níveis da atmosfera (700, 500 e 250 milibares) proporciona o conhecimento tridimensional dessa camada atmosférica e a verificação da evolução dos tipos de tempo e sistemas atmosféricos responsáveis pela ocorrência dos eventos excepcionais.

O acompanhamento e o entendimento dessas correlações dinâmicas permite a previsão de tais episódios em um curto período de tempo, a indicação dos locais mais suscetíveis, apontamentos de sugestões para a implantação das atividades humanas e a minimização dos impactos decorrentes desses eventos.

As variações do ritmo climático local decorre da dinâmica atmosférica global e regional, detalhando a análise de alguns episódios geradores de impactos que

interferem no desenvolvimento agrícola, na deflagração de movimentos de massa, no escoamento superficial e na geração de erosões. E também vislumbram a explicação da origem de eventos pluviais extremos que permitem a conferência das hipóteses de mudanças climáticas.

Atualmente os estudos climáticos realizados no Brasil seguem as propostas da climatologia dinâmica resultante das concepções climáticas de Max Sorre, a partir do paradigma do ritmo e sucessão dos tipos de tempo desenvolvidos por Carlos Augusto Figueiredo Monteiro (FERREIRA, 2012).

A partir do subsistema hidrometeórico de Monteiro (1976) do Sistema Clima Urbano - SCU, também se estudam episódios de chuvas extremos e impactos pluviais, utilizando como recorte espacial a cidade. Tal metodologia tornando-se referencial para estudos do clima urbano na perspectiva dos impactos pluviais.

Outra importante contribuição nos estudos climáticos dentro da geografia física, em relação ao processo de gestão dos riscos de desastres naturais, são as tecnologias da geo informação, a qual abarca um conjunto de procedimentos técnicos metodológicos e teóricos, de caráter interdisciplinar, visando à representação computacional da realidade espacial (CÂMARA; MONTEIRO; MEDEIROS, 2003 apud ZANELLA; OLÍMPIO; GORAYEB, 2012 P.918). Estas tecnologias possibilitam análises multi-criteriais, avaliação das interações, simultaneidade, construção de modelos com menor custo e tempo e maior precisão (BONHAM-CARTER, 1996 apud ZANELLA; OLÍMPIO; GORAYEB, 2012 P.918). A análise sistemática das propriedades podem revelar as relações presentes, a distribuição espacial e temporal e prognosticar os eventos e impactos futuros, transformando dados aleatórios em conhecimento de apoio a tomada de decisão (XAVIER DA SILVA, 2000 apud ZANELLA; OLÍMPIO; GORAYEB, 2012 P.918). Entre estas tecnologias, destacam-se os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o Sensoriamento Remoto (SR), e o Sistema de Posicionamento Global (GPS), as quais são essenciais em todas as etapas da gestão dos riscos de desastres, onde no processo de gestão dos riscos de desastres naturais, o uso de conhecimento técnico-científico eficiente compõe a base para tomada de decisão pelos gestores públicos, os quais embasados nas informações produzidas deverão realizar ações, objetivando a eliminação mitigação ou ajustamento aos riscos naturais. Zanella, Olímpio e Gorayeb (2012), utilizaram o SIG, na análise e caracterização dos desastres naturais hidroclimatológicos, ocorridos no estado do Ceará. Nas etapas da gestão de riscos de desastres naturais, as geotecnologias

podem ser utilizadas em várias situações como na identificação das áreas em risco e da população vulnerável, no mapeamento dos hospitais, bombeiros, abrigos ou danos promovidos, buscas de desaparecidos, no monitoramento ambiental, no processo de educação da população, entre outras.

Além de uma evolução na parte teórica e técnica-científica da climatologia como já ressaltado acima, essa ciência deve se concentrar, também, na melhoria da eficácia de suas ações e em sua prática política. O conhecimento teórico e técnico- científico transforma-se em algo nulo quando as ações por eles designadas são retardadas ou até impossibilitadas.

No entanto, os desafios em busca de uma maior sustentabilidade com relação à qualidade atmosférica e hídrica são ainda numerosos, com soluções em médio e a longo prazo, contando-se com a vontade política das instituições governamentais e privadas, em especial aos projetos e esforços baseados e veiculados à gestão territorial. De modo particular aos estudos climatológicos, a gestão se visualiza como um dos mais difíceis objetivos, já que a formulação de projetos que objetivam auxiliar o desenvolvimento de regiões e territórios tem de aliar a sua teoria, assimilada pela discussão de paradigmas e conhecimentos, com as técnicas e métodos mais modernos desenvolvidos e, também, conseguir a viabilização das ações necessárias para o desenvolvimento de projetos e sistemas estudados e comprovados cientificamente.

Entretanto, apesar dos inúmeros avanços e resultados das pesquisas climáticas do Brasil, grandes esforços ainda devem ser realizados, pois grande parte desses ainda se encontra desprovidos de qualquer informação ou monitoramento. A predição de possíveis variações climáticas decorrentes do impacto colonizador das regiões brasileiras em até 50 anos é importante para poupar o Brasil de crises futuras em sua agricultura e na utilização de seus recursos hídricos. Diante desses quadros o que se tem hoje é uma climatologia de caráter estratégico à manutenção do bem estar social, devendo os governantes ampliar e investir em tecnologia voltada ao estudo do clima e principalmente dos desastres naturais, que hoje acontecem com maior frequência.

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