KAPITTEL 7. OPPSUMMERING OG KONKLUSJON
B.2 Hastighetspotensialet i fjernfeltet
A atividade de representação do espaço foi dirigida pelo orientador de estágio. O principal objetivo era avaliar se, com o professor à frente da turma, ou seja, com uma modificação do sistema de ensino, os alunos continuariam com melhorias no comportamento ou se regrediam.
Logo na primeira aula o professor utilizou o seu sistema habitual de deixar os alunos sentar onde desejavam, sistema que lhes agradou e que modificou de imediato a postura conseguida na atividade anterior, criaram um ambiente onde era impossível trabalhar.
O professor preparou um suporte para a nova temática ligada à representação do espaço que se revelou inútil devido ao comportamento da turma. Numa segunda tentativa, desenhou no quadro vários esquemas, e aí alguns alunos conseguiram compreender muito genericamente, devido às suas dificuldades, o que era pretendido. Com esta exposição oral foi possível constatar que a turma não consegue manter uma postura correta e que é praticamente impossível apresentar conteúdos teóricos muito extensos. Foi interessante observar o declínio da turma numa só aula. As conclusões que se retiraram foram: que a forma como o professor aborda os alunos no início do ano é muito importante e que basta dar-lhes um pouco de liberdade para esquecerem todas as normas.
A turma era mesmo difícil e nem o melhor professor de todos conseguiria transformá- los, na totalidade, numa turma disciplinada.
Os alunos durante toda a atividade recorreram aos professores para pedir ajuda. Esta falta de autonomia faz com que um professor, sozinho com trinta alunos, não consiga dar resposta.
A atividade pressupunha vários trabalhos que eram realizados por fases e entregues sem prazos rígidos. Como a turma piorou o comportamento o orientador decidiu divulgar as notas do primeiro exercício, que não eram satisfatórias, para levar os alunos a um maior empenho. Esta estratégia resultou muito bem e nas aulas seguintes os alunos melhoraram o seu comportamento.
Todo o desenvolvimento da atividade foi condicionado pela falta de conhecimento prévio, o professor explicava de forma clara mas os alunos não entendiam nada do que era apresentado. Com esta falta de bases decidiu-se proceder a explicações muito básicas como se os alunos tivessem cinco anos de idade e desta forma foram entendidos alguns conceitos básicos. A linha do horizonte, por exemplo, foi um verdadeiro quebra-cabeças para os alunos, estes eram incapazes de reconhecer a sua posição e a forma mais simples encontrada para dar resposta a estas dúvidas foi explicar aos alunos que a linha do horizonte é a linha que se vê do limite entre o céu e o mar. Tudo o que era apresentado tinha que ser escrupulosamente pensado e o sistema de níveis criado pelo orientador de estágio, que consistia na elaboração de trabalhos com níveis de dificuldade crescente, foi uma excelente forma de progressão na matéria.
Um dos grandes problemas verificado durante esta atividade foi a falta de delimitação de prazos. Na planificação anual (Apêndice 17) foi atribuído um limite de blocos letivos a
utilizar que foi duplicado, comprometendo o cumprimento do restante programa. Os alunos, mesmo como dobro do tempo, não entregaram os exercícios concluídos o que reforça a utilização de um sistema promovido pela turma para perder tempo.
Durante a atividade o aluno sinalizado como violento decidiu comparecer a algumas aulas e tentou provocar desordem. Logo na primeira, sentou-se onde desejava, começou a distrair os colegas e a provocar comportamentos indisciplinados na turma. A estagiária ao ver o seu comportamento decidiu sugerir-lhe que mudasse de lugar na aula seguinte, tendo em conta que a aula à qual compareceu era de quarenta e cinco minutos e estava no fim. O aluno, num tom provocatório, afirmou: “Eu para a próxima aula nem venho”. Este tipo de afirmação, numa situação normal, era suficiente para o professor o repreender e mostrar a sua autoridade, mas como neste caso a estagiária estava a investigar sobre a problemática da indisciplina a abordagem foi diferente. A autora deste relatório limitou-se a responder: “Está bem! Então, se decidires aparecer, faz-me um favor, e senta-te ali”. O aluno não proferiu qualquer resposta, como acontece geralmente com outros professores. O jovem procurava provocar os professores para justificar os seus atos, se o docente elevasse a voz ou tentasse sobrepor-se, o aluno partia imediatamente para a violência. Ao responder ao aluno de forma arrogante, a estagiária mostrou que não tem qualquer receio. Sem obter medo ou fragilidade por parte do professor, o aluno acaba por não tentar afrontar mais o docente. Os professores, por vezes, devem ser piores que os alunos e mostrarem que nada os afeta, para garantirem a sua saúde mental e psicológica. Bater de frente com um aluno é dar oportunidades de retaliação. O jovem violento na aula seguinte compareceu e sentou-se exatamente onde a estagiária lhe tinha indicado.
Ainda no desenvolvimento da atividade esse mesmo aluno recusou-se a desenvolver os exercícios e foi novamente abordado pela estagiária. Esta apenas lhe disse: “ Tu és capaz de fazer isso de olhos fechados, nem sei porque é que a folha ainda está em branco.” A frase foi apenas deixada no ar e autora deste relatório continuou a circular pela sala. Breves minutos depois, foi possível observar os resultados, o aluno fez o exercício todo e ainda chamou a estagiária para esclarecer uma dúvida. Este comportamento só reforça a necessidade que os alunos têm da constante utilização do reforço positivo. Quando existe tendência para a violência a melhor forma é dar pequenas indicações e deixar o aluno refletir sozinho sobre o que lhe foi dito. No final da aula a estagiária felicitou o aluno pelo trabalho efetuado com uma frase simples e direta: “Eu sabia que eras capaz”. Os alunos violentos procuram chamar a atenção e cabe ao professor negar-lhe esse mediatismo para evitar o agravamento do seu comportamento.
A turma necessitava de adaptação diária ao comportamento e conteúdos lecionados, tornando-se imprescindível uma investigação mais profunda de estratégias a utilizar e esta experiência, de modificação de sistemas de ensino, foi muito construtiva (fichas de observação das aulas no Apêndice 18).