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Har Hospitaldrift god informasjonsflyt vedrørende sikkerhet?

5. Empiri

5.2 Har Hospitaldrift god informasjonsflyt vedrørende sikkerhet?

A Figura nº 10 do Apêndice J – Representação das competências de liderança por fator sociodemográfico, apresenta os valores médios obtidos, por cada ano escolar, nas diversas competências de liderança medidas pelo inquérito. Os valores mais elevados foram registados, maioritariamente, no 1º e no 5º ano escolar, embora se situem mais no último ano. Por sua vez, a média de valores mais baixos foram registados pelo 2º ano escolar.

Ora, o que à partida parecem dados incoerentes, pois não parece fazer muito sentido que os alunos do 1º ano sejam dos mais proficientes (com todos os alunos a responderem superior a 5, em todas as competências), na realização das tarefas que os fariam obter tais desempenhos, talvez seja exatamente nessa incoerência que reside a resposta. O 1º ano é constituído por alunos que, até há bem pouco tempo, estavam no Ensino Secundário, a trabalhar ou em outras Unidades Militares, o que significa que muitos deles não estão habituados ao nível de exigência que a AM lhes impõe e alguns deles não têm, ou têm pouca, experiência de comando, direção ou chefia. Também existe a hipótese do receio de não se estar a corresponder às expetativas, ou que o inquérito aplicado de alguma forma sirva para avaliação, o que pode influenciar a responder o que se considera ser o mais acertado, ao invés de se responder o que, de facto, é sentido e vai de encontro à realidade.

Mas nem todos os resultados terão sido, aparentemente, deturpados pelos fatores acima mencionados, pois ao observar e comparar com os restantes anos, os resultados obtidos pelo 1º ano em competências como a “aptidão técnica e profissional”, o “trabalho de equipa e coesão” e a “orientação para a tarefa”, parece perfeitamente razoável que sejam

Capítulo 5 – Apresentação, Análise e Discussão dos Resultados

superiores. O primeiro caso justifica-se pelo desconhecimento acerca de toda a envolvente prática da GNR, da exigência requerida no futuro e da sua missão quando ingressarem nos QP, o que os pode levar a pensar que já estão aptos para a desempenhar. Por exemplo, nessa competência, os resultados foram diminuindo, à medida que o ano escolar aumenta, facto que vai de encontro ao que foi referido, pois os Cadetes Alunos vão ganhando consciência de que não estão tão bem preparados para a sua vida profissional como pensavam, e no caso concreto dos Aspirantes Alunos, que até já estiveram a estagiar em diversas Unidades da GNR, mais enquadrados com essa realidade estão e portanto são os que obtiveram um resultado mais baixo, não por estarem pior preparados, mas por terem uma perceção mais precisa do grau de exigência. Os outros dois casos mencionados podem considerar-se em conjunto, uma vez que o motivo que leva a resultados altos, por parte do 1º ano escolar, no trabalho de equipa, coesão e orientação para a tarefa é o facto de se tratar de um ano de enormes provações, sujeito a um enquadramento exigente e ao qual os alunos não estão habituados, e em que se abandona o conforto do lar e a companhia dos familiares e amigos para se passar a viver numa academia militar rodeado de pessoas desconhecidas, mas que, com o tempo, se vão constituindo como camaradas, amigos e até como uma nova família. Por estes motivos e para os ultrapassar com sucesso, admite-se que o 1º ano escolar é o ano escolar em que a união e o espírito de corpo são máximos, fatores que promovem o trabalho conjunto, a ligação entre camaradas e a orientação para concretizar os objetivos.

Face a tudo o que foi referido anteriormente, faz sentido que os piores resultados se tenham registado no 2º ano escolar, porque este carateriza-se, no fundo, como se fosse o primeiro ano, ou melhor, o primeiro ano em que se sabe que pouco se sabe e se toma consciência de que a exigência é elevada. Tal como no estudo realizado por Baartman e Ruijs (2011), constata-se também na AM, que o 1º ano escolar tem uma perceção sobrestimada das suas competências.

5.3.2. Análise descritiva das competências de liderança – tipo de ACE (n=163)

No que diz respeito às diferenças da média de valores das competências de liderança entre quem pratica, ou praticou ACEs individuais, coletivas ou ambas, podemos observar, através da Figura nº 11 do Apêndice J, que quem praticou ACEs de ambos os tipos obteve, em média, resultados superiores em todas as 24 competências, enquanto os piores resultados foram divididos pelos praticantes de ACEs individuais e coletivas, registando-se com mais

Capítulo 5 – Apresentação, Análise e Discussão dos Resultados

frequência no primeiro caso. Estes resultados vão ao encontro do que é expectável, uma vez que quem teve oportunidade de praticar ambos os tipos de ACE, é suposto que tenha desenvolvido, tanto as competências expandidas por atividades individuais, como as expandidas por atividades coletivas. Ainda há outro fator a considerar, que é o facto de quem está há mais tempo na AM também ter maior probabilidade de ter praticado mais ACEs de tipos diferentes, o que poderá levar a que haja uma sobreposição entre quem já praticou ambas e quem se encontra num ano escolar superior. Indo ao encontro da investigação de Gould e Carson (2008), não se pode concluir que quem praticou determinado tipo de desportos desenvolveu mais algumas competências, pois ninguém na amostra deixa de praticar algum desporto. Ainda assim, conclui-se que existem diferenças na perceção das competências de liderança consoante o tipo de ACE(s) praticado(s).

5.3.3. Análise descritiva das competências de liderança – estatuto antes de entrar na Academia Militar (n=163)

Pela Figura nº 12 do Apêndice J, que apresenta os resultados registados para as competências de liderança, face à proveniência dos Cadetes Alunos ao ingressarem na AM, verificamos que, em média, os alunos que já eram previamente militares previamente a concorrerem à AM, obtiveram resultados mais elevados em todas as competências, à exceção da “orientação para a tarefa”, o que se justifica, por estarem enquadrados com o meio militar há mais tempo, terem tido mais oportunidades para exercer funções de comando, direção e chefia, e terem mais experiência. O resultado mais baixo na competência referida, poderá estar relacionado com o facto de quem já era militar possuir tendências provenientes das unidades onde se encontravam e não aceitar as novas imposições e objetivos colocados pela AM, de forma tão acessiva, como quem provém do meio civil.

5.3.4. Análise descritiva das competências de liderança – estabelecimento de Ensino