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2. TEORETISK RAMMEVERK

2.2 H VA ER MEDARBEIDERDREVET INNOVASJON (MDI)?

A envoltória é a parte da edificação responsável pela proteção dos espaços interiores

contra as intempéries (chuva, vento, luz solar, calor e frio), ou seja, a camada mais externa da

parede. Arquitetos e Engenheiros efetuam análises detalhadas de forma a gerar um design

arrojado com otimização de custos e desempenho energético, de forma a não comprometer a

parte estética da edificação. (ALLEN e IANO, 2013). Do ponto de vista energético, a envoltória

pode ser considerada como um sistema termodinâmico, apresentado permanentemente a

múltiplas e variadas influências físicas. O referido sistema é limitado pela envoltória, através

da qual há a troca dinâmica de massa e energia (KUNZEL, 1995).

O movimento do ar em um sistema construtivo ocorrerá sempre que houver uma

diferença de pressão entre um lado e outro deste mesmo sistema. Tais variações podem ser, por

exemplo, resultantes da diferença de temperatura entre a zona interna e externa ou da força dos

ventos que atuam sobre a edificação. (ALLEN e IANO, 2013) e (BARREDA, 2013).

A entrada involuntária de ar no interior do espaço condicionado, efetuada através de

rachaduras, vazamentos, ou demais aberturas não intencionais que envolvem a construção é

denominada infiltração. E a saída involuntária é chamada de exfiltração. (SADINENI,

MADALA e BOEHM, 2011) e (ABNT NBR 16401-1:2008).

No Chile, as infiltrações podem representar até 60% da demanda total de energia,

decorrente do acondicionamento térmico. Fenômeno que ocorre particularmente em regiões

com altas amplitudes térmicas. (CHILE, 2014).

A infiltração tem inúmeras consequências negativas, pois afeta os níveis de desempenho

do condicionador de ar (implica em uma taxa adicional de ar exterior e em conseguinte carga

térmica), interfere no controle de temperatura e umidade do ar no interior da edificação (redução

do conforto térmico), degradação da qualidade do ar interior (quando infiltrado, o ar externo

encontra regiões com variação abrupta de temperatura, trazendo como consequência, a variação

da umidade e, naturalmente, surgimento de mofo e colônias de bactérias), além de danos nos

componentes da envolvente da construção e aumento do consumo de energia (SADINENI,

MADALA e BOEHM, 2011) e (ALLEN e IANO, 2013).

As principais fontes de geração de infiltrações, fugas ou ganhos de calor (pontes

térmicas) são uniões, zonas de encontro dos elementos, fissuras e principalmente a má

qualidade apresentada pela vedação de portas e janelas.

Estima-se que este processo tenha impacto direto na ordem de 40 a 60% dos custos do

processo de refrigeração e aquecimento de uma edificação (EMMERICH, MCDOWELL e

ANIS, 2005) e (CHILE, 2014).

2.6.1

Tipos de infiltração

Segundo o Manual de Hermeticidad al Aire de Edificaciones (CHILE, 2014), a

infiltração pode ser classificada de três formas distintas, como apresentado pela figura 2.5.

Figura 2.5 Tipos de infiltração.

Fonte: Adaptado de: DOE (2011).

Infiltração produzida pelo vento: Resultado da pressão do vento sobre a fachada do

edifício. As pressões criam movimentos de ar, onde a pressão estática poderá ser maior ou

menor do que a pressão atuante. O que depende da velocidade do vento incidente, a geometria

do edifício e seu grau de exposição ao vento (localização do edifício e topografia).

A figura 2.6 mostra a relação entre a altura e a variação da pressão na superfície da

edificação.

Figura 2.6 Incidência das pressões do vento em relação a altura e exposição ao vento.

Fonte: Chile (2014).

Infiltração por efeito de diferença de temperatura: Ocorre por efeito convectivo, também

conhecido como efeito chaminé ou stack, que se aplica pela relação entre a temperatura e a

densidade do ar. A mudança da densidade do ar, produzida pela variação da temperatura, é o

fator que provoca a movimentação do ar. Esta relação tem uma magnitude média de 0,14 Pa

para cada °C de diferença.

Infiltração por sistemas mecânicos de ventilação: produzida pela pressão gerada por um

sistema de impulsão de ar.

2.6.2

Renovação de ar por infiltração e a Síndrome do Edifício Doente (SED)

Ambientes com reduzida taxa de renovação do ar apresentam, frequentemente, uma

elevada concentração de dióxido de carbono, partículas e microrganismos. A este acúmulo de

poluentes está atrelada a origem da Síndrome do Edifício Doente (SED), termo derivado do

inglês Sick Building Syndrome (SBS). Este termo é utilizado para descrever casos de

desconforto e/ou de sintomas inespecíficos referidos pelos ocupantes de determinados edifícios,

sem que uma doença ou causa específica possa ser identificada. (FANG, et al. 2004). O ar do

ambiente deverá ser constantemente renovado, tendo em vista que as pessoas passam em média

90% de sua vida, no interior de um ambiente, de forma que a ventilação deva ser suficiente para

o mantenimento da saúde dos ocupantes (ECA, 2003).

No Brasil a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, junto com o

Ministério da Saúde, regulamentaram a aplicação da portaria 3.523/98, do Ministério

da Saúde - que dispõe sobre a qualidade do ar de interiores em ambientes climatizados - junto

com a resolução 9, da ANVISA, referente a projetos, manutenção, instalação e elaboração dos

sistemas de ar condicionado, a fim de garantir a qualidade do ar em ambientes internos.

Segundo a portaria número 3.523, de 28 de agosto de 1998, grifo nosso:

Capítulo I

Art. 5º. Todos os sistemas de climatização devem estar em condições

adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle, observadas as

determinações, abaixo relacionadas, visando a prevenção de riscos à saúde dos

ocupantes:

a) manter limpos os componentes do sistema de climatização, tais como:

bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos, de forma a evitar

a difusão ou multiplicação de agentes nocivos à saúde humana e manter a boa

qualidade do ar interno.

b) utilizar, na limpeza dos componentes do sistema de climatização, produtos

biodegradáveis devidamente registrados no Ministério da Saúde para esse fim.

c) verificar periodicamente as condições física dos filtros e mantê-los em

condições de operação. Promover a sua substituição quando necessária.

d) restringir a utilização do compartimento onde está instalada a caixa de

mistura do ar de retorno e ar de renovação, ao uso exclusivo do sistema de

climatização. É proibido conter no mesmo compartimento materiais, produtos

ou utensílios.

e) preservar a captação de ar externo livre de possíveis fontes poluentes

externas que apresentem riscos à saúde humana e dotá-la no mínimo de filtro

classe G1 (um).

f) garantir a adequada renovação do ar de interior dos ambientes

climatizados, ou seja, no mínimo de 27m³/h/pessoa.

g) descartar as sujidades sólidas, retiradas do sistema de climatização após a

limpeza, acondicionadas em sacos de material resistente e porosidade

adequada, para evitar o espalhamento de partículas inaláveis.

A ASHRAE 62 informa que taxas de infiltração de 2,5 L/s (9 m³/h/pessoa), são capazes

de dissipar os gases produzidos no ambiente, e a este processo denomina ventilação higiênica.

Porém indica que o ideal é que a taxa de infiltração possua valores de 7,5 L/s (27 m³/h/pessoa),

caracterizando assim um ambiente salutar.